The China Mail - Israelenses unidos pelo trauma de 7 de outubro, mas divididos pela guerra

USD -
AED 3.672504
AFN 63.503991
ALL 81.244999
AMD 376.110854
ANG 1.789731
AOA 917.000367
ARS 1399.250402
AUD 1.409443
AWG 1.8
AZN 1.70397
BAM 1.647475
BBD 2.012046
BDT 122.174957
BGN 1.647646
BHD 0.3751
BIF 2946.973845
BMD 1
BND 1.262688
BOB 6.903087
BRL 5.219404
BSD 0.998947
BTN 90.484774
BWP 13.175252
BYN 2.862991
BYR 19600
BZD 2.009097
CAD 1.36175
CDF 2255.000362
CHF 0.769502
CLF 0.021854
CLP 862.903912
CNY 6.90865
CNH 6.901015
COP 3660.44729
CRC 484.521754
CUC 1
CUP 26.5
CVE 92.882113
CZK 20.44504
DJF 177.88822
DKK 6.293504
DOP 62.233079
DZD 128.996336
EGP 46.615845
ERN 15
ETB 155.576128
EUR 0.842404
FJD 2.19355
FKP 0.732987
GBP 0.734187
GEL 2.67504
GGP 0.732987
GHS 10.993556
GIP 0.732987
GMD 73.503851
GNF 8768.057954
GTQ 7.662048
GYD 208.996336
HKD 7.81845
HNL 26.394306
HRK 6.348604
HTG 130.985975
HUF 319.430388
IDR 16832.8
ILS 3.09073
IMP 0.732987
INR 90.555504
IQD 1308.680453
IRR 42125.000158
ISK 122.170386
JEP 0.732987
JMD 156.340816
JOD 0.70904
JPY 152.69504
KES 128.812703
KGS 87.450384
KHR 4018.026366
KMF 415.00035
KPW 900.005022
KRW 1440.560383
KWD 0.30661
KYD 0.832498
KZT 494.35202
LAK 21437.897486
LBP 89457.103146
LKR 308.891042
LRD 186.25279
LSL 16.033104
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.298277
MAD 9.134566
MDL 16.962473
MGA 4370.130144
MKD 51.922672
MMK 2099.920079
MNT 3581.976903
MOP 8.044813
MRU 39.81384
MUR 45.903741
MVR 15.405039
MWK 1732.215811
MXN 17.164804
MYR 3.907504
MZN 63.910377
NAD 16.033104
NGN 1353.403725
NIO 36.760308
NOK 9.506104
NPR 144.775302
NZD 1.662372
OMR 0.38258
PAB 0.999031
PEN 3.351556
PGK 4.288422
PHP 57.848504
PKR 279.396706
PLN 3.54775
PYG 6551.825801
QAR 3.640736
RON 4.291404
RSD 98.909152
RUB 77.184854
RWF 1458.450912
SAR 3.749258
SBD 8.045182
SCR 13.47513
SDG 601.503676
SEK 8.922504
SGD 1.263504
SHP 0.750259
SLE 24.450371
SLL 20969.49935
SOS 570.441814
SRD 37.754038
STD 20697.981008
STN 20.637662
SVC 8.741103
SYP 11059.574895
SZL 16.029988
THB 31.080369
TJS 9.425178
TMT 3.5
TND 2.880259
TOP 2.40776
TRY 43.608504
TTD 6.780946
TWD 31.384038
TZS 2607.252664
UAH 43.08175
UGX 3536.200143
UYU 38.512404
UZS 12277.302784
VES 392.73007
VND 25970
VUV 118.59522
WST 2.712215
XAF 552.547698
XAG 0.012937
XAU 0.000198
XCD 2.70255
XCG 1.800362
XDR 0.687192
XOF 552.547698
XPF 100.459083
YER 238.350363
ZAR 15.950904
ZMK 9001.203584
ZMW 18.156088
ZWL 321.999592
Israelenses unidos pelo trauma de 7 de outubro, mas divididos pela guerra
Israelenses unidos pelo trauma de 7 de outubro, mas divididos pela guerra / foto: © AFP

Israelenses unidos pelo trauma de 7 de outubro, mas divididos pela guerra

Quase um ano depois dos massacres do Hamas de 7 de outubro, os israelenses se mantêm unidos por esse trauma, embora a gestão da guerra e a libertação dos reféns cativos em Gaza divida o país.

Tamanho do texto:

"Em 7 de outubro, a sensação de segurança dos israelenses foi quebrada por identificação com as vítimas" e "porque as forças de segurança foram incapazes de impedir a invasão do país", avalia Merav Roth, uma psicanalista israelense que trata ex-reféns e famílias das vítimas do ataque.

"Essa invasão do lar, individual e coletiva, é algo inédito na história de Israel e aterrorizante para os israelenses", explica.

A dificuldade adicional é que não é "um trauma que tenha terminado, mas sim um fato cujas complicações só pioram" com os recorrentes anúncios de mortes de reféns ou soldados e as ameaças de uma nova guerra no norte contra o movimento libanês Hezbollah, disse Roth.

O ataque do Hamas levou à morte de 1.205 pessoas do lado israelense, em sua maioria civis, segundo um balanço da AFP feito com base em dados oficiais israelenses que inclui os reféns mortos em cativeiro.

Das 251 pessoas sequestradas em 7 de outubro, 97 permanecem em Gaza, embora o Exército israelense considere que 33 delas tenham morrido.

A campanha militar lançada por Israel contra Gaza em resposta aos ataques matou mais de 41.450 palestinos, em sua maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do território controlado por Hamas, considerados confiáveis pela ONU.

- "Para casa agora" -

O Ministério da Saúde israelense considera que sua sociedade enfrenta "a crise de saúde mental mais grave de sua história".

No entanto, o importante movimento de solidariedade que nasceu dessa tragédia (voluntários na agricultura, comidas para os soldados, abrigos para pessoas deslocadas...) permitiu que muitos israelenses não fiquem completamente desestabilizados pela comoção inicial, indicou profissionais de saúde.

Apesar dessa mobilização, uma vez passada essa curta trégua com o Hamas em novembro que permitiu o retorno de mais de 100 reféns, começaram a aparecer diferenças sobre a estratégia a ser adotada para garantir o retorno do restante.

Não houve uma noite de sábado sem que milhares de manifestantes saíssem às ruas para pedir ao governo que os devolvam "para casa agora".

Aqueles que exigem um acordo com o Hamas "a qualquer preço" se opõem aos que entendem que essas manifestações colocam em perigo a vida dos reféns ao dar ao movimento islamista um meio de pressão a mais.

A pesquisadora Tamar Hermann, do Israel Democracy Institute, diz que essas diferenças se encaixam em geral com a divisão esquerda-direita que já dividia o país antes da guerra.

A divisão se tornou especialmente evidente durante a reforma judicial impulsionada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que fraturou profundamente o país em 2023 e gerou um dos movimentos de protesto mais importantes em sua história.

- "O norte está abandonado" -

A diferença entre laicos e religiosos também se ampliou com a guerra. A isenção de recrutamento da qual se beneficiava uma grande parte dos judeus ortodoxos, denunciada há décadas pela maioria da população, se tornou inaceitável para muitos israelenses.

Com mais de 700 soldados mortos desde 7 de outubro, dezenas de milhares de reservistas mobilizados e a perspectiva de uma operação de envergadura no norte, a questão divide a sociedade mais do que nunca.

"Enquanto meu neto arrisca a vida em (...) Gaza, os netos dela desfilam todos os dias por nosso quarto para visitá-la", se indigna uma octagenária hospitalizada em Jerusalém, apontando com o queixo para sua vizinha de cama, uma mulher ultraortodoxa.

Outra diferença mais profunda desde 7 de outubro é a existente entre as regiões com uma economia dinâmica, como Tel Aviv, e as periferias.

"O norte está abandonado" pelo Estado: essa reprovação recorrente dos habitantes das regiões mais setentrionais cobrou uma nova dimensão com a abertura de uma frente contra o movimento islamista libanês Hezbollah, aliado do Hamas.

Os disparos de foguetes e mísseis antitanques a partir do Líbano foram quase cotidianos desde outubro e dezenas de milhares de israelenses tiveram que ser retirados.

Na semana passada, Netanyahu incluiu como um alvo de guerra o retorno seguro para suas casas das 60.000 pessoas deslocadas no norte e desde então intensificou os bombardeios sobre o Líbano, alimentando o temor de uma guerra aberta contra o Hezbollah.

- "Só quero voltar" -

A maioria desses deslocados foi realojada em hotéis, como Dorit Diso, uma professora de 51 anos retirada com sua família de Shlomi em outubro de 2023.

"Só quero voltar para casa. Não me importam os foguetes", afirma essa mãe de quatro filhos.

À espera de voltar para Shlomi, cujo acesso agora é proibido, alugaram em setembro uma casa em uma localidade do norte um pouco mais afastada da fronteira.

Já se foram os meses de idas e vindas entre um hotel em Jerusalém e o norte de Israel, onde ela continuou a trabalhar enquanto lidava com o alistamento de seus filhos e a angústia de sua filha de 11 anos.

"É o ano mais difícil da minha vida", diz.

N.Wan--ThChM