The China Mail - Nicarágua exige na CIJ que Alemanha pare de fornecer armas a Israel e acusa país de facilitar genocídio

USD -
AED 3.6725
AFN 62.999805
ALL 81.919985
AMD 369.022152
ANG 1.790403
AOA 917.500438
ARS 1429.5006
AUD 1.418611
AWG 1.8025
AZN 1.69565
BAM 1.687089
BBD 2.017174
BDT 122.938906
BGN 1.69088
BHD 0.377743
BIF 2994.099786
BMD 1
BND 1.284073
BOB 6.920735
BRL 5.057098
BSD 1.001557
BTN 94.807122
BWP 13.437361
BYN 2.772827
BYR 19600
BZD 2.014241
CAD 1.401715
CDF 2321.00002
CHF 0.795885
CLF 0.022625
CLP 890.450145
CNY 6.76055
CNH 6.76294
COP 3491.5
CRC 455.637457
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.398186
CZK 20.86645
DJF 178.341147
DKK 6.45693
DOP 58.450255
DZD 133.157039
EGP 50.419299
ERN 15
ETB 159.494926
EUR 0.863803
FJD 2.216895
FKP 0.746148
GBP 0.74675
GEL 2.644999
GGP 0.746148
GHS 11.225023
GIP 0.746148
GMD 72.501494
GNF 8775.000164
GTQ 7.634911
GYD 209.537036
HKD 7.832725
HNL 26.720198
HRK 6.508194
HTG 130.901343
HUF 302.603502
IDR 17742
ILS 2.917604
IMP 0.746148
INR 94.664799
IQD 1310
IRR 1375752.497294
ISK 124.73943
JEP 0.746148
JMD 158.757133
JOD 0.709038
JPY 160.2955
KES 129.460293
KGS 87.4502
KHR 4010.000103
KMF 425.000176
KPW 900.00035
KRW 1512.409963
KWD 0.30839
KYD 0.834674
KZT 490.263143
LAK 22024.999647
LBP 89549.999817
LKR 333.00411
LRD 182.175009
LSL 16.219472
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.380431
MAD 9.27225
MDL 17.421534
MGA 4204.999974
MKD 53.239641
MMK 2099.090156
MNT 3576.689019
MOP 8.081808
MRU 40.059501
MUR 47.240213
MVR 15.450241
MWK 1736.999524
MXN 17.231399
MYR 4.064897
MZN 63.910222
NAD 16.219781
NGN 1358.999993
NIO 31.619968
NOK 9.565801
NPR 151.694838
NZD 1.722395
OMR 0.384498
PAB 1.001488
PEN 3.406499
PGK 4.359026
PHP 60.386501
PKR 278.325044
PLN 3.67206
PYG 6132.175158
QAR 3.643503
RON 4.523973
RSD 101.405141
RUB 72.448447
RWF 1514.5
SAR 3.752194
SBD 8.065041
SCR 12.521479
SDG 600.50029
SEK 9.41695
SGD 1.28349
SHP 0.746601
SLE 24.749735
SLL 20969.503664
SOS 571.497614
SRD 37.51797
STD 20697.981008
STN 21.375
SVC 8.763273
SYP 110.532098
SZL 16.22018
THB 32.564499
TJS 9.284125
TMT 3.5
TND 2.912023
TOP 2.40776
TRY 46.2995
TTD 6.798097
TWD 31.5805
TZS 2624.998017
UAH 44.900392
UGX 3720.444763
UYU 40.61969
UZS 11999.999956
VES 591.77565
VND 26295.5
VUV 119.50104
WST 2.743493
XAF 565.843581
XAG 0.014405
XAU 0.000232
XCD 2.70255
XCG 1.805015
XDR 0.703697
XOF 564.502097
XPF 102.450395
YER 238.60685
ZAR 16.225025
ZMK 9001.202064
ZMW 17.605527
ZWL 321.999592
Nicarágua exige na CIJ que Alemanha pare de fornecer armas a Israel e acusa país de facilitar genocídio
Nicarágua exige na CIJ que Alemanha pare de fornecer armas a Israel e acusa país de facilitar genocídio / foto: © Anp/AFP

Nicarágua exige na CIJ que Alemanha pare de fornecer armas a Israel e acusa país de facilitar genocídio

A Nicarágua exigiu nesta segunda-feira (8) na Corte Internacional de Justiça (CIJ) que a Alemanha pare de fornecer armas a Israel, ao mesmo tempo que acusou o país europeu de cumplicidade com o que descreveu como um "genocídio" de palestinos em Gaza, o que Berlim negou de modo veemente.

Tamanho do texto:

"A Alemanha era e é plenamente consciente do risco de que as armas que entregou e continua entregando a Israel poderiam ser utilizadas para cometer um genocídio", afirmou Alain Pellet, advogado da Nicarágua, no principal órgão jurisdicional da ONU. "É extremamente urgente que a Alemanha suspenda finalmente o fornecimento", completou.

A Nicarágua levou a Alemanha à CIJ para exigir que o tribunal imponha medidas de emergência e impedir que Berlim forneça armas e outros tipos de assistência a Israel.

Em um documento de 43 páginas, Manágua afirma que a Alemanha violou a Convenção da ONU sobre o Genocídio, de 1948, criada após o Holocausto.

"Ao enviar equipamentos militares e parar de financiar a UNRWA (Agência da ONU para os Refugiados palestinos), a Alemanha facilita o cometimento do genocídio", afirma o documento.

A Alemanha responderá na corte na terça-feira, mas já destacou que rejeita as acusações.

"A Alemanha rejeita completamente as acusações. Nunca violamos a Convenção sobre o Genocídio nem o direito humanitário internacional, direta ou indiretamente", afirmou a principal advogada do país no caso, Tania von Uslar-Gleichen.

"A apresentação da Nicarágua foi grosseiramente tendenciosa e amanhã vamos falar como cumprimos plenamente as nossas responsabilidades", acrescentou à imprensa.

"A Alemanha está comprometida com o respeito ao direito internacional e trabalhamos por isto a nível internacional", completou.

- "Patético" -

Na audiência desta segunda-feira, Daniel Mueller, outro advogado de Manágua, afirmou que é "patético" que a Alemanha entregue armas ao governo israelense, ao mesmo tempo que fornece ajuda humanitária a Gaza.

"É, de fato, uma desculpa patética para as crianças, as mulheres e os homens palestinos prover ajuda humanitária, inclusive com lançamentos aéreos, por um lado, e fornecer os equipamentos militares que são usados para matá-los e aniquilá-los por outro", destacou Mueller.

O embaixador da Nicarágua nos Países Baixos, Carlos José Argüello Gómez, afirmou na CIJ que "a Alemanha parece incapaz de diferenciar entre autodefesa e genocídio".

No documento, Manágua destaca que "o não cumprimento alemão é ainda mais repreensível no que diz respeito a Israel, pois a Alemanha tem uma autoproclamada relação privilegiada com este país, o que lhe permitiria influenciar sua conduta".

A Nicarágua pediu à CIJ que imponha "medidas provisórias" de emergência enquanto avalia o caso.

- "Reação apropriada" -

A CIJ foi criada para resolver disputas entre países e se tornou uma figura central na guerra entre Israel e o movimento islamista Hamas, iniciada com os ataques de 7 de outubro.

Em outro caso, a África do Sul acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza, algo que Israel nega de modo veemente.

Nesse caso, a CIJ pediu a Israel que faça todo o possível para evitar ações genocidas e, recentemente, endureceu sua posição, ao ordenar medidas adicionais que obrigam Israel a aumentar o acesso à ajuda humanitária.

As decisões da corte são vinculantes, mas o órgão jurisdicional não possui mecanismos de execução. Por exemplo, a CIJ ordenou à Rússia que parasse a invasão da Ucrânia, o que Moscou não acatou.

A Nicarágua solicitou cinco medidas provisórias, incluindo que a Alemanha "suspenda imediatamente a ajuda a Israel, em particular a assistência militar".

Também pediu à corte que ordene à Alemanha a "reverter a decisão de suspender o financiamento da UNRWA".

Em janeiro, a Alemanha suspendeu o financiamento à agência da ONU depois de Israel denunciar que funcionários da UNRWA participaram nos ataques cometidos pelo Hamas no sul de Israel em 7 de outubro. Berlim afirmou que suspendeu o financiamento durante a investigação do caso.

No seu documento, a Nicarágua destaca que "seria compreensível" que a Alemanha apoiasse uma "reação apropriada" de Israel, seu aliado, aos ataques do Hamas em outubro.

"Mas isto não pode representar uma desculpa para violar o direito internacional", afirmou Manágua.

A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 de outubro, quando o Hamas invadiu o sul de Israel e matou 1.170 pessoas, a maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais israelenses.

Os combatentes palestinos também sequestraram 250 pessoas, das quais 129 ainda estão presas em Gaza, incluindo 34 que as autoridades israelenses acreditam que foram mortas.

A ofensiva aérea e terrestre efetuada por Israel em resposta deixou 33.175 mortos em Gaza, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde do território palestino, que é governado pelo Hamas desde 2007.

Segundo a ONU, a maioria dos 2,4 milhões de moradores de Gaza estão à beira da fome.

H.Ng--ThChM