The China Mail - A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas

USD -
AED 3.672503
AFN 63.502416
ALL 81.649984
AMD 368.209681
ANG 1.790403
AOA 917.488949
ARS 1436.755598
AUD 1.414887
AWG 1.8
AZN 1.696371
BAM 1.685177
BBD 2.015096
BDT 122.817901
BGN 1.69088
BHD 0.377104
BIF 2991
BMD 1
BND 1.281762
BOB 6.938712
BRL 5.103697
BSD 1.000526
BTN 94.560525
BWP 13.406112
BYN 2.76997
BYR 19600
BZD 2.012252
CAD 1.39961
CDF 2320.000052
CHF 0.792901
CLF 0.022506
CLP 885.759706
CNY 6.75745
CNH 6.75578
COP 3435.15
CRC 455.716489
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.349749
CZK 20.795101
DJF 177.71978
DKK 6.436255
DOP 58.600507
DZD 132.88034
EGP 50.112102
ERN 15
ETB 158.375036
EUR 0.86109
FJD 2.233703
FKP 0.744874
GBP 0.744645
GEL 2.645032
GGP 0.744874
GHS 11.241137
GIP 0.744874
GMD 72.999668
GNF 8777.499414
GTQ 7.626359
GYD 209.290102
HKD 7.832815
HNL 26.691204
HRK 6.488603
HTG 130.666299
HUF 300.864041
IDR 17801
ILS 2.915702
IMP 0.744874
INR 94.88885
IQD 1310
IRR 1374999.999901
ISK 124.34041
JEP 0.744874
JMD 158.238482
JOD 0.708985
JPY 160.413028
KES 129.419997
KGS 87.449755
KHR 4012.493234
KMF 424.999742
KPW 900.00035
KRW 1510.605004
KWD 0.30815
KYD 0.8338
KZT 487.920041
LAK 22029.999983
LBP 89550.000294
LKR 335.185855
LRD 182.149797
LSL 16.197258
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.37498
MAD 9.244983
MDL 17.459223
MGA 4200.000499
MKD 53.096316
MMK 2099.401411
MNT 3576.563972
MOP 8.072446
MRU 40.07975
MUR 47.24054
MVR 15.459785
MWK 1735.999786
MXN 17.209525
MYR 4.0689
MZN 63.896448
NAD 16.197209
NGN 1359.719741
NIO 36.609905
NOK 9.469604
NPR 151.295881
NZD 1.71469
OMR 0.384502
PAB 1.000526
PEN 3.41251
PGK 4.38775
PHP 60.245033
PKR 278.304398
PLN 3.64995
PYG 6105.515298
QAR 3.640503
RON 4.5038
RSD 101.047025
RUB 72.500624
RWF 1488
SAR 3.751894
SBD 8.061424
SCR 13.441673
SDG 600.498421
SEK 9.359835
SGD 1.282005
SHP 0.746601
SLE 24.749988
SLL 20969.503664
SOS 571.497886
SRD 37.332034
STD 20697.981008
STN 21.4
SVC 8.754244
SYP 110.532098
SZL 16.195433
THB 32.509848
TJS 9.274765
TMT 3.51
TND 2.91175
TOP 2.40776
TRY 46.315102
TTD 6.796543
TWD 31.578993
TZS 2619.998022
UAH 44.808889
UGX 3701.565583
UYU 40.393596
UZS 12004.999633
VES 596.036397
VND 26300
VUV 118.866954
WST 2.741216
XAF 565.192704
XAG 0.014251
XAU 0.000231
XCD 2.70255
XCG 1.803205
XDR 0.703697
XOF 565.000112
XPF 103.25004
YER 238.624987
ZAR 16.180105
ZMK 9001.199162
ZMW 17.684109
ZWL 321.999592
A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas
A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas / foto: © AFP/Arquivos

A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas

"Nada será igual com sua família em um caixão". Elmer Cornelio perdeu a esposa, dois filhos e dois irmãos em um passeio de domingo. A caminhonete em que viajavam foi atingida por um ônibus, em um dos muitos acidentes nas estradas do Peru.

Tamanho do texto:

Ônibus caídos em abismos, colisões frontais de veículos, faixas invadidas... As cenas se repetem principalmente aos finais de semana.

Entre 2021 e 2023, houve uma média anual de 3.000 mortes nas estradas, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária do Ministério dos Transportes (ONSV), que relaciona a alta dos acidentes a três causas principais: imprudência ao volante, excesso de velocidade e embriaguez.

Até o início de maio, 970 pessoas haviam morrido nas estradas. E ainda faltam a temporada de férias escolares e vários feriados, incluindo os de final de ano, quando os sinistros costuma aumentar.

No Peru, a taxa de mortalidade por acidentes de trânsito foi de 14 pessoas por 100.000 habitantes em 2019, em comparação com a média de 17 vítimas por 100.000 nas Américas, segundo o Banco Mundial.

Em 2023, foram registrados oficialmente 87.172 acidentes, que resultaram em 3.138 mortes.

Os esforços das autoridades para melhorar a fiscalização conseguiram reduzir a taxa para 9,5 mortes por 100.000 habitantes no ano passado, mas o derramamento de sangue nas estradas continua.

- "Jamais nos recuperaremos" -

Cornelio perdeu sua família em março. Um ônibus invadiu a faixa contrária da rodovia Panamericana e colidiu com a caminhonete familiar, a 147 km ao norte de Lima.

Este agricultor de 36 anos estava à frente em outro veículo com alguns trabalhadores. Sua esposa, seus dois filhos, dois irmãos e uma cunhada jamais chegaram ao local de encontro.

"Meu coração se partiu, jamais nos recuperaremos disso. Agora nos resta um vazio", conta com a voz embargada à AFP.

No mês passado, em apenas quatro acidentes houve 60 mortes, um número não incluído no balanço até o início de maio.

"Embora seja verdade que existam fatores que contribuem, como o clima, o estado de um veículo ou de uma estrada, o fator humano é predominante e determinante", afirma à AFP Larry Ampuero, porta-voz da Superintendência de Transporte (Sutran).

Segundo esse órgão, 70% dos acidentes ocorrem em cidades e 30% em estradas.

"Há informalidade por falta de fiscalização, mas também não há uma boa rede viária, temos uma infraestrutura em mau estado e falta de manutenção", afirmou por sua vez Martín Ojeda, gerente do sindicato de transporte interprovincial à rádio RPP.

- Cansaço fatal -

O fator humano está relacionado em muitos casos ao cansaço dos motoristas do serviço de transporte público. A lei estabelece um limite de dez horas diárias para que conduzam ônibus.

"Os motoristas geralmente sofrem de sonolência ou cansaço porque trabalham mais horas do que o permitido", diz à AFP Luis Quispe, diretor da Luz Ámbar, uma ONG que estuda o fenômeno do alto índice de acidentes.

O sindicato de serviço interprovincial afirma que cumpre as normas e que cada ônibus viaja com um motorista substituto, algo que os condutores questionam.

"A culpa é de certos fatores, tanto do motorista quanto da empresa que nos faz trabalhar muitas horas, praticamente 24 horas", afirma à AFP o motorista de ônibus Julio Camarena.

"Também tem a ver com o estado das estradas, que é péssimo a nível nacional, diríamos na maioria delas", acrescenta Camarena, de 51 anos, no terminal de ônibus de Yerbateros em Lima.

- Negligência estatal? -

Por sua vez, a Associação de Vítimas de Acidentes de Trânsito (Aviactran) aponta a indolência das autoridades e a falta de justiça como os maiores problemas nas estradas.

"O Estado não se preocupa com o aumento dos acidentes, não quer resolver o problema", afirma à AFP Carlos Villegas, presidente desta organização.

Segundo Villegas, houve "mais de 36.000 acidentes" até o momento em 2024.

"As autoridades são responsáveis por todos os acidentes de trânsito, por isso vamos processá-las judicialmente", enfatiza.

Ele acrescenta que 80% das vítimas de acidentes não recebem justiça em suas ações contra empresas e autoridades devido à "corrupção" do sistema.

"Nos sentimos muito decepcionados com o Estado", lamenta Villegas, que criou a Aviactran porque um médico que dirigia alcoolizado feriu gravemente seu filho de nove anos em 2006.

D.Pan--ThChM