The China Mail - Mídia americana se organiza para o retorno 'vingativo' de Trump

USD -
AED 3.672504
AFN 64.50369
ALL 81.278204
AMD 377.023001
ANG 1.790006
AOA 916.999722
ARS 1397.000125
AUD 1.414337
AWG 1.8025
AZN 1.677673
BAM 1.648148
BBD 2.017081
BDT 122.486127
BGN 1.649135
BHD 0.377107
BIF 2968.655855
BMD 1
BND 1.262698
BOB 6.920205
BRL 5.213301
BSD 1.001462
BTN 90.766139
BWP 13.130917
BYN 2.871071
BYR 19600
BZD 2.014216
CAD 1.362305
CDF 2239.999941
CHF 0.770226
CLF 0.021701
CLP 856.880125
CNY 6.90065
CNH 6.904075
COP 3669.44
CRC 488.174843
CUC 1
CUP 26.5
CVE 92.919683
CZK 20.43865
DJF 178.340138
DKK 6.29764
DOP 62.789414
DZD 129.649058
EGP 46.8767
ERN 15
ETB 155.91814
EUR 0.84308
FJD 2.1911
FKP 0.732521
GBP 0.734975
GEL 2.689541
GGP 0.732521
GHS 10.981149
GIP 0.732521
GMD 73.495387
GNF 8791.097665
GTQ 7.681191
GYD 209.527501
HKD 7.81609
HNL 26.465768
HRK 6.352993
HTG 131.140634
HUF 319.568036
IDR 16839.6
ILS 3.07333
IMP 0.732521
INR 90.72425
IQD 1311.996225
IRR 42125.000158
ISK 122.419858
JEP 0.732521
JMD 156.446849
JOD 0.709044
JPY 153.241999
KES 129.189681
KGS 87.449783
KHR 4029.780941
KMF 416.000205
KPW 899.988812
KRW 1443.909919
KWD 0.306698
KYD 0.834608
KZT 495.523168
LAK 21477.839154
LBP 89535.074749
LKR 309.834705
LRD 186.775543
LSL 15.890668
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.316863
MAD 9.145255
MDL 16.970249
MGA 4422.478121
MKD 51.943893
MMK 2100.304757
MNT 3579.516219
MOP 8.064618
MRU 39.97927
MUR 45.890035
MVR 15.449992
MWK 1736.631653
MXN 17.2182
MYR 3.895496
MZN 63.903343
NAD 15.890668
NGN 1355.580091
NIO 36.851175
NOK 9.558604
NPR 145.225485
NZD 1.659215
OMR 0.384624
PAB 1.001546
PEN 3.360847
PGK 4.298602
PHP 58.019498
PKR 280.142837
PLN 3.552955
PYG 6594.110385
QAR 3.650023
RON 4.292801
RSD 98.892905
RUB 77.275824
RWF 1462.164975
SAR 3.750858
SBD 8.038668
SCR 13.820244
SDG 601.498187
SEK 8.94247
SGD 1.263799
SHP 0.750259
SLE 24.449722
SLL 20969.49913
SOS 571.349117
SRD 37.779031
STD 20697.981008
STN 20.646096
SVC 8.763215
SYP 11059.574895
SZL 15.897494
THB 31.13699
TJS 9.42903
TMT 3.51
TND 2.88801
TOP 2.40776
TRY 43.737675
TTD 6.78456
TWD 31.4317
TZS 2570.000247
UAH 43.076943
UGX 3545.214761
UYU 38.401739
UZS 12328.669001
VES 389.80653
VND 25970
VUV 119.359605
WST 2.711523
XAF 552.773529
XAG 0.013064
XAU 0.000202
XCD 2.70255
XCG 1.804974
XDR 0.687473
XOF 552.773529
XPF 100.500141
YER 238.325007
ZAR 15.997635
ZMK 9001.204543
ZMW 18.578116
ZWL 321.999592
Mídia americana se organiza para o retorno 'vingativo' de Trump
Mídia americana se organiza para o retorno 'vingativo' de Trump / foto: © AFP

Mídia americana se organiza para o retorno 'vingativo' de Trump

A mídia americana se organiza para o retorno à Casa Branca de Donald Trump, que antes ajudou a impulsionar um consumo maior de notícias, mas agora insta os meios de comunicação a se protegerem de retaliações legais ou de outro tipo.

Tamanho do texto:

As empresas de mídia se preparam para enfrentar um ataque legal do próprio Trump, assim como de agências federais que teoricamente podem frustrar licenças de transmissão, vasculhar temas fiscais ou outros para criar dificuldades para organizações afastadas de sua orientação política.

O professor de jornalismo da universidade de Nova York Adam Penenberg disse à AFP que os veículos americanos de mídia, que costumam competir em um mercado feroz, terão que cooperar para enfrentar a ameaça que Trump representa.

"O segundo mandato de Trump promete ser menos reality show e mais um retorno vingativo, em especial para a imprensa", afirmou. "A pergunta não é se ele atacará os veículos. Ele vai fazê-lo. Mas a mídia pode resistir a ceder ao peso destes ataques?".

"Não há nada mais importante", visto que "quando a imprensa vacila, a democracia paga o preço", acrescentou.

Movimentos recentes indicam que alguns veículos têm buscado uma abordagem conciliadora com Trump para este período, como a emissora ABC, que optou por um acordo após uma ação de Trump por difamação, sem protestar.

O panorama da mídia americana também está mudando a partir de dois ângulos: o canal informativo e os proprietários.

Com cada vez mais consumidores vendo notícias pelas redes sociais, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou o fim de seu programa de verificação de conteúdo nos Estados Unidos, que no passado foi alvo de críticas de Trump.

O jornal The Washington Post, de propriedade do magnata da tecnologia e fundador da Amazon Jeff Bezos, se negou a tomar partido de algum candidato antes das eleições presidenciais.

- Defesa do jornalismo -

"Os veículos noticiosos podem se preparar para defesas legais, formando coalizões e fortalecendo a cibersegurança para se proteger de ataques e vazamentos", explicou Penenberg.

O New York Times sofreu várias críticas de Trump por seus persistentes e atraentes informes sobre seus problemas políticos, pessoais, financeiros e legais.

O jornal alertou que as organizações de mídia menores podem não conseguir se defender das ameaças legais de Trump.

"Para as organizações menores, com menos segurança financeira, os gastos para se defender das ações de Trump e de seus aliados podem ser o bastante para incentivá-las a se autocensurar", escreveu em um editorial.

Para alguns, a repressão já começou.

Trump processou o jornal Des Moines Register e um instituto de pesquisas em Iowa por uma consulta que deu como vencedora nas eleições no estado a vice-presidente Kamala Harris, que acabou sendo derrotada pelo republicano.

O instituto Knight First Amendment, da universidade de Columbia, afirmou que esta ação legal poderia "intimidar" outros veículos.

Dias antes, a emissora ACB, da Disney, concordou com um pagamento de 15 milhões de dólares (aproximadamente R$ 90 milhões) em perdas e danos para encerrar o pleito de Trump contra um jornalista e a divisão noticiosa por difamação, uma decisão vista como um recuo.

A CBS também está avaliando um acordo frente às ações de Trump, que acusou o popular programa "60 Minutos" de favorecer Kamala Harris, segundo reportou o Wall Street Journal. A CBS não respondeu aos pedidos de comentários.

- "Notícias falsas" -

Várias organizações estariam revisando contratos de seguros em caso de difamação ou outros litígios por parte de funcionários públicos hostis.

Outros veículos trabalham para proteger suas fontes em caso de investigações sobre temas delicados baseados em informantes.

Penenberg, um editor experiente, disse que enquanto algumas redações devem se preparar para enfrentar ações judiciais, outras devem fazê-lo para campanhas de pressão e de assédio regulatório.

Outros presidentes também foram hostis com a mídia.

O ex-presidente Richard Nixon dizia ter "transformado a paranoia em uma forma de arte".

Por muito tempo, Trump atacou os meios de comunicação por dar o que considera "notícias falsas", enquanto seu indicado para chefiar a polícia federal (FBI), Kash Patel, disse que "iria atrás de gente na mídia que mentiu sobre cidadãos americanos".

O professor de jornalismo Mark Feldstein comparou os esforços da grande mídia e empresas de tecnologia para apaziguar Trump antes de sua posse, em 20 de janeiro, ao que "oligarcas russos fazem com o presidente Vladimir Putin".

"É compreensível porque Donald Trump tem deixado claro como será vingativo contra quem se opõe a ele", explica Feldstein, que leciona na universidade de Maryland.

"Mas o público depende de uma imprensa livre para contar com funcionários governamentais honestos", acrescentou.

W.Tam--ThChM