The China Mail - EUA aumenta pressão sobre Cuba, que restabelece eletricidade após apagão

USD -
AED 3.672501
AFN 62.999886
ALL 81.2693
AMD 368.114362
ANG 1.790076
AOA 917.999926
ARS 1385.000064
AUD 1.381072
AWG 1.8025
AZN 1.720749
BAM 1.666077
BBD 2.014457
BDT 122.941149
BGN 1.671156
BHD 0.377471
BIF 2977.296929
BMD 1
BND 1.273246
BOB 6.911416
BRL 4.894303
BSD 1.000217
BTN 95.599836
BWP 13.500701
BYN 2.796427
BYR 19600
BZD 2.01156
CAD 1.37024
CDF 2224.999845
CHF 0.782115
CLF 0.023209
CLP 913.460076
CNY 6.792097
CNH 6.788855
COP 3788.37
CRC 456.440902
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.93689
CZK 20.809097
DJF 178.103956
DKK 6.384535
DOP 59.027231
DZD 132.370621
EGP 52.999201
ERN 15
ETB 156.17715
EUR 0.85455
FJD 2.187298
FKP 0.732576
GBP 0.73945
GEL 2.670051
GGP 0.732576
GHS 11.291855
GIP 0.732576
GMD 73.516689
GNF 8776.211713
GTQ 7.631494
GYD 209.250717
HKD 7.83065
HNL 26.597149
HRK 6.438806
HTG 130.672573
HUF 307.065023
IDR 17482
ILS 2.903155
IMP 0.732576
INR 95.72135
IQD 1310.162706
IRR 1311999.999969
ISK 122.710238
JEP 0.732576
JMD 158.040677
JOD 0.709029
JPY 157.8385
KES 129.149763
KGS 87.450274
KHR 4012.437705
KMF 420.000118
KPW 900.018246
KRW 1490.85959
KWD 0.30834
KYD 0.833461
KZT 463.898117
LAK 21925.486738
LBP 89566.76932
LKR 323.055495
LRD 183.03638
LSL 16.532284
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.327815
MAD 9.128129
MDL 17.117957
MGA 4179.356229
MKD 52.646412
MMK 2098.953745
MNT 3580.85029
MOP 8.064861
MRU 39.897262
MUR 46.810352
MVR 15.397294
MWK 1734.441354
MXN 17.237498
MYR 3.930263
MZN 63.91038
NAD 16.532073
NGN 1370.519894
NIO 36.810495
NOK 9.183085
NPR 152.953704
NZD 1.686326
OMR 0.384518
PAB 1.000175
PEN 3.427819
PGK 4.355862
PHP 61.399865
PKR 278.627173
PLN 3.63465
PYG 6105.472094
QAR 3.645959
RON 4.447698
RSD 100.298973
RUB 73.451572
RWF 1462.859869
SAR 3.754672
SBD 8.029009
SCR 13.956052
SDG 600.497735
SEK 9.31555
SGD 1.27258
SHP 0.746601
SLE 24.624983
SLL 20969.500038
SOS 571.611117
SRD 37.254498
STD 20697.981008
STN 20.871402
SVC 8.751171
SYP 110.529423
SZL 16.526884
THB 32.376031
TJS 9.351751
TMT 3.5
TND 2.908879
TOP 2.40776
TRY 45.417905
TTD 6.787631
TWD 31.541021
TZS 2601.398013
UAH 43.959484
UGX 3759.408104
UYU 39.772219
UZS 12133.112416
VES 504.28356
VND 26350.5
VUV 118.32345
WST 2.709295
XAF 558.801055
XAG 0.011571
XAU 0.000213
XCD 2.70255
XCG 1.802539
XDR 0.694969
XOF 558.801055
XPF 101.593413
YER 238.650147
ZAR 16.46445
ZMK 9001.189445
ZMW 18.8284
ZWL 321.999592
EUA aumenta pressão sobre Cuba, que restabelece eletricidade após apagão
EUA aumenta pressão sobre Cuba, que restabelece eletricidade após apagão / foto: © AFP

EUA aumenta pressão sobre Cuba, que restabelece eletricidade após apagão

Os Estados Unidos aumentaram a pressão nesta terça-feira (17) sobre as autoridades cubanas para que permitam reformas de livre mercado, enquanto a empobrecida nação conseguiu restabelecer sua rede elétrica depois de um gigantesco apagão nacional.

Tamanho do texto:

Cuba, que reconheceu estar em negociações com Washington, fez alguns anúncios nesse sentido na segunda-feira, como o de permitir que sua diáspora invista em múltiplos setores econômicos, incluindo banca, agricultura e infraestrutura.

No entanto, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que "não são suficientemente drásticos" os anúncios.

"Isso não vai resolver as coisas", declarou Rubio a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, onde acompanhava o presidente Donald Trump na recepção do primeiro-ministro irlandês, Michael Martin.

Por sua vez, o Departamento de Estado indicou nesta terça-feira, em referência a alguns protestos registrados na ilha, que "o povo cubano reivindica (...) serviços básicos, subsistência e ser livre da tirania" e que "o regime cubano deve respeitar esses direitos fundamentais".

Havana não demorou a reagir. "O governo dos Estados Unidos mantém uma guerra econômica implacável que nega a Cuba acesso a financiamentos, mercados, tecnologia e combustíveis, mas acusa o país de não saber administrar sua economia", escreveu no X o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío.

Além disso, Washington "se apega a esse pretexto para ameaçar com uma agressão militar e a ambição de se apoderar" do país, acrescentou De Cossío.

Simultaneamente em Washington, a vice-chefe da missão de Cuba nos Estados Unidos, Tanieris Diéguez, declarou à AFP que ambos os países "têm muitas coisas a colocar sobre a mesa", mas que nenhum deveria exigir do outro que mude seu sistema político.

"Nada relacionado ao nosso sistema político (...) faz parte das negociações", afirmou.

Na segunda-feira, Trump foi duro ao afirmar que aspirava à "honra de tomar Cuba". Ao ser questionado sobre os próximos passos em relação à ilha, disse: "Eles estão falando com Marco (Rubio), e vamos fazer algo em breve".

Segundo o jornal americano The New York Times, o governo Trump pressiona para que o presidente Miguel Díaz-Canel deixe o poder.

- "Uma agonia" -

Em meio à pressão de Washington, o governo cubano conseguiu restabelecer o serviço elétrico, após um apagão generalizado registrado ao meio-dia de segunda-feira em meio a uma grave crise energética.

"Restabelecido o Sistema Eletroenergético Nacional (SEN) e, com ele, os serviços fundamentais à população", informou no X a empresa estatal de eletricidade (UNE).

Segundo a companhia, embora as 15 províncias do país tenham sido reconectadas ao SEN, os apagões programados continuam devido ao "déficit de capacidade de geração".

"Viver neste país é uma agonia", declarou à AFP Rolando, um pedreiro de 55 anos que preferiu não informar o sobrenome. "Se normalmente você tem quatro ou cinco horas de luz por dia, no máximo, então não tem vida", detalhou.

A geração de eletricidade em Cuba é sustentada por uma rede de oito usinas termelétricas envelhecidas, algumas com mais de 40 anos de operação, que sofrem falhas ou precisam ser paralisadas para ciclos de manutenção.

Com 9,6 milhões de habitantes, a ilha sofreu, em quase um ano e meio, seis apagões generalizados. No início de março, dois terços do território, incluindo a capital, já haviam sido afetados por um corte parcial.

A economia cubana está quase paralisada desde que o governo Trump interrompeu, em janeiro, os envios de petróleo da Venezuela, seu principal fornecedor, após derrubar e capturar Nicolás Maduro, e ameaçar sancionar outros países caso vendam combustível a Havana.

A situação obrigou o governo de Díaz-Canel a adotar medidas drásticas de economia, incluindo a suspensão da venda de diesel e o racionamento da gasolina, além da redução de alguns serviços hospitalares.

Além da crise energética e da tensão com os Estados Unidos, os cubanos passaram por um susto nesta terça-feira, quando um terremoto de magnitude 5,8 sacudiu a costa nas primeiras horas do dia, embora não tenha deixado vítimas nem danos.

burs-sms/msp/mr/mel/am

B.Chan--ThChM