The China Mail - A esperança de encontrar as últimas vítimas 30 anos após o genocídio de Srebrenica

USD -
AED 3.672502
AFN 63.999576
ALL 80.977186
AMD 362.829809
ANG 1.790365
AOA 918.000184
ARS 1524.997501
AUD 1.43976
AWG 1.8025
AZN 1.69885
BAM 1.722428
BBD 2.015086
BDT 123.012972
BGN 1.683441
BHD 0.376997
BIF 2995
BMD 1
BND 1.277405
BOB 12.040458
BRL 5.181501
BSD 1.000454
BTN 95.892522
BWP 14.09417
BYN 3.010995
BYR 19600
BZD 2.012171
CAD 1.423715
CDF 2309.999986
CHF 0.835405
CLF 0.024646
CLP 973.179852
CNY 6.704751
CNH 6.709685
COP 3314.79
CRC 456.985341
CUC 1
CUP 24.01166
CVE 97.750138
CZK 21.561986
DJF 177.719945
DKK 6.598698
DOP 59.697254
DZD 133.911021
EGP 51.938599
ERN 15
ETB 163.421342
EUR 0.88272
FJD 2.24775
FKP 0.756991
GBP 0.754035
GEL 2.60498
GGP 0.756991
GHS 11.699323
GIP 0.756991
GMD 73.5159
GNF 8798.844552
GTQ 7.643396
GYD 209.328131
HKD 7.84663
HNL 26.859007
HRK 6.650974
HTG 130.939066
HUF 323.646983
IDR 17897.45
ILS 3.07365
IMP 0.756991
INR 95.93015
IQD 1310.606294
IRR 1693792.500038
ISK 120.930408
JEP 0.756991
JMD 158.336929
JOD 0.709025
JPY 157.684016
KES 129.709357
KGS 87.448698
KHR 4057.22564
KMF 435.00025
KPW 900.000318
KRW 1358.609932
KWD 0.30894
KYD 0.833726
KZT 440.074329
LAK 22455.503791
LBP 89592.031739
LKR 330.60617
LRD 171.583824
LSL 16.385613
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.399
MAD 9.71296
MDL 17.763022
MGA 4394.578552
MKD 54.34255
MMK 2099.600314
MNT 3599.1704
MOP 8.086624
MRU 40.069045
MUR 47.760183
MVR 15.450398
MWK 1734.754084
MXN 18.076375
MYR 4.083989
MZN 63.909674
NAD 16.385685
NGN 1327.250222
NIO 36.821108
NOK 9.626335
NPR 153.428035
NZD 1.77508
OMR 0.384499
PAB 1.000449
PEN 3.44424
PGK 4.528402
PHP 62.740501
PKR 277.158584
PLN 3.85239
PYG 5852.979771
QAR 3.647324
RON 4.6567
RSD 103.766003
RUB 83.375789
RWF 1477.228194
SAR 3.755513
SBD 8.032647
SCR 13.871342
SDG 601.495377
SEK 10.00818
SGD 1.27803
SHP 0.755829
SLE 24.649652
SLL 20969.491881
SOS 571.727998
SRD 37.6215
STD 20697.981008
STN 21.576683
SVC 8.75393
SYP 13002.000254
SZL 16.377071
THB 33.619691
TJS 9.214436
TMT 3.51
TND 2.978703
TOP 2.40776
TRY 49.036597
TTD 6.787408
TWD 31.882899
TZS 2640.003023
UAH 44.690709
UGX 3921.672237
UYU 40.308767
UZS 11835.41907
VES 857.98905
VND 25962
VUV 119.008285
WST 2.76852
XAF 579.026255
XAG 0.016607
XAU 0.000240904065
XCD 2.70255
XCG 1.803098
XDR 0.707052
XOF 579.026255
XPF 105.029547
YER 236.402537
ZAR 16.43561
ZMK 9001.197648
ZMW 19.559579
ZWL 321.999592
SSP 5712.591902
MXV 2.046206
A esperança de encontrar as últimas vítimas 30 anos após o genocídio de Srebrenica
A esperança de encontrar as últimas vítimas 30 anos após o genocídio de Srebrenica / foto: © AFP

A esperança de encontrar as últimas vítimas 30 anos após o genocídio de Srebrenica

Para Sadik Selimovic, a alegria de ter sobrevivido aos massacres de Srebrenica em 1995 não durou muito. Quando soube da morte de seus três irmãos e de seu pai, decidiu dedicar sua vida a encontrá-los.

Tamanho do texto:

Três décadas depois, Selimovic, de 62 anos, que se tornou pesquisador no International Comission on Missing Person (ICMP), não consegue conter a angústia ao pensar que ainda há cerca de 1.000 vítimas a serem encontradas.

Em julho de 1995, as forças sérvias da Bósnia mataram 8.000 homens e adolescentes muçulmanos em Srebrenica, uma área protegida pelos capacetes azuis da ONU.

A Justiça internacional classificou os crimes como genocídio, o pior massacre ocorrido na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

"Nos últimos três anos, fizemos buscas em 62 locais" na esperança de encontrar covas coletivas, disse Selimovic à AFP. "Mas não encontramos um único corpo", lamenta.

"Aqueles que sabem [onde estão as fossas] não querem dizer", continua este homem, que passa os dias procurando testemunhas entre os sérvios que vivem na região, muitas vezes seus vizinhos, amigos de escola ou aqueles com quem trabalhou antes da guerra na fábrica de baterias Potocari, agora um centro memorial do genocídio.

A guerra da Bósnia, que ocorreu entre 1992 e 1995, deixou quase 100.000 mortos.

"Como conseguem viver com o que sabem?", pergunta. "Não consigo entender. Mas há pessoas que se manifestaram, e isso também precisa ser dito", acrescenta.

A última cova coletiva foi descoberta em 2021 na região de Dobro Polje, a 180 km da cidade. Dez vítimas de Srebrenica foram encontradas nela.

Até o momento, mais de 6.800 vítimas foram identificadas, cerca de 80% do total, explica a Dra. Dragana Vucetic, antropóloga forense do ICMP.

No necrotério do ICMP em Tuzla, noroeste da Bósnia, há "90 casos cujas impressões digitais genéticas (DNA) foram isoladas", mas ainda não identificadas.

Há também cerca de 50 vítimas identificadas. "Mas as famílias ainda se recusam a confirmar a identificação e enterrá-las. Na maioria das vezes, porque os restos mortais estão incompletos", explica a especialista, que trabalha no centro de identificação há mais de duas décadas.

- Covas coletivas -

Inicialmente, os corpos das vítimas eram jogados em grandes covas perto dos "cinco locais de execução em massa".

Mas, "alguns meses depois, essas fossas foram abertas e os corpos, já em processo de decomposição, transportados para outros locais, às vezes a 100 quilômetros de distância", explica Vucetic.

Foi nesse momento que os corpos foram "desmembrados" por tratores e escavadeiras e, muitas vezes, transportados para dois ou três locais diferentes, na tentativa de ocultar o crime.

"Durante as exumações, encontramos corpos completos apenas em 10% dos casos", acrescenta a especialista.

Testes de DNA foram utilizados para reconstruir alguns esqueletos, muitas vezes com partes encontradas em quatro fossas diferentes.

Aproximadamente 6.000 pessoas foram identificadas entre 2012 e 2022. Após esse período, o número de identificações diminuiu, com apenas três casos desde o início de 2025.

Mevlida Omerovic, de 69 anos, aguarda desde 2013 que os restos mortais do marido estejam reunidos para que possam ser enterrados no memorial de Srebrenica. Ele foi morto aos 33 anos, junto com seu irmão Hasan.

"Só resta o maxilar dele, mas agora decidi enterrá-lo" durante as cerimônias pelo 30º aniversário do genocídio em 11 de julho, diz. "Saberemos onde fica o túmulo dele e poderemos ir lá para rezar", acrescenta. Seu irmão Senad, morto aos 17 anos, nunca foi encontrado.

O pesquisador Sadik Selimovic recuperou os restos mortais de seus irmãos e de seu pai. O último que encontrou foi seu irmão mais novo, Sabahudin, enterrado em 2023.

Mas ele não tem intenção de parar. "É o que me faz seguir em frente. Sei o que significa ouvir que encontraram seu ente querido", diz.

Por isso, lê depoimentos, vasculha a área e retorna repetidamente aos mesmos lugares.

"Encontraremos outras pessoas. Se houver outras covas coletivas, e eu acho que deve haver, nós as encontraremos", diz.

O que preocupa é o Drina, rio na fronteira entre a Bósnia e a Sérvia, que corre não muito longe de Srebrenica.

"Receio que o Drina seja a maior cova coletiva. Ninguém jamais encontrará aqueles que foram parar lá".

A.Zhang--ThChM