The China Mail - A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas

USD -
AED 3.672496
AFN 64.000232
ALL 81.195771
AMD 364.066319
ANG 1.790365
AOA 916.999911
ARS 1525.054703
AUD 1.440746
AWG 1.8025
AZN 1.698106
BAM 1.725719
BBD 2.018882
BDT 123.247965
BGN 1.683441
BHD 0.377906
BIF 3005.722202
BMD 1
BND 1.279885
BOB 12.063778
BRL 5.179703
BSD 1.002338
BTN 96.076978
BWP 14.120969
BYN 3.01672
BYR 19600
BZD 2.01597
CAD 1.424465
CDF 2312.502627
CHF 0.834935
CLF 0.024657
CLP 973.580262
CNY 6.70475
CNH 6.717955
COP 3314.79
CRC 457.846208
CUC 1
CUP 24.056893
CVE 97.29465
CZK 21.65195
DJF 178.497375
DKK 6.617525
DOP 59.602065
DZD 134.060992
EGP 52.454971
ERN 15
ETB 161.000261
EUR 0.885201
FJD 2.251298
FKP 0.753812
GBP 0.756465
GEL 2.595043
GGP 0.753812
GHS 11.732889
GIP 0.753812
GMD 74.000121
GNF 8749.999912
GTQ 7.658099
GYD 209.730789
HKD 7.846995
HNL 26.850309
HRK 6.673703
HTG 131.186306
HUF 325.657959
IDR 17964
ILS 3.079075
IMP 0.753812
INR 96.23215
IQD 1310
IRR 1693850.000028
ISK 121.279646
JEP 0.753812
JMD 158.635902
JOD 0.708995
JPY 158.307499
KES 129.750223
KGS 87.448697
KHR 4056.000176
KMF 435.000235
KPW 900.000318
KRW 1362.240023
KWD 0.30888
KYD 0.835337
KZT 440.918897
LAK 22439.999939
LBP 89550.000368
LKR 331.231884
LRD 171.39704
LSL 16.449493
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.404639
MAD 9.723465
MDL 17.796797
MGA 4425.00031
MKD 54.331282
MMK 2099.783199
MNT 3598.053803
MOP 8.102072
MRU 40.084969
MUR 47.820189
MVR 15.459645
MWK 1735.999855
MXN 18.218797
MYR 4.085802
MZN 63.906283
NAD 16.4598
NGN 1327.82003
NIO 36.655031
NOK 9.639355
NPR 153.717739
NZD 1.78264
OMR 0.384499
PAB 1.002374
PEN 3.450497
PGK 4.444994
PHP 62.86797
PKR 277.050272
PLN 3.87344
PYG 5864.031411
QAR 3.645028
RON 4.670304
RSD 104.055987
RUB 83.300389
RWF 1475
SAR 3.780993
SBD 8.065041
SCR 13.782507
SDG 601.492727
SEK 10.03894
SGD 1.28037
SHP 0.754575
SLE 24.598002
SLL 20969.491881
SOS 571.501184
SRD 37.621495
STD 20697.981008
STN 21.675
SVC 8.77073
SYP 13002.000254
SZL 16.449739
THB 33.679743
TJS 9.232161
TMT 3.5
TND 2.97262
TOP 2.40776
TRY 49.035199
TTD 6.800164
TWD 31.984499
TZS 2642.498024
UAH 44.775489
UGX 3929.198542
UYU 40.386126
UZS 11820.000343
VES 859.10005
VND 25977
VUV 119.747847
WST 2.7762
XAF 580.653724
XAG 0.016534
XAU 0.000240404264
XCD 2.70255
XCG 1.806559
XDR 0.707052
XOF 580.653724
XPF 105.849888
YER 236.425018
ZAR 16.57456
ZMK 9001.220636
ZMW 19.596771
ZWL 321.999592
SSP 5712.5919
MXV 2.061876
A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas
A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas / foto: © AFP/Arquivos

A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas

"Nada será igual com sua família em um caixão". Elmer Cornelio perdeu a esposa, dois filhos e dois irmãos em um passeio de domingo. A caminhonete em que viajavam foi atingida por um ônibus, em um dos muitos acidentes nas estradas do Peru.

Tamanho do texto:

Ônibus caídos em abismos, colisões frontais de veículos, faixas invadidas... As cenas se repetem principalmente aos finais de semana.

Entre 2021 e 2023, houve uma média anual de 3.000 mortes nas estradas, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária do Ministério dos Transportes (ONSV), que relaciona a alta dos acidentes a três causas principais: imprudência ao volante, excesso de velocidade e embriaguez.

Até o início de maio, 970 pessoas haviam morrido nas estradas. E ainda faltam a temporada de férias escolares e vários feriados, incluindo os de final de ano, quando os sinistros costuma aumentar.

No Peru, a taxa de mortalidade por acidentes de trânsito foi de 14 pessoas por 100.000 habitantes em 2019, em comparação com a média de 17 vítimas por 100.000 nas Américas, segundo o Banco Mundial.

Em 2023, foram registrados oficialmente 87.172 acidentes, que resultaram em 3.138 mortes.

Os esforços das autoridades para melhorar a fiscalização conseguiram reduzir a taxa para 9,5 mortes por 100.000 habitantes no ano passado, mas o derramamento de sangue nas estradas continua.

- "Jamais nos recuperaremos" -

Cornelio perdeu sua família em março. Um ônibus invadiu a faixa contrária da rodovia Panamericana e colidiu com a caminhonete familiar, a 147 km ao norte de Lima.

Este agricultor de 36 anos estava à frente em outro veículo com alguns trabalhadores. Sua esposa, seus dois filhos, dois irmãos e uma cunhada jamais chegaram ao local de encontro.

"Meu coração se partiu, jamais nos recuperaremos disso. Agora nos resta um vazio", conta com a voz embargada à AFP.

No mês passado, em apenas quatro acidentes houve 60 mortes, um número não incluído no balanço até o início de maio.

"Embora seja verdade que existam fatores que contribuem, como o clima, o estado de um veículo ou de uma estrada, o fator humano é predominante e determinante", afirma à AFP Larry Ampuero, porta-voz da Superintendência de Transporte (Sutran).

Segundo esse órgão, 70% dos acidentes ocorrem em cidades e 30% em estradas.

"Há informalidade por falta de fiscalização, mas também não há uma boa rede viária, temos uma infraestrutura em mau estado e falta de manutenção", afirmou por sua vez Martín Ojeda, gerente do sindicato de transporte interprovincial à rádio RPP.

- Cansaço fatal -

O fator humano está relacionado em muitos casos ao cansaço dos motoristas do serviço de transporte público. A lei estabelece um limite de dez horas diárias para que conduzam ônibus.

"Os motoristas geralmente sofrem de sonolência ou cansaço porque trabalham mais horas do que o permitido", diz à AFP Luis Quispe, diretor da Luz Ámbar, uma ONG que estuda o fenômeno do alto índice de acidentes.

O sindicato de serviço interprovincial afirma que cumpre as normas e que cada ônibus viaja com um motorista substituto, algo que os condutores questionam.

"A culpa é de certos fatores, tanto do motorista quanto da empresa que nos faz trabalhar muitas horas, praticamente 24 horas", afirma à AFP o motorista de ônibus Julio Camarena.

"Também tem a ver com o estado das estradas, que é péssimo a nível nacional, diríamos na maioria delas", acrescenta Camarena, de 51 anos, no terminal de ônibus de Yerbateros em Lima.

- Negligência estatal? -

Por sua vez, a Associação de Vítimas de Acidentes de Trânsito (Aviactran) aponta a indolência das autoridades e a falta de justiça como os maiores problemas nas estradas.

"O Estado não se preocupa com o aumento dos acidentes, não quer resolver o problema", afirma à AFP Carlos Villegas, presidente desta organização.

Segundo Villegas, houve "mais de 36.000 acidentes" até o momento em 2024.

"As autoridades são responsáveis por todos os acidentes de trânsito, por isso vamos processá-las judicialmente", enfatiza.

Ele acrescenta que 80% das vítimas de acidentes não recebem justiça em suas ações contra empresas e autoridades devido à "corrupção" do sistema.

"Nos sentimos muito decepcionados com o Estado", lamenta Villegas, que criou a Aviactran porque um médico que dirigia alcoolizado feriu gravemente seu filho de nove anos em 2006.

D.Pan--ThChM