The China Mail - Chile acelera na corrida pelo lítio e explora novas salinas

USD -
AED 3.672496
AFN 65.501046
ALL 80.252226
AMD 365.710727
ANG 1.789783
AOA 917.999903
ARS 1491.769395
AUD 1.41205
AWG 1.80125
AZN 1.698743
BAM 1.691612
BBD 2.013139
BDT 122.6901
BGN 1.696366
BHD 0.376955
BIF 2988.136891
BMD 1
BND 1.278517
BOB 11.648756
BRL 5.177698
BSD 0.999563
BTN 95.325535
BWP 13.465905
BYN 3.040208
BYR 19600
BZD 2.010163
CAD 1.387435
CDF 2272.999932
CHF 0.811755
CLF 0.023199
CLP 913.060365
CNY 6.743204
CNH 6.742205
COP 3125.58
CRC 449.699638
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.374635
CZK 20.924999
DJF 177.983437
DKK 6.462995
DOP 58.506797
DZD 132.785851
EGP 50.278198
ERN 15
ETB 161.682098
EUR 0.864498
FJD 2.21345
FKP 0.740977
GBP 0.738775
GEL 2.610338
GGP 0.740977
GHS 10.94471
GIP 0.740977
GMD 73.552774
GNF 8780.192453
GTQ 7.626074
GYD 209.068696
HKD 7.84736
HNL 26.795144
HRK 6.513599
HTG 130.74072
HUF 313.438495
IDR 17786.6
ILS 2.94955
IMP 0.740977
INR 95.40895
IQD 1309.396638
IRR 1374587.50235
ISK 122.930286
JEP 0.740977
JMD 158.290121
JOD 0.708998
JPY 159.017499
KES 129.390025
KGS 87.450177
KHR 4044.370446
KMF 427.000406
KPW 900.000294
KRW 1410.929821
KWD 0.308681
KYD 0.832969
KZT 463.807353
LAK 22558.003762
LBP 89503.492118
LKR 332.608197
LRD 181.419508
LSL 16.169578
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.364419
MAD 9.270704
MDL 17.332336
MGA 4302.981815
MKD 53.221809
MMK 2099.413896
MNT 3597.332522
MOP 8.078535
MRU 40.139599
MUR 47.106766
MVR 15.449821
MWK 1733.128635
MXN 16.996355
MYR 4.086097
MZN 63.909774
NAD 16.169438
NGN 1360.060239
NIO 36.786998
NOK 9.45165
NPR 152.530263
NZD 1.698125
OMR 0.384497
PAB 0.999503
PEN 3.371291
PGK 4.490038
PHP 61.365012
PKR 277.622707
PLN 3.723485
PYG 5999.091833
QAR 3.643755
RON 4.532199
RSD 101.429673
RUB 84.076852
RWF 1469.849192
SAR 3.757224
SBD 8.048583
SCR 13.730989
SDG 600.495571
SEK 9.50945
SGD 1.27816
SHP 0.740866
SLE 24.494781
SLL 20969.499227
SOS 571.228392
SRD 37.722503
STD 20697.981008
STN 21.191847
SVC 8.745594
SYP 13001.999906
SZL 16.168082
THB 33.124502
TJS 9.230177
TMT 3.51
TND 2.930439
TOP 2.40776
TRY 47.88447
TTD 6.771876
TWD 31.943981
TZS 2649.957982
UAH 44.71415
UGX 3713.330537
UYU 40.047746
UZS 11898.82067
VES 770.109096
VND 26148.5
VUV 118.611996
WST 2.733656
XAF 567.350963
XAG 0.0154
XAU 0.000229
XCD 2.70255
XCG 1.801393
XDR 0.707052
XOF 567.380408
XPF 103.151367
YER 237.200572
ZAR 16.165065
ZMK 9001.203576
ZMW 18.889874
ZWL 321.999592
Chile acelera na corrida pelo lítio e explora novas salinas
Chile acelera na corrida pelo lítio e explora novas salinas / foto: © AFP

Chile acelera na corrida pelo lítio e explora novas salinas

É noite no deserto do Atacama, o mais seco do mundo, e uma máquina extrai salmoura no Salar de Aguilar para avaliar a concentração de lítio, um metal fundamental na transição energética, mas cuja produção envolve riscos ambientais.

Tamanho do texto:

O Chile dispara para tentar retomar a liderança na produção de lítio. Mas sua exploração em grande escala ameaça os frágeis ecossistemas presentes nestas salinas do norte chileno, meios de subsistência de pequenas comunidades indígenas que temem que a pouca diversidade acabe extinta.

No coração do chamado "Triângulo de lítio", formado por Chile, Argentina e Bolívia, a maior reserva deste metal no planeta, as salinas de Aguilar e La Isla estão em fase de exploração.

A mais de 3.400 metros de altitude em Aguilar, a temperatura cai para -3ºC e o vento ultrapassa os 40 km/h. Em La Isla, a 15 km de distância e a mais 1.000 metros de altitude, o clima é ainda mais rigoroso. O inverno se aproxima e há pressa para finalizar as obras da Empresa Nacional de Mineração (Enami).

"Perfura-se dia e noite, porque o que precisamos é acelerar as coisas", diz Iván Mlynarz, vice-presidente executivo da Enami, à AFP.

Cerca de 50 pessoas trabalham no local em turnos de 14 dias de trabalho e 14 dias de descanso. Eles dormem em tendas onde resistem ao frio e ao vento.

As máquinas operadas por eles extraem amostras de salmoura e pedaços de poço que são enviados a um laboratório para medir a concentração de lítio, um estudo que termina em outubro.

"Tivemos resultados muito positivos. A qualidade do lítio ou do que obtemos nas amostras tem sido muito favorável", diz Cristhian Moreno, chefe do acampamento.

O novo parceiro do projeto será anunciado em março e a produção deste "ouro branco", componente essencial para as baterias de veículos elétricos, deverá começar em 2030.

- Primeiro lugar -

Altoandinos de Enami é o projeto que inclui ainda o Salar Grande e poderá fornecer 60 mil toneladas de lítio por ano. É fundamental no plano do Chile para recuperar a liderança global no setor através de parcerias público-privadas.

A Austrália, que extrai lítio de rochas, ocupou este lugar em 2016. Hoje produz 43% e o Chile, 34%.

A estratégia do governo do esquerdista Gabriel Boric também prevê expandir a produção no Salar do Atacama, com um acordo assinado na última sexta-feira (31) entre a estatal Codelco, maior produtora mundial de cobre, e a empresa privada SQM.

O consórcio adicionará ao todo cerca de 300 mil toneladas de lítio entre 2025 e 2030, e aumentará consideravelmente a produção do país, que em 2022 chegou a 243 mil toneladas por ano.

O Chile possui as maiores reservas de lítio do mundo (41%). No ano passado, o metal representou 5,3% de suas exportações, em comparação aos 45% do cobre.

Produzido através da evaporação da salmoura em lagoas ou piscinas, a exploração deste metal no país apresenta riscos de extinção de espécies endêmicas, como flamingos, vicunhas, guanacos e chinchilas, além de um ecossistema muito diversificado.

"Estas frágeis salinas do Atacama são um refúgio para a diversidade da vida andina, corredores biológicos do Altiplano. Não são minas, são ecossistemas", alerta Cristina Dorador, professora da Universidade de Antofagasta.

Também permitem a subsistência dos indígenas Colla que vivem nestas áreas há anos e que temem que o lítio seja o golpe final após as minas de ouro e cobre.

"Significa querer exterminar a pouca biodiversidade que nos resta", critica Cristopher Castillo, de 25 anos, de uma pequena comunidade de pastores nômades de Colla.

Esta comunidade indígena é formada por cerca de 20.000 pessoas em todo o Chile e a falta de água os expulsou da cordilheira para as cidades.

"Se secarmos as salinas, não choverá mais, não nevará mais e isso acorrenta tudo; toda a biodiversidade diminuirá", alerta Castillo.

L.Kwan--ThChM