The China Mail - Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança

USD -
AED 3.672502
AFN 62.999667
ALL 81.492043
AMD 367.461239
ANG 1.79046
AOA 918.0003
ARS 1385.00596
AUD 1.379111
AWG 1.8025
AZN 1.688667
BAM 1.669747
BBD 2.014096
BDT 122.750925
BGN 1.66992
BHD 0.377265
BIF 2977.01223
BMD 1
BND 1.272576
BOB 6.910389
BRL 4.903401
BSD 1.000004
BTN 95.654067
BWP 13.471587
BYN 2.786502
BYR 19600
BZD 2.011227
CAD 1.369055
CDF 2225.000229
CHF 0.781299
CLF 0.022775
CLP 896.349636
CNY 6.7921
CNH 6.787195
COP 3787.27
CRC 455.222638
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.139393
CZK 20.78225
DJF 178.077923
DKK 6.378345
DOP 58.856926
DZD 132.483043
EGP 52.940204
ERN 15
ETB 156.142938
EUR 0.85358
FJD 2.18635
FKP 0.739209
GBP 0.740205
GEL 2.670568
GGP 0.739209
GHS 11.335462
GIP 0.739209
GMD 73.498647
GNF 8773.899421
GTQ 7.629032
GYD 209.214666
HKD 7.83063
HNL 26.593188
HRK 6.430403
HTG 130.601268
HUF 306.176019
IDR 17493
ILS 2.907745
IMP 0.739209
INR 95.65155
IQD 1309.980663
IRR 1312000.00028
ISK 122.579744
JEP 0.739209
JMD 158.150852
JOD 0.708942
JPY 157.764499
KES 129.141589
KGS 87.449974
KHR 4011.833158
KMF 420.000375
KPW 900.016801
KRW 1488.715008
KWD 0.30838
KYD 0.833362
KZT 469.348814
LAK 21915.434036
LBP 89550.577146
LKR 324.546762
LRD 183.004918
LSL 16.465169
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.332864
MAD 9.166688
MDL 17.150468
MGA 4152.739536
MKD 52.613162
MMK 2099.28391
MNT 3579.674299
MOP 8.066645
MRU 39.973704
MUR 46.810213
MVR 15.395264
MWK 1734.249137
MXN 17.223598
MYR 3.930499
MZN 63.910287
NAD 16.465169
NGN 1370.990111
NIO 36.79625
NOK 9.167597
NPR 153.052216
NZD 1.68578
OMR 0.384497
PAB 1.000021
PEN 3.428454
PGK 4.419687
PHP 61.405977
PKR 278.573203
PLN 3.628604
PYG 6115.348988
QAR 3.645794
RON 4.443898
RSD 100.196001
RUB 73.34847
RWF 1466.515265
SAR 3.757472
SBD 8.029009
SCR 13.955513
SDG 600.500395
SEK 9.316135
SGD 1.272165
SHP 0.746601
SLE 24.624987
SLL 20969.502105
SOS 571.511509
SRD 37.2545
STD 20697.981008
STN 20.917019
SVC 8.749995
SYP 110.578962
SZL 16.458987
THB 32.337497
TJS 9.365014
TMT 3.5
TND 2.913221
TOP 2.40776
TRY 45.417796
TTD 6.784798
TWD 31.529739
TZS 2597.650258
UAH 43.974218
UGX 3749.695849
UYU 39.725261
UZS 12145.531228
VES 504.28356
VND 26348
VUV 117.978874
WST 2.702738
XAF 560.031931
XAG 0.01148
XAU 0.000213
XCD 2.70255
XCG 1.802233
XDR 0.694969
XOF 560.000854
XPF 101.817188
YER 238.64978
ZAR 16.449901
ZMK 9001.201236
ZMW 18.875077
ZWL 321.999592
Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança
Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança / foto: © AFP

Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança

Inundações devido ao transbordamento de rios e deslizamentos de terras após fortes chuvas no Rio Grande do Sul deixaram pelo menos 31 mortos e 74 desaparecidos, informaram as autoridades nesta sexta-feira (3), enquanto intensificam esforços à medida que as águas sobem e deixam comunidades isoladas.

Tamanho do texto:

O volume excepcional dos rios multiplicou os alertas no estado devido ao rompimento de barragens que ameaçam agravar o desastre, sobretudo uma estrutura danificada no rio das Antas, no município de Cotipora.

Imagens da região, sobretudo no centro, reforçam o "pior desastre climático" da história do Rio Grande do Sul, segundo o seu governador, Eduardo Leite.

É possível ver grandes superfícies completamente inundadas, rios destruindo pontes e estradas, e resgates dramáticos de pessoas em telhados ou prestes a serem arrastadas pelas enchentes.

"Eu sou natural daqui, então me sinto muita lesada por todos os que moram aqui, é muito triste, de doer o coração", contou Maria Luiza, de 51 anos, moradora de São Sebastião do Caí, a cerca de 70 km da capital Porto Alegre.

"Eu vim aqui para ajudar as pessoas, para tirar as pessoas da enchente, porque está muito perigoso, muita correnteza", declarou Guilverto Luiz, um pescador de 52 anos que se juntou aos serviços de resgate.

- Tensão em Porto Alegre -

O número de mortes chegou a 31. Além disso, 74 pessoas estão desaparecidas e 56, feridas, segundo um novo balanço da Defesa Civil do estado.

O impacto do fenômeno climático que atingiu o território sul com chuvas intensas, vendavais e granizo afetou 351 mil habitantes, dos quais cerca de 17 mil foram evacuados em 235 municípios.

Mas os números da catástrofe são apenas "preliminares", alertou o governador na quinta-feira.

As águas que cobrem enormes áreas impedem a dimensão da magnitude do desastre.

Leite alertou também para o crescimento rápido do nível do rio Guaíba, em Porto Alegre, que poderia atingir cinco metros.

Se a previsão for confirmada, será a maior cheia da história da cidade, superando a registrada em 1941, destacou.

Os serviços de resgate tentam chegar a inúmeros municípios isolados, sem comunicações e com estradas bloqueadas, para garantir o abastecimento de alimentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou ao Rio Grande do Sul na quinta, onde garantiu que "não faltarão recursos humanos" para enfrentar a crise.

O Governo Federal informou que disponibilizou um total de 12 aeronaves, 45 veículos e 12 embarcações, além de enviar 626 militares das Forças Armadas para ajudar a população afetada.

- Chuvas incessantes -

As condições climáticas não ajudam: as chuvas persistentes dificultam os resgates e diversas áreas estão inacessíveis.

As previsões meteorológicas indicam que as fortes chuvas devem continuar até sábado (4).

O governo do Rio Grande do Sul também relatou danos em estradas e cortes no fornecimento de eletricidade e água que afetaram centenas de milhares de pessoas.

Esta é a segunda catástrofe em um curto espaço de tempo neste estado. Em setembro de 2023, 31 pessoas morreram na passagem de um ciclone devastador na região.

Segundo especialistas, o aquecimento global agrava a intensidade e a frequência dos eventos climáticos extremos que atingem o Brasil. A situação é ainda agravada pelo fenômeno climático El Niño.

Na quinta-feira, dados oficiais mostraram que o Brasil registrou um recorde de incêndios florestais de janeiro a abril, com mais de 17.000 identificados. Mais da metade deles na Amazônia, um fenômeno que segundo o governo, está ligado aos efeitos da mudança climática.

R.Yeung--ThChM