The China Mail - Venezuela liberta 88 pessoas detidas nos protestos pós-eleitorais de 2024

USD -
AED 3.67315
AFN 62.506465
ALL 82.894362
AMD 377.319892
ANG 1.790083
AOA 916.999838
ARS 1397.492201
AUD 1.43539
AWG 1.8
AZN 1.706959
BAM 1.687977
BBD 2.01456
BDT 122.73608
BGN 1.709309
BHD 0.377686
BIF 2965
BMD 1
BND 1.279846
BOB 6.926967
BRL 5.274202
BSD 1.000203
BTN 93.723217
BWP 13.705842
BYN 2.961192
BYR 19600
BZD 2.011712
CAD 1.37534
CDF 2272.999858
CHF 0.790945
CLF 0.02313
CLP 913.29907
CNY 6.880498
CNH 6.89499
COP 3716.01
CRC 466.057627
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.249557
CZK 21.095012
DJF 178.123395
DKK 6.447315
DOP 59.874988
DZD 132.648986
EGP 52.710602
ERN 15
ETB 157.374985
EUR 0.86294
FJD 2.221803
FKP 0.74705
GBP 0.746455
GEL 2.715015
GGP 0.74705
GHS 10.904967
GIP 0.74705
GMD 72.999411
GNF 8780.000368
GTQ 7.659677
GYD 209.341164
HKD 7.82715
HNL 26.520334
HRK 6.526387
HTG 131.152069
HUF 336.373049
IDR 16905
ILS 3.12205
IMP 0.74705
INR 93.873601
IQD 1310
IRR 1315050.00032
ISK 124.100338
JEP 0.74705
JMD 157.845451
JOD 0.709061
JPY 158.708501
KES 129.579875
KGS 87.4485
KHR 4014.999755
KMF 424.999851
KPW 899.971148
KRW 1495.809924
KWD 0.30655
KYD 0.833571
KZT 482.866057
LAK 21549.999711
LBP 89549.999964
LKR 314.407654
LRD 183.602094
LSL 16.849753
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.395002
MAD 9.362042
MDL 17.4948
MGA 4165.000385
MKD 53.139493
MMK 2099.628947
MNT 3568.971376
MOP 8.061125
MRU 40.110204
MUR 49.201173
MVR 15.449742
MWK 1737.000359
MXN 17.82445
MYR 3.956496
MZN 63.908035
NAD 16.820218
NGN 1379.980262
NIO 36.720106
NOK 9.678604
NPR 149.95361
NZD 1.71658
OMR 0.384457
PAB 1.000203
PEN 3.473011
PGK 4.3055
PHP 59.882496
PKR 279.250376
PLN 3.684555
PYG 6526.476592
QAR 3.644026
RON 4.396699
RSD 101.351033
RUB 80.49721
RWF 1460
SAR 3.753687
SBD 8.051718
SCR 14.949356
SDG 600.999933
SEK 9.31975
SGD 1.278815
SHP 0.750259
SLE 24.549964
SLL 20969.510825
SOS 571.498886
SRD 37.340262
STD 20697.981008
STN 21.63
SVC 8.752314
SYP 110.977546
SZL 16.850211
THB 32.656995
TJS 9.597587
TMT 3.5
TND 2.905035
TOP 2.40776
TRY 44.34696
TTD 6.795811
TWD 31.9333
TZS 2570.000173
UAH 43.928935
UGX 3745.690083
UYU 40.762429
UZS 12205.000204
VES 456.504355
VND 26357
VUV 119.458227
WST 2.748874
XAF 566.134155
XAG 0.014354
XAU 0.000227
XCD 2.70255
XCG 1.802694
XDR 0.704159
XOF 568.496327
XPF 103.397606
YER 238.649931
ZAR 17.008897
ZMK 9001.200612
ZMW 18.929544
ZWL 321.999592
Venezuela liberta 88 pessoas detidas nos protestos pós-eleitorais de 2024

Venezuela liberta 88 pessoas detidas nos protestos pós-eleitorais de 2024

As autoridades venezuelanas anunciaram nesta quinta-feira (1º) a libertação de 88 pessoas detidas nas manifestações ocorridas após a reeleição de Nicolás Maduro em 2024 na Venezuela, que a oposição denunciou como fraudulenta, segundo um comunicado.

Tamanho do texto:

As eleições presidenciais de 2024 desembocaram em protestos que tiveram como resultado 28 mortes e 2.400 prisões com o recrudescimento da repressão policial, depois que a oposição venezuelana denunciou uma fraude e ratificou a vitória de Edmundo González Urrutia, o candidato apadrinhado pela líder opositora María Corina Machado.

A Justiça venezuelana libertou mais de 2.000 detidos desde então, segundo registros oficiais.

"Ocorreram nas últimas horas 88 novas liberações de pessoas privadas de liberdade por crimes cometidos no contexto de ações violentas, de setores extremistas, após o processo eleitoral de 28 de julho de 2024", informou o Ministério do Serviço Penitenciário.

O texto detalha que o presidente Nicolás Maduro instruiu avaliar "de maneira individual cada situação e adotar, segundo a lei, medidas cautelares".

Horas antes, diversas ONGs haviam informado sobre a libertação de pelo menos 87 pessoas, uma a menos que o número divulgado pelas autoridades, a maioria procedente do presídio de Tocorón, no estado de Aragua (norte).

O Comitê de Mães em Defesa da Verdade detalhou que os presos que foram libertados não contam com liberdades plenas, porque "continuam em julgamento e com medidas cautelares".

A ONG insiste em que "o país precisa de uma Anistia Geral que conceda liberdade plena a todas as pessoas detidas arbitrariamente por motivos políticos".

Essas libertações coincidem com um aumento da pressão sobre o governo Maduro por parte dos Estados Unidos, que desde agosto mobilizou um destacamento naval no Caribe, determinou o fechamento informal do espaço aéreo venezuelano e agora apreende navios-petroleiros sancionados nas imediações dos portos venezuelanos.

"Apesar do contexto de assédio permanente contra a Nação, o Estado venezuelano garante às pessoas privadas de liberdade um tratamento digno, o respeito a seus direitos humanos e atenção integral", alega o ministério na nota.

- Mais libertações -

Em 25 de dezembro, foi anunciada a libertação de um grupo de 99 pessoas, embora ONGs como a Foro Penal só tenham conseguido verificar 61 casos.

Estima-se que ainda há mais de 700 detidos por motivos políticos no país.

O presídio de Tocorón funcionava como um centro de operações da gangue venezuelana Trem de Aragua, que foi fechado em 2023 e reaberto em 2024 especificamente para abrigar centenas de detidos nos protestos pós-eleitorais.

A Foro Penal, ONG que é responsável pela defesa judicial de muitos dos detidos, destaca que a medida deste 1º de janeiro inclui também dois "presos políticos" da prisão de Rodeo I, no estado de Miranda.

De acordo com testemunhos, eles foram transferidos em um ônibus às 4h locais (5h em Brasília) desta quinta.

- Prisões recentes -

Nas últimas semanas, houve um aumento das prisões por motivos políticos, que contrastam com as libertações recentes.

O Serviço de Inteligência (Sebin) prendeu José Elías Torres, líder da principal central sindical do país, e Nicmer Evans, diretor de um site de notícias. As famílias de ambos denunciam seus casos como desaparecimentos forçados.

Também foram detidos José Patines, dirigente sindical, e Melquíades Pulido, integrante do partido de Corina Machado, mas os dois foram liberados pouco tempo depois.

Uma equipe de especialistas da ONU advertiu em setembro sobre o recrudescimento da perseguição por motivos políticos na Venezuela nos últimos meses.

A oposição argumenta que as libertações funcionam como uma estratégia de "porta giratória", mediante a qual saem alguns presos e entram outros. Também considera que os detidos são utilizados com fins políticos.

"São reféns! Pessoas detidas arbitrariamente, utilizadas para enviar mensagens, exercer pressão, disciplinar a sociedade e, depois, libertadas de forma seletiva, sem verdade nem garantias, quando convém ao poder", denunciou na semana passada González Urrutia, que vive exilado na Espanha desde 2024.

Z.Huang--ThChM