The China Mail - OCDE: economia mundial resiste melhor que o previsto às tarifas de Trump

USD -
AED 3.672497
AFN 63.999826
ALL 82.087167
AMD 368.450607
ANG 1.790403
AOA 918.000235
ARS 1428.392052
AUD 1.41985
AWG 1.801525
AZN 1.737212
BAM 1.689603
BBD 2.013822
BDT 122.983888
BGN 1.69088
BHD 0.37683
BIF 2970.152477
BMD 1
BND 1.283746
BOB 6.909421
BRL 5.0615
BSD 0.99987
BTN 95.052482
BWP 13.460326
BYN 2.766446
BYR 19600
BZD 2.010971
CAD 1.399206
CDF 2295.000127
CHF 0.796485
CLF 0.022916
CLP 904.902596
CNY 6.771497
CNH 6.762204
COP 3492.894475
CRC 454.839964
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.257224
CZK 20.850996
DJF 178.057103
DKK 6.45661
DOP 58.710207
DZD 133.120816
EGP 51.848812
ERN 15
ETB 157.556391
EUR 0.863815
FJD 2.215895
FKP 0.745885
GBP 0.74599
GEL 2.655029
GGP 0.745885
GHS 11.098441
GIP 0.745885
GMD 73.000103
GNF 8759.016889
GTQ 7.622133
GYD 209.191828
HKD 7.835505
HNL 26.736642
HRK 6.513804
HTG 130.733014
HUF 304.549501
IDR 17779.3
ILS 2.92082
IMP 0.745885
INR 95.110499
IQD 1309.835428
IRR 1375877.503134
ISK 124.650142
JEP 0.745885
JMD 158.489914
JOD 0.709008
JPY 160.137948
KES 129.480368
KGS 87.449652
KHR 4017.105093
KMF 425.999709
KPW 900.00035
KRW 1518.019969
KWD 0.30848
KYD 0.833312
KZT 488.937843
LAK 22017.191482
LBP 89543.518639
LKR 335.207982
LRD 181.97918
LSL 16.286467
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.372943
MAD 9.260766
MDL 17.462745
MGA 4172.605935
MKD 53.254719
MMK 2098.945404
MNT 3577.889929
MOP 8.070062
MRU 39.65617
MUR 47.249778
MVR 15.460067
MWK 1733.834392
MXN 17.215503
MYR 4.057602
MZN 63.900729
NAD 16.286467
NGN 1360.496752
NIO 36.793227
NOK 9.5301
NPR 152.084143
NZD 1.716005
OMR 0.384251
PAB 0.99987
PEN 3.400458
PGK 4.378213
PHP 60.77096
PKR 278.191957
PLN 3.6671
PYG 6122.413719
QAR 3.65522
RON 4.526103
RSD 101.386549
RUB 72.46203
RWF 1468.359898
SAR 3.753797
SBD 8.045573
SCR 14.065224
SDG 600.500226
SEK 9.432098
SGD 1.28403
SHP 0.746601
SLE 24.649973
SLL 20969.503664
SOS 571.465595
SRD 37.509498
STD 20697.981008
STN 21.165392
SVC 8.74865
SYP 110.532098
SZL 16.273163
THB 32.873018
TJS 9.318906
TMT 3.51
TND 2.933437
TOP 2.40776
TRY 46.25985
TTD 6.791931
TWD 31.621497
TZS 2624.681439
UAH 44.803507
UGX 3749.298086
UYU 40.387024
UZS 11975.292644
VES 581.95784
VND 26310
VUV 118.173796
WST 2.743491
XAF 566.677033
XAG 0.014699
XAU 0.000237
XCD 2.70255
XCG 1.801996
XDR 0.704764
XOF 566.677033
XPF 103.027947
YER 238.598129
ZAR 16.29872
ZMK 9001.194181
ZMW 17.467928
ZWL 321.999592
OCDE: economia mundial resiste melhor que o previsto às tarifas de Trump
OCDE: economia mundial resiste melhor que o previsto às tarifas de Trump / foto: © AFP

OCDE: economia mundial resiste melhor que o previsto às tarifas de Trump

A economia mundial resistirá melhor que o previsto em 2025 ao aumento expressivo das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora seus efeitos ainda "não tenham sido plenamente sentidos", afirmou nesta terça-feira (23) a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Tamanho do texto:

O crescimento mundial será de 3,2% em 2025, segundo o relatório da OCDE, que elevou a estimativa anterior, divulgada em junho, em 0,3 ponto percentual.

"O crescimento global permanece resiliente, respaldado pela antecipação do comércio e da produção antes da implementação de tarifas mais altas", destaca o relatório trimestral da organização com sede em Paris.

A OCDE se aproxima assim da previsão divulgada em dezembro do ano passado, antes do retorno de Trump à Casa Branca, quando a organização projetava um aumento do PIB mundial de 3,3% em 2025. Para 2026, a previsão é de 2,9%, 0,4 ponto percentual a menos do que o cálculo do fim do ano passado.

- Resistência "emergente" -

A economia dos Estados Unidos deverá pagar em 2025 o preço da batalha tarifária iniciada por Washington, com uma desaceleração no crescimento a 1,8% e depois a 1,5% em 2026, contra o aumento de 2,8% no ano passado.

O crescimento na zona do euro passará de 1,2% em 2025 para 1% no ano seguinte. Entre suas principais economias, a Espanha deve registrar o maior avanço, 2,6% e 2%, respectivamente.

Em contrapartida, o crescimento resistirá este ano "em um grande número de economias de mercados emergentes", destaca o relatório. A China registrará em 2025 uma expansão de 4,9% (+0,2, em relação à estimativa de junho), e de 4,4% (+0,1) em 2026.

O Brasil segue a mesma tendência, com o crescimento projetado de 2,3% e 1,7%, respectivamente. A economia do México crescerá 0,8% (+0,4) em 2025 e 1,3% (+0,2) no próximo ano.

A Argentina crescerá em 2025 menos que o previsto inicialmente em junho, a 4,5% (-0,7), segundo a OCDE, que mantém a projeção para 2026, a 4,3%.

- Fatores de otimismo e preocupação -

Trump impôs aumentos tarifários para a maioria dos parceiros comerciais dos Estados Unidos, elevando a 19,5% a taxa efetiva das tarifas sobre os produtos que entram no mercado americano, o maior nível desde 1933, segundo a OCDE.

Entre os fatores de otimismo para este ano, a produção industrial avançou mais durante os primeiros seis meses do ano do que o ritmo médio em 2024 na maioria das economias avançadas, aponta a organização.

Além disso, "os efeitos dos aumentos nas tarifas ainda não foram plenamente sentidos, porque a aplicação de muitas mudanças tem sido gradual e as empresas inicialmente absorvem parte dos aumentos em suas margens", acrescenta.

A OCDE alerta, no entanto, para o surgimento de "sinais de desaceleração" no crescimento da produção desde agosto, em particular na Coreia do Sul, Alemanha e Brasil; e no consumo nos Estados Unidos, zona do euro e China.

"Geralmente, quando a economia vai muito bem, o crescimento tende a permanecer em torno de 4%, então estamos longe disso", destacou o economista-chefe da OCDE, Álvaro Pereira, durante uma entrevista à AFP.

Segundo o economista português, a organização "prevê uma inflação um pouco mais elevada, em particular nos Estados Unidos, mas não somente neste país, por exemplo, através do aumento dos preços dos alimentos em países como Japão e África do Sul".

Entre outros fatores de preocupação, a OCDE menciona eventuais novos aumentos de tarifas, além de riscos orçamentários em um cenário de endividamento crescente na maioria das regiões e tensões sobre as taxas de juros para empréstimos.

D.Pan--ThChM