The China Mail - Chile acelera na corrida pelo lítio e explora novas salinas

USD -
AED 3.6725
AFN 64.476319
ALL 81.33475
AMD 376.94028
ANG 1.790415
AOA 917.000131
ARS 1396.011796
AUD 1.415408
AWG 1.8025
AZN 1.699896
BAM 1.64926
BBD 2.014277
BDT 122.307345
BGN 1.648974
BHD 0.377047
BIF 2950.229373
BMD 1
BND 1.264067
BOB 6.911004
BRL 5.240196
BSD 1.000055
BTN 90.587789
BWP 13.189806
BYN 2.866094
BYR 19600
BZD 2.011317
CAD 1.36116
CDF 2239.99957
CHF 0.76844
CLF 0.021831
CLP 861.920175
CNY 6.90065
CNH 6.90266
COP 3668.73
CRC 485.052916
CUC 1
CUP 26.5
CVE 92.982759
CZK 20.455049
DJF 178.092242
DKK 6.29619
DOP 62.299727
DZD 129.65702
EGP 46.841753
ERN 15
ETB 155.749963
EUR 0.84269
FJD 2.19355
FKP 0.733683
GBP 0.733335
GEL 2.690286
GGP 0.733683
GHS 11.006165
GIP 0.733683
GMD 73.493717
GNF 8777.558997
GTQ 7.67035
GYD 209.236037
HKD 7.817097
HNL 26.422572
HRK 6.352402
HTG 131.126252
HUF 319.331501
IDR 16828
ILS 3.08854
IMP 0.733683
INR 90.6003
IQD 1310.081964
IRR 42125.000158
ISK 122.190016
JEP 0.733683
JMD 156.510227
JOD 0.709003
JPY 153.012015
KES 128.999691
KGS 87.450011
KHR 4022.414207
KMF 416.000239
KPW 899.945229
KRW 1443.539974
KWD 0.30663
KYD 0.833418
KZT 494.893958
LAK 21461.579977
LBP 89559.702814
LKR 309.225755
LRD 186.464834
LSL 16.050478
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.305102
MAD 9.144464
MDL 16.981212
MGA 4374.957836
MKD 51.966174
MMK 2099.574581
MNT 3581.569872
MOP 8.053972
MRU 39.856982
MUR 45.895018
MVR 15.450136
MWK 1734.202515
MXN 17.186955
MYR 3.907503
MZN 63.8971
NAD 16.050478
NGN 1355.230128
NIO 36.800142
NOK 9.49049
NPR 144.93218
NZD 1.656985
OMR 0.384534
PAB 1.000148
PEN 3.355188
PGK 4.293069
PHP 57.888992
PKR 279.69946
PLN 3.549205
PYG 6558.925341
QAR 3.644697
RON 4.2938
RSD 98.941045
RUB 76.586287
RWF 1460.062066
SAR 3.750195
SBD 8.038668
SCR 13.56195
SDG 601.497214
SEK 8.91673
SGD 1.262615
SHP 0.750259
SLE 24.449754
SLL 20969.501164
SOS 571.059944
SRD 37.754034
STD 20697.981008
STN 20.660547
SVC 8.750574
SYP 11059.574895
SZL 16.047358
THB 31.039901
TJS 9.435908
TMT 3.51
TND 2.88338
TOP 2.40776
TRY 43.739797
TTD 6.78838
TWD 31.407497
TZS 2600.000079
UAH 43.128434
UGX 3540.03196
UYU 38.554298
UZS 12290.606435
VES 389.80653
VND 25970
VUV 119.325081
WST 2.701986
XAF 553.151102
XAG 0.012772
XAU 0.0002
XCD 2.70255
XCG 1.802336
XDR 0.687473
XOF 553.146437
XPF 100.56794
YER 238.324973
ZAR 15.962498
ZMK 9001.195114
ZMW 18.176912
ZWL 321.999592
Chile acelera na corrida pelo lítio e explora novas salinas
Chile acelera na corrida pelo lítio e explora novas salinas / foto: © AFP

Chile acelera na corrida pelo lítio e explora novas salinas

É noite no deserto do Atacama, o mais seco do mundo, e uma máquina extrai salmoura no Salar de Aguilar para avaliar a concentração de lítio, um metal fundamental na transição energética, mas cuja produção envolve riscos ambientais.

Tamanho do texto:

O Chile dispara para tentar retomar a liderança na produção de lítio. Mas sua exploração em grande escala ameaça os frágeis ecossistemas presentes nestas salinas do norte chileno, meios de subsistência de pequenas comunidades indígenas que temem que a pouca diversidade acabe extinta.

No coração do chamado "Triângulo de lítio", formado por Chile, Argentina e Bolívia, a maior reserva deste metal no planeta, as salinas de Aguilar e La Isla estão em fase de exploração.

A mais de 3.400 metros de altitude em Aguilar, a temperatura cai para -3ºC e o vento ultrapassa os 40 km/h. Em La Isla, a 15 km de distância e a mais 1.000 metros de altitude, o clima é ainda mais rigoroso. O inverno se aproxima e há pressa para finalizar as obras da Empresa Nacional de Mineração (Enami).

"Perfura-se dia e noite, porque o que precisamos é acelerar as coisas", diz Iván Mlynarz, vice-presidente executivo da Enami, à AFP.

Cerca de 50 pessoas trabalham no local em turnos de 14 dias de trabalho e 14 dias de descanso. Eles dormem em tendas onde resistem ao frio e ao vento.

As máquinas operadas por eles extraem amostras de salmoura e pedaços de poço que são enviados a um laboratório para medir a concentração de lítio, um estudo que termina em outubro.

"Tivemos resultados muito positivos. A qualidade do lítio ou do que obtemos nas amostras tem sido muito favorável", diz Cristhian Moreno, chefe do acampamento.

O novo parceiro do projeto será anunciado em março e a produção deste "ouro branco", componente essencial para as baterias de veículos elétricos, deverá começar em 2030.

- Primeiro lugar -

Altoandinos de Enami é o projeto que inclui ainda o Salar Grande e poderá fornecer 60 mil toneladas de lítio por ano. É fundamental no plano do Chile para recuperar a liderança global no setor através de parcerias público-privadas.

A Austrália, que extrai lítio de rochas, ocupou este lugar em 2016. Hoje produz 43% e o Chile, 34%.

A estratégia do governo do esquerdista Gabriel Boric também prevê expandir a produção no Salar do Atacama, com um acordo assinado na última sexta-feira (31) entre a estatal Codelco, maior produtora mundial de cobre, e a empresa privada SQM.

O consórcio adicionará ao todo cerca de 300 mil toneladas de lítio entre 2025 e 2030, e aumentará consideravelmente a produção do país, que em 2022 chegou a 243 mil toneladas por ano.

O Chile possui as maiores reservas de lítio do mundo (41%). No ano passado, o metal representou 5,3% de suas exportações, em comparação aos 45% do cobre.

Produzido através da evaporação da salmoura em lagoas ou piscinas, a exploração deste metal no país apresenta riscos de extinção de espécies endêmicas, como flamingos, vicunhas, guanacos e chinchilas, além de um ecossistema muito diversificado.

"Estas frágeis salinas do Atacama são um refúgio para a diversidade da vida andina, corredores biológicos do Altiplano. Não são minas, são ecossistemas", alerta Cristina Dorador, professora da Universidade de Antofagasta.

Também permitem a subsistência dos indígenas Colla que vivem nestas áreas há anos e que temem que o lítio seja o golpe final após as minas de ouro e cobre.

"Significa querer exterminar a pouca biodiversidade que nos resta", critica Cristopher Castillo, de 25 anos, de uma pequena comunidade de pastores nômades de Colla.

Esta comunidade indígena é formada por cerca de 20.000 pessoas em todo o Chile e a falta de água os expulsou da cordilheira para as cidades.

"Se secarmos as salinas, não choverá mais, não nevará mais e isso acorrenta tudo; toda a biodiversidade diminuirá", alerta Castillo.

L.Kwan--ThChM