The China Mail - ONU denuncia violência 'inadmissível' contra trabalhadores humanitários

USD -
AED 3.672501
AFN 65.498376
ALL 80.625005
AMD 364.974259
ANG 1.789783
AOA 917.999737
ARS 1491.74355
AUD 1.413797
AWG 1.80125
AZN 1.702819
BAM 1.695131
BBD 2.013772
BDT 122.727568
BGN 1.696366
BHD 0.377013
BIF 2989.30472
BMD 1
BND 1.279707
BOB 11.723256
BRL 5.187203
BSD 0.999822
BTN 95.377802
BWP 13.458947
BYN 3.007007
BYR 19600
BZD 2.01086
CAD 1.389065
CDF 2273.000321
CHF 0.813125
CLF 0.023234
CLP 914.439895
CNY 6.743206
CNH 6.742955
COP 3125.47
CRC 448.949346
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.568479
CZK 20.94795
DJF 178.045684
DKK 6.46925
DOP 58.519421
DZD 132.927679
EGP 50.281501
ERN 15
ETB 159.949793
EUR 0.865296
FJD 2.21345
FKP 0.740977
GBP 0.739565
GEL 2.60962
GGP 0.740977
GHS 11.128686
GIP 0.740977
GMD 73.498888
GNF 8783.265513
GTQ 7.627971
GYD 209.1829
HKD 7.846795
HNL 26.865012
HRK 6.520976
HTG 130.780532
HUF 314.177032
IDR 17807.6
ILS 2.953299
IMP 0.740977
INR 95.43755
IQD 1310.5
IRR 1374587.503071
ISK 123.060174
JEP 0.740977
JMD 158.180975
JOD 0.708984
JPY 159.1435
KES 129.301512
KGS 87.449937
KHR 4046.698677
KMF 426.999975
KPW 900.000294
KRW 1413.18008
KWD 0.30874
KYD 0.833243
KZT 465.286595
LAK 22558.404583
LBP 89534.106716
LKR 333.288554
LRD 181.477003
LSL 16.129242
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.368494
MAD 9.261251
MDL 17.356486
MGA 4304.999774
MKD 53.324955
MMK 2099.413896
MNT 3597.332522
MOP 8.081473
MRU 40.066389
MUR 47.097547
MVR 15.450322
MWK 1733.741837
MXN 17.017198
MYR 4.087499
MZN 63.910289
NAD 16.129242
NGN 1362.180039
NIO 36.792109
NOK 9.46397
NPR 152.601176
NZD 1.701415
OMR 0.384503
PAB 0.999848
PEN 3.373001
PGK 4.4025
PHP 61.419012
PKR 277.77501
PLN 3.73005
PYG 5967.212831
QAR 3.643494
RON 4.53806
RSD 101.512004
RUB 83.796769
RWF 1469
SAR 3.753929
SBD 8.048583
SCR 13.751856
SDG 600.500258
SEK 9.53433
SGD 1.27901
SHP 0.740866
SLE 24.501745
SLL 20969.499227
SOS 571.499252
SRD 37.7225
STD 20697.981008
STN 21.425
SVC 8.748445
SYP 13001.999906
SZL 16.133575
THB 33.162018
TJS 9.23879
TMT 3.51
TND 2.935022
TOP 2.40776
TRY 47.885295
TTD 6.780175
TWD 32.023998
TZS 2649.99799
UAH 44.693081
UGX 3712.16225
UYU 40.060498
UZS 11949.999608
VES 770.109098
VND 26137
VUV 118.611996
WST 2.733656
XAF 568.516344
XAG 0.015451
XAU 0.00023
XCD 2.70255
XCG 1.801951
XDR 0.707052
XOF 568.502706
XPF 103.825048
YER 237.199887
ZAR 16.16875
ZMK 9001.198827
ZMW 18.797263
ZWL 321.999592
ONU denuncia violência 'inadmissível' contra trabalhadores humanitários
ONU denuncia violência 'inadmissível' contra trabalhadores humanitários / foto: © AFP/Arquivos

ONU denuncia violência 'inadmissível' contra trabalhadores humanitários

A ONU denunciou, nesta segunda-feira (19), a violência "inadmissível" que causou as mortes de 280 trabalhadores humanitários em 2023, um recorde impulsionado pela guerra em Gaza e que ameaça ser superado em 2024.

Tamanho do texto:

"A normalização da violência contra os trabalhadores humanitários e o fato de que ninguém pague por isso é inaceitável, inadmissível e extremamente perigoso para as operações humanitárias em todo o mundo", denunciou em um comunicado Joyce Msuya, chefe interina do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), por ocasião do Dia Mundial da Ajuda Humanitária.

"Queridos líderes mundiais, o que mais é necessário para que façam algo?", questionou.

"Em Gaza, no Sudão e em muitos outros lugares, os trabalhadores humanitários são atacados, assassinados, feridos e sequestrados. Exigimos o fim da impunidade para que os responsáveis prestem contas à justiça", escreveu na rede social X o secretário-geral da ONU, António Guterres.

"2023 foi o ano mais letal para os trabalhadores humanitários já registrado. Homenageá-los no Dia Mundial da Ajuda Humanitária não é suficiente", insistiu.

Segundo a organização 'Aid Worker Security Database', 280 trabalhadores perderam a vida em 33 países no ano passado.

A cifra representa um aumento de 137% em relação a 2022 (118 assassinatos), aponta o OCHA em um comunicado que utiliza informações do Aid Worker Security Database, uma base de dados criada em 1997.

Mais da metade das mortes (163) foram registradas em Gaza durante os primeiros três meses da guerra entre Israel e Hamas, principalmente devido aos bombardeios aéreos.

- "Vergonhoso" -

Os conflitos no Sudão do Sul, palco de violência intercomunitária, e no Sudão, cenário de uma guerra sangrenta entre dois generais rivais desde abril de 2023, são os outros dois mais mortais para os trabalhadores humanitários, com 34 e 25 mortes, respectivamente.

Entre os dez primeiros também estão Israel e Síria (7 mortos cada), Etiópia e Ucrânia (6 mortos cada), Somália (5), República Democrática do Congo e Mianmar (4 cada).

Se os 280 mortos em 2023 já são uma cifra "escandalosa", 2024 pode ser "muito mais mortal", advertiu a ONU.

Segundo a Aid Worker Security Database, 176 trabalhadores humanitários (121 deles nos territórios palestinos ocupados) morreram entre 1º de janeiro e 9 de agosto de 2024, um número que já supera a maioria dos anos anteriores (o recorde anterior foi em 2013, com 159 mortes).

Mais de 280 trabalhadores humanitários morreram desde outubro em Gaza, a maioria deles empregados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), segundo a ONU.

Neste contexto, os responsáveis por várias organizações humanitárias pediram nesta segunda-feira, em uma carta conjunta aos Estados-membros da ONU, "a proteção dos civis e de seus funcionários".

"Os ataques que matam ou ferem civis, incluindo trabalhadores humanitários e médicos, são terrivelmente banais. E, apesar da condenação generalizada, as graves violações das regras da guerra muitas vezes ficam impunes", escrevem. "Este status quo é vergonhoso e não pode continuar".

O apelo pode ter a adesão da sociedade nas redes sociais com a hashtag #ActforHumanity.

A ONU celebra o Dia Mundial da Assistência Humanitária em 19 de agosto, no aniversário do atentado contra sua sede em Bagdá em 2003.

Vinte e duas pessoas morreram neste ataque, incluindo Sérgio Vieira de Mello, diplomata brasileiro que era o representante especial da ONU no Iraque, e outros 150 trabalhadores humanitários locais e estrangeiros ficaram feridos.

Y.Parker--ThChM