The China Mail - Panamá vai às urnas sob influência de ex-presidente Martinelli

USD -
AED 3.672502
AFN 64.00021
ALL 81.719319
AMD 368.119719
ANG 1.790403
AOA 913.115957
ARS 1429.772275
AUD 1.413927
AWG 1.801525
AZN 1.703665
BAM 1.684662
BBD 2.014307
BDT 122.763646
BGN 1.69088
BHD 0.377198
BIF 2989.857226
BMD 1
BND 1.282253
BOB 6.910839
BRL 5.078703
BSD 1.000134
BTN 94.672782
BWP 13.41861
BYN 2.768827
BYR 19600
BZD 2.011413
CAD 1.39878
CDF 2294.999995
CHF 0.794302
CLF 0.022696
CLP 893.27014
CNY 6.771497
CNH 6.75886
COP 3492.51
CRC 454.982019
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.978251
CZK 20.831991
DJF 177.720341
DKK 6.446799
DOP 58.780714
DZD 133.098017
EGP 50.357101
ERN 15
ETB 161.237628
EUR 0.862296
FJD 2.21295
FKP 0.746148
GBP 0.745404
GEL 2.655015
GGP 0.746148
GHS 11.101445
GIP 0.746148
GMD 73.000079
GNF 8761.079479
GTQ 7.62406
GYD 209.236521
HKD 7.83445
HNL 26.744076
HRK 6.500806
HTG 130.714732
HUF 302.366501
IDR 17693.5
ILS 2.902595
IMP 0.746148
INR 94.74125
IQD 1310.156512
IRR 1375877.499537
ISK 124.550523
JEP 0.746148
JMD 158.526028
JOD 0.709002
JPY 160.331984
KES 129.410226
KGS 87.449797
KHR 4019.208821
KMF 426.000171
KPW 900.00035
KRW 1519.930361
KWD 0.30818
KYD 0.833473
KZT 489.555787
LAK 22021.999604
LBP 89562.850473
LKR 332.536555
LRD 182.018649
LSL 16.177014
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.359584
MAD 9.24575
MDL 17.396473
MGA 4155.30719
MKD 53.172036
MMK 2099.090156
MNT 3576.689019
MOP 8.070461
MRU 39.92506
MUR 47.120302
MVR 15.460143
MWK 1734.220557
MXN 17.221301
MYR 4.050301
MZN 63.898013
NAD 16.176944
NGN 1358.689933
NIO 36.806698
NOK 9.51242
NPR 151.476624
NZD 1.71651
OMR 0.384831
PAB 1.00006
PEN 3.401239
PGK 4.380015
PHP 60.348994
PKR 278.247736
PLN 3.66705
PYG 6123.407023
QAR 3.646058
RON 4.5147
RSD 101.190528
RUB 72.459767
RWF 1469.173289
SAR 3.752094
SBD 8.045573
SCR 13.186074
SDG 600.506089
SEK 9.401995
SGD 1.282702
SHP 0.746601
SLE 24.649818
SLL 20969.503664
SOS 571.527015
SRD 37.518001
STD 20697.981008
STN 21.103498
SVC 8.750743
SYP 110.532098
SZL 16.174171
THB 32.570287
TJS 9.270929
TMT 3.51
TND 2.926901
TOP 2.40776
TRY 46.287501
TTD 6.788552
TWD 31.550901
TZS 2629.998001
UAH 44.83735
UGX 3715.140944
UYU 40.562483
UZS 11980.705457
VES 581.95784
VND 26290
VUV 119.50104
WST 2.743493
XAF 565.02961
XAG 0.014287
XAU 0.000232
XCD 2.70255
XCG 1.802434
XDR 0.703376
XOF 565.02961
XPF 102.727985
YER 238.575304
ZAR 16.1943
ZMK 9001.197666
ZMW 17.580733
ZWL 321.999592
Panamá vai às urnas sob influência de ex-presidente Martinelli
Panamá vai às urnas sob influência de ex-presidente Martinelli / foto: © AFP

Panamá vai às urnas sob influência de ex-presidente Martinelli

Os panamenhos votaram neste domingo (5) para eleger um presidente em uma eleição marcada pela influência do ex-presidente Ricardo Martinelli, condenado por lavagem de dinheiro, cujo herdeiro político, paradoxalmente, é o favorito para governar um país assolado pela corrupção.

Tamanho do texto:

Herdando a popularidade de Martinelli, o advogado de direita José Raúl Mulino, 64 anos, liderou as pesquisas, aparecendo com o dobro das intenções de voto em relação aos três principais concorrentes.

O ex-presidente social-democrata Martín Torrijos, o ex-chanceler Rómulo Roux e o ex-cônsul Ricardo Lombana, de centro-direita, buscaram o voto anti-Martinelli.

Após nove horas de votação, com grande afluência de eleitores, as urnas foram fechadas às 16h00 locais (18h00 de Brasília), dando início à apuração dos votos.

"Faço um apelo a todos para que com paciência, prudência e responsabilidade aceitemos os resultados destas eleições", disse o presidente do Tribunal Eleitoral, Alfredo Juncá.

De cabelos grisalhos e de personalidade forte, Mulino substituiu Martinelli como candidato do partido Realizando Metas (RM, as siglas do ex-presidente), depois que este foi inabilitado como candidato após a confirmação de uma condenação contra ele de quase 11 anos.

Entre um enxame de jornalistas, Mulino votou cedo e depois visitou Martinelli na embaixada da Nicarágua, onde se asilou em fevereiro para evitar a prisão.

"Irmão!" e "Vamos ganhar!", disseram quando se abraçaram em um salão da embaixada, conforme um vídeo publicado por Martinelli na rede social X.

Mantendo o país em suspense, a justiça validou, a apenas dois dias da votação, a candidatura de Mulino, que havia sido impugnada por não ter passado por primárias e por não ter um vice-presidente na chapa.

Além de escolher o chefe de Estado para um mandato de cinco anos em uma eleição de turno único e por maioria simples, 3 milhões dos 4,4 milhões de panamenhos foram chamados a escolher 71 deputados e os governos locais.

- Cansados da corrupção -

Em um país sem partidos de esquerda, os candidatos fizeram promessas semelhantes: empregos em abundância, dinamismo econômico e reformas anticorrupção.

"O Panamá precisa mudar, há muita corrupção. Estamos cansados", afirmou Jennifer Navarro, professora de 50 anos.

O presidente Laurentino Cortizo, do majoritário Partido Revolucionário Democrático (PRD, social-democrata), enfrenta críticas pelo polêmico pagamento de generosas bolsas para políticos e seus familiares. O candidato oficialista, José Gabriel Carrizo, sempre figurou muito abaixo nas pesquisas.

Mas Martinelli, também indiciado por espionagem telefônica e por receber subornos da construtora brasileira Odebrecht, é popular pela prosperidade econômica que o país viveu em seu governo (2009-2014), impulsionada por grandes obras de infraestrutura.

"O Panamá progrediu. Quem não aceitar isso é muito desonesto", disse à AFP Alberto Cedeño, funcionário da zona franca de Colón, de 41 anos.

"Será a vitória da impunidade", opinou Lina Vega, presidente da Transparência Internacional no Panamá, diante da possibilidade de que Mulino, se vencer, dê um salvo-conduto ao magnata de 74 anos para viajar para a Nicarágua.

- O canal e as finanças -

Embora a economia tenha crescido 7,3% em 2023, este ano desacelerará para 2,5%, segundo o FMI, afetada pela seca que atinge o Canal do Panamá e pelo fechamento de uma mina de cobre após protestos em massa em defesa do meio ambiente.

Ameaçando sua competitividade, o canal reduziu o tráfego de navios devido aos baixos níveis de água; enquanto a empresa mineradora canadense, que gerava 40 mil empregos e 5% do PIB, iniciou um litígio para reivindicar US$ 20 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) em compensação.

Cortizo deixa como herança um déficit fiscal de 7,4%, uma dívida pública de US$ 50 bilhões (R$ 253 bilhões) e um sistema de seguridade social colapsado.

"A situação econômica é muito complexa", opinou o economista Felipe Chapman, para quem o próximo presidente, que terá que lidar com um parlamento fragmentado, terá que adotar medidas de ajuste e, em seguida, buscar o crescimento econômico com progresso social.

- As duas Panamás -

Neste país com um dos maiores PIB per capita da América Latina convivem duas Panamás: a de sua capital com arranha-céus, apartamentos luxuosos e estradas de última geração, e a de comunidades sem água potável, luz, serviços de saúde e até mesmo de coleta de lixo.

"O Panamá continua sendo um dos países mais desiguais do mundo", segundo um relatório do Banco Mundial.

Embora esteja em seu território, o drama humanitário da perigosa selva do Darién, por onde passaram meio milhão de migrantes em 2023, parece não comover os panamenhos e esteve quase ausente na campanha eleitoral.

Mulino, ex-ministro da Segurança de Martinelli com fama de autoritário, prometeu "fechar o Darién". Seus adversários afirmam que controlarão a situação.

D.Pan--ThChM