The China Mail - Hiperinflação na Venezuela... outra vez?

USD -
AED 3.672501
AFN 65.000265
ALL 81.644561
AMD 376.141087
ANG 1.79008
AOA 917.000325
ARS 1431.796098
AUD 1.421939
AWG 1.8025
AZN 1.701353
BAM 1.653884
BBD 2.008101
BDT 121.931419
BGN 1.67937
BHD 0.37704
BIF 2954.631939
BMD 1
BND 1.269629
BOB 6.889437
BRL 5.230598
BSD 0.996985
BTN 90.310223
BWP 13.199274
BYN 2.864282
BYR 19600
BZD 2.005133
CAD 1.365095
CDF 2199.999744
CHF 0.774198
CLF 0.021694
CLP 856.609989
CNY 6.93895
CNH 6.927745
COP 3687.3
CRC 494.264586
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.244597
CZK 20.45585
DJF 177.53856
DKK 6.30714
DOP 62.922545
DZD 129.906648
EGP 46.961796
ERN 15
ETB 154.992326
EUR 0.8444
FJD 2.19785
FKP 0.73461
GBP 0.73424
GEL 2.695001
GGP 0.73461
GHS 10.95697
GIP 0.73461
GMD 73.000294
GNF 8751.427001
GTQ 7.647131
GYD 208.594249
HKD 7.81413
HNL 26.335973
HRK 6.359747
HTG 130.607585
HUF 319.08598
IDR 16836
ILS 3.099004
IMP 0.73461
INR 90.403902
IQD 1306.09242
IRR 42125.000158
ISK 122.429794
JEP 0.73461
JMD 156.042163
JOD 0.709039
JPY 156.479692
KES 128.610146
KGS 87.450297
KHR 4023.50852
KMF 418.999605
KPW 899.990005
KRW 1463.609599
KWD 0.30708
KYD 0.830842
KZT 493.296182
LAK 21424.79631
LBP 89285.155573
LKR 308.45077
LRD 187.436313
LSL 16.084528
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.313395
MAD 9.152964
MDL 16.998643
MGA 4425.972357
MKD 52.008369
MMK 2099.624884
MNT 3567.867665
MOP 8.023357
MRU 39.421935
MUR 45.979571
MVR 15.450083
MWK 1728.784464
MXN 17.244585
MYR 3.932498
MZN 63.750062
NAD 16.084936
NGN 1363.839667
NIO 36.691895
NOK 9.66178
NPR 144.492692
NZD 1.660345
OMR 0.384508
PAB 0.997011
PEN 3.354658
PGK 4.275524
PHP 58.4345
PKR 278.785014
PLN 3.560285
PYG 6587.403599
QAR 3.634057
RON 4.300992
RSD 99.106999
RUB 76.999088
RWF 1455.142001
SAR 3.749199
SBD 8.058149
SCR 14.636741
SDG 601.500612
SEK 8.995525
SGD 1.269515
SHP 0.750259
SLE 24.449767
SLL 20969.499267
SOS 568.763662
SRD 37.818024
STD 20697.981008
STN 20.718028
SVC 8.723632
SYP 11059.574895
SZL 16.081146
THB 31.226994
TJS 9.342049
TMT 3.505
TND 2.891585
TOP 2.40776
TRY 43.621604
TTD 6.751597
TWD 31.58402
TZS 2576.097004
UAH 42.823946
UGX 3547.463711
UYU 38.535857
UZS 12243.189419
VES 377.985125
VND 25940
VUV 119.182831
WST 2.73071
XAF 554.690017
XAG 0.012158
XAU 0.000199
XCD 2.70255
XCG 1.796902
XDR 0.689856
XOF 554.690017
XPF 100.851138
YER 238.401691
ZAR 15.979285
ZMK 9001.200677
ZMW 18.568958
ZWL 321.999592
Hiperinflação na Venezuela... outra vez?
Hiperinflação na Venezuela... outra vez? / foto: © AFP

Hiperinflação na Venezuela... outra vez?

Uma sacola com o essencial, a compra do dia: o bolso dos venezuelanos fica curto diante de um aumento esmagador dos preços que anunciam o que para muitos especialistas é inevitável, o retorno da hiperinflação.

Tamanho do texto:

A inflação na Venezuela atingiu 130.000% ao ano em 2018, o ápice de um período hiperinflacionário de quatro anos que terminou em 2021.

No ano passado foi de 48%, segundo o presidente de esquerda Nicolás Maduro. O Banco Central não publica o indicador desde outubro de 2024.

O FMI projeta um aumento de preços de 548% para este ano e 629% para 2026. Outros economistas apontam para um aumento até acima de 800%.

Jacinto Moreno vive isso na prática. "Se ganhamos 20 bolívares, gastamos 50", resume este comerciante informal à AFP no centro de Caracas. "Os preços sobem todos os dias".

Maduro se orgulha de sua gestão da economia, que afirma estar sob cerco dos Estados Unidos entre sanções econômicas e agora uma mobilização militar no Caribe que denuncia como uma ameaça de derrubada e uma tentativa de se apoderar das riquezas petrolíferas da Venezuela.

Projeta um crescimento do PIB superior a 9% em 2025. O FMI estima 0,5% e alguns analistas 3%.

- "Não dá para comprar" -

Norma Guzmán sai da loja com três tomates em uma sacola.

"Faço as compras no mercado diariamente porque não dá para comprar", diz esta dona de casa.

O economista Oscar Torrealba projeta uma inflação de 811% para 2025. "Isso indiscutivelmente nos aproxima muito de um cenário hiperinflacionário", aponta.

"Para poder considerar hiperinflação em um país, deve haver variações (de preços) acima de 50% ao mês durante três períodos (meses) consecutivos", explica este analista baseado na Colômbia.

Outros especialistas apontam que uma inflação interanual de 500% já é considerada hiper, sobretudo porque no mundo o indicador é baixo. É uma teoria que desloca a definição de meados do século XX de 50% ao mês por um ano.

Poucos economistas que vivem na Venezuela se atrevem a desafiar em público o discurso oficial, depois que no meio do ano foram detidos vários profissionais, incluindo um ex-ministro das Finanças.

As prisões nunca foram anunciadas oficialmente, mas coincidiram com uma série de operações policiais contra a divulgação do preço do dólar paralelo em páginas que foram eliminadas.

A referência ficou então ao livre-arbítrio do cambista ou em criptomoedas.

- "Mais acelerado" -

Não há escassez na Venezuela, ao contrário dos anos de crise profunda, quando as pessoas ficavam horas na fila para comprar meio quilo de café ou açúcar.

Maduro abordou então a situação com mais disciplina fiscal, parou a emissão de moeda, relaxou controles e despenalizou o uso do dólar, que passou a ser a moeda de fato. De fato, a Venezuela reporta uma inflação em dólares, que Torrealba situou em outubro em quase 80% ao ano.

O dólar é, de fato, a chave deste novo cenário inflacionário em um momento econômico com pouco espaço para ação.

Um dos principais fornecedores de divisas ao sistema era a petroleira Chevron, que agora opera de forma limitada e paga royalties ao Estado em petróleo e não em dinheiro como antes.

A Venezuela vende esse petróleo no mercado ilegal com grandes descontos.

Agora, com menos dólares no mercado, disparou uma diferença cambial que chegou a superar 60% entre a cotação oficial e a paralela.

Ao longo do ano, a cotação do dólar disparou quase 400%.

"Isso é repassado para a inflação", explica Juan Carlos Valdez, professor de Economia Política e deputado eleito pelo oficialismo. Só que a inflação sobe em um ritmo "mais acelerado que o movimento da taxa de câmbio" pelos ajustes que fazem os comerciantes para se protegerem, argumenta.

L.Johnson--ThChM