The China Mail - Redes sociais enfrentam onda de desinformação sobre conflito entre Israel e Hamas

USD -
AED 3.67295
AFN 66.503991
ALL 80.603989
AMD 366.170403
AOA 917.000367
ARS 1491.937904
AUD 1.414627
AWG 1.80125
AZN 1.70397
BAM 1.696506
BBD 2.013896
BDT 123.776354
BHD 0.377104
BIF 2987.5
BMD 1
BND 1.281271
BOB 11.884005
BRL 5.083304
BSD 0.999879
BTN 95.145572
BWP 13.496235
BYN 2.977343
BYR 19600
BZD 2.010921
CAD 1.39555
CDF 2262.50392
CHF 0.80802
CLF 0.023137
CLP 913.560396
CNY 6.747604
CNH 6.743285
COP 3157.16
CRC 454.53954
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.703894
CZK 20.982104
DJF 177.720393
DKK 6.46804
DOP 58.250393
DZD 132.93304
EGP 49.555853
ERN 15
ETB 160.000358
EUR 0.86495
FJD 2.20855
FKP 0.740916
GBP 0.741235
GEL 2.610391
GGP 0.740916
GHS 11.76039
GIP 0.740916
GMD 73.503851
GNF 8775.000355
GTQ 7.628986
GYD 209.187745
HKD 7.84315
HNL 26.880388
HRK 6.518804
HTG 130.738004
HUF 314.060388
IDR 17801
ILS 2.99985
IMP 0.740916
INR 95.13785
IQD 1310.5
IRR 1375550.000352
ISK 123.340386
JEP 0.740916
JMD 158.790465
JOD 0.70904
JPY 157.80604
KES 128.780385
KGS 87.450384
KHR 4052.503796
KMF 426.00035
KRW 1407.890383
KWD 0.30866
KYD 0.833247
KZT 468.616634
LAK 22582.503779
LBP 89550.000349
LKR 335.380452
LRD 181.550382
LSL 16.130381
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.365039
MAD 9.305039
MDL 17.387495
MGA 4310.000347
MKD 53.374161
MMK 2099.750695
MNT 3597.347644
MOP 8.079926
MRU 40.090379
MUR 47.050378
MVR 15.450378
MWK 1737.000345
MXN 17.136204
MYR 4.090104
MZN 63.905039
NAD 16.250377
NGN 1364.860377
NIO 36.795607
NOK 9.51237
NPR 152.232915
NZD 1.696641
OMR 0.382792
PAB 0.999866
PEN 3.385039
PGK 4.42225
PHP 60.705038
PKR 277.803701
PLN 3.719205
PYG 5945.498155
QAR 3.644504
RON 4.536304
RSD 102.024038
RUB 81.892834
RWF 1465
SAR 3.780227
SBD 8.065696
SCR 14.475038
SDG 600.503676
SEK 9.480804
SGD 1.278204
SLE 24.603667
SOS 600.503662
SRD 37.866504
STD 20697.981008
STN 21.375
SVC 8.749095
SZL 16.245038
THB 33.050369
TJS 9.223917
TMT 3.51
TND 2.912038
TRY 47.697504
TTD 6.777323
TWD 32.250604
TZS 2647.503038
UAH 44.783463
UGX 3724.827703
UYU 40.249652
UZS 11950.000334
VES 755.762404
VND 26204.5
VUV 119.414824
WST 2.733661
XAF 568.992228
XAG 0.015756
XAU 0.00023
XCD 2.70255
XCG 1.802071
XDR 0.708194
XOF 568.000332
XPF 103.350363
YER 238.403589
ZAR 16.14632
ZMK 9001.203584
ZMW 18.872278
ZWL 321.999592
Redes sociais enfrentam onda de desinformação sobre conflito entre Israel e Hamas
Redes sociais enfrentam onda de desinformação sobre conflito entre Israel e Hamas / foto: © AFP

Redes sociais enfrentam onda de desinformação sobre conflito entre Israel e Hamas

De contas de falsos jornalistas a jogos de videogame com a temática de guerra que alimentam narrativas equivocadas, as redes sociais estão lutando contra uma onda de desinformação sobre o conflito entre palestinos e israelenses, após a flexibilização das políticas de moderação de conteúdo.

Tamanho do texto:

Se os grandes acontecimentos mundiais normalmente desencadeiam uma avalanche de notícias falsas, os pesquisadores analisaram que a escala e a velocidade da desinformação que prolifera na Internet após o ataque a Israel pelo grupo islamita palestino Hamas atingiu um nível sem precedentes.

Segundo os investigadores, este conflito oferece um estudo de caso sombrio sobre a escassa capacidade de plataformas como o Facebook, de propriedade da Meta, e o X, antigo Twitter, de combater a desinformação em meio a uma onda de demissões e cortes de custos que minaram as equipes de verificação e segurança digital.

Para agravar o problema, a plataforma X, do bilionário Elon Musk, recentemente tomou uma série de medidas polêmicas, como a reativação de contas que espalham teorias da conspiração e um programa de divisão de receitas publicitárias com criadores de conteúdos que, segundo os especialistas, incentiva a quantidade de participação em vez da qualidade dos conteúdos.

Especialistas temem que estas medidas tenham aumentado o risco da desinformação causar danos no mundo real, amplificando o ódio e a violência, sobretudo em um cenário de crise em rápida evolução.

"As redes sociais estão lutando para acompanhar o fluxo constante de desinformação e incitação à violência", disse à AFP Andy Carvin, do Laboratório de Pesquisa Forense Digital do Atlantic Council (DFRLab).

Para ele, na plataforma X, "as mudanças destruíram completamente o que já foi um de seus maiores pontos fortes: monitorar as últimas notícias e ajudar os usuários a separarem a realidade da ficção".

- "Enxurrada de fraudadores" -

De acordo com os especialistas, os usuários das redes sociais estão em meio a uma enxurrada de fotos de conflitos fora de contexto, vídeos antigos da Síria reutilizados como se fossem confrontos em Gaza, além de imagens de jogos de videogame que parecem simular um ataque do Hamas.

Uma das imagens que circula na Internet dizia mostrar soldados israelenses capturados por este grupo islamita palestino. No entanto, a equipe de verificação digital da AFP apurou que a foto havia sido tirada em 2022, durante um exercício militar em Gaza.

A equipe também encontrou inúmeras publicações no X, Facebook e TikTok que promoviam um documento falso da Casa Branca que supostamente fornecia ajuda militar de US$ 8 bilhões (R$ 41,3 bilhões na cotação atual) a Israel.

Alessandro Accorsi, analista sênior do Crisis Group, disse que "a enorme quantidade de vídeos e imagens de ataques falsos e antigos que circulam (na Internet) está dificultando a compreensão do que está acontecendo" em Israel e Gaza.

"Em crises como atrocidades terroristas, guerras e desastres naturais, as pessoas tendem a recorrer às plataformas das redes sociais para obter informações rapidamente acessíveis", disse à AFP Imran Ahmed, diretor-executivo do Centro de Combate ao Ódio Digital.

"(Mas) a avalanche de fraudadores que difundem mentiras e ódio para obter engajamento e seguidores, combinada com algoritmos que promovem esse conteúdo extremo e perturbador, é o motivo pelo qual a mídia social é, de fato, um lugar tão ruim para acessar informação confiável", completou.

- "Utilidade fundamentalmente quebrada" -

Para agravar a situação, as plataformas tecnológicas parecem estar abandonando os esforços para aumentar a qualidade da informação.

O tráfego das redes sociais aos principais sites noticiosos na internet a partir de plataformas como Facebook e X despencou no último ano, segundo dados da empresa de pesquisas Similarweb, citados por veículos de comunicação americanos.

O próprio Musk sofreu duras críticas quando incentivou seus quase 160 milhões de seguidores no X a seguirem duas contas "boas" para se atualizarem sobre a guerra. Ambas são conhecidas como disseminadoras de desinformação.

Posteriormente, o bilionário excluiu sua mensagem, mas ela já havia obtido milhões de visualizações. A plataforma X não respondeu ao pedido de comentário da AFP.

"Embora ainda existam inúmeros jornalistas e pesquisadores talentosos que ainda usam o X para ajudar o público a entender melhor o que está acontecendo, a relação sinal-ruído tornou-se intolerável", analisou Carvin, do DFRLab.

"Sua utilidade como ferramenta confiável de pesquisa e informação está fundamentalmente quebrada e pode ser que nunca se recupere", acrescentou.

burs-ac/caw/db/ll/yr/mvv

N.Wan--ThChM