The China Mail - Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais

USD -
AED 3.673049
AFN 64.502307
ALL 80.999854
AMD 377.510038
ANG 1.79008
AOA 916.999872
ARS 1404.502223
AUD 1.401925
AWG 1.8
AZN 1.701691
BAM 1.642722
BBD 2.014547
BDT 122.351617
BGN 1.67937
BHD 0.376984
BIF 2955
BMD 1
BND 1.262741
BOB 6.911728
BRL 5.199598
BSD 1.000176
BTN 90.647035
BWP 13.104482
BYN 2.868926
BYR 19600
BZD 2.011608
CAD 1.355915
CDF 2225.000142
CHF 0.769895
CLF 0.021648
CLP 854.803684
CNY 6.91325
CNH 6.90889
COP 3672.83
CRC 494.712705
CUC 1
CUP 26.5
CVE 92.899369
CZK 20.41165
DJF 177.72007
DKK 6.28765
DOP 62.624975
DZD 129.532956
EGP 46.773897
ERN 15
ETB 155.35043
EUR 0.841479
FJD 2.18395
FKP 0.731875
GBP 0.732625
GEL 2.690035
GGP 0.731875
GHS 11.000154
GIP 0.731875
GMD 73.999988
GNF 8774.999872
GTQ 7.671019
GYD 209.257595
HKD 7.81735
HNL 26.515054
HRK 6.339398
HTG 131.086819
HUF 319.339026
IDR 16789
ILS 3.077095
IMP 0.731875
INR 90.68435
IQD 1310.5
IRR 42125.000158
ISK 122.179971
JEP 0.731875
JMD 156.494496
JOD 0.708969
JPY 152.91899
KES 128.999836
KGS 87.449774
KHR 4029.999935
KMF 414.402826
KPW 899.999067
KRW 1444.73992
KWD 0.30685
KYD 0.83354
KZT 493.505294
LAK 21474.999899
LBP 85549.999692
LKR 309.394121
LRD 186.625007
LSL 15.959764
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.295038
MAD 9.116981
MDL 16.898415
MGA 4436.000038
MKD 51.834101
MMK 2099.913606
MNT 3568.190929
MOP 8.053234
MRU 39.905864
MUR 45.679866
MVR 15.449857
MWK 1736.000379
MXN 17.19915
MYR 3.915031
MZN 63.942625
NAD 15.959777
NGN 1351.75941
NIO 36.719984
NOK 9.472815
NPR 145.034815
NZD 1.65094
OMR 0.384507
PAB 1.000181
PEN 3.357498
PGK 4.285011
PHP 58.271971
PKR 279.749752
PLN 3.54825
PYG 6605.156289
QAR 3.64125
RON 4.280186
RSD 98.754039
RUB 77.100352
RWF 1454
SAR 3.750405
SBD 8.058149
SCR 14.11527
SDG 601.497015
SEK 8.882715
SGD 1.261295
SHP 0.750259
SLE 24.350471
SLL 20969.499267
SOS 571.500677
SRD 37.777062
STD 20697.981008
STN 20.9
SVC 8.752
SYP 11059.574895
SZL 15.959698
THB 31.053002
TJS 9.391982
TMT 3.51
TND 2.845977
TOP 2.40776
TRY 43.6333
TTD 6.783192
TWD 31.344803
TZS 2590.154021
UAH 43.034895
UGX 3536.076803
UYU 38.350895
UZS 12305.000194
VES 384.79041
VND 26000
VUV 119.366255
WST 2.707053
XAF 550.953523
XAG 0.011886
XAU 0.000197
XCD 2.70255
XCG 1.802643
XDR 0.685659
XOF 550.503104
XPF 100.67497
YER 238.325029
ZAR 15.87164
ZMK 9001.198967
ZMW 19.029301
ZWL 321.999592
Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais
Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais / foto: © AFP

Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais

Policiais protestam, nesta quarta-feira (11), na cidade argentina de Rosário, assolada pelo crime, exigindo melhores salários e atenção à saúde mental. É o terceiro dia consecutivo da manifestação em frente à sede da polícia, com pneus queimados e sob o som ensurdecedor das sirenes.

Tamanho do texto:

A rebelião começou na segunda-feira, quando dezenas de agentes e seus familiares se reuniram em frente ao departamento de polícia de Rosário e foram dispersados em meio a empurrões pelos próprios colegas, o que acirrou as tensões.

Com salários em torno de 600 dólares (cerca de 3.120 reais) por mês, o que os obriga a fazer horas extras, reivindicam atenção à saúde mental, em meio ao cenário de muita exigência e poucos recursos para manter a segurança na cidade que tem os maiores índices de criminalidade da Argentina.

Uma centena de policiais da província de Santa Fé, à qual pertence Rosário, se reuniu nesta quarta-feira em frente à sede, diante da qual se erguia uma coluna de fumaça densa e preta pela queima de pneus. "Chega de ser apenas um número, justiça pelos que já não estão aqui", dizia um cartaz.

Em frente, caravanas de viaturas e motos policiais soavam suas sirenes.

"Os policiais estão muito estressados de tanto trabalhar. Saem do plantão e fazem horas adicionais. A cabeça não aguenta, o corpo não aguenta", disse à AFP Yamile, empregada doméstica e filha de um policial que não quis dar o sobrenome.

Ela reivindica "apenas um salário digno para que possam ao menos pagar pelos alimentos sem ter que fazer hora extra".

O governo anunciou na terça-feira que 20 agentes foram suspensos em decorrência do protesto, e solicitou que entregassem as armas e o colete à prova de balas. Mas os manifestantes afirmam que mais de 60 foram punidos.

O ministro da Segurança da província, Pablo Cococcioni, cedeu nesta quarta-feira, ao anunciar a reintegração dos policiais suspensos, prometeu atualizar os salários e garantiu que as autoridades estão trabalhando para "reforçar os programas de saúde mental", como pediam os manifestantes.

Mas o protesto continuou. "O efetivo vai permanecer no local até vermos como vai ficar a questão do salário", declarou o oficial Sebastián Izquierdo à AFP.

"Não se chegou a nenhum acordo" sobre salários, disse aos jornalistas Gabriel Sarla, ex-policial e advogado que atua como intermediário por parte dos manifestantes.

No meio do dia, o chefe de polícia Luis Maldonado saiu das instalações da sede policial, mas foi interpelado e empurrado pelos manifestantes. "Renuncie!", exigiam entre insultos.

- Suicídios -

A fagulha se acendeu na semana passada após a morte do suboficial Oscar Valdez, de 32 anos, o mais recente de uma série de suicídios dentro das forças policiais de Santa Fé.

Outros oficiais disseram à AFP sob anonimato que, além da sobrecarga de trabalho, precisam pagar pela internet de seus escritórios, seus uniformes e até munições.

"Eles têm que comprar a roupa, as balas, tudo isso é real", contou Yamile.

Entre os manifestantes que fizeram vigília da noite de terça para quarta estava Néstor, um policial aposentado de 68 anos que não deu o sobrenome e disse à AFP que seu neto, também policial, se suicidou em maio de 2025.

Ele foi "empurrado por este sistema corrupto que existe, por tantas pressões, pessoais e institucionais também: que o dinheiro não é suficiente, que é preciso fazer horas extras, que existe uma família para sustentar", afirmou.

Os manifestantes carregavam um cartaz que dizia "sem salários dignos não há saúde mental" e outro em forma de cruz com cerca de 20 nomes de policiais que se suicidaram ou morreram em serviço.

Situada às margens do rio Paraná, a 300km de Buenos Aires, Rosário é a terceira maior cidade do país, com 1,3 milhão de habitantes, e um dos maiores portos agroexportadores do mundo.

Contudo, ficou conhecida pela violência do tráfico de drogas e ocupou manchetes na imprensa pelas ameaças a jogadores de futebol nascidos na cidade, como Ángel Di María e Lionel Messi, ou contra seus familiares.

Com uma taxa de homicídios de 5,7 para cada 100.000 habitantes, Santa Fé lidera as estatísticas a nível nacional. Porém, os números mostram uma melhora clara nos últimos dois anos, após terem rondado os 20 para cada 100.000 na década passada.

M.Zhou--ThChM