The China Mail - Crise no Mar Vermelho coloca em risco processo de paz no Iêmen

USD -
AED 3.672502
AFN 65.500465
ALL 80.507244
AMD 365.859852
ANG 1.789991
AOA 916.999689
ARS 1492.0015
AUD 1.416029
AWG 1.8
AZN 1.689175
BAM 1.695263
BBD 2.013964
BDT 122.737142
BGN 1.694378
BHD 0.377053
BIF 2989.524961
BMD 1
BND 1.279801
BOB 11.724171
BRL 5.205096
BSD 0.999918
BTN 95.385656
BWP 13.460347
BYN 3.007294
BYR 19600
BZD 2.011025
CAD 1.39407
CDF 2275.000008
CHF 0.811835
CLF 0.023211
CLP 913.479922
CNY 6.74385
CNH 6.744505
COP 3142.79
CRC 448.992151
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.576349
CZK 20.98535
DJF 178.066518
DKK 6.477185
DOP 58.525
DZD 132.994024
EGP 50.181404
ERN 15
ETB 161.748658
EUR 0.86644
FJD 2.21295
FKP 0.740201
GBP 0.740385
GEL 2.610348
GGP 0.740201
GHS 11.129554
GIP 0.740201
GMD 74.000011
GNF 8784.026836
GTQ 7.628599
GYD 209.201938
HKD 7.847195
HNL 26.806912
HRK 6.527301
HTG 130.788467
HUF 314.859039
IDR 17852
ILS 2.962965
IMP 0.740201
INR 95.40265
IQD 1309.878261
IRR 1374625.000193
ISK 123.190404
JEP 0.740201
JMD 158.197428
JOD 0.708999
JPY 159.2435
KES 129.24956
KGS 87.449825
KHR 4047.014363
KMF 427.999667
KPW 900.000217
KRW 1417.705001
KWD 0.30873
KYD 0.833341
KZT 465.334992
LAK 22560.653208
LBP 89543.419564
LKR 333.32611
LRD 181.491161
LSL 16.13092
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.369156
MAD 9.261974
MDL 17.358291
MGA 4307.049554
MKD 53.333911
MMK 2099.846019
MNT 3597.969266
MOP 8.082069
MRU 40.07073
MUR 47.149646
MVR 15.460129
MWK 1733.944716
MXN 17.05589
MYR 4.086498
MZN 63.905751
NAD 16.13078
NGN 1360.099624
NIO 36.795139
NOK 9.50345
NPR 152.617049
NZD 1.70848
OMR 0.38451
PAB 0.999922
PEN 3.374231
PGK 4.424951
PHP 61.303023
PKR 277.552126
PLN 3.73175
PYG 5967.781779
QAR 3.635016
RON 4.541901
RSD 101.639002
RUB 83.823944
RWF 1472.957921
SAR 3.793913
SBD 8.064941
SCR 13.713083
SDG 600.499613
SEK 9.55321
SGD 1.27984
SHP 0.740866
SLE 24.550139
SLL 20969.502631
SOS 571.473149
SRD 37.722501
STD 20697.981008
STN 21.236115
SVC 8.749355
SYP 13001.99939
SZL 16.135114
THB 33.153963
TJS 9.239471
TMT 3.5
TND 2.934571
TOP 2.40776
TRY 47.774865
TTD 6.780822
TWD 32.0967
TZS 2645.503019
UAH 44.697729
UGX 3712.41966
UYU 40.062929
UZS 11944.334892
VES 765.448038
VND 26075
VUV 118.594628
WST 2.730779
XAF 568.573014
XAG 0.015429
XAU 0.000229
XCD 2.70255
XCG 1.802131
XDR 0.707585
XOF 568.570549
XPF 103.373104
YER 237.149954
ZAR 16.16779
ZMK 9001.201015
ZMW 18.798892
ZWL 321.999592
Crise no Mar Vermelho coloca em risco processo de paz no Iêmen
Crise no Mar Vermelho coloca em risco processo de paz no Iêmen / foto: © AFP/Arquivos

Crise no Mar Vermelho coloca em risco processo de paz no Iêmen

Os ataques huthis no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, respondidos com bombardeios dos Estados Unidos e do Reino Unido contra este grupo rebelde, paralisam os esforços para colocar fim à guerra do Iêmen e ameaçam sua população.

Tamanho do texto:

O país mais pobre da Península Arábica enfrenta desde 2014 uma guerra civil entre o governo, apoiado desde 2015 por uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita, e os rebeldes huthis pró-Irã, que controlam partes inteiras do país e a sua capital Sanaa.

Segundo a ONU, o conflito deixou direta ou indiretamente centenas de milhares de mortos e causou uma das piores crises humanitárias do mundo.

O Iêmen possui uma das "taxas de desnutrição mais elevadas já registradas", com "17,6 milhões de pessoas enfrentando insegurança alimentar aguda em 2024".

Uma trégua negociada pela ONU em abril de 2022 apresentou certo alívio, mas os analistas alertam que as hostilidades decorrentes do conflito em Gaza podem inviabilizar os esforços de paz.

Em "apoio" aos palestinos, nos últimos meses os huthis lançaram dezenas de ataques contra navios que consideram vinculados a Israel.

Em resposta a estas ações com consequências significativas para o transporte marítimo global, os Estados Unidos e o Reino Unido realizaram numerosos bombardeios contra as posições dos rebeldes iemenitas.

- Porta da guerra é reaberta -

As complexas negociações de paz no país avançaram até dezembro, quando a ONU anunciou que os insurgentes haviam concordado "a retomada de um processo político inclusivo".

Entretanto, com a crise no Mar Vermelho, "o plano de paz já não está em discussão", estima Majid al Madhaji, do Centro de Estudos Estratégicos de Sanaa.

Segundo ele, o governo iemenita, apoiado por Riade, buscaria agora "uma oportunidade para reverter o equilíbrio de poder" a seu favor.

"O caminho para a guerra estava fechado, mas agora a porta para o inferno está reaberta", alerta Farea al Muslimi, investigador do grupo Chatham House, para quem "a paz no Iêmen exige compromissos internacionais e regionais diferentes dos que existem atualmente".

Houssein al Ezzi, um alto funcionário huthi, ressaltou recentemente os "obstáculos" no caminho para a paz, que atribuiu aos Estados Unidos, ao Reino Unido e ao governo do Iêmen. Contudo, "Riade e Sanaã têm a coragem de superar estas dificuldades", acrescentou.

Em janeiro, um funcionário de alto escalão do governo iemenita pediu apoio internacional para uma operação terrestre com o objetivo de acompanhar os ataques aéreos de Washington e Londres contra os huthis.

- Arábia Saudita à margem -

Segundo o ex-embaixador americano no Iêmen Gerald Feierstein, os EUA estão sob "fortes pressões para não fazer nada que possa prejudicar as negociações de paz", disse ele.

O general reformado Joseph Votel, ex-chefe do Comando Central dos Estados Unidos, expressou a mesma linha, afirmando que é "mais importante (...) resolver a situação em Gaza e restaurar alguma forma de dissuasão com o Irã".

A Arábia Saudita, aliada dos EUA que tenta sair do conflito no Iêmen, não aderiu à coligação marítima internacional criada por Washington para proteger o transporte marítimo na região.

Riade também expressou "grande preocupação" após a primeira série de bombardeios dos EUA e do Reino Unido contra os huthis em 12 de janeiro e pediu "moderação".

Esta monarquia petrolífera "acompanhará de longe até onde Washington irá, mas não se envolverá em nenhuma batalha com os huthis, a menos que eles ataquem o seu território", estimou o pesquisador Farea al Muslimi.

Contudo, mesmo que a Arábia Saudita permaneça fora das tensões no Mar Vermelho, "a comunidade internacional está menos inclinada a apoiar um plano de paz no Iêmen por medo de recompensar os huthis pelos seus ataques" ao tráfego marítimo, disse Mohamed al Basha, do centro de pesquisa americano Novanti.

X.So--ThChM