The China Mail - Os desafios do acordo UE-Mercosul negociado durante 25 anos

USD -
AED 3.672503
AFN 63.999633
ALL 81.13116
AMD 364.066319
ANG 1.790365
AOA 917.999554
ARS 1524.997501
AUD 1.439429
AWG 1.8025
AZN 1.699887
BAM 1.725719
BBD 2.018882
BDT 123.247965
BGN 1.683441
BHD 0.377906
BIF 3005.722202
BMD 1
BND 1.279885
BOB 12.063778
BRL 5.184055
BSD 1.002338
BTN 96.076978
BWP 14.120969
BYN 3.01672
BYR 19600
BZD 2.01597
CAD 1.42459
CDF 2310.000003
CHF 0.836205
CLF 0.024656
CLP 973.539878
CNY 6.70475
CNH 6.71436
COP 3314.79
CRC 457.846208
CUC 1
CUP 24.056893
CVE 97.29465
CZK 21.580966
DJF 178.497375
DKK 6.601103
DOP 59.602065
DZD 133.919964
EGP 51.941199
ERN 15
ETB 163.729916
EUR 0.88295
FJD 2.24875
FKP 0.756991
GBP 0.75445
GEL 2.60498
GGP 0.756991
GHS 11.732889
GIP 0.756991
GMD 74.000372
GNF 8750.000468
GTQ 7.658099
GYD 209.730789
HKD 7.84665
HNL 26.909604
HRK 6.6528
HTG 131.186306
HUF 323.419643
IDR 17937
ILS 3.07365
IMP 0.756991
INR 95.96915
IQD 1313.138889
IRR 1693792.502544
ISK 120.969796
JEP 0.756991
JMD 158.635902
JOD 0.708994
JPY 158.143502
KES 129.719972
KGS 87.4487
KHR 4065.101628
KMF 435.000056
KPW 900.000318
KRW 1360.175049
KWD 0.30903
KYD 0.835337
KZT 440.918897
LAK 22497.408184
LBP 89762.385847
LKR 331.231884
LRD 171.912363
LSL 16.416191
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411082
MAD 9.723465
MDL 17.796797
MGA 4402.876428
MKD 54.331282
MMK 2099.600314
MNT 3599.1704
MOP 8.102072
MRU 40.144704
MUR 47.75987
MVR 15.449965
MWK 1738.121498
MXN 18.08776
MYR 4.086498
MZN 63.909596
NAD 16.41706
NGN 1326.860227
NIO 36.892099
NOK 9.633325
NPR 153.717739
NZD 1.77802
OMR 0.384505
PAB 1.002374
PEN 3.450819
PGK 4.536992
PHP 62.741981
PKR 277.681916
PLN 3.85205
PYG 5864.031411
QAR 3.65434
RON 4.657014
RSD 103.796978
RUB 83.375041
RWF 1480.037058
SAR 3.759293
SBD 8.032647
SCR 13.836223
SDG 601.505977
SEK 10.01845
SGD 1.27922
SHP 0.755829
SLE 24.649875
SLL 20969.491881
SOS 572.815106
SRD 37.621502
STD 20697.981008
STN 21.617329
SVC 8.77073
SYP 13002.000254
SZL 16.407994
THB 33.620498
TJS 9.232161
TMT 3.51
TND 2.97262
TOP 2.40776
TRY 49.032203
TTD 6.800164
TWD 31.937496
TZS 2640.002984
UAH 44.775489
UGX 3929.198542
UYU 40.386126
UZS 11858.028368
VES 857.98905
VND 25966
VUV 119.008285
WST 2.76852
XAF 579.17706
XAG 0.016353
XAU 0.000240041575
XCD 2.70255
XCG 1.806559
XDR 0.707052
XOF 579.17706
XPF 105.230186
YER 236.396786
ZAR 16.44243
ZMK 9001.20083
ZMW 19.596771
ZWL 321.999592
SSP 5712.591896
MXV 2.047495
Os desafios do acordo UE-Mercosul negociado durante 25 anos
Os desafios do acordo UE-Mercosul negociado durante 25 anos / foto: © AFP

Os desafios do acordo UE-Mercosul negociado durante 25 anos

Anunciado nesta sexta-feira (6) após 25 anos de negociações, o acordo para um tratado de livre comércio entre União Europeia (UE) e Mercosul teria vencedores e perdedores, o que explica a oposição, por exemplo, da França.

Tamanho do texto:

A presidente da Comissão Europeia (o braço executivo da UE), Ursula von der Leyen, disse que "economicamente, este é um acordo em que todos ganham", uma visão questionada pela maior potência agrícola europeia.

O que é o tratado UE-Mercosul?

Trata-se de um ambicioso acordo que abrange capítulos sobre associação política, cooperação e um segmento controverso sobre comércio, que busca eliminar a maioria dos impostos sobre os produtos entre as duas regiões.

Criado em 1991, o Mercosul (Mercado Comum do Sul) reúne cinco países: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia, que aderiu em 2023.

A Venezuela ingressou no bloco em 2012, mas sua adesão está suspensa desde 2016. O tratado negociado não inclui a Venezuela nem a Bolívia, mas os quatro países fundadores do bloco.

Os contatos entre UE e Mercosul começaram em 1999. Se implementado, este acordo permitiria aos quatro países sul-americanos exportar carne (bovina e de aves), açúcar, arroz e mel para a Europa.

Por sua vez, a UE exportaria veículos, maquinário e produtos farmacêuticos.

Em 2019, os dois blocos anunciaram um acordo político, mas países da UE exigiram a inclusão de garantias ambientais, e as negociações se estenderam por mais cinco anos, já que vários capítulos foram reabertos.

Quem sairia ganhando?

De acordo com a Comissão Europeia, as empresas dos dois blocos passariam a atuar em um mercado com 279 milhões de pessoas do lado do Mercosul e 450 milhões do lado da UE.

Nesse cenário, os países da UE têm interesses diversos. A Espanha tem interesse particular nas exportações de azeite de oliva e vinhos, enquanto a Alemanha, por exemplo, busca um espaço que possa ajudar sua indústria automobilística em declínio.

Para os sul-americanos, o acordo representaria acesso a um mercado que demanda alimentos. Em 2023, os quatro países do Mercosul exportaram para a UE alimentos (carne, soja e milho) no valor de cerca de 24 bilhões de dólares (R$ 144,6 bilhões).

Além disso, o desafio da transição climática impulsiona a Europa a se aproximar da região sul-americana, rica em lítio, cobre, ferro e cobalto.

As crescentes tensões comerciais com a China e a perspectiva de dificuldades com os Estados Unidos no futuro próximo também desempenharam um papel na aproximação da UE com o Mercosul.

Quem sairia perdendo?

Os agricultores franceses são os que mais protestam contra o acordo.

A Comissão Europeia afirma que essas cotas representam apenas 1,6% da produção anual de carne bovina na UE.

A posição francesa é que o acordo iria expor os produtores agropecuários desse país a uma competição devastadora com rivais que não estão sujeitos às mesmas exigências, especialmente em questões ambientais.

Em contrapartida, os quatro países sul-americanos querem evitar que suas próprias indústrias sejam prejudicadas por seus equivalentes europeus.

Por essa razão, por exemplo, o Brasil busca proteger sua indústria automobilística dos efeitos do acordo.

E agora?

O acordo anunciado em Montevidéu precisa ser ratificado na UE, em um processo de extrema complexidade que, em parte, ainda não está totalmente definido.

De acordo com as normas da UE, o comércio é atribuição da Comissão, que agora terá que definir se divide o acordo e submete o capítulo comercial a um processo de aprovação mais direto, embora haja países que se oponham a isso.

Normalmente, a ratificação da UE exige que 15 Estados-membros que representem 65% da população do bloco de 27 nações a aprovem, e depois obtenham a autorização do Parlamento Europeu.

A França deixou claro que continuará tentando bloquear o acordo, em uma postura que conseguiu o respaldo de Polônia e Itália.

Áustria e Países Baixos também expressaram reservas.

O primeiro passo, no entanto, será a tradução de todos os textos negociados para os 24 idiomas oficiais da UE, para dar início à revisão legal.

K.Leung--ThChM