The China Mail - Milei em pé de guerra contra a imprensa argentina

USD -
AED 3.672497
AFN 62.999673
ALL 80.457093
AMD 364.26286
ANG 1.790365
AOA 917.999591
ARS 1515.992497
AUD 1.422576
AWG 1.8
AZN 1.699774
BAM 1.719271
BBD 2.021123
BDT 123.385271
BGN 1.683441
BHD 0.378322
BIF 3015.506057
BMD 1
BND 1.282238
BOB 11.967247
BRL 5.168598
BSD 1.003494
BTN 96.024226
BWP 13.645973
BYN 3.038502
BYR 19600
BZD 2.018222
CAD 1.410775
CDF 2309.999711
CHF 0.827975
CLF 0.024397
CLP 963.330054
CNY 6.71135
CNH 6.714811
COP 3288.88
CRC 455.322571
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.924335
CZK 21.445303
DJF 178.696847
DKK 6.569165
DOP 59.694539
DZD 133.817019
EGP 51.764596
ERN 15
ETB 163.912608
EUR 0.87874
FJD 2.24975
FKP 0.754629
GBP 0.755345
GEL 2.615034
GGP 0.754629
GHS 11.625096
GIP 0.754629
GMD 73.999805
GNF 8825.403802
GTQ 7.659717
GYD 209.949851
HKD 7.842835
HNL 26.934944
HRK 6.620597
HTG 131.167861
HUF 321.780185
IDR 17928
ILS 3.05308
IMP 0.754629
INR 95.95535
IQD 1314.638595
IRR 1374575.000038
ISK 121.259868
JEP 0.754629
JMD 158.109403
JOD 0.709017
JPY 158.567991
KES 129.559852
KGS 87.4498
KHR 4069.900318
KMF 432.999942
KPW 900.000318
KRW 1370.894971
KWD 0.30895
KYD 0.836289
KZT 446.228832
LAK 22485.935302
LBP 89536.891783
LKR 330.148377
LRD 173.10397
LSL 16.369989
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.406329
MAD 9.606146
MDL 17.761955
MGA 4409.185804
MKD 54.084346
MMK 2099.566963
MNT 3597.939506
MOP 8.107421
MRU 40.17914
MUR 47.779564
MVR 15.450544
MWK 1740.028568
MXN 17.54825
MYR 4.083498
MZN 63.910055
NAD 16.36963
NGN 1325.880246
NIO 36.927972
NOK 9.456165
NPR 153.640463
NZD 1.762315
OMR 0.384504
PAB 1.003538
PEN 3.387908
PGK 4.470678
PHP 62.799024
PKR 278.093308
PLN 3.856655
PYG 5947.478299
QAR 3.658363
RON 4.637402
RSD 103.177013
RUB 85.022758
RWF 1481.149407
SAR 3.760068
SBD 8.000512
SCR 13.774918
SDG 601.449256
SEK 9.90983
SGD 1.279601
SHP 0.755002
SLE 24.650068
SLL 20969.491881
SOS 573.472922
SRD 37.822501
STD 20697.981008
STN 21.535906
SVC 8.780419
SYP 13002.000254
SZL 16.365674
THB 33.468016
TJS 9.287209
TMT 3.51
TND 2.964119
TOP 2.40776
TRY 48.844035
TTD 6.820349
TWD 31.863501
TZS 2649.997979
UAH 45.041292
UGX 3903.815472
UYU 40.223974
UZS 11841.856581
VES 852.43145
VND 25992.5
VUV 118.51472
WST 2.751818
XAF 576.415562
XAG 0.015671
XAU 0.000234
XCD 2.70255
XCG 1.808584
XDR 0.707052
XOF 576.415562
XPF 104.837044
YER 236.650031
ZAR 16.423011
ZMK 9001.201107
ZMW 19.543175
ZWL 321.999592
SSP 5712.591861
MXV 1.988726
Milei em pé de guerra contra a imprensa argentina
Milei em pé de guerra contra a imprensa argentina / foto: © AFP

Milei em pé de guerra contra a imprensa argentina

Denúncias criminais e uma tempestade de insultos sob o lema "não odiamos suficientemente os jornalistas": a hostilidade do presidente argentino Javier Milei em relação a boa parte da imprensa cresce nos primórdios de uma nova campanha eleitoral.

Tamanho do texto:

"Merda", "lixo humano", "mandris" e "prostitutas dos políticos" são alguns dos insultos que Milei dedicou nas últimas semanas a jornalistas em discursos, entrevistas e nas suas redes sociais, onde foram amplificados por seus seguidores.

No decorrer deste ano, Milei denunciou oito jornalistas por "calúnia e injúria". Duas das reclamações já foram descartadas pela Justiça.

Uma investigação do jornal La Nación contabilizou 410 ataques à imprensa em discursos e entrevistas durante o primeiro ano da presidência de Milei, com mais de 60 comunicadores mencionados pelo nome.

O presidente afirma que é "ação e reação": "Aquilo que eu critico é muito sistemático, eles não são jornalistas, são mentirosos", sustentou em uma entrevista de rádio.

"Toda essa merda de jornalistas me chamaram de incestuoso, zoofílico, homofóbico, nazista", afirmou no canal de streaming Neura: "Depois vem o troco e eles não aguentam".

- "Dominar a agenda" -

Milei repete em suas redes sociais há meses o lema "Não odiamos suficientemente os jornalistas" resumido na sigla "NOLSALP".

O cientista político Gustavo Marangoni considera que a disputa com o jornalismo "é um tema central" para um governo que "definiu que a batalha cultural, como chama a questão narrativa, está no centro da cena".

Para o jornalista Hugo Alconada Mon, do jornal historicamente liberal La Nación, os ataques do presidente concentram-se "naqueles que podem afetar ou complicar a visão dos cidadãos que, em certas circunstâncias, poderiam votar em Milei".

Shila Vilker, diretora da consultoria Trespuntozero, opinou que "nesses casos se neutraliza o centro, aumenta a polarização e fica claro o recado: não há lugar para os moderados".

Alconada Mon afirmou ter sido alvo de tentativas de hacking informático após revelar em maio um "plano de inteligência" estatal que, segundo explicou, abriria a porta para a vigilância de jornalistas e outros atores suspeitos de "erodir a confiança" no governo.

A presidência confirmou a existência do plano, mas negou tais intenções.

O maltrato aos jornalistas "é uma característica que Milei mostrou há anos, embora nas últimas semanas tenha se exacerbado um pouco, à medida que o governo perdeu o controle da agenda pública", apontou Alconada Mon à AFP.

As últimas semanas foram delicadas para o Executivo, em meio a crescentes dúvidas sobre a capacidade do Banco Central de reconstruir suas reservas e sobre os resultados de sua gestão em termos de investimento e recuperação econômica, além do sucesso na luta contra a inflação.

Para Vilker, "as polêmicas geradas pelos insultos lhe permitem impor e dominar a agenda midiática, desviando a atenção de temas que prejudicam a imagem do governo ou o obrigam a assumir uma postura defensiva".

Por outro lado, com os ataques, Milei "consolida seu núcleo duro e ratifica seu papel como principal representante da antipolítica, um ativo que deve validar frente às próximas eleições legislativas" de meio termo, sustenta a analista.

Em outubro, o presidente buscará ampliar sua base parlamentar, ainda pequena em comparação com sua popularidade pessoal (pouco mais de 40% de imagem positiva).

- "Intimidação" -

Entre os denunciados criminalmente por Milei esteve a jornalista Julia Mengolini, do meio Futurock, que em 2023 afirmou que o mandatário argentino estava "apaixonado por sua irmã", a atual secretária-geral da presidência, Karina Milei.

Em junho, ele replicou no X dezenas de insultos contra a jornalista, enquanto seus seguidores repetiam vídeos falsos feitos com inteligência artificial onde se via Mengolini beijando o irmão.

"A mesma merda que disse se voltou contra ela", explicou Milei depois.

Na semana passada, Mengolini denunciou criminalmente o presidente por ameaças e intimidação no que qualificou como um "caso exemplar do uso de inteligência artificial para a violência estatal".

O juiz do caso determinou uma escolta pessoal para a jornalista e lhe deu um botão de pânico.

Para Vilker, "esses ataques também possuem um caráter intimidatório. Uma forma de doutrinar. De advertir ao resto dos jornalistas e formadores de opinião as consequências de ter uma voz crítica".

"Todos podem ser o novo alvo do presidente. Mas sobretudo de um exército digital que amplifica e multiplica essa hostilização", acrescentou.

F.Brown--ThChM