The China Mail - Argentinos encaram plano 'motosserra' de Milei

USD -
AED 3.673102
AFN 62.493319
ALL 81.650049
AMD 368.780249
ANG 1.79046
AOA 917.999616
ARS 1391.440285
AUD 1.38485
AWG 1.8025
AZN 1.697591
BAM 1.670681
BBD 2.014496
BDT 122.776371
BGN 1.66992
BHD 0.377299
BIF 2975
BMD 1
BND 1.273528
BOB 6.911397
BRL 5.004602
BSD 1.000201
BTN 95.835344
BWP 14.087599
BYN 2.794335
BYR 19600
BZD 2.011549
CAD 1.37225
CDF 2244.99985
CHF 0.783702
CLF 0.022735
CLP 894.791543
CNY 6.785151
CNH 6.78612
COP 3789.73
CRC 454.512452
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.702891
CZK 20.8311
DJF 177.719843
DKK 6.404399
DOP 59.700677
DZD 132.447999
EGP 52.867303
ERN 15
ETB 157.449907
EUR 0.85697
FJD 2.191597
FKP 0.739691
GBP 0.746365
GEL 2.680049
GGP 0.739691
GHS 11.409837
GIP 0.739691
GMD 72.499865
GNF 8779.999965
GTQ 7.630738
GYD 209.246802
HKD 7.83251
HNL 26.620617
HRK 6.458898
HTG 130.972363
HUF 306.545501
IDR 17535.3
ILS 2.902601
IMP 0.739691
INR 95.7091
IQD 1310
IRR 1315000.000078
ISK 123.180086
JEP 0.739691
JMD 158.141561
JOD 0.708994
JPY 158.39103
KES 129.250112
KGS 87.450082
KHR 4011.999726
KMF 421.999959
KPW 899.97066
KRW 1493.490202
KWD 0.30849
KYD 0.833543
KZT 473.448852
LAK 21955.000133
LBP 90063.841638
LKR 325.320759
LRD 183.250142
LSL 16.4899
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.330395
MAD 9.20875
MDL 17.192645
MGA 4177.499513
MKD 52.834798
MMK 2099.865061
MNT 3580.130218
MOP 8.069362
MRU 39.98999
MUR 46.895264
MVR 15.401208
MWK 1741.000482
MXN 17.225302
MYR 3.931505
MZN 63.910286
NAD 16.489493
NGN 1369.370618
NIO 36.714995
NOK 9.233501
NPR 153.332792
NZD 1.691475
OMR 0.384492
PAB 1.000184
PEN 3.44698
PGK 4.193011
PHP 61.460973
PKR 278.591881
PLN 3.636395
PYG 6094.852476
QAR 3.645502
RON 4.456702
RSD 100.601025
RUB 73.24798
RWF 1461
SAR 3.707824
SBD 8.016136
SCR 13.867581
SDG 600.503741
SEK 9.369043
SGD 1.2756
SHP 0.746601
SLE 24.650261
SLL 20969.502105
SOS 571.497017
SRD 37.206963
STD 20697.981008
STN 21.25
SVC 8.751249
SYP 110.528733
SZL 16.490133
THB 32.420153
TJS 9.346574
TMT 3.5
TND 2.888037
TOP 2.40776
TRY 45.464801
TTD 6.790867
TWD 31.544499
TZS 2595.000031
UAH 43.968225
UGX 3740.52909
UYU 39.831211
UZS 12044.999697
VES 510.148815
VND 26345
VUV 118.077659
WST 2.708521
XAF 560.318959
XAG 0.011986
XAU 0.000215
XCD 2.70255
XCG 1.802565
XDR 0.694969
XOF 557.509472
XPF 102.624995
YER 238.649788
ZAR 16.455495
ZMK 9001.134371
ZMW 18.82781
ZWL 321.999592
Argentinos encaram plano 'motosserra' de Milei
Argentinos encaram plano 'motosserra' de Milei / foto: © AFP

Argentinos encaram plano 'motosserra' de Milei

María Mamani caminha por um supermercado em Buenos Aires carregada com adesivos com novos preços para remarcar produtos, um dia depois de o presidente ultraliberal Javier Milei anunciar as primeiras medidas de um plano de choque para tentar conter a crise argentina.

Tamanho do texto:

"Estamos aumentando os preços", disse Mamani à AFP, enquanto a inflação em 12 meses atinge 160,9%. "Muitas coisas estão começando a disparar, e lamentavelmente isso pode durar até 6 ou 12 meses a mais".

Em uma loja próxima, a situação é a mesma: os preços subiram entre 20% e 60%.

"Você tem que repassar (o aumento) para o cliente, não tem escolha", explicou o gerente de outro comércio, Miguel, que preferiu não dar seu sobrenome. "Na semana que vem, tudo vai aumentar novamente".

Três dias após assumir o poder, Milei, um economista de 53 anos que durante a campanha empunhava uma motosserra para simbolizar sua ideia de cortar os gastos públicos, iniciou o tratamento de "choque" que acredita que tirará a Argentina da crise.

Ele propõe realizar um ajuste fiscal equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB). O governo não esconde o fato de que a situação do país irá piorar antes de ver melhorias.

"Não deixaram para este governo um paciente com dor de dente, encontramos um paciente em cuidados intensivos prestes a morrer. Não estamos dispostos a deixá-lo morrer", reiterou nesta quarta-feira o porta-voz do governo, Manuel Adorni.

Os cortes vão desde uma desvalorização de 50% do peso até um corte nos generosos subsídios ao transporte, energia e combustível, e a suspensão da obra pública.

O objetivo é cortar cerca de US$ 25 bilhões (R$ 124 bilhões) em gastos públicos, 5% do PIB do país, na tentativa de reverter um déficit fiscal crônico na terceira maior economia da América Latina.

- "Meses difíceis" -

Embora preocupados, muitos argentinos nas ruas estão resignados, conscientes de que Milei venceu por suas promessas de ajustes.

"Será complicado para todos porque mal conseguimos chegar ao final do mês", lamentou Camila Heig, uma estudante de 18 anos que se vira com três empregos. "Para ver uma mudança positiva na Argentina, teremos que suportar alguns meses difíceis".

Em um ponto de ônibus movimentado da capital, os passageiros aguardam, sob um forte calor, para embarcar em um trajeto subsidiado que atualmente custa a eles 52 pesos, apenas 6 centavos de dólar (30 centavos de real) na taxa de câmbio atual.

A Argentina possui uma vasta e eficiente rede de transporte público, com ônibus, metrô e trens suburbanos, e os usuários estão se preparando para o impacto em seus bolsos à medida que o governo reduza os subsídios a partir de janeiro.

"Fiquei chateado com o aumento, mas era algo que tinha que acontecer", disse Sebastián Medina, um trabalhador de 48 anos do correio, enquanto esperava pelo ônibus.

Outro passageiro, Ryan Jimenez, vendedor de carros de 27 anos, disse temer o impacto do aumento, embora apoie as medidas. "Se algo não acontecer, nada vai mudar", afirmou.

- "O povo paga" -

Milei venceu as eleições em novembro, capitalizando uma raiva acumulada ao longo de décadas de crises econômicas recorrentes com alta dívida, inflação e déficit fiscal.

Seu novo governo repete incansavelmente que o país está à beira da hiperinflação como resultado da má gestão de seus antecessores, e também insiste que "não há dinheiro".

Ele disse, no entanto, que o Estado contemplará gastos em assistência social "aos caídos", e nessa linha, o ministro da Economia, Luis Caputo, anunciou que os planos sociais de trabalho serão mantidos e que os benefícios econômicos recebidos pelos mais desfavorecidos serão fortalecidos.

Embora o Fundo Monetário Internacional (FMI) tenha recebido positivamente o plano, a principal central sindical CGT criticou que as medidas são "pagas pelo povo".

O plano de austeridade "colocará milhões de argentinos em uma situação socioeconômica desesperadora" e "derrubará o poder de compra dos salários".

Milei enfrenta seu primeiro desafio nas ruas na próxima semana, com duas manifestações previstas para homenagear cerca de 40 mortos pela repressão policial durante distúrbios e saques em protestos pela crise econômica de 2001.

N.Wan--ThChM