The China Mail - Senegal intensifica repressão à homossexualidade

USD -
AED 3.672501
AFN 64.502191
ALL 80.927638
AMD 360.25116
ANG 1.789785
AOA 916.999576
ARS 1529.142498
AUD 1.42102
AWG 1.8025
AZN 1.700387
BAM 1.743153
BBD 2.009733
BDT 123.405734
BGN 1.747831
BHD 0.376563
BIF 2990.864935
BMD 1
BND 1.275344
BOB 11.749607
BRL 4.977699
BSD 0.99787
BTN 94.679988
BWP 13.746112
BYN 2.929884
BYR 19600
BZD 2.006792
CAD 1.40132
CDF 2316.000056
CHF 0.826055
CLF 0.025137
CLP 992.530213
CNY 6.67805
CNH 6.66743
COP 3160.04
CRC 455.351652
CUC 1
CUP 23.947629
CVE 98.275839
CZK 21.720701
DJF 177.684293
DKK 6.66784
DOP 61.203754
DZD 134.881007
EGP 56.002901
ERN 15
ETB 162.300644
EUR 0.89207
FJD 2.235702
FKP 0.747708
GBP 0.749115
GEL 2.589627
GGP 0.747708
GHS 11.56957
GIP 0.747708
GMD 73.999744
GNF 8830.266031
GTQ 7.627485
GYD 208.984889
HKD 7.84478
HNL 26.789009
HRK 6.722703
HTG 130.769574
HUF 327.360071
IDR 18128
ILS 3.094155
IMP 0.747708
INR 95.197002
IQD 1512.669453
IRR 1832375.00032
ISK 121.680139
JEP 0.747708
JMD 158.361483
JOD 0.708966
JPY 157.285026
KES 129.749572
KGS 87.448599
KHR 4076.467181
KMF 439.501832
KPW 899.999961
KRW 1324.129974
KWD 0.31068
KYD 0.831558
KZT 453.052166
LAK 22453.75425
LBP 89355.252721
LKR 331.329462
LRD 170.126293
LSL 16.531803
LTL 2.952741
LVL 0.60489
LYD 6.390431
MAD 9.801113
MDL 18.010775
MGA 4512.517937
MKD 54.964128
MMK 2099.851486
MNT 3598.994658
MOP 8.061391
MRU 39.878252
MUR 47.129676
MVR 15.459604
MWK 1730.229325
MXN 18.68087
MYR 4.0859
MZN 63.894181
NAD 16.531876
NGN 1351.009735
NIO 36.718506
NOK 9.341771
NPR 151.487981
NZD 1.757455
OMR 0.384502
PAB 0.997776
PEN 3.426858
PGK 4.468607
PHP 63.974503
PKR 276.123227
PLN 3.924645
PYG 5770.996176
QAR 3.637271
RON 4.770896
RSD 104.83031
RUB 80.703928
RWF 1474.255564
SAR 3.744837
SBD 8.07458
SCR 13.809012
SDG 601.504229
SEK 9.934605
SGD 1.279655
SHP 0.7473
SLE 22.949422
SLL 20969.504398
SOS 570.236811
SRD 37.627967
STD 20697.981008
STN 21.835034
SVC 8.730916
SYP 13001.999685
SZL 16.531342
THB 33.791998
TJS 9.195002
TMT 3.51
TND 2.979603
TOP 2.40776
TRY 49.749902
TTD 6.779918
TWD 32.610498
TZS 2641.68801
UAH 45.173665
UGX 4395.741514
UYU 40.018004
UZS 11941.282899
VES 879.788899
VND 25841.5
VUV 118.791596
WST 2.767791
XAF 585.159531
XAG 0.018503
XAU 0.000248971437
XCD 2.70255
XCG 1.798323
XDR 0.707052
XOF 585.159531
XPF 106.293282
YER 236.089175
ZAR 16.57196
ZMK 9001.19985
ZMW 20.061676
ZWL 321.999592
SSP 5745.299755
MXV 2.10759
Senegal intensifica repressão à homossexualidade
Senegal intensifica repressão à homossexualidade / foto: © AFP/Arquivos

Senegal intensifica repressão à homossexualidade

O Senegal está intensificando a repressão à homossexualidade, com um número crescente de detenções, discursos de ódio e um projeto de lei para duplicar as penas, uma situação que está empurrando o coletivo LGBT+ para o exílio.

Tamanho do texto:

O tema da homossexualidade costuma vir à tona neste país da África Ocidental, de maioria muçulmana e de prática religiosa muito intensa.

Mas, nas últimas semanas, o assuntou se tornou especialmente quente após a detenção, no início de fevereiro, de 12 homens -incluindo duas celebridades locais- por "atos contra a natureza", um termo que designa as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

Desde então, praticamente todos os dias têm sido reportadas novas detenções, com base em denúncias e na inspeção de celulares. Além disso, os nomes dos detidos são divulgados publicamente.

Alguns dos detidos são acusados de terem transmitido voluntariamente a aids, o que alimenta debates acirrados contra a homossexalidade.

Estas detenções são altamente midiáticas e o CORED, órgão de regulação deontológica dos meios de comunicação no Senegal, teve que publicar um comunicado em que lembra que é preciso respeitar a "dignidade humana e a vida privada dos indivíduos".

"Grande batida contra homossexuais", "Bissexuais, perigoso ambulantes", "A perseguição se intensifica" ... foram algumas das manchetes mais recentes sobre o tema.

O assunto também tem sido muito comentado nas redes sociais, onde proliferam publicações incendiárias e vídeos de pessoas sendo agredidas após serem acusadas de serem homossexuais.

Em um deles, que não pôde ser verificado pela AFP, é possível ver um grupo de pessoas espancando um homem acusado de ser homossexual.

Neste contexto, o governo aprovou um projeto de lei para duplicar as penas que punem as relações homossexuais, que passarão a ser de cinco a dez anos de prisão, se o texto for adiante.

Além disso, a mesma lei prevê punir com entre três a sete anos de prisão "toda pessoa que faça apologia da homossexualidade".

No Senegal, a homossexualidade é considera por muitos como um desvio, e associações religiosas muito influentes vêm há anos reivindicando sua "criminalização".

Um clima geral que se tornou insuportável para pessoas LGBT+, indicaram vários ativistas contatados à AFP.

- Linchamento público -

"Mesmo no Senegal, isto nunca tinha sido visto. O que estão fazendo é um linchamento público", disse um ativista de direitos humanos, que pediu anonimato, à AFP.

"As pessoas [LGTB+] se escondem (...) muito mais do que antes" em decorrência desta onda de detenções, que provocou um "trauma" no coletivo, segundo o ativista.

"Estamos ajudando as pessoas a fugir para Gâmbia", um país vizinho, dada a "situação dramática" que se vive no Senegal, afirmou.

É difícil quantificar quantas pessoas abandonaram o país neste contexto, já que fazem na clandestinidade, mas a associação STOP Homophobie afirma que recebeu 18 pedidos de pessoas para que as ajudassem a sair do Senegal nos últimos dias.

Segundo esta associação, que tem sede em Paris e presta assistência a senegaleses vítimas de discriminação em seu país, o número de pedidos vindos do país africano aumentou.

"Alguns mencionam violências, ameaças e expulsões familiares. Todos têm medo de ser presos e muitos temem que sua vida privada seja violada", explicou Terrence Khatchadourian, secretário-geral da STOP Homophobie.

Além disso, Khatchadourian alertou que "o uso de elementos relacionados a presença do HIV como prova de acusação tem graves consequências para a saúde pública, por desencorajar a realização de testes de detecção e o acesso aos cuidados de saúde".

No Senegal, são poucos os organismos que denunciam a situação, pois a defesa dos direitos das pessoas homossexuais é percebida como um valor ocidental incompatível com as tradições locais.

Em uma entrevista ao jornal senegalês L’Observateur, Denis Ndour, novo presidente da Liga Senegalesa dos Direitos Humanos, declarou apoiar o endurecimento das penas e qualificou os homossexuais como "doentes".

Boubacar [nome modificado] é uma das pessoas que tiveram que deixar o país. Saiu há cinco meses, quando sua família descobriu sua homossexualidade e o expulsou de casa.

Segundo contou à AFP, ele tem alguns amigos que também estão tentando sair do Senegal. E, os que não têm meios para fazê-lo, "a única coisa que podem fazer é ver a morte se aproximar e esperar".

V.Liu--ThChM