The China Mail - Maternidade homoafetiva é tabu na Coreia do Sul, apesar da crise demográfica

USD -
AED 3.672497
AFN 62.000176
ALL 81.60089
AMD 368.630269
ANG 1.79046
AOA 917.999725
ARS 1392.053605
AUD 1.3776
AWG 1.80125
AZN 1.696653
BAM 1.669747
BBD 2.014096
BDT 122.750925
BGN 1.66992
BHD 0.37725
BIF 2975.5
BMD 1
BND 1.272576
BOB 6.910389
BRL 5.026602
BSD 1.000004
BTN 95.654067
BWP 13.471587
BYN 2.786502
BYR 19600
BZD 2.011227
CAD 1.37055
CDF 2240.99984
CHF 0.781697
CLF 0.022547
CLP 887.39018
CNY 6.79095
CNH 6.78742
COP 3792.65
CRC 455.222638
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.450291
CZK 20.768497
DJF 177.71973
DKK 6.37843
DOP 59.25028
DZD 132.481996
EGP 52.922502
ERN 15
ETB 157.374956
EUR 0.853499
FJD 2.184897
FKP 0.739209
GBP 0.739372
GEL 2.680131
GGP 0.739209
GHS 11.3212
GIP 0.739209
GMD 72.999671
GNF 8777.500559
GTQ 7.629032
GYD 209.214666
HKD 7.83055
HNL 26.609938
HRK 6.4327
HTG 130.601268
HUF 305.840183
IDR 17503.25
ILS 2.910695
IMP 0.739209
INR 95.67405
IQD 1310
IRR 1313000.000409
ISK 122.580278
JEP 0.739209
JMD 158.150852
JOD 0.709025
JPY 157.826039
KES 129.180253
KGS 87.449906
KHR 4011.000068
KMF 420.999788
KPW 900.016801
KRW 1490.330257
KWD 0.30824
KYD 0.833362
KZT 469.348814
LAK 21949.999421
LBP 89750.815528
LKR 324.546762
LRD 183.150235
LSL 16.410074
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.324989
MAD 9.17375
MDL 17.150468
MGA 4175.000328
MKD 52.636522
MMK 2099.28391
MNT 3579.674299
MOP 8.066645
MRU 39.999841
MUR 46.809902
MVR 15.410186
MWK 1741.50124
MXN 17.16755
MYR 3.930495
MZN 63.89719
NAD 16.410046
NGN 1370.670449
NIO 36.704976
NOK 9.1717
NPR 153.052216
NZD 1.685488
OMR 0.384498
PAB 1.000021
PEN 3.428503
PGK 4.35995
PHP 60.975026
PKR 278.598985
PLN 3.62725
PYG 6115.348988
QAR 3.6435
RON 4.446798
RSD 100.231017
RUB 74.17706
RWF 1460
SAR 3.758072
SBD 8.032258
SCR 13.878311
SDG 600.504482
SEK 9.32689
SGD 1.272199
SHP 0.746601
SLE 24.603157
SLL 20969.502105
SOS 571.502097
SRD 37.19401
STD 20697.981008
STN 21.25
SVC 8.749995
SYP 110.578962
SZL 16.484988
THB 32.330401
TJS 9.365014
TMT 3.51
TND 2.880502
TOP 2.40776
TRY 45.425475
TTD 6.784798
TWD 31.536499
TZS 2597.650288
UAH 43.974218
UGX 3749.695849
UYU 39.725261
UZS 12078.000195
VES 508.06467
VND 26348
VUV 117.978874
WST 2.702738
XAF 560.031931
XAG 0.011427
XAU 0.000213
XCD 2.70255
XCG 1.802233
XDR 0.694969
XOF 558.50433
XPF 102.297835
YER 238.624971
ZAR 16.412101
ZMK 9001.206495
ZMW 18.875077
ZWL 321.999592
Maternidade homoafetiva é tabu na Coreia do Sul, apesar da crise demográfica
Maternidade homoafetiva é tabu na Coreia do Sul, apesar da crise demográfica / foto: © AFP

Maternidade homoafetiva é tabu na Coreia do Sul, apesar da crise demográfica

A Coreia do Sul investe bilhões de dólares em políticas para aumentar as taxas de natalidade. Mas quando Kim Kyu-jin e sua companheira, ambas mulheres, quiseram ter um filho, precisaram viajar para a Bélgica.

Tamanho do texto:

Kim se casou em Nova York, porque na Coreia do Sul os casamentos homoafetivos não são reconhecidos. Seu estado civil ainda é de solteira.

O casal encontrou muitas barreiras quando decidiu ter um filho, já que as pessoas solteiras não têm acesso à adoção e os bancos de esperma são para casais heterossexuais com problemas de fertilidade.

Kim Kyu-jin e sua esposa Kim Sae-yeon, que coincidentemente têm o mesmo sobrenome, decidiram recorrer a um banco de esperma na Bélgica.

Agora, Kyu-jin está grávida de oito meses e as duas querem que seu filho nasça na Coreia do Sul, no mesmo hospital onde Sae-yeon trabalha como médica, para conscientizar o público sobre a maternidade homoafetiva.

"Este bebê vai crescer com duas mães felizes. É muito provável que será muito feliz", disse Sae-yeon.

- Obstáculos e críticas -

A taxa de natalidade na Coreia do Sul é de 0,78 filho por mulher, uma das menores do mundo. O país investiu bilhões de dólares para incentivar seus cidadãos a terem filhos, sem sucesso.

Entre as políticas adotadas está o subsídio para tratamentos de fertilidade, auxílio às famílias e creches gratuitas. Mas essa política é voltada exclusivamente para casais heterossexuais e reflete o preconceito contra mães solo, em um país onde apenas 2,5% das crianças nascem fora do casamento, ante 40% nos países da OCDE.

Na Coreia do Sul, as pessoas que tentam ser pais e mães "fora do sistema convencional" enfrentam muitas críticas, disse Sae-yeon.

Há também os obstáculos práticos. Por exemplo, Sae-yeon não tem nenhum direito legal sobre seu filho e também não pode tirar licença maternidade.

A ideia de ter filhos surgiu quando Kyu-jin trabalhava na França. Quando seu chefe descobriu que ela era lésbica e casada, perguntou se ela planejava constituir família.

"Isso me pegou de surpresa. Foi uma pergunta tão pessoal e pensei que se as pessoas perguntam isso a alguém que acabaram de conhecer, é porque deve haver muitas lésbicas que têm filhos" na França, contou.

Na Coreia do Sul, as duas foram criticadas por serem "egoístas", já que alguns afirmam que seu filho será discriminado.

Elas cogitam emigrar caso considerem que a educação em seu país é muito complicada.

"Existem pessoas bem-intencionadas que se preocupam com nosso filho, que estão preocupadas com o sofrimento [emocional] que ele vai vivenciar", disse Kyu-jin.

Os avós do bebê não têm planos de conhecê-lo, já que Sae-yeon tem uma relação difícil com os pais, que não compareceram ao casamento dela em 2019. Ela espera que um dia eles aceitem seu relacionamento com Kyu-jin e conheçam o neto.

"Não sei quanto tempo vai demorar até lá. Mas acho que eles vão se arrepender de perder tantos bons momentos divertidos", afirmou.

D.Pan--ThChM