The China Mail - Cinema latino enfrenta incerteza em meio às ameaças tarifárias de Trump

USD -
AED 3.672501
AFN 65.000545
ALL 81.652501
AMD 376.168126
ANG 1.79008
AOA 917.000263
ARS 1431.789723
AUD 1.425591
AWG 1.8025
AZN 1.704112
BAM 1.654023
BBD 2.008288
BDT 121.941731
BGN 1.67937
BHD 0.375914
BIF 2954.881813
BMD 1
BND 1.269737
BOB 6.889932
BRL 5.217399
BSD 0.997082
BTN 90.316715
BWP 13.200558
BYN 2.864561
BYR 19600
BZD 2.005328
CAD 1.36528
CDF 2199.999711
CHF 0.77566
CLF 0.021803
CLP 860.889567
CNY 6.93895
CNH 6.93092
COP 3699.522179
CRC 494.312656
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.2513
CZK 20.463298
DJF 177.555076
DKK 6.322198
DOP 62.928665
DZD 129.553047
EGP 46.713163
ERN 15
ETB 155.0074
EUR 0.8462
FJD 2.209497
FKP 0.73461
GBP 0.734457
GEL 2.694976
GGP 0.73461
GHS 10.957757
GIP 0.73461
GMD 73.000184
GNF 8752.167111
GTQ 7.647681
GYD 208.609244
HKD 7.81385
HNL 26.338534
HRK 6.376101
HTG 130.618631
HUF 319.493022
IDR 16855.5
ILS 3.110675
IMP 0.73461
INR 90.57645
IQD 1306.186308
IRR 42125.000158
ISK 122.709741
JEP 0.73461
JMD 156.057339
JOD 0.709029
JPY 157.200504
KES 128.622775
KGS 87.45031
KHR 4023.848789
KMF 419.000087
KPW 899.990005
KRW 1463.830447
KWD 0.30721
KYD 0.830902
KZT 493.331642
LAK 21426.698803
LBP 89293.839063
LKR 308.47816
LRD 187.449786
LSL 16.086092
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.314009
MAD 9.153622
MDL 17.000296
MGA 4426.402808
MKD 52.129054
MMK 2099.624884
MNT 3567.867665
MOP 8.023933
MRU 39.425769
MUR 46.060361
MVR 15.449993
MWK 1728.952598
MXN 17.269659
MYR 3.947503
MZN 63.750274
NAD 16.086092
NGN 1366.979859
NIO 36.694998
NOK 9.666396
NPR 144.506744
NZD 1.661284
OMR 0.383441
PAB 0.997082
PEN 3.354899
PGK 4.275868
PHP 58.510949
PKR 278.812127
PLN 3.567015
PYG 6588.016407
QAR 3.634319
RON 4.310399
RSD 99.268468
RUB 76.760504
RWF 1455.283522
SAR 3.748738
SBD 8.058149
SCR 13.84955
SDG 601.511502
SEK 9.011435
SGD 1.272902
SHP 0.750259
SLE 24.450613
SLL 20969.499267
SOS 568.818978
SRD 37.818002
STD 20697.981008
STN 20.719692
SVC 8.724259
SYP 11059.574895
SZL 16.08271
THB 31.535012
TJS 9.342721
TMT 3.505
TND 2.891792
TOP 2.40776
TRY 43.612496
TTD 6.752083
TWD 31.589778
TZS 2577.445135
UAH 42.828111
UGX 3547.71872
UYU 38.538627
UZS 12244.069517
VES 377.985125
VND 25950
VUV 119.182831
WST 2.73071
XAF 554.743964
XAG 0.012866
XAU 0.000201
XCD 2.70255
XCG 1.797032
XDR 0.689923
XOF 554.743964
XPF 100.858387
YER 238.402706
ZAR 16.05502
ZMK 9001.197825
ZMW 18.570764
ZWL 321.999592
Cinema latino enfrenta incerteza em meio às ameaças tarifárias de Trump
Cinema latino enfrenta incerteza em meio às ameaças tarifárias de Trump / foto: © AFP

Cinema latino enfrenta incerteza em meio às ameaças tarifárias de Trump

"Queremos que os filmes sejam feitos nos Estados Unidos novamente!", disse o presidente americano, Donald Trump, que anunciou tarifas de 100% aos filmes produzidos no exterior. Sem detalhes da medida, a América Latina aguarda seu possível impacto com cautela e incerteza.

Tamanho do texto:

A enxurrada de tarifas de Trump sobre todos os seus parceiros comerciais alimenta um clima de preocupação nos mercados. Agora, também afeta a indústria do entretenimento, quando no domingo tentou controlar Hollywood e punir filmes produzidos fora dos Estados Unidos.

"Há questões processuais que não são claras porque, por exemplo, o que sabemos é que (...) as tarifas se aplicam apenas a bens e não a serviços. E na realidade, a produção audiovisual é um serviço", disse o premiado produtor argentino, Axel Kuschevatzky, à AFP.

Para ele, primeiro é preciso "entender se as medidas vão adiante" e "qual seria o alcance delas".

"Estamos em um estágio anterior", disse Kuschevatzky, que participou da produção dos três últimos filmes argentinos indicados ao Oscar na categoria internacional: "O Segredo dos Seus Olhos" (vencedor), "Relatos Selvagens" e "Argentina, 1985".

O Brasil venceu nessa categoria este ano com "Ainda Estou Aqui", sobre a ditadura militar no país (1964-1985), um orgulho nacional que se espalhou pela região e chegou às bilheterias dos EUA.

Marianna Souza, presidente da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), tem muitas dúvidas.

"Não sabemos se será um imposto aplicado apenas aos filmes exibidos em salas de cinema ou se também incidirá sobre produções exibidas em plataformas de streaming", disse Souza à AFP.

- "Mais barato" na América Latina -

"Também não está claro se a medida se aplicará a produções feitas por produtores americanos, mas filmadas em outros países", acrescentou Souza.

A Colômbia, por exemplo, se tornou um destino atraente para a produção cinematográfica internacional sob a proteção de regulamentações que promovem a atividade audiovisual.

Outra dúvida é se a medida será estendida para novelas e séries.

A Netflix lançou o famoso romance "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez, que ganhou o Prêmio Platino de melhor série de televisão no final de abril. É a ponta do iceberg das produções colombianas no extenso catálogo deste serviço de streaming.

"Netflix, Amazon, HBO e todas essas plataformas estão cada vez mais produzindo filmes e séries na Colômbia porque é mais barato do que fazê-los nos Estados Unidos. Haverá sim um impacto", explicou Gustavo Suárez, professor de cinema na Universidade do Valle, à AFP.

Entre "60% e 70%" da produção e gravação na Colômbia "são administrados por esses serviços internacionais", indicou.

Diretores americanos que chegam a países menores da região, como a Guatemala, têm um impacto mais perceptível no mercado de trabalho.

Se as tarifas realmente entrarem em vigor, "as produções gringas não virão mais e teremos menos empregos para os guatemaltecos, porque também não fazemos muitas produções nacionais", alerta Pamela Guinea, uma das principais produtoras de cinema da Guatemala.

México, um dos principais músculos audiovisuais da América Latina, permanece em silêncio tanto na câmara privada da indústria cinematográfica Canacine quanto no estatal Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE).

"Ainda é muito cedo" para comentar, disse uma fonte da indústria à AFP.

- Definição "complexa" -

Para o argentino Kuschevatzky, a própria definição de filmes "feitos nos Estados Unidos", que Trump busca defender, tem várias facetas.

Tem a ver "com o financiamento? Com quem é o dono da propriedade intelectual? Com onde é filmado? É uma definição complexa", disse.

Depois que Trump pediu ao Departamento do Comércio para iniciar "imediatamente" o processo de aplicação da tarifa de 100% sobre qualquer filme "produzido no exterior", o secretário Howard Lutnick respondeu: "Estamos trabalhando nisso".

Isso fez com que as ações de estúdios como Netflix, Disney e Paramount despencassem na bolsa.

U.Feng--ThChM