The China Mail - Migrantes, a 'coluna vertebral' da economia dos EUA

USD -
AED 3.672503
AFN 63.000102
ALL 81.719319
AMD 368.120099
ANG 1.790403
AOA 913.116038
ARS 1429.508704
AUD 1.414197
AWG 1.8025
AZN 1.703759
BAM 1.684662
BBD 2.014307
BDT 122.763646
BGN 1.69088
BHD 0.37711
BIF 2991
BMD 1
BND 1.282253
BOB 6.910839
BRL 5.075897
BSD 1.000134
BTN 94.672782
BWP 13.41861
BYN 2.768827
BYR 19600
BZD 2.011413
CAD 1.399251
CDF 2320.999982
CHF 0.794475
CLF 0.022625
CLP 890.469848
CNY 6.76055
CNH 6.75866
COP 3491.45
CRC 454.982019
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.978251
CZK 20.830949
DJF 177.719764
DKK 6.448185
DOP 58.780714
DZD 132.879862
EGP 50.353703
ERN 15
ETB 161.237628
EUR 0.86271
FJD 2.21345
FKP 0.746148
GBP 0.745545
GEL 2.655033
GGP 0.746148
GHS 11.101445
GIP 0.746148
GMD 72.999944
GNF 8761.079479
GTQ 7.62406
GYD 209.236521
HKD 7.83465
HNL 26.744076
HRK 6.501102
HTG 130.714732
HUF 302.308004
IDR 17710
ILS 2.902595
IMP 0.746148
INR 94.74205
IQD 1310.156512
IRR 1375877.486468
ISK 124.590029
JEP 0.746148
JMD 158.526028
JOD 0.708998
JPY 160.260982
KES 129.419943
KGS 87.449787
KHR 4019.208821
KMF 425.99974
KPW 900.00035
KRW 1516.644991
KWD 0.30817
KYD 0.833473
KZT 489.555787
LAK 22021.999604
LBP 89562.850473
LKR 332.536555
LRD 182.018649
LSL 16.177014
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.359584
MAD 9.24575
MDL 17.396473
MGA 4155.30719
MKD 53.193004
MMK 2099.090156
MNT 3576.689019
MOP 8.070461
MRU 39.92506
MUR 47.119885
MVR 15.460112
MWK 1734.220557
MXN 17.21575
MYR 4.050982
MZN 63.891881
NAD 16.176944
NGN 1358.259637
NIO 36.806698
NOK 9.53335
NPR 151.476624
NZD 1.716398
OMR 0.384505
PAB 1.00006
PEN 3.401239
PGK 4.380015
PHP 60.419743
PKR 278.247736
PLN 3.667135
PYG 6123.407023
QAR 3.646058
RON 4.516101
RSD 101.239805
RUB 72.447504
RWF 1469.173289
SAR 3.752094
SBD 8.045573
SCR 13.116748
SDG 600.496166
SEK 9.402701
SGD 1.28289
SHP 0.746601
SLE 24.650007
SLL 20969.503664
SOS 571.527015
SRD 37.517951
STD 20697.981008
STN 21.103498
SVC 8.750743
SYP 110.532098
SZL 16.174171
THB 32.569599
TJS 9.270929
TMT 3.51
TND 2.926901
TOP 2.40776
TRY 46.290986
TTD 6.788552
TWD 31.533031
TZS 2629.998019
UAH 44.83735
UGX 3715.140944
UYU 40.562483
UZS 11980.705457
VES 581.95784
VND 26290
VUV 119.50104
WST 2.743493
XAF 565.02961
XAG 0.014299
XAU 0.000232
XCD 2.70255
XCG 1.802434
XDR 0.703376
XOF 565.02961
XPF 102.727985
YER 238.598182
ZAR 16.210095
ZMK 9001.184438
ZMW 17.580733
ZWL 321.999592
Migrantes, a 'coluna vertebral' da economia dos EUA
Migrantes, a 'coluna vertebral' da economia dos EUA / foto: © AFP

Migrantes, a 'coluna vertebral' da economia dos EUA

Os Estados Unidos continuariam sendo a maior potência econômica mundial com menos migrantes? "Não", porque eles são "a coluna vertebral", o motor que move a máquina e do qual muitos setores essenciais dependem, afirmam especialistas.

Tamanho do texto:

O Gabinete Orçamentário do Congresso, uma agência oficial independente, tem isso claro: o aumento da migração impulsionará a economia dos Estados Unidos em cerca de 7 trilhões de dólares (cerca de R$ 35 trilhões, na cotação atual) na próxima década, ao proporcionar força de trabalho e aumentar a demanda.

Esse prognóstico não impediu que a migração seja usada como arma durante a campanha para as eleições de novembro, que serão disputadas pelo presidente democrata Joe Biden, candidato à reeleição, e seu antecessor, o republicano Donald Trump.

Trump (2017-2021) promete uma grande onda de deportação se retornar à Casa Branca porque considera que os migrantes "envenenam o sangue da nação".

Mas os Estados Unidos pode prescindir deles apesar do envelhecimento de sua população?

Os migrantes "são a alma" e "a coluna vertebral" do país, porque muitas indústrias dependem deles como a alimentícia, os serviços, a construção, a agricultura, a sanitária, "fundamentais para o funcionamento de qualquer sociedade", declarou à AFP Justin Gest, cientista político e professor da George Mason University.

Privar esses setores de sua mão de obra "teria um efeito crítico em todo o país", onde vivem cerca de 11 milhões de migrantes em situação irregular, acrescentou.

Se deixarem de trabalhar, "seria absolutamente trágico para algumas indústrias" e isso teria um "efeito dominó que afetaria toda a economia", concorda Heidi Shierholz, presidente do Instituto de Política Econômica, um centro de estudos progressista.

Contudo, as pesquisas refletem que os americanos estão cada vez mais preocupados com a imigração.

- Excedente de postos de trabalho -

Os simpatizantes do Partido Republicano atrelam a chegada de migrantes à política de Biden: mais de 7 milhões foram interceptados após cruzarem ilegalmente a fronteira com o México durante seu mandato, segundo dados oficiais.

No entanto, o democrata endureceu sua política de migração "ordenada", impondo condições de entrada - como solicitar uma entrevista por meio de um aplicativo de celular, cumprir os trâmites do processo nos países pelos quais passam ou aproveitar as permissões humanitárias - e acelerando as expulsões daqueles que não as cumprem.

Alguns estados conservadores foram muito além e impulsionam leis e medidas antimigrantes contra aqueles que estão no país de maneira irregular.

"Os Estados Unidos têm algo que o resto dos países da América não tem: um excedente de postos de trabalho", portanto "esse discurso oficial de que as pessoas que estão sem permissão devem ser expulsas é apenas eleitoreiro", declarou à AFP Oscar Chacón, diretor da Alianza Américas, uma coalizão de 58 associações de defesa dos migrantes no país.

Concretamente, há mais de oito milhões de postos de trabalho sem cobertura, segundo o Departamento de Trabalho.

"Os Estados Unidos se beneficiam da mão de obra abundante que cruza a fronteira, cria um problema político doméstico e nem todos os que cruzam a fronteira contribuem com algo positivo para a economia", mas oferece "uma vantagem comparativa", reconheceu a diretora do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, durante as reuniões de primavera (outono no Brasil) do FMI em Washington.

O que Georgieva qualifica de problema doméstico aumentou durante a campanha eleitoral.

- "Mais empreendedores" -

"O presidente Biden valoriza e compreende as contribuições econômicas e culturais dos migrantes para o país", declarou à AFP Maca Casado, diretora de veículos hispânicos para a campanha do democrata.

Casado reprova Trump por boicotar um projeto de lei bipartidário que permite restringir o fluxo de migrantes na fronteira e favorece as expulsões aceleradas. A linha dura dos republicanos o sentenciou à morte por considerá-lo muito indulgente.

A AFP entrou em contato com a equipe de Trump, mas ninguém respondeu.

Lutas partidárias à parte, os especialistas reconhecem as diversas contribuições dos migrantes à economia.

Um mercado de trabalho como o dos Estados Unidos depende dos migrantes porque "estão entre as forças de trabalho mais flexíveis, móveis e versáteis do país", afirma Gest.

E contribuem para controlar a inflação, outra grande preocupações dos eleitores.

Sem os trabalhadores estrangeiros, "o custo da mão de obra subirá porque os salários podem aumentar, o que leva a pressões inflacionárias, que fazem com que os preços subam para todos os americanos", explica o cientista político.

Além disso, são "mais empreendedores", completa Shierholz. Embora "nem todas as empresas de migrantes tenham sucesso, em média, contribuem de forma desproporcional para a economia".

Quase 25% dos novos negócios abertos em 2021 nos Estados Unidos eram propriedade de latinos, segundo o Departamento do Tesouro.

Tanto é assim que, de acordo com um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), se os latinos que vivem nos Estados Unidos fossem um país, eles seriam a quinta maior economia do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Japão e Alemanha.

G.Tsang--ThChM