Karim Khan é destituído de suas funções como procurador do TPI
A Assembleia dos 125 Estados-membros do Tribunal Penal Internacional (CPI) decidiu, nesta sexta-feira (24), destituir o procurador-geral Karim Khan, acusado de agressão sexual contra uma integrante de sua equipe, informaram à AFP várias fontes diplomáticas.
Khan deixou suas funções em maio de 2025 para se defender das acusações apresentadas por uma de suas colegas de trabalho, após a abertura de uma investigação no ano anterior.
Em uma votação sigilosa realizada durante uma reunião extraordinária a portas fechadas na sede da ONU em Nova York, 82 Estados-membros votaram a favor de destituir o britânico, que rejeitou as acusações contra ele, asseguraram as mesmas fontes. Eram necessários no mínimo 63 votos para sancioná-lo.
Khan, de 56 anos, foi suspenso no mês passado pela Mesa da Assembleia dos Estados Parte (AEP), um órgão executivo crucial do TPI, composto por 21 membros, que convocou a reunião desta sexta-feira na sede da ONU em Nova York.
Nesse momento, este organismo do tribunal assegurou que a suspensão "não era indicativa do resultado final" do caso.
O procurador-geral já tinha sido afastado do processo emblemático do TPI contra o ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte por crimes contra a humanidade.
Khan ficou no centro das atenções quando pediu a detenção do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do ex-ministro da Defesa Yoav Gallant pela guerra em Gaza, assim como de vários membros do Hamas. Estes últimos foram todos assassinados.
Em represália, os Estados Unidos lhe impuseram sanções econômicas e proibiram sua entrada em território americano.
F.Jackson--ThChM