The China Mail - Banco Mundial reduz previsão de crescimento global a 2,3% em 2025

USD -
AED 3.6725
AFN 65.501552
ALL 80.078353
AMD 365.875231
ANG 1.789783
AOA 917.999837
ARS 1487.785698
AUD 1.403469
AWG 1.80125
AZN 1.727064
BAM 1.687708
BBD 2.014376
BDT 122.723527
BGN 1.696366
BHD 0.377183
BIF 2985.938828
BMD 1
BND 1.276594
BOB 11.616539
BRL 5.209197
BSD 1.000116
BTN 95.568471
BWP 13.464152
BYN 3.042114
BYR 19600
BZD 2.011537
CAD 1.385935
CDF 2272.999646
CHF 0.809865
CLF 0.023238
CLP 914.409629
CNY 6.743203
CNH 6.74094
COP 3125.46
CRC 449.232654
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.149133
CZK 20.87435
DJF 178.102996
DKK 6.448445
DOP 58.522779
DZD 132.940972
EGP 50.210102
ERN 15
ETB 161.792443
EUR 0.86259
FJD 2.202199
FKP 0.738997
GBP 0.73755
GEL 2.609586
GGP 0.738997
GHS 11.002049
GIP 0.738997
GMD 73.497214
GNF 8786.183033
GTQ 7.631506
GYD 209.245133
HKD 7.84535
HNL 26.811579
HRK 6.499401
HTG 130.869428
HUF 312.183503
IDR 17820
ILS 2.950955
IMP 0.738997
INR 95.60045
IQD 1310.247527
IRR 1374587.497151
ISK 122.650425
JEP 0.738997
JMD 158.441558
JOD 0.709006
JPY 159.223977
KES 129.570282
KGS 87.450124
KHR 4040.988027
KMF 427.000377
KPW 900.000294
KRW 1411.895554
KWD 0.308701
KYD 0.833495
KZT 461.024028
LAK 22561.730659
LBP 89564.271938
LKR 331.854856
LRD 181.531067
LSL 16.167198
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.354576
MAD 9.271605
MDL 17.217857
MGA 4307.663101
MKD 53.086425
MMK 2099.787271
MNT 3596.151184
MOP 8.081838
MRU 40.096648
MUR 46.929601
MVR 15.449568
MWK 1734.260665
MXN 17.009605
MYR 4.0625
MZN 63.910058
NAD 16.167198
NGN 1353.779816
NIO 36.803251
NOK 9.42255
NPR 152.908233
NZD 1.690065
OMR 0.384493
PAB 1.000116
PEN 3.366397
PGK 4.428471
PHP 61.51901
PKR 277.572939
PLN 3.71483
PYG 6023.997618
QAR 3.655991
RON 4.519803
RSD 101.257623
RUB 85.127918
RWF 1467.741866
SAR 3.746587
SBD 8.048583
SCR 13.685186
SDG 600.499938
SEK 9.489145
SGD 1.27638
SHP 0.740866
SLE 24.508409
SLL 20969.499227
SOS 571.593758
SRD 37.974498
STD 20697.981008
STN 21.141375
SVC 8.751667
SYP 13001.999906
SZL 16.170786
THB 33.025497
TJS 9.226322
TMT 3.51
TND 2.922601
TOP 2.40776
TRY 47.901899
TTD 6.777321
TWD 31.8023
TZS 2645.503007
UAH 44.739637
UGX 3720.88207
UYU 40.073693
UZS 11859.17073
VES 770.109098
VND 26205
VUV 117.328472
WST 2.734491
XAF 566.029123
XAG 0.015237
XAU 0.000228
XCD 2.70255
XCG 1.802555
XDR 0.707052
XOF 566.034007
XPF 102.911038
YER 237.19298
ZAR 16.17723
ZMK 9001.210713
ZMW 18.841712
ZWL 321.999592
Banco Mundial reduz previsão de crescimento global a 2,3% em 2025
Banco Mundial reduz previsão de crescimento global a 2,3% em 2025 / foto: © AFP

Banco Mundial reduz previsão de crescimento global a 2,3% em 2025

O aumento das tarifas americanas está afetando o crescimento da economia global e da América Latina, que crescerão 2,3% este ano, menos do que o previsto em janeiro, anunciou o Banco Mundial nesta terça-feira (10).

Tamanho do texto:

Globalmente, isso representa 0,4 ponto percentual (pp) a menos do que o previsto em janeiro, e na América Latina e no Caribe, 0,2 pp a menos, acrescenta a organização financeira em seu relatório sobre as perspectivas econômicas mundiais.

Em 2026, o crescimento na América Latina se estabilizará em 2,5%.

"Há apenas seis meses, um pouso suave (controle da inflação sem recessão, nota do editor) parecia à vista" para a economia global, mas "agora ela parece estar caminhando para uma nova turbulência", alertou o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, citado em um comunicado.

"Se a trajetória não for corrigida, as consequências para os padrões de vida poderão ser profundas", acrescentou.

- Mais baixo desde os anos 1960 -

O motivo: os efeitos dos aumentos de tarifas alfandegárias do presidente americano Donald Trump e da guerra comercial entre Washington e Pequim, que podem levar a uma desaceleração do comércio global.

Embora o Banco Mundial descarte o risco de recessão neste ano, acredita que, "se as previsões para os próximos dois anos se concretizarem", a economia global experimentará seu crescimento médio mais fraco desde a década de 1960 na década de 2020.

Na América Latina, a demanda interna se mantém, mas as exportações enfraquecerão "em meio ao crescente protecionismo comercial e à incerteza política", afirma o relatório.

O aumento das barreiras comerciais impacta "indiretamente" toda a região, juntamente com a queda esperada nos preços das matérias-primas.

Na América Latina, o país mais afetado é o México, a segunda maior economia da região, que deve crescer 0,2% este ano (-1,3 pp) e 1,5% em 2026.

Washington impôs tarifas de 25% sobre importações não cobertas pelo Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC), que também inclui os Estados Unidos e o Canadá.

"Isso enfraqueceu as exportações do México" e gerou incerteza em um país que enviou 80% de suas mercadorias exportadas para os Estados Unidos em 2024, "das quais aproximadamente metade não fazia parte do T-MEC", afirma o Banco Mundial.

Além disso, a instituição espera que as altas taxas de juros derrubem a demanda interna no México.

Também afetarão o Brasil, cuja previsão de crescimento aumentou 0,2 ponto percentual para 2,4% em 2025, muito menor que a previsão de 3,4% para 2024.

Nesse caso, deve-se ao menor consumo e ao crescimento muito mais fraco do investimento.

- Controlar a inflação -

Após dois anos de recessão, a previsão de crescimento econômico da Argentina se destaca: 5,5% neste ano (+0,5 pp) e 4,5% no próximo.

O Banco Mundial acredita que a recuperação da Argentina será impulsionada principalmente pelos setores de agricultura, energia e mineração e será apoiada pela "estabilização macroeconômica, pela eliminação dos controles cambiais e por novas reformas favoráveis aos negócios, que devem melhorar a confiança de consumidores e investidores".

Por país, a previsão de crescimento para este ano é de 2,5% na Colômbia, no Chile: 2,1%, no Peru: 2,9%, na Bolívia: 1,2%, na Costa Rica: 3,5%, na República Dominicana: 4%, Equador: 1,9%, El Salvador: 2,2%, Guatemala: 3,5%, Honduras: 2,8%, Nicarágua: 3,4%, Panamá: 3,5%, Paraguai: 3,7% e Uruguai: 2,3%.

Com a inflação prevista para permanecer próxima ao teto das metas do Banco Central em vários países, particularmente no Brasil e na Colômbia, o Banco Mundial vê pouca margem para reduzir as taxas de juros.

Taxas elevadas desestimulam o consumo e o investimento e, portanto, pressionam os preços.

O desafio regional é "manter a inflação relativamente controlada", alerta o Banco Mundial.

As previsões estão expostas a diversos riscos, como uma queda no crescimento nos Estados Unidos, com um possível efeito dominó sobre outras economias, ou na China, um parceiro comercial fundamental para muitos países sul-americanos.

Há também um comprometimento das remessas enviadas por migrantes, principalmente a alguns países da América Central e do Caribe, onde "representam aproximadamente 20% do PIB".

K.Leung--ThChM