The China Mail - ONU: mundo pós-covid se recupera, mas se esquece dos mais pobres

USD -
AED 3.672499
AFN 64.502669
ALL 81.179694
AMD 377.569962
ANG 1.79008
AOA 916.999851
ARS 1391.668037
AUD 1.404031
AWG 1.8
AZN 1.697487
BAM 1.646095
BBD 2.014569
BDT 122.333554
BGN 1.67937
BHD 0.377008
BIF 2965.082759
BMD 1
BND 1.261126
BOB 6.911847
BRL 5.1599
BSD 1.000215
BTN 90.656892
BWP 13.115002
BYN 2.867495
BYR 19600
BZD 2.011792
CAD 1.35888
CDF 2224.999699
CHF 0.768205
CLF 0.021647
CLP 854.790343
CNY 6.91325
CNH 6.89278
COP 3668.45
CRC 487.566753
CUC 1
CUP 26.5
CVE 92.804329
CZK 20.412501
DJF 178.123987
DKK 6.288015
DOP 62.711201
DZD 129.562978
EGP 46.851775
ERN 15
ETB 155.729165
EUR 0.84161
FJD 2.1849
FKP 0.732521
GBP 0.731901
GEL 2.689565
GGP 0.732521
GHS 10.967886
GIP 0.732521
GMD 73.503637
GNF 8780.073139
GTQ 7.671623
GYD 209.274433
HKD 7.815815
HNL 26.432801
HRK 6.340899
HTG 130.97728
HUF 318.672984
IDR 16815
ILS 3.063435
IMP 0.732521
INR 90.567498
IQD 1310.361951
IRR 42125.000158
ISK 122.210379
JEP 0.732521
JMD 156.251973
JOD 0.70901
JPY 153.012013
KES 129.030239
KGS 87.44968
KHR 4024.896789
KMF 415.000248
KPW 899.988812
KRW 1435.160073
KWD 0.30663
KYD 0.833596
KZT 494.926752
LAK 21451.807711
LBP 89575.079644
LKR 309.456576
LRD 186.549169
LSL 15.870874
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.308994
MAD 9.133902
MDL 16.94968
MGA 4417.155194
MKD 51.860359
MMK 2100.304757
MNT 3579.516219
MOP 8.054945
MRU 39.92947
MUR 45.899323
MVR 15.459989
MWK 1734.526831
MXN 17.150739
MYR 3.902498
MZN 63.90433
NAD 15.870874
NGN 1354.839887
NIO 36.805272
NOK 9.466605
NPR 145.04947
NZD 1.650105
OMR 0.384457
PAB 1.000332
PEN 3.356661
PGK 4.293247
PHP 58.066019
PKR 279.79388
PLN 3.546185
PYG 6585.896503
QAR 3.64543
RON 4.285501
RSD 98.773017
RUB 77.325006
RWF 1460.39281
SAR 3.750373
SBD 8.048395
SCR 13.796614
SDG 601.496472
SEK 8.885525
SGD 1.26117
SHP 0.750259
SLE 24.249682
SLL 20969.499267
SOS 570.656634
SRD 37.779038
STD 20697.981008
STN 20.620379
SVC 8.752299
SYP 11059.574895
SZL 15.87836
THB 30.979502
TJS 9.417602
TMT 3.5
TND 2.884412
TOP 2.40776
TRY 43.649806
TTD 6.776109
TWD 31.347097
TZS 2598.154052
UAH 43.023284
UGX 3540.813621
UYU 38.353905
UZS 12313.311927
VES 388.253525
VND 25960
VUV 119.359605
WST 2.711523
XAF 552.10356
XAG 0.012099
XAU 0.000198
XCD 2.70255
XCG 1.802726
XDR 0.686599
XOF 552.084973
XPF 100.374954
YER 238.40415
ZAR 15.84035
ZMK 9001.201522
ZMW 18.555599
ZWL 321.999592
ONU: mundo pós-covid se recupera, mas se esquece dos mais pobres
ONU: mundo pós-covid se recupera, mas se esquece dos mais pobres / foto: © AFP

ONU: mundo pós-covid se recupera, mas se esquece dos mais pobres

A humanidade recuperou o seu nível de desenvolvimento pré-pandemia, mas o recorde previsto para 2023 esconde uma brecha crescente entre países ricos e pobres, em um mundo tão frágil como um "castelo de cartas", alertou a ONU em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (13).

Tamanho do texto:

Em 2020 e 2021, pela primeira vez desde a sua criação, há mais de 30 anos, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que leva em conta fatores como expectativa de vida, educação e os padrões de vida, caiu dois anos consecutivos devido a uma sobreposição de crises sem precedentes, incluindo a covid-19.

Mas, desde então, "vimos uma recuperação", disse à AFP Achim Steiner, responsável do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que publica o relatório.

As estimativas para 2023 preveem um máximo histórico para o índice a nível global, com todos os seus componentes "de volta aos níveis anteriores a 2019". Embora a covid-19 e o impacto da guerra na Ucrânia tenham desacelerado a trajetória que se esperava antes.

Mas o que parece ser uma boa notícia esconde uma brecha inesperada entre países ricos e pobres.

"A primeira vez que vi os resultados pedi à equipe para verificar os dados", disse à imprensa Pedro Conceição, responsável pelo relatório.

"O que estamos vendo é que os segmentos mais pobres e vulneráveis da nossa sociedade estão ficando para trás", apesar dos Objetivos de Desenvolvimento da ONU para 2030, que visam justamente evitar que isso aconteça, começando "pelos que estão mais atrasados".

E este resultado é "muito preocupante" depois de "20 anos durante os quais os países convergiram em termos de renda, expectativa de vida e educação", insiste Achim Steiner.

Suíça, Noruega e Islândia continuam no topo da lista do IDH. Assim como eles, todos os outros países da OCDE devem ter recuperado os níveis de desenvolvimento de 2019.

- "Desconfiança e polarização" -

No final da lista estão Somália, Sudão do Sul e República Centro-Africana. Mais da metade dos países menos desenvolvidos não se recuperou do impacto da pandemia, a maioria deles no continente africano.

Há também "um grupo extremo" de países como o Sudão, o Afeganistão e Mianmar, onde "a combinação da pandemia, crises fiscais e conflitos, às vezes guerras civis, os prendeu em uma situação em que a recuperação não está na agenda", lamenta Steiner, que rejeita a "narrativa habitual de que o mundo está se recuperando".

Segundo o PNUD, o Afeganistão, por exemplo, perdeu 10 anos em termos de desenvolvimento humano e, na Ucrânia, o índice está no nível mais baixo desde 2004.

Além disso, a crescente divisão põe em perigo ainda mais um mundo multipolar, mais dividido geopoliticamente do que nunca.

"Vivemos num mundo mais rico do que em qualquer outro momento da história da humanidade, pelo menos em termos financeiros (…). Mas há mais pessoas famintas, mais pessoas pobres do que há dez anos. Há cada vez mais guerras em todo o mundo, com dezenas de milhões de refugiados", alerta Steiner.

"É um mundo mais arriscado, que se volta contra si mesmo", acrescenta.

O relatório, intitulado "Romper a Estagnação: Reimaginar a Cooperação em um Mundo Polarizado", examina as deficiências na cooperação internacional, destacando um "paradoxo democrático".

Embora a maioria dos habitantes do planeta afirme apoiar os valores democráticos, "o populismo está explodindo", a mentalidade de "salve-se quem puder" está ressurgindo e os eleitores estão levando ao poder líderes que "minam" esta democracia, observa o PNUD.

Isso coloca a humanidade em uma "encruzilhada infeliz", na qual "a desconfiança e a polarização correm o risco de bater de frente com um planeta doente".

Em um momento em que os países deveriam "trabalhar juntos", "estamos transformando os nossos parceiros, de quem precisamos, em inimigos", afirma Achim Steiner.

"Estamos gastando quantias excessivas nos orçamentos de defesa" sem financiar o combate "aos principais fatores de risco do século XXI: a desigualdade, a mudança climática, o crime cibernético, a próxima pandemia", conclui.

L.Kwan--ThChM