The China Mail - Harvard obtém vitória contra Trump na Justiça dos EUA

USD -
AED 3.672503
AFN 63.498714
ALL 83.099858
AMD 378.311305
ANG 1.790083
AOA 917.000138
ARS 1376.750099
AUD 1.439408
AWG 1.80225
AZN 1.690697
BAM 1.69121
BBD 2.021203
BDT 123.152752
BGN 1.709309
BHD 0.37752
BIF 2980.6865
BMD 1
BND 1.282811
BOB 6.934122
BRL 5.226953
BSD 1.003511
BTN 94.391913
BWP 13.675591
BYN 2.974214
BYR 19600
BZD 2.018349
CAD 1.38221
CDF 2280.000119
CHF 0.792215
CLF 0.023243
CLP 917.760265
CNY 6.901497
CNH 6.90703
COP 3701.35
CRC 466.602389
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.347419
CZK 21.176402
DJF 178.70438
DKK 6.46377
DOP 60.504391
DZD 132.664007
EGP 52.564199
ERN 15
ETB 156.694439
EUR 0.8651
FJD 2.24825
FKP 0.747226
GBP 0.748645
GEL 2.694975
GGP 0.747226
GHS 10.97146
GIP 0.747226
GMD 73.49854
GNF 8795.921985
GTQ 7.680368
GYD 209.951965
HKD 7.81838
HNL 26.573681
HRK 6.517299
HTG 131.592942
HUF 335.227981
IDR 16902
ILS 3.120701
IMP 0.747226
INR 94.13255
IQD 1314.718815
IRR 1313149.999638
ISK 123.904939
JEP 0.747226
JMD 158.070639
JOD 0.709007
JPY 159.45496
KES 129.699815
KGS 87.449202
KHR 4024.402371
KMF 427.000312
KPW 900.014346
KRW 1506.959662
KWD 0.30709
KYD 0.83627
KZT 484.190774
LAK 21636.228425
LBP 89732.015462
LKR 315.615164
LRD 184.148973
LSL 16.90412
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.398976
MAD 9.352461
MDL 17.546954
MGA 4182.664038
MKD 53.319088
MMK 2100.167588
MNT 3569.46809
MOP 8.081059
MRU 39.984608
MUR 46.630048
MVR 15.449872
MWK 1740.168102
MXN 17.784604
MYR 3.99501
MZN 63.901522
NAD 16.904046
NGN 1384.389889
NIO 36.93215
NOK 9.69555
NPR 151.028367
NZD 1.724865
OMR 0.384494
PAB 1.003502
PEN 3.470204
PGK 4.335701
PHP 60.253971
PKR 280.088894
PLN 3.70405
PYG 6529.521635
QAR 3.659719
RON 4.407901
RSD 101.614969
RUB 80.993399
RWF 1465.35287
SAR 3.7514
SBD 8.042037
SCR 14.356603
SDG 601.000336
SEK 9.35219
SGD 1.282905
SHP 0.750259
SLE 24.550058
SLL 20969.510825
SOS 573.481661
SRD 37.340501
STD 20697.981008
STN 21.185616
SVC 8.781222
SYP 110.948257
SZL 16.913113
THB 32.82303
TJS 9.608761
TMT 3.5
TND 2.944775
TOP 2.40776
TRY 44.366701
TTD 6.823498
TWD 31.966598
TZS 2575.058978
UAH 44.060825
UGX 3713.071412
UYU 40.624149
UZS 12239.233167
VES 462.09036
VND 26337
VUV 119.508072
WST 2.738201
XAF 567.218502
XAG 0.014331
XAU 0.000225
XCD 2.70255
XCG 1.808646
XDR 0.705441
XOF 567.223406
XPF 103.126392
YER 238.649868
ZAR 17.032805
ZMK 9001.200789
ZMW 18.791291
ZWL 321.999592
Harvard obtém vitória contra Trump na Justiça dos EUA
Harvard obtém vitória contra Trump na Justiça dos EUA / foto: © AFP/Arquivos

Harvard obtém vitória contra Trump na Justiça dos EUA

Uma juíza federal dos Estados Unidos revogou nesta quarta-feira (3) o congelamento de bilhões de dólares imposto pelo governo de Donald Trump à Universidade de Harvard, uma vitória para a instituição transformada em símbolo da cruzada do presidente contra alguns centros de ensino superior.

Tamanho do texto:

Desde que voltou à Casa Branca em janeiro, Trump acusa a prestigiada universidade americana de servir de terreno fértil para a ideologia "woke", um termo pejorativo da direita para designar as políticas de promoção da diversidade.

Trump também acusa Harvard de não proteger adequadamente seus estudantes judeus ou israelenses durante os protestos no campus que pediam um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Harvard rechaça essas acusações e afirma que Trump estava mais focado em controlar suas contratações, admissões e currículos.

Como represália, o governo republicano retirou pouco mais de 2,6 bilhões de dólares (14,2 bilhões de reais, na cotação atual) em subsídios federais destinados a Harvard, incluindo a verba para o setor de saúde, e revogou sua certificação no sistema que autoriza estrangeiros a estudarem nos Estados Unidos.

A juíza federal do distrito de Boston, Allison Burroughs, se pronunciou após uma ação apresentada por Harvard contra as ordens do governo.

A decisão, à qual cabe recurso, pode ter peso nas conversas entre Harvard e a Casa Branca, que estão em andamento, segundo relatos, sobre um acordo no qual a universidade pagaria uma quantia reconhecendo as reivindicações de Trump, em troca da retomada do financiamento federal.

Outras universidades chegaram a acordos similares com o governo do republicano.

"O tribunal revoga e anula" as decisões da administração ao considerá-las uma "violação da Primeira Emenda" da Constituição, declarou a magistrada em referência às ordens emitidas a partir de 14 de abril de 2025.

A decisão também impede que a administração utilize a mesma fundamentação para cortar financiamento no futuro.

O professor da Faculdade de Direito de Albany, Ray Brescia, disse à AFP que, apesar da vitória judicial desta quarta, Harvard ainda poderia seguir os passos da Universidade de Columbia e chegar a um acordo com o governo.

"[Trump] poderia voltar à mesa de negociação e oferecer a Harvard um tratamento melhor que o concedido até agora. Acho que houve alguns comentários sobre um acordo de 500 milhões de dólares [R$ 2,7 bilhões]", disse.

"As pessoas fecham acordos o tempo todo por muitas razões, inclusive se acreditam que têm 100% de razão", acrescentou o professor.

A Universidade de Harvard, por sua vez, não respondeu a um pedido de comentário da AFP.

- 'Cortina de fumaça' -

A juíza, nomeada pelo ex-presidente democrata Barack Obama, afirmou que as evidências que analisou sugerem que Trump "usou o antissemitismo como pretexto para um ataque seletivo e ideológico contra as principais universidades do país".

Além disso, considerou que os cortes de verbas governamentais têm pouca incidência no problema de antissemitismo no campus, algo que a própria universidade reconheceu.

"É evidente, mesmo com base unicamente nas próprias admissões de Harvard, que a universidade foi impactada pelo antissemitismo nos últimos anos e poderia (e deveria) ter enfrentado melhor o problema", escreveu.

"Dito isso, na realidade existe pouca conexão entre a pesquisa afetada pelo cancelamento dos subsídios e o antissemitismo".

No início da primeira audiência em Boston, em julho, Trump acusou publicamente a juíza Burroughs de ser uma notória opositora e Harvard de "ser antissemita, anticristã e antiamericana".

A universidade, por sua vez, afirma ter tomado medidas para garantir que os estudantes e o pessoal de origem judaica ou israelense não se sintam excluídos nem intimidados no campus, enquanto alega que as medidas do governo federal "ameaçaram" a liberdade de expressão e a liberdade acadêmica.

O governo também atacou a capacidade de Harvard para receber estudantes internacionais, uma fonte importante de receita que representou 27% das matrículas totais no ano acadêmico 2024-2025.

T.Luo--ThChM