The China Mail - Cinco fatos sobre as joias roubadas no Louvre

USD -
AED 3.67315
AFN 63.493234
ALL 82.893849
AMD 377.199436
ANG 1.790083
AOA 917.000252
ARS 1376.779803
AUD 1.436255
AWG 1.80225
AZN 1.696542
BAM 1.686202
BBD 2.015182
BDT 122.789623
BGN 1.709309
BHD 0.377512
BIF 2970
BMD 1
BND 1.279061
BOB 6.913944
BRL 5.223696
BSD 1.000522
BTN 94.115213
BWP 13.635619
BYN 2.965482
BYR 19600
BZD 2.012485
CAD 1.380855
CDF 2279.999898
CHF 0.791075
CLF 0.023239
CLP 917.594531
CNY 6.901497
CNH 6.90132
COP 3702.49
CRC 465.236584
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.624984
CZK 21.130199
DJF 177.720054
DKK 6.45369
DOP 60.375008
DZD 132.589624
EGP 52.529501
ERN 15
ETB 157.299098
EUR 0.863701
FJD 2.245988
FKP 0.747226
GBP 0.74735
GEL 2.694981
GGP 0.747226
GHS 10.950161
GIP 0.747226
GMD 73.498543
GNF 8780.000028
GTQ 7.657854
GYD 209.347342
HKD 7.81702
HNL 26.519668
HRK 6.508302
HTG 131.207187
HUF 333.793973
IDR 16846.35
ILS 3.11585
IMP 0.747226
INR 94.243603
IQD 1310
IRR 1313149.999755
ISK 123.67991
JEP 0.747226
JMD 157.605908
JOD 0.70903
JPY 159.263503
KES 129.749591
KGS 87.449199
KHR 4012.999815
KMF 427.000536
KPW 900.014346
KRW 1500.779793
KWD 0.30652
KYD 0.833829
KZT 482.773486
LAK 21585.000114
LBP 89550.000464
LKR 314.680461
LRD 183.649834
LSL 16.94008
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.374992
MAD 9.327504
MDL 17.495667
MGA 4170.000275
MKD 53.241151
MMK 2100.167588
MNT 3569.46809
MOP 8.057787
MRU 40.129923
MUR 46.469729
MVR 15.449832
MWK 1736.999516
MXN 17.730698
MYR 3.964499
MZN 63.952774
NAD 16.929973
NGN 1386.309982
NIO 36.720102
NOK 9.68736
NPR 150.586937
NZD 1.71787
OMR 0.384499
PAB 1.000578
PEN 3.460503
PGK 4.309501
PHP 60.0285
PKR 279.050244
PLN 3.69196
PYG 6510.184287
QAR 3.644048
RON 4.400402
RSD 101.435012
RUB 80.994805
RWF 1460
SAR 3.751581
SBD 8.042037
SCR 14.729951
SDG 601.000356
SEK 9.334045
SGD 1.279855
SHP 0.750259
SLE 24.549765
SLL 20969.510825
SOS 571.000338
SRD 37.340498
STD 20697.981008
STN 21.4
SVC 8.755292
SYP 110.948257
SZL 16.897857
THB 32.638498
TJS 9.58109
TMT 3.5
TND 2.9375
TOP 2.40776
TRY 44.358965
TTD 6.803525
TWD 31.907949
TZS 2570.05902
UAH 43.92958
UGX 3702.186911
UYU 40.504889
UZS 12199.999554
VES 462.09036
VND 26350
VUV 119.508072
WST 2.738201
XAF 565.560619
XAG 0.013803
XAU 0.00022
XCD 2.70255
XCG 1.803352
XDR 0.702492
XOF 563.498164
XPF 103.449958
YER 238.649993
ZAR 16.916097
ZMK 9001.198562
ZMW 18.736367
ZWL 321.999592
Cinco fatos sobre as joias roubadas no Louvre
Cinco fatos sobre as joias roubadas no Louvre / foto: © AFP/Arquivos

Cinco fatos sobre as joias roubadas no Louvre

Desde uma tiara usada "quase todos os dias" pela imperatriz Eugênia até a impossibilidade de vender estas peças em seu estado atual. A seguir, cinco fatos essenciais sobre as joias históricas "inestimáveis" roubadas no domingo (19) em uma espetacular operação no museu do Louvre, em Paris.

Tamanho do texto:

- Proprietários ilustres -

As peças roubadas atravessaram dois séculos de história e foram propriedade de importantes soberanas e imperatrizes da França.

A tiara de pérolas de Eugênia foi feita pelo famoso joalheiro Alexandre-Gabriel Lemonnier pouco depois do casamento da imperatriz de origem espanhola com Napoleão III, em 1853, assim como sua coroa, também roubada, mas abandonada pelos ladrões durante a fuga.

"Esta tiara é a que ela usava quase todos os dias na corte e que aparece em seus retratos oficiais. Tinha muito carinho por ela", explica Pierre Branda, historiador e diretor científico da Fundação Napoleão, à AFP.

O colar e os brincos de safira foram usados pela rainha Maria Amélia (esposa de Luis Felipe I, rei da França de 1830 a 1848) e pela rainha Hortênsia (mãe de Napoleão III).

Segundo Vincent Meylan, historiador especializado em joalheria, a rainha Hortênsia herdou este conjunto de sua mãe, a imperatriz Josefina, primeira esposa de Napoleão I. Alguns especialistas afirmam também que poderia proceder da rainha Maria Antonieta.

"Realmente faz parte da história da França", insiste Meylan.

O colar e os brincos de esmeralda foram um presente de casamento de Napoleão I a sua segunda esposa, a imperatriz Maria Luisa, feitos por seu joalheiro oficial, François-Régnault Nitot.

- Obras "excepcionais" -

Além de pertencerem a prestigiosos donos, estas joias tinham todo o direito de estarem no museu, já que "são obras artísticas excepcionais", opina Didier Rykner, diretor da redação do site La Tribune de l'Art.

Realizadas pelos grandes joalheiros da época, como Nitot, Lemonnier ou Paul-Alfred Bapst, estas joias combinam diamantes, pérolas e pedras preciosas para criar composições espetaculares.

O broche conhecido como "relicário" da imperatriz Eugênia, montado em 1855 por Bapst, é composto por 94 diamantes, entre os quais se destaca uma roseta de sete diamantes ao redor de um solitário central, com dois diamantes em forma de coração legados pelo cardeal Mazarin a Luis XIV.

A tiara que também pertenceu à imperatriz de origem espanhola conta com quase 2 mil diamantes e mais de 200 pérolas. O colar de safiras é composto por oito pedras preciosas de cor azul-escuro e 631 diamantes, e o colar de esmeraldas possui 32 esmeraldas e 1.138 diamantes, segundo indica o Louvre em seu site.

- Aquisições recentes -

Apesar de sua antiguidade, a maioria destas joias chegou ao Louvre nas últimas décadas.

Das oito peças roubadas, sete foram adquiridas desde 1985, incluindo duas que foram vendidas no leilão de joias da coroa de 1887.

O conjunto de esmeraldas foi adquirido em 2004 graças ao fundo do Patrimônio e à Sociedade de Amigos do Louvre.

O colar de safiras de Maria Amelia foi adquirido em 1985, e a tiara da imperatriz Eugênia e seu grande broche passaram a ser propriedade do museu em 1992 e 2008.

- 'Invendáveis' em seu estado -

São joias de um "valor patrimonial inestimável", segundo o Ministério da Cultura. "São inestimáveis do ponto de vista patrimonial. No entanto, seu preço é perfeitamente estimável", adverte Rykner.

Recentemente adquiridas pela pinacoteca, seu preço está totalmente documentado.

"O termo adequado é invendáveis", afirma Meylan. De fato, revender estas joias catalogadas e perfeitamente identificadas em seu estado atual é impossível, esclarece.

- Risco de desmonte -

Neste contexto, os especialistas alertam sobre o risco de desmonte destas obras históricas, cujas pedras e pérolas poderiam ser desmontadas e reutilizadas para fabricar outras joias.

"Se estas joias não foram recuperadas muito em breve, com certeza desaparecerão", insiste Meylan.

"É aí que o tesouro se torna inestimável. Corremos o risco de perder fragmentos da história da França", concorda Pierre Branda.

Q.Yam--ThChM