The China Mail - 'Conflito interno' do Equador impulsiona ações internacionais

USD -
AED 3.672502
AFN 64.000247
ALL 82.087167
AMD 368.450607
ANG 1.790403
AOA 917.999598
ARS 1425.273598
AUD 1.41293
AWG 1.801525
AZN 1.698937
BAM 1.689603
BBD 2.013822
BDT 122.983888
BGN 1.69088
BHD 0.37683
BIF 2970.152477
BMD 1
BND 1.283746
BOB 6.909421
BRL 5.0646
BSD 0.99987
BTN 95.052482
BWP 13.460326
BYN 2.766446
BYR 19600
BZD 2.010971
CAD 1.396895
CDF 2294.999721
CHF 0.79412
CLF 0.022857
CLP 899.590089
CNY 6.7715
CNH 6.75754
COP 3492.53
CRC 454.839964
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.257224
CZK 20.79685
DJF 178.057103
DKK 6.443295
DOP 58.710207
DZD 132.859699
EGP 51.739299
ERN 15
ETB 157.556391
EUR 0.86207
FJD 2.2159
FKP 0.745885
GBP 0.744067
GEL 2.655021
GGP 0.745885
GHS 11.098441
GIP 0.745885
GMD 73.000255
GNF 8759.016889
GTQ 7.622133
GYD 209.191828
HKD 7.83533
HNL 26.736642
HRK 6.495897
HTG 130.733014
HUF 302.821984
IDR 17690.55
ILS 2.92082
IMP 0.745885
INR 94.66565
IQD 1309.835428
IRR 1375877.501252
ISK 124.319722
JEP 0.745885
JMD 158.489914
JOD 0.709015
JPY 160.111503
KES 129.499259
KGS 87.44966
KHR 4017.105093
KMF 425.999719
KPW 900.00035
KRW 1512.124986
KWD 0.30848
KYD 0.833312
KZT 488.937843
LAK 22017.191482
LBP 89543.518639
LKR 335.207982
LRD 181.97918
LSL 16.286467
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.372943
MAD 9.260766
MDL 17.462745
MGA 4172.605935
MKD 53.149572
MMK 2098.945404
MNT 3577.889929
MOP 8.070062
MRU 39.65617
MUR 47.270325
MVR 15.460251
MWK 1733.834392
MXN 17.17435
MYR 4.0475
MZN 63.899059
NAD 16.286467
NGN 1360.640138
NIO 36.793227
NOK 9.49125
NPR 152.084143
NZD 1.70939
OMR 0.383494
PAB 0.99987
PEN 3.400458
PGK 4.378213
PHP 60.564496
PKR 278.191957
PLN 3.65675
PYG 6122.413719
QAR 3.65522
RON 4.508801
RSD 101.386549
RUB 72.308979
RWF 1468.359898
SAR 3.753798
SBD 8.045573
SCR 14.065224
SDG 600.502186
SEK 9.375025
SGD 1.28172
SHP 0.746601
SLE 24.650136
SLL 20969.503664
SOS 571.465595
SRD 37.509499
STD 20697.981008
STN 21.165392
SVC 8.74865
SYP 110.532098
SZL 16.273163
THB 32.553005
TJS 9.318906
TMT 3.51
TND 2.933437
TOP 2.40776
TRY 46.273897
TTD 6.791931
TWD 31.5195
TZS 2622.495457
UAH 44.803507
UGX 3749.298086
UYU 40.387024
UZS 11975.292644
VES 581.95784
VND 26293.5
VUV 118.173796
WST 2.743491
XAF 566.677033
XAG 0.014196
XAU 0.000231
XCD 2.70255
XCG 1.801996
XDR 0.703376
XOF 566.677033
XPF 103.027947
YER 238.600514
ZAR 16.145451
ZMK 9001.198782
ZMW 17.467928
ZWL 321.999592
'Conflito interno' do Equador impulsiona ações internacionais
'Conflito interno' do Equador impulsiona ações internacionais / foto: © AFP

'Conflito interno' do Equador impulsiona ações internacionais

O "conflito interno" declarado há cinco dias no Equador impulsionou ações internacionais: suas fronteiras com países vizinhos vivem momentos de tensão, os Estados Unidos anunciaram o envio de altos comandantes militares e a Colômbia rechaçou uma expulsão em massa de presos.

Tamanho do texto:

Mais de vinte gangues de traficantes de drogas, formadas por 20 mil membros, semearam o terror no país desde domingo em resposta às rígidas políticas do governo do presidente Daniel Noboa.

Desde então, os motins nas prisões não cessam, 178 funcionários de penitenciárias viraram reféns e, nas ruas, veículos queimam, alarmes disparam e bombas explodem.

A onda de violência interna deixou 16 mortos e provocou a solidariedade da comunidade internacional, mas também atritos com alguns países.

Os Estados Unidos enviarão ao Equador a chefe do Comando Sul, a general Laura Richardson, e autoridades de luta contra o tráfico de drogas e diplomatas para assessorar o presidente Noboa, no poder desde novembro.

"Aceitamos o apoio da Argentina, aceitamos o apoio dos Estados Unidos (...) não é momento de agir por ego ou vaidade, dizer não", disse o presidente de 36 anos.

"Necessitamos apoio militar em termos de pessoas, de soldados, assim como em inteligência, artilharia e equipamento", afirmou.

Brasil, Colômbia, Chile, Venezuela, República Dominicana, Espanha, União Europeia, a ONU, entre outros, repudiaram a escalada narcotraficante. França e Rússia advertiram seus cidadãos a não viajarem ao Equador.

Seus vizinhos Peru e Colômbia, os maiores produtores de cocaína do mundo, tomaram medidas para restringir a passagem em suas fronteiras.

- Prisões sem controle -

Equador foi por muitos anos um país livre do tráfico, mas se transformou em novo reduto da droga que vai para os Estados Unidos e Europa com gangues em disputa pelo controle do território e unidas em sua guerra contra o Estado.

Nos últimos cinco anos, a taxa de homicídios a cada 100.000 habitantes passou de 6 para 46 em 2023 e a guerra interna se desenvolve, como ocorreu na Colômbia no século passado, com um ingrediente adicional: o terror nas prisões.

Os traficantes as usam como escritórios do crime, de onde gerem o tráfico de drogas, ordenam assassinatos, administram os lucros e lutam até a morte com rivais pelo poder.

No meio da crise atual, Noboa anunciou a "repatriação" de 1.500 colombianos presos para reduzir a superlotação nas prisões onde há cerca de 3.000 pessoas extras.

Mas a medida não foi bem aceita pelo governo de esquerda de Gustavo Petro que a considera uma "expulsão em massa" e problemática pois os presos ficariam em liberdade do outro lado da fronteira. A zona limítrofe foi militarizada na quarta-feira para evitar a passagem de criminosos.

A atual onda de violência também começou em uma prisão, quando um dos chefões mais temidos fugiu de uma penitenciária em Guayaquil (sudoeste): Adolfo Macías, apelidado "Fito". O líder da principal gangue do país, conhecida como Los Choneros, é apontado por ter ameaçado o presidenciável Fernando Villavicencio dias antes de seu assassinato.

O governo reagiu com pressão militar e policial, mas o tráfico respondeu sem piedade.

- Medo e desinformação -

"Sabíamos que esta era uma bomba-relógio, uma panela de pressão prestes a explodir", disse à AFP Ramón Salazar, um trabalhador de 38 anos em Quito.

Após vários dias de confinamento pelo medo, as atividades nas principais cidades foi retomada. A maioria dos comércios abriram, o transporte público voltou a circular e apenas algumas empresas mantém o teletrabalho.

Na terça-feira, a ofensiva do tráfico mostrou sua pior face com um ataque armado à imprensa registrado ao vivo que deu a volta ao mundo.

Ao longo da semana, vídeos nas redes sociais mostraram assassinatos de membros da força pública, supostos roubos e ataques.

A desinformação e o pânico provocam confusão da população, apesar da negativa das autoridades.

"Sinto uma frustração porque estamos sozinhos, porque lamentavelmente a função pública está ocupada com a corrupção", afirmou Salazar a caminho do trabalho no centro da capital.

Centenas de soldados e policiais buscam Fito, enquanto rege um estado de exceção e um toque de recolher de seis horas, a partir das 23h locais (1h em Brasília).

Na quinta-feira, o presidente propôs ao Congresso uma alta de 12% a 15% do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) para financiar o "conflito armado interno".

C.Smith--ThChM