The China Mail - Washington evita se submeter a avaliação de direitos humanos da ONU

USD -
AED 3.672501
AFN 66.495457
ALL 80.629676
AMD 365.091035
AOA 917.000132
ARS 1491.937897
AUD 1.417435
AWG 1.80125
AZN 1.700356
BAM 1.691649
BBD 2.00813
BDT 123.418242
BHD 0.375989
BIF 2985.079791
BMD 1
BND 1.277602
BOB 11.849673
BRL 5.083303
BSD 0.997016
BTN 94.875232
BWP 13.457596
BYN 2.968819
BYR 19600
BZD 2.00519
CAD 1.39515
CDF 2262.487483
CHF 0.80949
CLF 0.023206
CLP 913.315746
CNY 6.747602
CNH 6.743285
COP 3142.844787
CRC 453.228387
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.372573
CZK 20.982098
DJF 177.546166
DKK 6.467982
DOP 58.20179
DZD 132.308956
EGP 49.555853
ERN 15
ETB 160.923669
EUR 0.86495
FJD 2.20855
FKP 0.74148
GBP 0.742583
GEL 2.610266
GGP 0.74148
GHS 11.700039
GIP 0.74148
GMD 73.510995
GNF 8756.649224
GTQ 7.607144
GYD 208.588851
HKD 7.842299
HNL 26.723176
HRK 6.518802
HTG 130.363707
HUF 314.060243
IDR 17801
ILS 2.99985
IMP 0.74148
INR 95.210501
IQD 1306.058902
IRR 1375550.000156
ISK 123.339642
JEP 0.74148
JMD 158.335856
JOD 0.709022
JPY 157.806026
KES 129.014401
KGS 87.450366
KHR 4049.647537
KMF 425.999772
KRW 1407.860324
KWD 0.30866
KYD 0.830861
KZT 467.275008
LAK 22510.919863
LBP 89282.792025
LKR 334.420274
LRD 179.959348
LSL 16.197552
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.341738
MAD 9.29222
MDL 17.337716
MGA 4254.638239
MKD 53.219738
MMK 2099.549369
MNT 3595.852714
MOP 8.056654
MRU 40.080439
MUR 47.070197
MVR 15.450094
MWK 1728.841413
MXN 17.380226
MYR 4.090101
MZN 63.905023
NAD 16.197552
NGN 1364.859559
NIO 36.690741
NOK 9.51237
NPR 151.800372
NZD 1.701115
OMR 0.382693
PAB 0.997016
PEN 3.376465
PGK 4.406003
PHP 60.705001
PKR 276.796523
PLN 3.719205
PYG 5928.296501
QAR 3.644596
RON 4.536302
RSD 101.492021
RUB 81.598409
RWF 1466.072741
SAR 3.744756
SBD 8.065696
SCR 14.449077
SDG 600.501055
SEK 9.480801
SGD 1.269501
SLE 24.601635
SOS 569.822255
SRD 37.866504
STD 20697.981008
STN 21.191022
SVC 8.723782
SZL 16.194265
THB 33.050449
TJS 9.197509
TMT 3.51
TND 2.929032
TRY 47.697498
TTD 6.757774
TWD 32.250597
TZS 2639.622886
UAH 44.653894
UGX 3714.050945
UYU 40.133201
UZS 11924.058297
VES 755.762402
VND 26204.5
VUV 118.557141
WST 2.733716
XAF 567.363231
XAG 0.015731
XAU 0.00023
XCD 2.70255
XCG 1.796912
XDR 0.705618
XOF 567.363231
XPF 103.152705
YER 238.410014
ZAR 16.14632
ZMK 9001.199539
ZMW 18.818492
ZWL 321.999592
Washington evita se submeter a avaliação de direitos humanos da ONU
Washington evita se submeter a avaliação de direitos humanos da ONU / foto: © AFP

Washington evita se submeter a avaliação de direitos humanos da ONU

Os Estados Unidos não compareceram, nesta sexta-feira (7), à avaliação de suas atuações na área dos direitos humanos perante a ONU, o que gerou duras críticas de autoridades americanos e defensores civis.

Tamanho do texto:

Os representantes de Washington não se apresentaram à Revisão Periódica Universal (RPU). Assim, os Estados Unidos se tornaram o segundo país a boicotar esta avaliação desde a implementação do sistema, em 2008.

"Devíamos nos reunir esta tarde para proceder à avaliação dos Estados Unidos, no entanto, observo que a delegação dos Estados Unidos não está presente na sala", declarou o presidente do Conselho de Direitos Humanos, Jürg Lauber, no início da sessão.

A missão de Washington em Genebra havia confirmado esta semana que os Estados Unidos se ausentariam desta reunião, prevista para esta sexta-feira desde agosto.

Israel era até agora o único país que não se apresentou à sua própria avaliação, em 2013, depois que o Conselho de Direitos Humanos implementou o sistema de RPU em 2008.

"É profundamente decepcionante", reagiu Uzra Zeya, diretora da Human Rights First, lamentando o que chamou de "um mau sinal". Ela considerou que a decisão "fragiliza um processo que contribuiu para os avanços alcançados na área dos direitos humanos em todo o mundo, incluídos os Estados Unidos".

Zeya deve presidir, nesta sexta-feira, um dos diversos eventos organizados na ONU em Genebra por ativistas e legisladores americanos que viajaram para expressar suas preocupações sobre a situação dos direitos humanos nos Estados Unidos, especialmente desde o retorno ao poder do presidente Donald Trump, em janeiro.

A decisão de Washington segue o decreto de Trump, em fevereiro, que determinou a saída do país de vários órgãos da ONU, inclusive do Conselho de Direitos Humanos (CDH).

Embora Trump também tenha retirado o país do Conselho em seu primeiro mandato, sua administração participou da avaliação em 2020. Em agosto, os Estados Unidos argumentaram que não se apresentariam ao exame porque se opõem "à politização dos direitos humanos dentro do sistema das Nações Unidas".

"A retirada dos Estados Unidos compromete seriamente a universalidade, não apenas do processo, mas também do princípio segundo o qual o direito internacional dos direitos humanos é inalienável e se aplica a todos de maneira igualitária", advertiu à imprensa Phil Lynch, diretor do Serviço Internacional para os Direitos Humanos.

- "Trágico" -

"É trágico e profundamente irônico que tenhamos contribuído para a elaboração das normas e deste processo do qual hoje nos retiramos", declarou à AFP um ex-funcionário do governo americano sob a condição de anonimato.

A ausência também provocou indignação na sociedade civil, que normalmente participa das avaliações, fornecendo análises e recomendações.

Privados da tribuna da RPU, diversos grupos, acadêmicos e autoridades americanas expressaram suas preocupações sobre uma série de decisões e medidas alarmantes nos Estados Unidos.

Em particular, denunciaram a repressão dos protestos, a militarização dos controles de imigração, o envio da Guarda Nacional a cidades americanas, as repressões contra universidades e instituições artísticas e os ataques mortais contra barcos suspeitos de transportar drogas no Caribe e no Pacífico.

Muitos têm instado a comunidade internacional a se manifestar e apoiar os esforços para avaliar as ações do governo dos Estados Unidos.

Robert Saleem Holbrook, diretor do Centro de Direito Abolicionista, indicou que "diante da erosão de nossas liberdades civis, essas instâncias vão adquirir uma importância crescente no futuro".

Alguns temem, além disso, que a ausência dos Estados Unidos possa constituir um precedente infeliz. "Esperamos que isso não banalize a retirada do Conselho", declarou à AFP Sanjay Sethi, codiretor da Iniciativa de Liberdade Artística.

K.Leung--ThChM