The China Mail - Caso Assange, uma saga judicial de 14 anos

USD -
AED 3.672506
AFN 63.000028
ALL 81.833512
AMD 369.022152
ANG 1.790403
AOA 913.115991
ARS 1429.4945
AUD 1.41603
AWG 1.8025
AZN 1.699323
BAM 1.687089
BBD 2.017174
BDT 122.938906
BGN 1.69088
BHD 0.377743
BIF 2994.099786
BMD 1
BND 1.284073
BOB 6.920735
BRL 5.076101
BSD 1.001557
BTN 94.807122
BWP 13.437361
BYN 2.772827
BYR 19600
BZD 2.014241
CAD 1.39977
CDF 2321.000413
CHF 0.79506
CLF 0.022625
CLP 890.459878
CNY 6.76055
CNH 6.761855
COP 3491.5
CRC 455.637457
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.393911
CZK 20.8419
DJF 178.341147
DKK 6.45075
DOP 58.450332
DZD 133.11504
EGP 50.351398
ERN 15
ETB 161.465028
EUR 0.86305
FJD 2.215899
FKP 0.746148
GBP 0.746104
GEL 2.65503
GGP 0.746148
GHS 11.225001
GIP 0.746148
GMD 72.502537
GNF 8774.999588
GTQ 7.634911
GYD 209.537036
HKD 7.833185
HNL 26.781794
HRK 6.502198
HTG 130.901343
HUF 302.411029
IDR 17715.1
ILS 2.902595
IMP 0.746148
INR 94.60065
IQD 1312.004278
IRR 1375752.480717
ISK 124.619676
JEP 0.746148
JMD 158.757133
JOD 0.708983
JPY 160.076015
KES 129.469744
KGS 87.450175
KHR 4010.00021
KMF 425.000205
KPW 900.00035
KRW 1512.445049
KWD 0.30818
KYD 0.834674
KZT 490.263143
LAK 22025.000132
LBP 89550.000097
LKR 333.00411
LRD 182.174996
LSL 16.220241
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.38034
MAD 9.27225
MDL 17.421534
MGA 4161.113771
MKD 53.20416
MMK 2099.090156
MNT 3576.689019
MOP 8.081808
MRU 40.059658
MUR 47.389933
MVR 15.450175
MWK 1736.999668
MXN 17.22355
MYR 4.060502
MZN 63.909938
NAD 16.200318
NGN 1359.210195
NIO 36.859244
NOK 9.554305
NPR 151.694838
NZD 1.721185
OMR 0.384497
PAB 1.001488
PEN 3.406109
PGK 4.386419
PHP 60.332041
PKR 278.643756
PLN 3.67035
PYG 6132.175158
QAR 3.651232
RON 4.517904
RSD 101.277962
RUB 72.451552
RWF 1471.289751
SAR 3.752194
SBD 8.045573
SCR 12.660358
SDG 600.499619
SEK 9.41237
SGD 1.28293
SHP 0.746601
SLE 24.649759
SLL 20969.503664
SOS 572.350346
SRD 37.517986
STD 20697.981008
STN 21.134172
SVC 8.763273
SYP 110.532098
SZL 16.196773
THB 32.603045
TJS 9.284125
TMT 3.51
TND 2.93113
TOP 2.40776
TRY 46.295399
TTD 6.798097
TWD 31.578029
TZS 2629.998024
UAH 44.900392
UGX 3720.444763
UYU 40.61969
UZS 11997.809013
VES 581.95784
VND 26285
VUV 119.50104
WST 2.743493
XAF 565.843581
XAG 0.014375
XAU 0.000232
XCD 2.70255
XCG 1.805015
XDR 0.703697
XOF 565.824057
XPF 102.872867
YER 238.618606
ZAR 16.215013
ZMK 9001.195535
ZMW 17.605527
ZWL 321.999592
Caso Assange, uma saga judicial de 14 anos
Caso Assange, uma saga judicial de 14 anos / foto: © AFP

Caso Assange, uma saga judicial de 14 anos

As principais etapas da longa saga judicial protagonizada há 14 anos pelo fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, detido no Reino Unido.

Tamanho do texto:

Nesta terça-feira (26), a Justiça britânica pediu ao governo dos Estados Unidos, que deseja julgar Assange por espionagem, que apresente novas garantia sobre o tratamento que seria reservado ao australiano em caso de extradição.

- Revelações e ordem de detenção -

Em julho de 2010, a imprensa mundial publica 70.000 documentos militares confidenciais sobre as operações da coalizão internacional no Afeganistão, difundidos pelo site WikiLeaks. Em outubro são publicados outros 400.000 documentos relacionados à invasão americana do Iraque e, um mês depois, o conteúdo de quase de 250.000 telegramas diplomáticos dos Estados Unidos.

Em 18 de novembro, a Suécia emite um mandado de prisão europeu contra Julian Assange no âmbito de uma investigação por supostas agressões sexuais, incluindo estupro, contra duas mulheres suecas em agosto de 2010. O australiano afirma que as relações foram consentidas.

Assange, que estava em Londres, se entrega à polícia britânica em 7 de dezembro. Depois de permanecer nove dias na prisão, o australiano passa à prisão domiciliar.

Em 24 de fevereiro de 2011, um tribunal de Londres autoriza a extradição de Assange solicitada pela Suécia. O australiano teme ser entregue por este país aos Estados Unidos, onde ele diz que pode ser condenado à morte.

- Refúgio na embaixada do Equador -

Em 19 de junho de 2012, depois de ter esgotado todos os seus recursos, Assange se refugia na embaixada do Equador em Londres e pede asilo político. O Equador, então presidido por Rafael Correa, concede asilo em agosto e pede às autoridades britânicas, sem sucesso, um salvo-conduto para que o fundador do WikiLeaks possa viajar a Quito.

Assange permaneceu na embaixada durante quase sete anos, período em que inclusive obteve a nacionalidade equatoriana antes de ser privado da mesma.

Em 2 de abril de 2019, o presidente equatoriano Lenín Moreno, que rompeu com o antecessor, afirma que Assange violou o acordo sobre suas condições de asilo. No dia 11, Assange é detido em uma operação da polícia britânica, que foi autorizada a entrar na representação diplomática.

- Reabertura da investigação por estupro -

Imediatamente após a detenção, a advogada da mulher que o acusava de estupro na Suécia anuncia que solicitará ao MP a reabertura da investigação, arquivada em 2017. Os fatos que envolviam outro processo, por agressão sexual, prescreveram em 2015.

Em 1º de maio, Assange é condenado a 50 semanas de prisão por um tribunal de Londres por ter violado as condições de sua liberdade provisória quando se refugiou na embaixada equatoriana.

No dia 13 do mesmo mês, a Promotoria de Estocolmo anuncia a reabertura da investigação por estupro.

- Nova acusação americana -

Em 23 de maio de 2019, a Justiça americana, que já acusava Assange como "hacker", o indicia por outras 17 acusações com base nas leis contra a espionagem. O australiano pode ser condenado a até 175 anos de prisão.

No dia 31, o relator da ONU sobre a tortura afirma, após um encontro com Assange na prisão, que ele apresenta "todos os sintomas de tortura psicológica".

No início de novembro, o relator afirma que o tratamento concedido a Assange coloca sua vida em "perigo".

Em 21 de outubro, o fundador do WikiLeaks aparece pela primeira vez no tribunal de Westminster, confuso e balbuciando.

- Suécia abandona processo -

Em 19 de novembro de 2019, o MP sueco anuncia o abandono da investigação por estupro por falta de evidências.

- Audiência de extradição em Londres -

Em 24 de fevereiro de 2020, a Justiça britânica começa a examinar o pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos, adiado devido à pandemia de coronavírus. A advogada Stella Morris, companheira de Assange, adverte nos Estados Unidos o fundador do WikiLeaks poderia ser "condenado à morte".

Em 4 de janeiro de 2021, a juíza Vanessa Baraitser rejeita o pedido de extradição alegando que as condições de sua detenção nos Estados Unidos poderiam provocar o risco de suicídio.

A Justiça britânica decide mantê-lo em detenção.

- Anulação da rejeição à extradição -

Em 12 de fevereiro de 2021, Washington apela contra a rejeição da extradição.

A audiência começa em 27 de outubro. O advogado que defende os interesses americanos nega que risco de suicídio e afirma que, em caso de extradição, Assange não seria levado para a penitenciária de segurança máxima ADX de Florence (Colorado), e que ele receberia atendimento médico e psicológico necessários e que poderia solicitar para cumprir a pena na Austrália.

Mas o advogado de Assange insiste que ainda existe "grande risco de suicídio".

Em 10 de dezembro, o Tribunal Superior de Londres anula a rejeição à extradição, por considerar que o governo dos Estados Unidos apresentou garantias sobre o tratamento que seria reservado ao fundador do WikiLeaks. A defesa de Assange apresenta um novo recurso.

- Recurso contra a extradição -

Em 14 de março de 2022, o Tribunal Superior britânico rejeita o recurso.

Em 20 de abril, o Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, emite formalmente uma ordem de extradição.

Em 17 de junho, a ministra do Interior britânica, Priti Patel, assina o decreto de extradição, contra o qual Assange apresenta recurso.

Nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2024, acontece em Londres o julgamento para examinar o recurso contra a extradição. Em 25 de março, o Tribunal Superior de Justiça de Londres anuncia que no dia seguinte informará se aceita o recurso de Assange.

- Novas garantias -

Em 26 de março, a Justiça britânica pede ao governo dos Estados Unidos novas garantias sobre o tratamento que seria reservado a Julian Assange, pois em caso contrário concederia ao fundador do Wikileaks um último recurso contra sua extradição.

As autoridade americanas têm prazo de três semanas para apresentar garantias de que Assange poderia ser beneficiado pela Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão, e que não será condenado à pena de morte.

"Caso estas garantias não sejam apresentadas no prazo", Assange poderá apresentar recurso contra sua extradição.

Caso o governo dos Estados Unidos apresente as garantias, o tribunal terá que decidir se são ou não satisfatória.

K.Lam--ThChM