The China Mail - 'Clima de desespero': humoristas imigrantes satirizam a repressão de Trump

USD -
AED 3.672503
AFN 64.00022
ALL 81.442168
AMD 361.356205
ANG 1.789785
AOA 917.999485
ARS 1535.5069
AUD 1.422981
AWG 1.8025
AZN 1.699323
BAM 1.751936
BBD 2.019841
BDT 124.502291
BGN 1.747831
BHD 0.378636
BIF 3009.562199
BMD 1
BND 1.2812
BOB 12.160165
BRL 5.443678
BSD 1.002889
BTN 95.171425
BWP 13.855559
BYN 2.954181
BYR 19600
BZD 2.016885
CAD 1.39526
CDF 2315.000385
CHF 0.81897
CLF 0.02525
CLP 993.770169
CNY 6.661102
CNH 6.64359
COP 3188.43
CRC 456.02956
CUC 1
CUP 24.068509
CVE 98.772786
CZK 21.67125
DJF 178.577987
DKK 6.65235
DOP 60.786026
DZD 135.52327
EGP 55.540165
ERN 15
ETB 161.902139
EUR 0.89006
FJD 2.255898
FKP 0.746765
GBP 0.74375
GEL 2.598882
GGP 0.746765
GHS 11.683612
GIP 0.746765
GMD 73.999601
GNF 8876.049714
GTQ 7.66695
GYD 210.211851
HKD 7.846375
HNL 26.9551
HRK 6.76901
HTG 131.391307
HUF 324.485498
IDR 18115.95
ILS 3.12865
IMP 0.746765
INR 94.90945
IQD 1520.31173
IRR 1868414.999686
ISK 121.060003
JEP 0.746765
JMD 159.364013
JOD 0.708981
JPY 157.628002
KES 129.98021
KGS 87.4487
KHR 4091.870006
KMF 440.999988
KPW 899.999961
KRW 1340.319817
KWD 0.311101
KYD 0.835759
KZT 454.722981
LAK 22579.734941
LBP 89806.69145
LKR 333.576685
LRD 170.480349
LSL 16.713128
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.446758
MAD 9.860886
MDL 17.951359
MGA 4536.110178
MKD 54.796167
MMK 2099.693878
MNT 3599.326016
MOP 8.10391
MRU 40.665547
MUR 47.279725
MVR 15.450229
MWK 1738.573508
MXN 18.72397
MYR 4.070804
MZN 63.910095
NAD 16.713053
NGN 1344.450307
NIO 36.905162
NOK 9.219935
NPR 152.274101
NZD 1.772085
OMR 0.38451
PAB 1.003001
PEN 3.471087
PGK 4.563879
PHP 63.524007
PKR 277.436793
PLN 3.93007
PYG 5875.265928
QAR 3.655843
RON 4.752799
RSD 104.647018
RUB 81.028978
RWF 1480.416527
SAR 3.764539
SBD 8.058206
SCR 13.922642
SDG 601.505037
SEK 9.73272
SGD 1.277501
SHP 0.748335
SLE 22.904007
SLL 20969.504398
SOS 573.104915
SRD 37.6195
STD 20697.981008
STN 21.946031
SVC 8.775026
SYP 13001.999685
SZL 16.707648
THB 33.750311
TJS 9.231424
TMT 3.5
TND 2.999059
TOP 2.40776
TRY 49.96985
TTD 6.799808
TWD 32.539897
TZS 2643.099412
UAH 45.485612
UGX 4262.104179
UYU 40.318896
UZS 12028.32407
VES 887.479803
VND 25776
VUV 118.915185
WST 2.776217
XAF 583.841206
XAG 0.019841
XAU 0.000256251906
XCD 2.70255
XCG 1.807408
XDR 0.707052
XOF 583.841206
XPF 106.82886
YER 236.197487
ZAR 16.61626
ZMK 9001.204186
ZMW 20.222595
ZWL 321.999592
SSP 5745.217636
MXV 2.108676
'Clima de desespero': humoristas imigrantes satirizam a repressão de Trump
'Clima de desespero': humoristas imigrantes satirizam a repressão de Trump / foto: © AFP

'Clima de desespero': humoristas imigrantes satirizam a repressão de Trump

"Há outros imigrantes ou já nos livramos de todos?", pergunta a comediante Lucie Pohl, arrancando gargalhadas do público no início do "Immigrant Jam Comedy", um espetáculo de stand-up em um clube nova-iorquino onde todos os humoristas são de origem estrangeira.

Tamanho do texto:

O endurecimento da política migratória dos Estados Unidos e as deportações em massa do segundo mandato de Donald Trump estão na mente de todos.

Pohl, nascida na Alemanha e criada em Nova York, decidiu criar o show há mais de oito anos, quando o magnata republicano ocupava a Casa Branca pela primeira vez.

"Eu me sentia triste e um pouco assustada porque ainda não tinha me tornado cidadã", conta à AFP essa atriz de trinta e poucos anos, que chegou aos Estados Unidos aos oito anos e se naturalizou em 2021.

"E então me ocorreu criar um espaço em homenagem aos imigrantes, algo que fosse alegre, sem medo", acrescenta.

Uma colombiana, um argentino, um búlgaro e uma israelense estavam entre o público entusiasmado de uma sexta-feira à noite no Caveat, uma pequena sala no Lower East Side de Manhattan.

"O que eles dizem sobre suas experiências nos Estados Unidos se parece com o que eu vivi", explica Martin Calles, que chegou da Argentina há 35 anos.

"Já vi muito stand-up e este espetáculo é o que mais me representa", diz, e aponta que muitos humoristas americanos falam de coisas com as quais ele não se identifica.

- "Revigorante" -

A colombiana Carolina Ravassa, espectadora assídua, aprecia um pouco de humor em meio às tensões causadas pelas batidas e deportações: "É um pouco duro e cansativo, então assistir isso é realmente revigorante".

Procurada por Pohl nas redes sociais, Lakshmi Kopparam, de origem indiana, rapidamente se tornou uma figura de destaque no elenco do "Immigrant Jam", que é diferente a cada noite, embora alguns artistas retornem regularmente.

Visto, permissão de residência, naturalização, diferenças culturais, integração, cada um fala de sua experiência sem nunca abandonar o humor.

"Grande parte do meu material já tem esse conteúdo, então nem precisei inventar", afirma Kopparam, que durante o dia trabalha como engenheira de software na Amazon.

Pohl esclarece que a instrução não é falar sobre imigração. "Muitos o fazem, mas acho que não é consciente", diz.

Ela também reconhece que a segunda presidência de Trump deixou o tom do espetáculo mais pesado.

"O governo tomou medidas tão extremas contra os imigrantes que sinto que há mais senso de urgência e ameaça", observa. Há "mais clima de desespero, então talvez o material tenha se tornado mais sombrio".

- Nem vaias nem hostilidade -

No coração da cosmopolita Big Apple, que acaba de eleger um prefeito muçulmano, Pohl não se lembra de ter recebido vaias ou hostilidade.

"É claramente um lugar onde você se sente seguro", concorda Bianca Cristovao, nascida na República Tcheca e que, frequentemente, quando se apresenta em outros lugares, é "a única imigrante".

"Tenho a impressão de que as pessoas entendem um pouco melhor minha história", diz, e "também que posso me permitir ir um pouco mais longe ao criticar os Estados Unidos".

Quando um espectador alemão conta a Pohl que acabou de se mudar para os Estados Unidos, a comediante responde rapidamente: "Por quê? Para ver como vivem as pessoas pobres sem plano de saúde?"

As críticas aos americanos nunca são agressivas. No entanto, surge a questão de se esse humor funcionaria em outros lugares do país, atualmente muito polarizado. "Talvez não nos estados republicanos", sugere Ravassa.

Cristovao, que recentemente se tornou cidadã dos Estados Unidos, acredita que abordar esses temas diante de um público mais amplo poderia ter virtudes pedagógicas.

"Muitos americanos não sabem exatamente como alguém se torna americano", afirma. "É um processo longo e difícil e acho importante conscientizar sobre isso."

T.Luo--ThChM