The China Mail - Indígenas de América Latina e Oceania tecem aliança inesperada frente à COP30

USD -
AED 3.6725
AFN 65.493911
ALL 80.193613
AMD 365.443623
ANG 1.789783
AOA 917.99989
ARS 1490.036389
AUD 1.415829
AWG 1.80125
AZN 1.702402
BAM 1.690479
BBD 2.011669
BDT 122.606854
BGN 1.696366
BHD 0.37668
BIF 2985.954449
BMD 1
BND 1.277583
BOB 11.640953
BRL 5.222399
BSD 0.998833
BTN 95.261679
BWP 13.45607
BYN 3.037988
BYR 19600
BZD 2.008816
CAD 1.38805
CDF 2272.999923
CHF 0.813662
CLF 0.023213
CLP 913.600415
CNY 6.743197
CNH 6.74452
COP 3115.519253
CRC 449.371191
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.306625
CZK 20.930299
DJF 177.864212
DKK 6.460598
DOP 58.464065
DZD 131.663425
EGP 50.220234
ERN 15
ETB 161.573793
EUR 0.8645
FJD 2.234202
FKP 0.739036
GBP 0.73929
GEL 2.610212
GGP 0.739036
GHS 10.937378
GIP 0.739036
GMD 73.502791
GNF 8773.931458
GTQ 7.6209
GYD 208.928649
HKD 7.846703
HNL 26.775574
HRK 6.512303
HTG 130.645231
HUF 313.82998
IDR 17828.1
ILS 2.955101
IMP 0.739036
INR 95.450496
IQD 1308.440296
IRR 1374587.526387
ISK 122.901691
JEP 0.739036
JMD 158.174511
JOD 0.708958
JPY 159.303972
KES 129.09806
KGS 87.45009
KHR 4041.661265
KMF 426.999695
KPW 900.000294
KRW 1416.60954
KWD 0.30868
KYD 0.832361
KZT 463.468603
LAK 22542.892951
LBP 89443.536886
LKR 332.365271
LRD 181.287005
LSL 16.158607
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.359825
MAD 9.264013
MDL 17.319677
MGA 4300.099399
MKD 53.178616
MMK 2099.791609
MNT 3596.010349
MOP 8.073123
MRU 40.112364
MUR 47.098959
MVR 15.450212
MWK 1731.967674
MXN 17.009716
MYR 4.085899
MZN 63.910275
NAD 16.158607
NGN 1359.569785
NIO 36.760448
NOK 9.442598
NPR 152.41886
NZD 1.677149
OMR 0.381252
PAB 0.998833
PEN 3.368858
PGK 4.486797
PHP 61.464973
PKR 277.41994
PLN 3.72275
PYG 5995.073253
QAR 3.641125
RON 4.526702
RSD 101.421842
RUB 83.996716
RWF 1468.77566
SAR 3.750032
SBD 8.048583
SCR 13.755996
SDG 600.563599
SEK 9.527033
SGD 1.279696
SHP 0.740866
SLE 24.503233
SLL 20969.499227
SOS 570.811185
SRD 37.974499
STD 20697.981008
STN 21.176369
SVC 8.739358
SYP 13001.999906
SZL 16.156273
THB 33.143064
TJS 9.223994
TMT 3.51
TND 2.928476
TOP 2.40776
TRY 47.867505
TTD 6.76693
TWD 32.021601
TZS 2646.873244
UAH 44.681879
UGX 3710.618436
UYU 40.019016
UZS 11890.747223
VES 770.109102
VND 26148.5
VUV 117.940389
WST 2.73449
XAF 566.970915
XAG 0.015456
XAU 0.000229
XCD 2.70255
XCG 1.800078
XDR 0.707052
XOF 566.970915
XPF 103.081378
YER 237.198588
ZAR 16.129765
ZMK 9001.2023
ZMW 18.87722
ZWL 321.999592
Indígenas de América Latina e Oceania tecem aliança inesperada frente à COP30
Indígenas de América Latina e Oceania tecem aliança inesperada frente à COP30 / foto: © AFP

Indígenas de América Latina e Oceania tecem aliança inesperada frente à COP30

Quando amanhece na terra do panamenho Olo Villalaz, George Nacewa janta na ilha de Fiji. Separados por mais de 11.000 quilômetros no oceano Pacífico, indígenas latino-americanos e da Oceania selaram esta semana, em Brasília, uma aliança inesperada frente à COP30.

Tamanho do texto:

Delegações de Austrália, Fiji, Papua Nova Guiné, Samoa e Samoa Americana vieram à capital federal participar do Acampamento Terra Livre, o maior encontro anual de povos originários do Brasil, que habitualmente atrai representantes de toda a América.

Este ano, o encontro ganhou relevância especial devido à COP30, a conferência climática da ONU, que será celebrada em novembro em Belém do Pará. Preocupados com o aquecimento global, que os afeta especialmente, indígenas de outras partes do mundo se somaram ao acampamento com o objetivo de unir forças.

"Saí de casa na sexta-feira e cheguei aqui no domingo. Foi uma viagem longa, muito cansativa", diz à AFP Nacewa, líder do povo iTaukei de Fiji, com a compleição física de um jogador de rúgbi.

Ele pegou três conexões aéreas para participar do acampamento e se unir aos outros 8.000 indígenas vindos do extremo sul do Brasil ao Canadá, segundo os organizadores.

Na quinta-feira, vão marchar juntos até as sedes dos Três Poderes para pedir à presidência brasileira da COP30 um repúdio contundente à exploração do petróleo, entre outros pontos de sua agenda comum.

- Irmãos distantes -

Na concentração, até a sexta-feira, os indígenas debatem, fazem comércio, assistem a shows e tiram fotos instantâneas.

"É uma coisa tão linda de presenciar", emociona-se Nacewa, falando em inglês.

Apesar da distância, Villalaz, líder do povo Kuna, no Caribe panamenho, se identifica com a luta dos fijianos.

"Os irmãos do Pacífico têm um grande problema com a elevação do nível do mar, e eu e meu povo também", diz em espanhol Villalaz, que veio da comarca de Guna Yala, no nordeste do Panamá.

Em meados de 2024, cerca de 1.200 indígenas tiveram que ser evacuados da ilha Cartí Sugdupu, em Guna Yala, sob o risco de desaparecer pelo aumento do nível do mar devido ao aquecimento global.

"Estamos nas ilhas, e a luta deles é a mesma que a nossa", acrescenta o líder Kuna.

Em Fiji, por causa da elevação do mar, "tem água salgada entrando nas terras onde semeamos nossa comida", reclama Alisi Rabukawaqa.

- "Politicamente alinhados" -

"Para nós, é importante vir e compartilhar (...) Também enfrentamos essas lutas. Estamos em solidariedade", explica Rabukawaqa, que enfrentou o 'jetlag' para compartilhar um ritual de boas-vindas com os representantes dos outros países na segunda-feira.

Os indígenas pedem para ter o mesmo peso dos chefes de Estado nas negociações da COP30, entre 10 e 21 de novembro.

As terras indígenas são consideradas pelos especialistas um baluarte fundamental na luta contra o aquecimento global por sua proteção das florestas e dos recursos naturais.

Para Nacewa, o encontro em Brasília tem similaridades com o Festival de Artes do Pacífico, mas com uma grande diferença: "Aqui estão mais politicamente alinhados e combativos. Na nossa terra, nos reunimos mais para mostrar nossas culturas e valores".

- COP31 na Oceania? -

O advogado Dinaman Tuxá, coordenador da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), a maior organização de povos originários do país, explica a importância de trabalhar em conjunto com os povos da Oceania, que em 2026 poderão receber a COP31, visto que a Austrália e um grupo de ilhas do Pacífico submeteram sua candidatura.

Queremos "uma continuidade na construção de questões ambientais" entre a COP30 e a COP31.

Um dos principais pontos de convergência é sua oposição à exploração de combustíveis fósseis, a principal causa do aquecimento global, e cujo princípio para um abandono progressivo foi aprovado na COP28.

"Somos contra o 'fracking' [fraturamento hidráulico], a perfuração, o petróleo e a mineração porque acreditamos que adoece nosso país, o que nos adoece porque somos a Terra", diz à AFP Rosie Goslett-King Budawang, do povo Yuin australiano.

A presidência brasileira da COP30 evitou se posicionar sobre este assunto, espinhoso nas conferências passadas.

S.Davis--ThChM