The China Mail - Em paraíso costeiro da Venezuela, sucata ajuda a sobreviver após terremotos

USD -
AED 3.672502
AFN 66.507104
ALL 82.229341
AMD 366.285559
AOA 916.999992
ARS 1488.772696
AUD 1.433589
AWG 1.8
AZN 1.690663
BAM 1.718765
BBD 2.018604
BDT 123.621376
BHD 0.378237
BIF 2987.582498
BMD 1
BND 1.2936
BOB 11.049204
BRL 5.0819
BSD 1.002184
BTN 96.73306
BWP 13.628434
BYN 2.892132
BYR 19600
BZD 2.015616
CAD 1.408331
CDF 2257.999944
CHF 0.817261
CLF 0.023995
CLP 944.359884
CNY 6.77025
CNH 6.77729
COP 3214.63
CRC 454.693253
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.902188
CZK 21.249799
DJF 178.466757
DKK 6.56962
DOP 58.247137
DZD 133.297888
EGP 51.303099
ERN 15
ETB 161.76376
EUR 0.87882
FJD 2.251303
FKP 0.747613
GBP 0.751245
GEL 2.625009
GGP 0.747613
GHS 11.640639
GIP 0.747613
GMD 73.999447
GNF 8793.314058
GTQ 7.645596
GYD 209.647512
HKD 7.842035
HNL 26.84483
HRK 6.622101
HTG 131.038483
HUF 319.749504
IDR 17971.05
ILS 3.07115
IMP 0.747613
INR 96.547799
IQD 1312.93336
IRR 1375275.000184
ISK 125.840317
JEP 0.747613
JMD 158.764753
JOD 0.708973
JPY 163.808994
KES 129.495264
KGS 87.450173
KHR 4044.256576
KMF 433.000294
KRW 1465.525037
KWD 0.309901
KYD 0.835215
KZT 468.578359
LAK 22693.259163
LBP 89747.564625
LKR 336.84562
LRD 181.40195
LSL 16.45158
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.427545
MAD 9.393801
MDL 17.648946
MGA 4302.606082
MKD 54.112364
MMK 2099.232333
MNT 3591.167689
MOP 8.094928
MRU 40.048862
MUR 47.41983
MVR 15.450315
MWK 1737.835154
MXN 17.50359
MYR 4.093497
MZN 63.875022
NAD 16.451653
NGN 1371.43998
NIO 36.883409
NOK 9.62068
NPR 154.773225
NZD 1.731465
OMR 0.384501
PAB 1.002188
PEN 3.402642
PGK 4.487174
PHP 61.8625
PKR 278.440833
PLN 3.80332
PYG 6067.237008
QAR 3.65354
RON 4.601197
RSD 103.200647
RUB 78.300355
RWF 1474.80908
SAR 3.761095
SBD 8.081105
SCR 14.743964
SDG 600.49797
SEK 9.755615
SGD 1.292035
SLE 24.275034
SOS 572.804528
SRD 37.722027
STD 20697.981008
STN 21.530701
SVC 8.769586
SZL 16.450262
THB 33.78198
TJS 9.260486
TMT 3.5
TND 2.966667
TRY 47.344097
TTD 6.801944
TWD 32.3805
TZS 2635.10302
UAH 44.9197
UGX 3763.039256
UYU 40.249229
UZS 12129.25451
VES 741.251403
VND 26319.5
VUV 119.024075
WST 2.742768
XAF 576.457716
XAG 0.017439
XAU 0.000248
XCD 2.70255
XCG 1.806294
XDR 0.716925
XOF 576.455183
XPF 104.80618
YER 238.10203
ZAR 16.804425
ZMK 9001.197773
ZMW 18.566413
ZWL 321.999592
Em paraíso costeiro da Venezuela, sucata ajuda a sobreviver após terremotos
Em paraíso costeiro da Venezuela, sucata ajuda a sobreviver após terremotos / foto: © AFP

Em paraíso costeiro da Venezuela, sucata ajuda a sobreviver após terremotos

De um dos três prédios do complexo La Mar Suites em Tucacas, pequeno paraíso costeiro no norte da Venezuela, não resta mais que um montão de pedras sobre o qual alguns homens recuperam ferro-velho.

Tamanho do texto:

Uma dezena de pessoas, cujos corpos foram tirados dos escombros, fazem parte dos mais de 5.300 mortos do duplo terremoto que sacudiu a Venezuela em 24 de junho. O conjunto residencial, que costumava ficar lotado nos fins de semana e recebia turistas de todo o país, por sorte tinha pouca ocupação naquela quarta-feira quando aconteceu a tragédia.

Tucacas é uma pequena cidade situada na entrada do Parque Nacional Morrocoy, um paraíso de belas praias, pequenas ilhotas com barreiras de coral (conhecidas como 'cayos') e manguezais, hábitat de tartarugas e flamingos rosados.

Com máscara para se proteger da poeira e evitar ser reconhecido, um dos sucateiros que reviram as ruínas admite, falando sob a condição do anonimato: "A estes (os mortos) não serve mais, não serve a ninguém, (mas) para nós, sim".

Os sucateiros não têm permissão para subir no prédio que desabou, mas podem coletar metais e outros materiais que caíram nas laterais dos muros que desmoronaram.

- "Sem prejudicar ninguém" -

Aos pés do prédio, na área autorizada, dois homens reúnem sucata em uma manta que levam para um montículo antes de voltar para buscar mais.

José Luis Teras, de 53 anos, trabalha na praia. "Eu vendo sorvete de coco, magnum, cornetto, bombom, batibati (sorvete de uva popular na Venezuela), mantecado, pastelado (tipos de sorvete cremoso), de futas, sanduíche gostoso!", recita como um mantra. "Mas agora, não há trabalho. Coletamos sucata para sobreviver, sem prejudicar ninguém, sem faltar com o respeito com ninguém", diz.

"Qualquer pedaço de ferro, qualquer alumínio que ganhamos, qualquer cobrezinho (...) vendemos ao sucateiro. Nós vendemos uma tonelada disso, e essa tonelada rende 60 dólares (R$ 303) para três pessoas, fica 20 dólares (R$ 101) para cada um", explica.

"Estou ganhando a vida, não vou roubar", garante Teras, que diz ter se virado como pedreiro, eletricista e operário. "Fazemos de tudo, patrão, no que você me colocar para fazer, a gente trabalha", afirma.

Policiais chegam ao local e os sucateiros que estavam se movendo sobre o prédio descem para a área autorizada. Os agentes, que não se deixam enganar, repreendem um deles.

- Colchões e dólares -

Aos pés do prédio, veem-se dezenas de colchões destroçados. Como em La Guaira, um pouco mais a leste, onde se concentra a maior parte das vítimas e dos danos, saqueadores procuram dinheiro escondido.

Diante da forte desvalorização da moeda nacional, o bolívar, muitos venezuelanos guardam dólares em casa, e diz-se com frequência que o fazem dentro dos colchões.

Os policiais se afastam. Dois homens carregam um colchão intacto em uma moto e vão embora. Dois vigias os observam de longe. "São uns abusadores, todos os dias se metendo. Não têm nenhum respeito por nada, por ninguém", reclamam.

Na praia, Luis Enrique Aranguru, de 38 anos, cata mexilhões e pequenas conchas "para comer" e bugigangas "para recuperar", como uma sandália de plástico ou um pedaço de sucata. "Não está fácil neste momento", admite.

Perto do porto, atualmente fechado pelo duplo terremoto, Luis Miguel Sánchez tem uma embarcação que leva turistas para as pequenas ilhas por até 150 dólares (cerca de R$ 760) ida e volta.

"O movimento baixou um pouco com o terremoto, mas graças a Deus os turistas já estão chegando, que é o importante", diz Sánchez, de 53 anos.

"Todos os 'cayos' têm todos os seus serviços, todos estão trabalhando normalmente". Para quem vem de outras partes do país, "aqui é um paraíso", ratifica.

I.Ko--ThChM