The China Mail - AIEA se sente refém das manobras diplomáticas do Irã, afirma diretor da agência

USD -
AED 3.6725
AFN 62.498148
ALL 81.93627
AMD 368.780348
ANG 1.79046
AOA 917.999473
ARS 1391.791803
AUD 1.390231
AWG 1.8025
AZN 1.698115
BAM 1.670681
BBD 2.023354
BDT 122.776371
BGN 1.66992
BHD 0.37888
BIF 2990.939666
BMD 1
BND 1.279172
BOB 6.911397
BRL 5.005501
BSD 1.004599
BTN 95.835344
BWP 14.149665
BYN 2.806682
BYR 19600
BZD 2.020437
CAD 1.373995
CDF 2245.000263
CHF 0.785035
CLF 0.022715
CLP 893.979732
CNY 6.7851
CNH 6.797825
COP 3789.72
CRC 456.526589
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.699628
CZK 20.869008
DJF 178.887039
DKK 6.413425
DOP 59.543216
DZD 132.26029
EGP 52.878499
ERN 15
ETB 156.856564
EUR 0.858099
FJD 2.19595
FKP 0.739691
GBP 0.747625
GEL 2.679526
GGP 0.739691
GHS 11.409996
GIP 0.739691
GMD 72.510555
GNF 8808.792491
GTQ 7.630738
GYD 209.246802
HKD 7.83165
HNL 26.716372
HRK 6.465601
HTG 131.549935
HUF 308.184497
IDR 17575.35
ILS 2.9026
IMP 0.739691
INR 95.86405
IQD 1310
IRR 1315000.000483
ISK 123.23986
JEP 0.739691
JMD 158.836248
JOD 0.709011
JPY 158.516499
KES 129.250502
KGS 87.449724
KHR 4030.663241
KMF 422.000034
KPW 899.97066
KRW 1498.319913
KWD 0.30853
KYD 0.833543
KZT 473.448852
LAK 21954.999677
LBP 89538.01782
LKR 325.320759
LRD 183.249949
LSL 16.490141
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.376444
MAD 9.20875
MDL 17.268391
MGA 4207.491806
MKD 52.896682
MMK 2099.865061
MNT 3580.130218
MOP 8.069362
MRU 40.143624
MUR 46.895895
MVR 15.400677
MWK 1741.59617
MXN 17.259799
MYR 3.944504
MZN 63.909616
NAD 16.490122
NGN 1369.170159
NIO 36.969988
NOK 9.28908
NPR 154.01359
NZD 1.698965
OMR 0.3845
PAB 1.000184
PEN 3.447027
PGK 4.376512
PHP 61.646012
PKR 279.799921
PLN 3.644798
PYG 6121.626027
QAR 3.645498
RON 4.463503
RSD 100.750783
RUB 73.248113
RWF 1469.361841
SAR 3.754148
SBD 8.016136
SCR 13.658323
SDG 600.499323
SEK 9.421455
SGD 1.277245
SHP 0.746601
SLE 24.650366
SLL 20969.502105
SOS 574.154469
SRD 37.206994
STD 20697.981008
STN 21.0203
SVC 8.751249
SYP 110.528733
SZL 16.478199
THB 32.480493
TJS 9.346574
TMT 3.5
TND 2.887994
TOP 2.40776
TRY 45.541902
TTD 6.790867
TWD 31.521501
TZS 2595.000056
UAH 44.163821
UGX 3740.52909
UYU 39.831211
UZS 12044.999859
VES 510.148815
VND 26330
VUV 118.077659
WST 2.708521
XAF 562.792354
XAG 0.012264
XAU 0.000217
XCD 2.70255
XCG 1.802565
XDR 0.699933
XOF 562.792354
XPF 102.624965
YER 238.649725
ZAR 16.530295
ZMK 9001.198924
ZMW 18.911406
ZWL 321.999592
AIEA se sente refém das manobras diplomáticas do Irã, afirma diretor da agência
AIEA se sente refém das manobras diplomáticas do Irã, afirma diretor da agência / foto: © AFP

AIEA se sente refém das manobras diplomáticas do Irã, afirma diretor da agência

O Irã está restringindo "de uma maneira sem precedentes" a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a usa "como refém" em suas disputas com as grandes potências, afirmou o diretor dessa agência da ONU, Rafael Grossi, à AFP.

Tamanho do texto:

Os inspetores da AIEA encontram constantes obstáculos desde 2021 para realizar suas missões de controle do programa nuclear iraniano, que continua em desenvolvimento, embora a República Islâmica negue querer adquirir uma bomba atômica.

"É uma situação muito frustrante. Continuamos exercendo nossas atividades lá, mas no mínimo", explica Grossi em entrevista à AFP à margem do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. As autoridades iranianas "estão restringindo a cooperação de uma maneira sem precedentes", destaca.

"Alguns de nossos inspetores foram excluídos das equipes devido à sua nacionalidade, o que é inaceitável", afirma. "São alguns de nossos melhores inspetores, então é uma maneira de nos punir por coisas externas", como "quando há algo que não gostam, quando França, Reino Unido ou Estados Unidos dizem algo que não gostam", explica.

"É como se estivessem usando a AIEA como refém para suas disputas políticas com outros países", acrescenta o diplomata argentino, que denuncia uma situação "inaceitável". Os iranianos "devem permitir que a agência tenha todos os acessos necessários às instalações nucleares iranianas", enfatiza.

- "Diplomacia, diplomacia, diplomacia" -

O Irã diminuiu ao longo de 2023 sua produção de urânio enriquecido a 60%, o que foi visto como um gesto positivo em um momento em que as conversas informais com os Estados Unidos foram retomadas. Mas acelerou novamente a produção no final do ano.

"Atualmente, há um impasse", segundo Grossi, "mas pode mudar nos próximos dias, nunca se sabe".

A animosidade entre Estados Unidos e Irã aumentou com o conflito entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas, que Washington e Teerã se acusam mutuamente de agravar.

"O deterioro da situação política lá tem um impacto direto, é claro, no sentido de que as tensões se exacerbam, as posições se cristalizam e se tornam mais tensas, há menos flexibilidade. E isso é um círculo vicioso", lamenta Grossi.

"Diplomacia, diplomacia, diplomacia": essa continua sendo a solução para ele. "Devemos continuar falando, devemos impedir que a situação se deteriore até o ponto de ser impossível reconduzi-la".

"Não descartaria voltar ao Irã", assegura, mas a situação deve ser tratada em um "nível muito alto".

As principais potências mundiais chegaram a um acordo com o Irã em 2015, que deveria conter seu programa nuclear em troca da flexibilização das sanções internacionais.

Mas o acordo ficou moribundo quando os Estados Unidos se retiraram dele e impuseram novamente sanções contra Teerã em 2018 durante a presidência de Donald Trump.

Teerã respondeu intensificando seu programa nuclear, e até agora as negociações para reinstaurar o acordo não foram bem-sucedidas.

- "Não há militarização" de Zaporizhzhia -

A usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia é outro local para o qual a AIEA tenta enviar seus inspetores, e a situação ainda é "extremamente preocupante", diz Grossi.

Esta usina nuclear, a maior da Europa, está nas mãos das forças russas desde março de 2022, que haviam invadido a Ucrânia um mês antes. Os ocupantes invocaram recentemente motivos de segurança para impedir o acesso dos inspetores da ONU.

"Temos que ir", defende Rafael Grossi.

"Às vezes, pedimos para ir a um lugar, as pessoas responsáveis pela segurança nos dizem que não, insistimos..." Essa interação "nem sempre é fácil, mas insistimos muito e, no final, conseguimos ver o que precisamos ver", assegura.

"Pudemos cobrir os telhados de todos os reatores" de Zaporizhzhia e "pudemos confirmar que não há militarização da usina", afirma, referindo-se a "material militar pesado ou material de artilharia".

"E nos últimos meses não houve ataques diretos à usina", acrescenta.

Em contrapartida, Grossi menciona "apagões e interrupções no fornecimento elétrico externo, que são igualmente perigosos porque se perdemos energia, perdemos a capacidade de refrigerar os reatores e, claro, pode ocorrer um acidente".

S.Davis--ThChM