The China Mail - Premier League reabre debate sobre impunidade nas redes após fim de semana 'terrível' de racismo

USD -
AED 3.672498
AFN 64.499053
ALL 80.927638
AMD 360.25116
ANG 1.789785
AOA 917.000325
ARS 1529.117034
AUD 1.423731
AWG 1.8025
AZN 1.695018
BAM 1.743153
BBD 2.009733
BDT 123.405734
BGN 1.747831
BHD 0.376563
BIF 2990.864935
BMD 1
BND 1.275344
BOB 11.749607
BRL 4.976202
BSD 0.99787
BTN 94.679988
BWP 13.746112
BYN 2.929884
BYR 19600
BZD 2.006792
CAD 1.401765
CDF 2316.000565
CHF 0.826665
CLF 0.025154
CLP 993.049731
CNY 6.67805
CNH 6.66831
COP 3156.28
CRC 455.351652
CUC 1
CUP 23.947629
CVE 98.275839
CZK 21.77225
DJF 177.684293
DKK 6.679635
DOP 61.203754
DZD 135.078977
EGP 56.239597
ERN 15
ETB 162.300644
EUR 0.8936
FJD 2.235694
FKP 0.747708
GBP 0.749277
GEL 2.589865
GGP 0.747708
GHS 11.56957
GIP 0.747708
GMD 73.999735
GNF 8830.266031
GTQ 7.627485
GYD 208.984889
HKD 7.84515
HNL 26.789009
HRK 6.730396
HTG 130.769574
HUF 328.35794
IDR 18163
ILS 3.07829
IMP 0.747708
INR 95.15805
IQD 1512.669453
IRR 1832374.99993
ISK 121.820191
JEP 0.747708
JMD 158.361483
JOD 0.708972
JPY 157.4905
KES 129.920139
KGS 87.449997
KHR 4076.467181
KMF 439.492364
KPW 899.999961
KRW 1325.049908
KWD 0.31086
KYD 0.831558
KZT 453.052166
LAK 22453.75425
LBP 89355.252721
LKR 331.329462
LRD 170.126293
LSL 16.531803
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.390431
MAD 9.801113
MDL 18.010775
MGA 4512.517937
MKD 54.964674
MMK 2099.851486
MNT 3598.994658
MOP 8.061391
MRU 39.878252
MUR 47.130263
MVR 15.459685
MWK 1730.229325
MXN 18.67356
MYR 4.085701
MZN 63.903473
NAD 16.531876
NGN 1351.010084
NIO 36.718506
NOK 9.3382
NPR 151.487981
NZD 1.760858
OMR 0.384487
PAB 0.997776
PEN 3.426858
PGK 4.468607
PHP 63.980979
PKR 276.123227
PLN 3.93891
PYG 5770.996176
QAR 3.637271
RON 4.777403
RSD 105.048979
RUB 80.622084
RWF 1474.255564
SAR 3.744837
SBD 8.07458
SCR 13.788604
SDG 601.500677
SEK 9.9523
SGD 1.280602
SHP 0.7473
SLE 22.949961
SLL 20969.504398
SOS 570.236811
SRD 37.628018
STD 20697.981008
STN 21.835034
SVC 8.730916
SYP 13001.999685
SZL 16.531342
THB 33.809503
TJS 9.195002
TMT 3.51
TND 2.979603
TOP 2.40776
TRY 49.762701
TTD 6.779918
TWD 32.598701
TZS 2646.688007
UAH 45.173665
UGX 4395.741514
UYU 40.018004
UZS 11941.282899
VES 879.788903
VND 25842.5
VUV 118.791596
WST 2.767791
XAF 586.163085
XAG 0.018499
XAU 0.000248893668
XCD 2.70255
XCG 1.798323
XDR 0.707052
XOF 586.163085
XPF 106.293282
YER 236.113983
ZAR 16.635995
ZMK 9001.203468
ZMW 20.061676
ZWL 321.999592
SSP 5745.299755
MXV 2.106765
Premier League reabre debate sobre impunidade nas redes após fim de semana 'terrível' de racismo
Premier League reabre debate sobre impunidade nas redes após fim de semana 'terrível' de racismo / foto: © AFP

Premier League reabre debate sobre impunidade nas redes após fim de semana 'terrível' de racismo

O debate sobre a impunidade nas redes sociais e a responsabilidade das plataformas foi reaberto no Reino Unido após um fim de semana "terrível", no qual pelo menos quatro jogadores da Premier League receberam insultos racistas na internet.

Tamanho do texto:

"Estamos em 2026 e continua a mesma coisa, nada muda", denunciou em sua conta no Instagram o zagueiro Wesley Fofana, do Chelsea.

O jogador francês compartilhou centenas de mensagens com conteúdo racista que recebeu após o empate dos 'Blues' em 1 a 1 com o Burnley, em jogo em que foi expulso.

Em um desses insultos anônimos, ele foi comparado a um "macaco" que deveria estar "no zoológico".

Durante o fim de semana, o meio-campista tunisiano Hannibal Mejbri, do Burnley, o atacante inglês Romaine Mundle, do Sunderland, e o nigeriano Tolu Arokodare, do Wolverhampton, também foram alvo de insultos racistas através das redes.

- "Enojado" -

É "inacreditável" ainda haver pessoas com "tanta liberdade para expressar o racismo assim, sem nenhuma consequência", protestou Arokodare, que virou alvo de ataques nas redes após perder um pênalti na derrota dos 'Wolves' para o Crystal Palace.

Seu clube se mostrou "enojado" pela situação e expressou "apoio total e inabalável" a Arokodare e a "todos os jogadores que são obrigados a suportar este abuso por parte de contas anônimas que agem com aparente impunidade".

"Este fim de semana foi terrível", comentou a Kick It Out, principal associação de luta contra a discriminação no futebol inglês, "mas a triste realidade é que sabemos que isso acontece com frequência".

Em um único fim de semana, em novembro do ano passado, foram publicadas nas redes mais de 2 mil mensagens particularmente violentas contra técnicos e jogadores das primeiras divisões masculina (Premier League) e feminina (Women's Super League), incluindo ameaças de morte e estupro, segundo uma investigação da BBC.

Consultada pela emissora britânica, a treinadora do Chelsea, a francesa Sonia Bompastor, apontou então que as plataformas de redes sociais "não fazem seu trabalho, não assumem sua responsabilidade nem suas obrigações".

Nesse mesmo dia, o Chelsea anunciou uma parceria entre seu time feminino e o grupo Signify, cuja ferramenta Threat Matrix permite identificar as contas que cometem esses abusos.

O Arsenal, que utiliza esse serviço há cinco anos, proibiu a entrada de cerca de 30 torcedores em seu estádio entre 2021 e 2025 por diversos motivos (racismo, homofobia, ameaças de morte, etc), segundo dados do clube compilados pela AFP.

- "Ainda há muito a ser feito" -

Em fevereiro de 2025 foi criado um grupo de trabalho para combater estes abusos formado, entre outros, pela Premier League, a autoridade reguladora de telecomunicações (Ofcom), o sindicato de jogadores e a unidade policial responsável pelo futebol (UK Football Policing Unit, a UKFPU).

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (23), a UKFPU anunciou que está investigando os fatos do fim de semana e afirmou que, "nos últimos meses", houve sentenças proferidas com "proibições significativas de acesso aos estádios" como consequência.

Mas também admitiu que "ainda há muito a ser feito".

"O racismo que esses jogadores estão sofrendo é repugnante", reagiu também nesta segunda-feira um porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, exigindo que as plataformas reforcem sua regulação.

A Meta, proprietária do Facebook e do Instagram, informou que continuará trabalhando para "proteger as pessoas contra os abusos".

"Ninguém deveria estar exposto a insultos racistas, e eliminamos este tipo de conteúdo quando o encontramos", afirmou à BBC um porta-voz da empresa neste fim de semana.

A Meta reiterou que continuará "trabalhando para proteger nossa comunidade contra os abusos e colaborando com as investigações".

No entanto, quando contactado pela AFP, o grupo americano não respondeu como planeja alcançar esse objetivo.

P.Ho--ThChM