The China Mail - O projeto de regulamentação das redes sociais que causa polêmica no Brasil

USD -
AED 3.672504
AFN 64.000368
ALL 80.878301
AMD 368.276037
ANG 1.789884
AOA 918.000367
ARS 1398.655759
AUD 1.37836
AWG 1.8025
AZN 1.70397
BAM 1.65809
BBD 2.008732
BDT 122.377178
BGN 1.668102
BHD 0.376584
BIF 2968.504938
BMD 1
BND 1.264635
BOB 6.891611
BRL 4.915095
BSD 0.997329
BTN 94.180832
BWP 13.389852
BYN 2.818448
BYR 19600
BZD 2.00585
CAD 1.36715
CDF 2265.000362
CHF 0.776955
CLF 0.022646
CLP 890.873638
CNY 6.80075
CNH 6.796265
COP 3727.014539
CRC 458.479929
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.480565
CZK 20.636704
DJF 177.601628
DKK 6.340404
DOP 59.310754
DZD 132.326735
EGP 52.744691
ERN 15
ETB 155.726591
EUR 0.84804
FJD 2.18304
FKP 0.733957
GBP 0.73346
GEL 2.67504
GGP 0.733957
GHS 11.234793
GIP 0.733957
GMD 73.503851
GNF 8750.794795
GTQ 7.614768
GYD 208.672799
HKD 7.83165
HNL 26.513501
HRK 6.393304
HTG 130.575219
HUF 300.190388
IDR 17377.45
ILS 2.901304
IMP 0.733957
INR 94.425504
IQD 1306.515196
IRR 1311500.000352
ISK 122.010386
JEP 0.733957
JMD 157.187063
JOD 0.70904
JPY 156.678504
KES 128.803357
KGS 87.420504
KHR 4001.526006
KMF 418.00035
KPW 899.983822
KRW 1461.810383
KWD 0.30766
KYD 0.831164
KZT 460.946971
LAK 21871.900301
LBP 89311.771438
LKR 321.097029
LRD 183.01047
LSL 16.361918
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.306642
MAD 9.121445
MDL 17.054809
MGA 4165.995507
MKD 52.257217
MMK 2099.83295
MNT 3581.379784
MOP 8.041456
MRU 39.863507
MUR 46.820378
MVR 15.403739
MWK 1729.049214
MXN 17.177604
MYR 3.921039
MZN 63.910377
NAD 16.361918
NGN 1365.000344
NIO 36.700437
NOK 9.209304
NPR 150.68967
NZD 1.675884
OMR 0.384681
PAB 0.997329
PEN 3.448264
PGK 4.404222
PHP 60.515038
PKR 277.958713
PLN 3.59545
PYG 6092.153787
QAR 3.645458
RON 4.426304
RSD 99.504048
RUB 74.240007
RWF 1462.082998
SAR 3.767486
SBD 8.019432
SCR 14.874401
SDG 600.503676
SEK 9.215704
SGD 1.267404
SHP 0.746601
SLE 24.650371
SLL 20969.496166
SOS 569.963122
SRD 37.399038
STD 20697.981008
STN 20.770633
SVC 8.727057
SYP 110.56358
SZL 16.351151
THB 32.203038
TJS 9.305159
TMT 3.5
TND 2.896867
TOP 2.40776
TRY 45.347504
TTD 6.759357
TWD 31.316038
TZS 2598.109449
UAH 43.809334
UGX 3737.018354
UYU 39.777881
UZS 12097.83392
VES 499.23597
VND 26308
VUV 118.45862
WST 2.707065
XAF 556.107838
XAG 0.012445
XAU 0.000212
XCD 2.70255
XCG 1.797465
XDR 0.69162
XOF 556.107838
XPF 101.106354
YER 238.625037
ZAR 16.38071
ZMK 9001.203584
ZMW 18.98775
ZWL 321.999592
O projeto de regulamentação das redes sociais que causa polêmica no Brasil
O projeto de regulamentação das redes sociais que causa polêmica no Brasil / foto: © AFP/Arquivos

O projeto de regulamentação das redes sociais que causa polêmica no Brasil

O Telegram disse que pode dar poder de "censura" ao governo brasileiro; Google, que aumentaria "a confusão sobre o que é verdadeiro ou falso". Qual é o projeto de lei que busca regulamentar as plataformas de redes sociais no Brasil e por que gera tanta polêmica?

Tamanho do texto:

- Como surgiu o novo projeto?

O Projeto de Lei 2630/2020, conhecido como "PL das Fake News", foi apresentado há três anos no Senado, em um esforço para lidar com a avalanche de desinformação online.

Mas voltou a ser discutido recentemente, depois que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro, supostamente incentivados por desinformações nas redes sociais que alegavam que Bolsonaro havia perdido a eleição de forma fraudulenta para o esquerdista Lula da Silva.

Os recentes ataques em escolas brasileiras, que deixaram várias crianças e professores mortos, também alimentaram a discussão sobre como combater conteúdos extremistas que proliferam nas redes sociais.

O projeto, que passou por diversas modificações e hoje está centrado no combate a conteúdos ilegais, conta com o apoio do governo, parte do Poder Judiciário e a coalizão de organizações da sociedade civil Direitos na Rede. Por outro lado, gera resistência entre empresas de tecnologia, deputados evangélicos e bolsonaristas.

A Câmara dos Deputados adiou a votação prevista para o início de maio, sem nova data. Se aprovado, o texto será analisado novamente pelo Senado.

- O que o texto propõe?

Atualmente, as empresas moderam o conteúdo com base em suas políticas internas (termos de uso) e também agem por ordem judicial.

O Marco Civil da Internet, lei brasileira que regulamenta a web desde 2014, estabelece que as empresas não respondem civilmente por conteúdos publicados por terceiros, exceto quando descumprirem uma ordem judicial de remoção ou quando forem imagens de nudez divulgadas sem o consentimento da vítima.

O projeto de lei propõe mudanças.

O texto obriga as plataformas a aumentarem sua transparência e adotarem mecanismos de combate a conteúdos ilegais, especificamente em sete temas: atentado ao Estado democrático de Direito e eleições; contra crianças e adolescentes; saúde pública e os que configuram violência contra a mulher, racismo, terrorismo e incitação ao suicídio e à automutilação.

Isso se aplicaria às plataformas de redes sociais, de busca ou de mensagens instantâneas que tenham mais de 10 milhões de usuários mensais no Brasil, como Telegram e Google.

"Não é exigido delas que moderem tudo. Que restrinjam, apaguem ou rotulem esses conteúdos. É exigido que elas demonstrem que estão fazendo esforços suficientes para tirar esses conteúdos de circulação", explica Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP).

Por exemplo, com relatórios semestrais detalhando "o número de conteúdo que elas identificaram e tiraram, o tamanho das equipes que elas montaram, o softwares que desenharam para tirar esses conteúdos" e com a contratação de uma auditoria "independente", acrescenta Ortellado.

O projeto também estabelece que as plataformas podem responder judicialmente por conteúdos ilegais publicados por seus usuários caso sejam impulsionados como publicidade paga.

As sanções vão desde advertência, multa de até 10% do seu faturamento ou suspensão temporária dos serviços.

- O que alegam as grandes plataformas?

O Telegram enviou esta semana uma mensagem a todos os seus usuários alertando que "a democracia está sob ataque" no Brasil, criticando que o projeto "permite que o governo limite o que pode ser dito online ao forçar os aplicativos a removerem proativamente fatos ou opiniões que ele considera 'inaceitáveis'".

Google, por sua vez, afirmou que a proposta "traz graves ameaças à liberdade de expressão", ao responsabilizar as plataformas por conteúdos de terceiros, o que levaria a uma "moderação excessiva".

"Sem os parâmetros de proteção do Marco Civil da Internet e com as novas ameaças de multas, as empresas seriam estimuladas a remover discursos legítimos, resultando em um bloqueio excessivo e uma nova forma de censura", escreveu Marcelo Lacerda, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Google Brasil, em 27 de abril.

- Quem se encarregará do controle? -

Um defeito importante do atual projeto de lei, segundo especialistas, é não especificar o órgão que fiscalizará o cumprimento da lei.

"Por causa das controvérsias, das acusações de que seria criado um 'Ministério da Verdade', retiraram a (criação de uma) agência reguladora da última versão", aponta Ortellado.

Isso é "perigoso", porque poderia justamente cair nas mãos de algum órgão político e não técnico e independente, adverte o especialista.

- Inspirada no modelo europeu?

A proposta é inspirada na Lei de Serviços Digitais (DSA) recentemente aprovada na União Europeia (UE).

Essa legislação obriga plataformas de redes sociais, mercados online e mecanismos de busca a reagir mais rapidamente para remover conteúdos considerados em violação das regras da UE e exige maior transparência de seus algoritmos e sistemas de recomendação.

S.Davis--ThChM