The China Mail - Começa julgamento nos EUA contra redes sociais acusadas de gerar dependência em crianças

USD -
AED 3.672496
AFN 65.999806
ALL 80.065663
AMD 364.508186
ANG 1.789783
AOA 917.00022
ARS 1494.993551
AUD 1.414697
AWG 1.8
AZN 1.701613
BAM 1.689756
BBD 2.014385
BDT 122.018757
BGN 1.696366
BHD 0.377122
BIF 2988.381635
BMD 1
BND 1.277847
BOB 11.57636
BRL 5.2128
BSD 1.000151
BTN 95.647328
BWP 13.500659
BYN 3.042032
BYR 19600
BZD 2.011491
CAD 1.38791
CDF 2270.000115
CHF 0.810845
CLF 0.023463
CLP 923.440076
CNY 6.743299
CNH 6.741275
COP 3104.88
CRC 449.263467
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.26422
CZK 20.87201
DJF 178.102253
DKK 6.44984
DOP 58.749838
DZD 132.909333
EGP 50.536797
ERN 15
ETB 161.789969
EUR 0.86277
FJD 2.210497
FKP 0.738395
GBP 0.738265
GEL 2.605005
GGP 0.738395
GHS 11.051977
GIP 0.738395
GMD 73.999672
GNF 8785.692687
GTQ 7.628839
GYD 209.246268
HKD 7.84389
HNL 26.815845
HRK 6.501403
HTG 130.826022
HUF 315.642037
IDR 17830
ILS 2.99085
IMP 0.738395
INR 95.707199
IQD 1310.230424
IRR 1374575.000079
ISK 122.690146
JEP 0.738395
JMD 158.034569
JOD 0.709008
JPY 159.236503
KES 129.4971
KGS 87.449576
KHR 4046.085458
KMF 426.000436
KPW 900.000294
KRW 1397.419776
KWD 0.30879
KYD 0.83347
KZT 461.929241
LAK 22540.358638
LBP 89562.572897
LKR 331.975446
LRD 181.52836
LSL 16.225328
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.372767
MAD 9.292836
MDL 17.252581
MGA 4307.838521
MKD 53.155873
MMK 2099.245957
MNT 3597.150887
MOP 8.080143
MRU 40.111452
MUR 46.979692
MVR 15.45959
MWK 1734.310807
MXN 17.05922
MYR 4.063021
MZN 63.904984
NAD 16.225258
NGN 1350.239844
NIO 36.798687
NOK 9.401945
NPR 153.035552
NZD 1.703305
OMR 0.3845
PAB 1.000134
PEN 3.368483
PGK 4.494363
PHP 61.827039
PKR 277.569951
PLN 3.732885
PYG 6034.084282
QAR 3.655881
RON 4.523599
RSD 101.201289
RUB 84.90037
RWF 1473.727865
SAR 3.746587
SBD 8.025811
SCR 13.860891
SDG 601.474966
SEK 9.52765
SGD 1.276725
SHP 0.740866
SLE 24.649879
SLL 20969.499227
SOS 571.623589
SRD 37.966977
STD 20697.981008
STN 21.167221
SVC 8.751096
SYP 13001.999906
SZL 16.213578
THB 33.127958
TJS 9.241263
TMT 3.5
TND 2.929025
TOP 2.40776
TRY 47.931603
TTD 6.782238
TWD 31.901398
TZS 2647.976038
UAH 44.802989
UGX 3730.646945
UYU 40.347315
UZS 11821.830168
VES 771.57685
VND 26178
VUV 118.215486
WST 2.715898
XAF 566.748027
XAG 0.015938
XAU 0.00023
XCD 2.70255
XCG 1.802528
XDR 0.707052
XOF 566.738234
XPF 103.038184
YER 237.10406
ZAR 16.25505
ZMK 9001.202246
ZMW 18.677668
ZWL 321.999592
Começa julgamento nos EUA contra redes sociais acusadas de gerar dependência em crianças
Começa julgamento nos EUA contra redes sociais acusadas de gerar dependência em crianças / foto: © AFP

Começa julgamento nos EUA contra redes sociais acusadas de gerar dependência em crianças

Um julgamento histórico sobre redes sociais começou formalmente na segunda-feira (9) em um tribunal civil na Califórnia, onde um júri popular deverá determinar se o YouTube ou o Instagram desenvolveram deliberadamente suas plataformas para gerar dependência em crianças.

Tamanho do texto:

O resultado pode estabelecer um precedente judicial de responsabilidade civil dos operadores destas redes sociais.

"Este caso diz respeito a duas das corporações mais ricas da história que projetaram o vício nos cérebros das crianças", disse ao júri em sua declaração inicial o advogado dos demandantes, Mark Lanier.

"Vou mostrar-lhes provas de que estas empresas construíram máquinas concebidas para viciar os cérebros das crianças, e o fizeram de propósito", acrescentou.

O julgamento em Los Angeles, perante a juíza Carolyn Kuhl, centra-se nas acusações de uma mulher de 20 anos, identificada como Kaley G.M., que sofreu grave dano mental por ter se tornado dependente das redes sociais quando era criança.

Os réus são os gigantes tecnológicos Alphabet, matriz do Google, proprietário do YouTube, e a Meta, dona do Instagram.

Foram convocados a depor o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, em 18 de fevereiro, e o responsável pelo Instagram (subsidiária da Meta), Adam Mosseri, a partir de quarta-feira.

Espera-se também que a Justiça convoque Neil Mohan, diretor do YouTube, para testemunhar.

- "Engajar os usuários" -

As empresas são acusadas em centenas de processos de levar jovens à dependência em conteúdo, o que resulta em depressão, transtornos alimentares, internações psiquiátricas e até suicídios.

Em seu argumento inicial, Lanier apresentou vários documentos internos do Google e da Meta em apoio à sua tese, a da intencionalidade. Um deles, de uma apresentação no Google, menciona como objetivo declarado "o vício dos internautas". "Essa é a doutrina deles", ressaltou o advogado.

Lanier também exibiu um e-mail interno enviado por Zuckerberg que, segundo ele, instava suas equipes a reverter o desengajamento dos mais jovens no Instagram.

O advogado lembrou o modelo econômico da Meta e do Google, amplamente baseado em publicidade, cujos preços dependem da audiência, ou seja, do tempo que os usuários passam nas plataformas.

"O que vendem aos anunciantes não é um produto", explicou, "é o acesso à Kaley", que estará presente na audiência para testemunhar.

Em contrapartida, o advogado da Meta, Paul Schmidt, replicou que a deterioração do estado psicológico da autora se devia a problemas familiares.

"Se você tirasse o Instagram e todo o resto continuasse igual na vida de Kaley, a vida dela seria completamente diferente, ou ela continuaria lidando com as mesmas coisas que enfrenta hoje?", perguntou Schmidt ao fazer referência aos prontuários médicos da jovem, que foram incluídos como prova.

Schmidt detalhou que Kaley só mencionou as redes sociais em 20 de suas 260 sessões de terapia e que chegou a considerar que o Instagram tinha um efeito positivo sobre ela.

Os advogados do YouTube apresentarão sua argumentação ao júri nesta terça-feira (10).

- Saúde mental -

A defesa dos demandantes repete a estratégia utilizada nas décadas de 1990 e 2000 contra a indústria do tabaco, condenada por oferecer um produto nocivo.

"É a primeira vez que uma empresa de redes sociais tem que enfrentar um júri por causar danos a menores", declarou à AFP Matthew Bergman, fundador do Social Media Victims Law Center, cuja equipe trata de mais de 1.000 casos deste tipo.

Os gigantes tecnológicos invocam a Lei de Decência nas Comunicações dos Estados Unidos para isentá-los de qualquer responsabilidade pelo que os usuários das redes sociais publicam. No entanto, os autores do processo sustentam que tais empresas são culpadas de manter um modelo de negócios baseado em algoritmos que captam a atenção da população através de conteúdos com potencial para prejudicar sua saúde mental.

O caso é considerado um processo indicativo para inúmeros litígios semelhantes em todo o país.

S.Davis--ThChM