The China Mail - Sétima morte em prisão equatoriana relacionada ao assassinato de candidato presidencial

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Sétima morte em prisão equatoriana relacionada ao assassinato de candidato presidencial
Sétima morte em prisão equatoriana relacionada ao assassinato de candidato presidencial / foto: © AFP

Sétima morte em prisão equatoriana relacionada ao assassinato de candidato presidencial

O governo do Equador confirmou neste sábado (7) a morte na prisão de um novo detido relacionado com o assassinato do ex-candidato presidencial Fernando Villavicencio, o sétimo desde sexta-feira.

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O Ministério Público informou em sua conta da rede X, antigo Twitter, que ordenou “a remoção do corpo de um preso na prisão El Inca”, um centro penitenciário em Quito.

A autoridade penitenciária informou em comunicado que o detido, tal como as seis vítimas mortais registradas no dia anterior em uma prisão da cidade portuária de Guayaquil, estava “ligado” ao assassinato de Villavicencio.

Na sexta-feira, seis colombianos detidos por esse crime foram assassinados em meio a “tumultos” na prisão Guayas 1, em Guayaquil, cenário frequente de confrontos sangrentos entre gangues de narcotraficantes.

O presidente Guillermo Lasso se encontrou na manhã deste sábado com o Comitê de Segurança no palácio presidencial em Quito.

- Lasso cancelou agenda -

"Não haverá conivência nem encobrimento, a verdade será conhecida aqui", disse o presidente na sexta-feira em sua conta no Twitter, após retornar às pressas de uma viagem a Nova York, onde estava por motivos pessoais.

Lasso, que está em uma guerra aberta contra o narcotráfico, tinha planos de viajar de Nova York a Seul para uma visita oficial a partir deste sábado, com o objetivo de impulsionar as negociações de um acordo comercial.

No entanto, pelo X, o presidente afirmou no sábado: "Devido à crise no sistema penitenciário, suspendi as atividades diplomáticas e comerciais planejadas" no país.

- Eleições sob fogo -

As sete pessoas assassinadas haviam sido capturadas logo após o assassinato de Villavicencio, em 9 de agosto. O então candidato foi baleado no norte de Quito, após um comício da campanha para as eleições gerais antecipadas de 20 de agosto.

Outro jovem colombiano que teria participado do ataque foi morto no local pelos seguranças do político.

Os assassinatos de detentos ocorridos na sexta-feira e no sábado aconteceram poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, em 15 de outubro, entre a esquerda de Luisa González e a direita de Daniel Noboa.

Desde julho, um estado de exceção foi declarado em todas as prisões do Equador devido à violência entre os presos.

A prisão Guayas 1, onde ocorreram os assassinatos de ontem, faz parte de um grande complexo penitenciário localizado em Guayaquil, no sudoeste do país. Agora, a cadeira funciona como um centro de operações para gangues de narcotraficantes - onde disputam o controle do tráfico de drogas.

Os conflitos entre presos resultaram em mais de 430 mortes desde 2021.

Mídias locais informaram que o pavilhão 7 está sob controle dos "Los Águilas", uma das várias gangues equatorianas aliadas a cartéis do México, como Sinaloa e Jalisco Nueva Generación, e da Colômbia.

O Equador encerrou uma campanha presidencial abalada pela violência política e pelo narcotráfico. Além de Villavicencio, outros sete políticos foram assassinados no último ano, incluindo um prefeito, dois vereadores municipais, um candidato a deputado e um líder local.

O candidato presidencial Noboa instou o governo a investigar a morte dos detentos.

"Como podemos permitir o empoderamento da violência que mergulhou o país todo no terror e na incerteza?", questionou em comunicado.

Sua rival, a esquerdista González, afirmou que existe uma "estratégia de terror que estão tentando impor à população".

"Chega!", exclamou a figura política do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017) em um vídeo divulgado na rede social.

A excelente investigação de Villavicencio levou à condenação de oito anos de prisão por corrupção a Correa, que vive na Bélgica.

No final de setembro, a viúva do candidato presidencial assassinado denunciou um atentado contra ela.

J.Thompson--ThChM