The China Mail - 'Fintechs' brasileiras consolidam seu predomínio na América Latina

USD -
AED 3.672502
AFN 65.498365
ALL 80.542786
AMD 365.404028
AOA 917.999694
ARS 1490.99353
AUD 1.41617
AWG 1.8025
AZN 1.698579
BAM 1.694742
BBD 2.013422
BDT 123.409934
BHD 0.376932
BIF 2988.332445
BMD 1
BND 1.280355
BOB 11.871288
BRL 5.160702
BSD 0.999614
BTN 95.355034
BWP 13.493408
BYN 2.963637
BYR 19600
BZD 2.010476
CAD 1.39331
CDF 2274.999839
CHF 0.812645
CLF 0.023224
CLP 914.01935
CNY 6.745298
CNH 6.745865
COP 3137.99
CRC 453.271291
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.544878
CZK 21.01125
DJF 178.017322
DKK 6.479155
DOP 58.290116
DZD 132.990974
EGP 50.234601
ERN 15
ETB 161.696178
EUR 0.86671
FJD 2.21195
FKP 0.740048
GBP 0.740005
GEL 2.615026
GGP 0.740048
GHS 11.761444
GIP 0.740048
GMD 73.499746
GNF 8778.535005
GTQ 7.626087
GYD 209.359254
HKD 7.847125
HNL 26.793985
HRK 6.529968
HTG 130.704343
HUF 316.062997
IDR 17852.4
ILS 2.99485
IMP 0.740048
INR 95.40195
IQD 1309.573325
IRR 1374699.999823
ISK 123.080082
JEP 0.740048
JMD 158.156744
JOD 0.709021
JPY 159.307495
KES 129.306089
KGS 87.450299
KHR 4050.066938
KMF 427.000324
KRW 1416.810022
KWD 0.30909
KYD 0.832994
KZT 466.161244
LAK 22554.384323
LBP 89518.610465
LKR 334.287955
LRD 180.434905
LSL 16.22219
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.374968
MAD 9.261597
MDL 17.36399
MGA 4301.39206
MKD 53.312479
MMK 2099.936813
MNT 3596.665371
MOP 8.079183
MRU 39.955635
MUR 47.069747
MVR 15.450302
MWK 1733.381281
MXN 17.064595
MYR 4.087401
MZN 63.393836
NAD 16.220855
NGN 1362.259962
NIO 36.783342
NOK 9.496235
NPR 152.566385
NZD 1.705855
OMR 0.384502
PAB 0.999614
PEN 3.379519
PGK 4.485921
PHP 61.193503
PKR 277.479994
PLN 3.73049
PYG 5952.056011
QAR 3.644076
RON 4.541603
RSD 101.680093
RUB 83.046796
RWF 1472.472911
SAR 3.747756
SBD 8.065041
SCR 13.733009
SDG 600.503071
SEK 9.5416
SGD 1.280097
SLE 24.500876
SOS 571.29488
SRD 37.945985
STD 20697.981008
STN 21.229307
SVC 8.746664
SZL 16.212539
THB 33.07397
TJS 9.211859
TMT 3.51
TND 2.935103
TRY 47.745498
TTD 6.769484
TWD 32.218504
TZS 2649.997996
UAH 44.852497
UGX 3719.156864
UYU 40.24973
UZS 11886.069807
VES 760.265199
VND 26052
VUV 118.442804
WST 2.72999
XAF 568.398113
XAG 0.015089
XAU 0.000227
XCD 2.70255
XCG 1.801671
XDR 0.706905
XOF 568.398113
XPF 103.341305
YER 237.199915
ZAR 16.16256
ZMK 9001.202436
ZMW 18.743474
ZWL 321.999592
'Fintechs' brasileiras consolidam seu predomínio na América Latina
'Fintechs' brasileiras consolidam seu predomínio na América Latina / foto: © AFP

'Fintechs' brasileiras consolidam seu predomínio na América Latina

Quando as irmãs Daniela e Juliana Binatti deixaram os empregos para lançar uma nova tecnologia financeira, seus amigos e familiares acharam que formavam uma dupla de aventureiras loucas. Mas, algum tempo depois, criaram uma empresa que a gigante Visa adquiriu este ano por US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões).

Tamanho do texto:

O caso da Pismo, como nomearam a empresa criada em 2016, é a mais recente história de sucesso de uma empresa brasileira de tecnologia financeira, o setor que capta mais capital de risco no país e na América Latina.

"Quando tinha 16 anos, a minha mãe me colocou na Avenida Paulista, indo na recepção de cada banco, entregando currículos para conseguir um emprego", lembra Daniela, de 46 anos, criada em uma família humilde.

Trinta anos depois, muitas daquelas instituições viraram suas clientes.

Com mais de 450 funcionários e cinco escritórios no mundo - Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Singapura e Índia -, a Pismo foi adquirida pela Visa em junho passado, em uma das maiores operações da história da tecnologia local.

O Brasil ampliou, assim, seu conjunto de unicórnios, como são denominadas as "startups" avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, para 21 de um total de 38 latino-americanas.

"Muitos nos trataram como loucas" e foi preciso "quebrar preconceitos para entrar em alguns mercados com tecnologia brasileira, mas a gente acreditava" no seu sucesso, recorda Daniela Binatti, hoje diretora de tecnologia da Pismo.

Sua plataforma vai permitir à Visa fornecer soluções para seus clientes, "independentemente de geografias ou moedas", pois ao estar baseada na nuvem, suas ferramentas tecnológicas (APIs) para criar produtos bancários ou de pagamento são acessíveis de qualquer lugar, disse Ricardo Josua, diretor-executivo da Pismo, em anúncio conjunto com a gigante global.

Outras "fintechs" surgidas no Brasil já demonstraram seu potencial, como o Nubank, um dos principais bancos digitais do mundo, cotado na bolsa de Nova York, com cerca de 84 milhões de clientes; e o similar Neon, que em 2022 recebeu US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,56 bilhão na cotação da época) do espanhol BBVA.

- Ecossistema atraente -

A Pismo e suas antecessoras "demonstram que o Brasil é o ecossistema mais maduro da região" para a criação de empresas de tecnologia financeira, diz Diego Herrera, especialista da Divisão de Conectividade, Mercados e Finanças do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O Brasil e, em particular suas "fintechs", atraíram 40% dos quase US$ 8 bilhões (cerca de R$ 42 bilhões) do capital de risco que a América Latina recebeu em 2022, segundo a associação para o investimento privado na América Latina (Lavca).

Isto se deve, principalmente, "ao tamanho do mercado", onde 84% da população adulta do país de 203 milhões de habitantes são bancarizados, afirma Eduardo Fuentes, chefe de pesquisas da plataforma de inovação Distrito.

E também a que poucos bancos controlam o vasto mercado brasileiro, o que gera "uma série de problemas que os empreendedores estão tentando resolver", acrescentou, citando, por exemplo, os custos elevados.

Além disso, "o Brasil tem empreendedores muito capacitados e um governo que atua em um modelo pró-inovação atraente para os investidores internacionais", diz Fuentes, destacando facilidades como as plataformas de financiamento coletivo, as instituições de pagamentos e o PIX.

Por isso, afirma Herrera, o Brasil "continua sendo o país mais atraente da região e captando investimentos", apesar de o fluxo de recursos ter diminuído desde o recorde da pandemia, devido à desaceleração da economia e a taxas de juros entre as mais altas do mundo.

- Oportunidades -

Existem 869 empresas de tecnologia financeira no Brasil, o oitavo país do mundo em termos de quantidade, segundo um ranking da plataforma Finnovating.

A maioria se concentra em crédito, meios de pagamento e gestão financeira, descreve Mariana Bonora, diretora da ABFintechs.

"Tem muitas oportunidades em nichos não atendidos" pelos bancos tradicionais, como as populações vulneráveis ou empreendedores, acrescenta.

Foi num destes nichos que o banco digital Cora, apontado como um unicórnio em potencial, montou seu negócio.

"Cuidamos dos pequenos negócios, [que são] mais do 90% no país, com menores custos e burocracia", explica Igor Senra, cofundador do Cora.

O banco paulista, que se beneficiou do fluxo da pandemia, com 116 milhões de dólares (aproximadamente R$ 500 bilhões) de fundos internacionais, já tem 400 funcionários e um milhão de clientes.

De agora em diante, o Brasil pretende consolidar seu ecossistema "fintech", graças, especialmente, ao sistema de 'open finance' promovido pelo Banco Central e que vai facilitar o intercâmbio de dados entre instituições, explica Herrera.

Ele também avalia que a regulação de criptoativos e a implementação do real digital vão impulsionar a inovação.

U.Feng--ThChM