The China Mail - Desaparecimentos forçados por militares crescem no Equador

USD -
AED 3.672504
AFN 64.000368
ALL 82.087167
AMD 368.450607
ANG 1.790403
AOA 918.000367
ARS 1428.330353
AUD 1.418842
AWG 1.801525
AZN 1.70397
BAM 1.689603
BBD 2.013822
BDT 122.983888
BGN 1.69088
BHD 0.37683
BIF 2970.152477
BMD 1
BND 1.283746
BOB 6.909421
BRL 5.061504
BSD 0.99987
BTN 95.052482
BWP 13.460326
BYN 2.766446
BYR 19600
BZD 2.010971
CAD 1.39945
CDF 2295.000362
CHF 0.799521
CLF 0.022916
CLP 904.902596
CNY 6.771504
CNH 6.76346
COP 3492.894475
CRC 454.839964
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.257224
CZK 20.874704
DJF 178.057103
DKK 6.461104
DOP 58.710207
DZD 133.120816
EGP 51.846573
ERN 15
ETB 157.556391
EUR 0.863904
FJD 2.215904
FKP 0.745885
GBP 0.748195
GEL 2.65504
GGP 0.745885
GHS 11.098441
GIP 0.745885
GMD 73.000355
GNF 8759.016889
GTQ 7.622133
GYD 209.191828
HKD 7.83605
HNL 26.736642
HRK 6.513804
HTG 130.733014
HUF 304.250388
IDR 17779.3
ILS 2.92082
IMP 0.745885
INR 95.110504
IQD 1309.835428
IRR 1375877.503816
ISK 124.650386
JEP 0.745885
JMD 158.489914
JOD 0.70904
JPY 160.22504
KES 129.480368
KGS 87.450384
KHR 4017.105093
KMF 426.00035
KPW 900.00035
KRW 1518.020383
KWD 0.30848
KYD 0.833312
KZT 488.937843
LAK 22017.191482
LBP 89543.518639
LKR 335.207982
LRD 181.97918
LSL 16.286467
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.372943
MAD 9.260766
MDL 17.462745
MGA 4172.605935
MKD 53.254719
MMK 2098.945404
MNT 3577.889929
MOP 8.070062
MRU 39.65617
MUR 47.250378
MVR 15.460378
MWK 1733.834392
MXN 17.222904
MYR 4.057604
MZN 63.903729
NAD 16.286467
NGN 1360.503725
NIO 36.793227
NOK 9.513504
NPR 152.084143
NZD 1.715119
OMR 0.384251
PAB 0.99987
PEN 3.400458
PGK 4.378213
PHP 60.771038
PKR 278.191957
PLN 3.66995
PYG 6122.413719
QAR 3.65522
RON 4.526104
RSD 101.386549
RUB 72.4589
RWF 1468.359898
SAR 3.753804
SBD 8.045573
SCR 14.065224
SDG 600.503676
SEK 9.47869
SGD 1.284504
SHP 0.746601
SLE 24.650371
SLL 20969.503664
SOS 571.465595
SRD 37.509504
STD 20697.981008
STN 21.165392
SVC 8.74865
SYP 110.532098
SZL 16.273163
THB 32.873038
TJS 9.318906
TMT 3.51
TND 2.933437
TOP 2.40776
TRY 46.232504
TTD 6.791931
TWD 31.621504
TZS 2624.681439
UAH 44.803507
UGX 3749.298086
UYU 40.387024
UZS 11975.292644
VES 581.95784
VND 26310
VUV 118.173796
WST 2.743491
XAF 566.677033
XAG 0.014699
XAU 0.000237
XCD 2.70255
XCG 1.801996
XDR 0.704764
XOF 566.677033
XPF 103.027947
YER 238.603589
ZAR 16.31128
ZMK 9001.203584
ZMW 17.467928
ZWL 321.999592
Desaparecimentos forçados por militares crescem no Equador
Desaparecimentos forçados por militares crescem no Equador / foto: © AFP/Arquivos

Desaparecimentos forçados por militares crescem no Equador

Armados com fuzis e com os rostos cobertos, cinco militares agrediram o jovem Dave Loor quando o detiveram a caminho de uma loja. Já faz mais de um ano desde seu desaparecimento, e as denúncias de abusos das forças de segurança no Equador não pararam de crescer.

Tamanho do texto:

O caso desse pedreiro de 21 anos, sem antecedentes criminais, faz parte dos 43 desaparecimentos forçados cometidos por agentes do Estado documentados pela Anistia Internacional (AI) desde 2023, quando o presidente Daniel Noboa assumiu o cargo.

O aumento das denúncias coincide com o envio de policiais e soldados às ruas, determinado pelo governo para enfrentar as máfias, segundo a Anistia.

Em 24 de agosto de 2024, Loor ligou pela última vez para a mãe para avisar que estava com um amigo em Los Ríos, uma conflituosa província costeira usada para o transporte de drogas até os portos do Pacífico.

Em um vídeo, o jovem aparece com as mãos para o alto enquanto militares revistam seus bolsos e o colocam em uma caminhonete, onde o agridem pelas costas. Segundo o relatório militar, não foram encontradas armas, nem drogas com ele. Desde então, nada se sabe sobre seu paradeiro.

Sua família não se conforma.

“Nós sobrevivemos, nos resta procurar porque não sabemos o que aconteceu”, diz à AFP Diana Roca, tia do jovem.

“Se o presidente Daniel Noboa não tivesse mandado os militares às ruas durante os estados de exceção, não seríamos 43 famílias em desespero”, acrescenta Roca, aos prantos.

- Descontentamento nas tropas -

A ofensiva militar não conseguiu conter a violência das numerosas gangues que traficam drogas, instalam carros-bomba e promovem massacres em um dos países mais perigosos da América Latina.

O Ministério Público registra um aumento nas denúncias de execuções extrajudiciais, que passaram de seis em 2023 para 19 no ano passado. As queixas de abusos cometidos por agentes do Estado subiram 125% no mesmo período, quando Noboa declarou conflito armado interno no país.

Para a especialista em segurança Michelle Maffei, há um agravante: o Exército não é treinado para proteger civis, mas para combater inimigos em contextos de guerra.

Os soldados assumiram funções não militares, como administrar prisões e realizar patrulhas urbanas — o que representa riscos de abusos que afetam, sobretudo, populações marginalizadas.

Além disso, há um “descontentamento” entre as tropas, que não podem expressá-lo “abertamente”, segundo Maffei.

Militares ouvidos pela AFP sob a condição do anonimato afirmaram que há forte pressão do governo por resultados, sob ameaça de punições ou em troca de benefícios.

Na Colômbia, uma política semelhante resultou no maior escândalo das Forças Armadas, conhecido como o caso dos “falsos positivos”: ao menos 6.400 civis foram assassinados e apresentados como guerrilheiros mortos em combate.

- "Detenções arbitrárias" -

O general aposentado Luis Altamirano aponta as mudanças repentinas na cúpula militar como causa da instabilidade nos quartéis.

Em setembro, Noboa afastou três comandantes apenas 26 dias depois de nomeá-los, aparentemente em razão de seu desempenho.

“Nem uma loja de bairro é administrada trocando o encarregado toda semana; imagine as Forças Armadas”, acrescenta Altamirano.

Renato Rivera, pesquisador da Iniciativa Global contra o Crime Organizado, duvida da eficácia das ações sob pressão. “Por isso vemos centenas de supostos chefes de facções presos”, afirma.

Mas não foram apenas as prisões que aumentaram.

A Anistia Internacional relata o caso amplamente divulgado de quatro adolescentes com idades entre 11 e 15 anos, desaparecidos em Guayaquil. Seus corpos foram encontrados carbonizados após terem sido detidos em uma operação militar, em dezembro. Dezessete militares foram acusados de desaparecimento forçado.

Luis Arroyo, pai de dois dos adolescentes, culpa o governo. “O uniforme e esse discurso de linha-dura permitem que os militares façam o que quiserem, e estamos pior do que antes”, afirma.

Sua filha mais nova chora todos os dias e dorme com a roupa do irmão, Ismael, que sonhava em ser jogador de futebol, conta o pai.

Para o diretor da organização local de defesa dos direitos humanos Billy Navarrete, o número de denúncias de desaparecimentos é inédito.

“São detenções arbitrárias de pessoas que não eram perigosas”, diz.

Y.Parker--ThChM