The China Mail - 'Mudança climática é machista', alertam ONGs

USD -
AED 3.672497
AFN 64.498121
ALL 80.674975
AMD 361.449729
ANG 1.789785
AOA 917.000131
ARS 1524.732201
AUD 1.426904
AWG 1.80125
AZN 1.701879
BAM 1.74449
BBD 2.013379
BDT 123.649824
BGN 1.747831
BHD 0.37725
BIF 2996
BMD 1
BND 1.278292
BOB 11.691144
BRL 5.024301
BSD 0.999639
BTN 94.927772
BWP 13.724852
BYN 2.981492
BYR 19600
BZD 2.010606
CAD 1.40649
CDF 2315.999692
CHF 0.825545
CLF 0.024781
CLP 975.309893
CNY 6.67805
CNH 6.67463
COP 3182.13
CRC 454.01635
CUC 1
CUP 23.991865
CVE 98.499594
CZK 21.636496
DJF 177.719792
DKK 6.656395
DOP 61.550176
DZD 134.506481
EGP 54.499602
ERN 15
ETB 161.149556
EUR 0.89057
FJD 2.253799
FKP 0.751528
GBP 0.74763
GEL 2.589945
GGP 0.751528
GHS 11.625024
GIP 0.751528
GMD 73.5023
GNF 8795.000334
GTQ 7.639477
GYD 209.088355
HKD 7.848475
HNL 26.832455
HRK 6.710604
HTG 130.906561
HUF 324.334983
IDR 18004.3
ILS 3.089355
IMP 0.751528
INR 94.71665
IQD 1513
IRR 1832374.999997
ISK 121.28996
JEP 0.751528
JMD 158.652431
JOD 0.708976
JPY 158.288022
KES 129.86023
KGS 87.450524
KHR 4069.999646
KMF 439.506495
KPW 899.999961
KRW 1324.364983
KWD 0.30972
KYD 0.833107
KZT 449.788164
LAK 22524.999793
LBP 89550.000019
LKR 331.534585
LRD 171.075026
LSL 16.390338
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.415054
MAD 9.799033
MDL 17.934092
MGA 4562.500628
MKD 54.858704
MMK 2099.540776
MNT 3598.083246
MOP 8.081669
MRU 40.225029
MUR 47.259878
MVR 15.46029
MWK 1742.000044
MXN 18.42429
MYR 4.082397
MZN 63.898647
NAD 16.390017
NGN 1330.840447
NIO 36.830169
NOK 9.406595
NPR 151.877982
NZD 1.76168
OMR 0.384494
PAB 0.999728
PEN 3.427036
PGK 4.504979
PHP 63.073501
PKR 276.749824
PLN 3.88926
PYG 5737.960807
QAR 3.645501
RON 4.743201
RSD 104.641973
RUB 82.800045
RWF 1475.5
SAR 3.762651
SBD 8.07458
SCR 13.978921
SDG 601.50389
SEK 9.907555
SGD 1.27792
SHP 0.7473
SLE 23.919567
SLL 20969.504398
SOS 571.497911
SRD 37.661499
STD 20697.981008
STN 21.95
SVC 8.747581
SYP 13001.999685
SZL 16.390239
THB 33.617026
TJS 9.232052
TMT 3.51
TND 2.995019
TOP 2.40776
TRY 49.591503
TTD 6.78527
TWD 32.592597
TZS 2644.99303
UAH 45.054454
UGX 4169.008054
UYU 40.102397
UZS 12019.999891
VES 879.788904
VND 25876
VUV 119.358066
WST 2.773115
XAF 584.175347
XAG 0.017281
XAU 0.000242901212
XCD 2.70255
XCG 1.801632
XDR 0.707052
XOF 584.175347
XPF 106.501015
YER 236.095715
ZAR 16.394905
ZMK 9001.196955
ZMW 20.018642
ZWL 321.999592
SSP 5816.545442
MXV 2.079791
'Mudança climática é machista', alertam ONGs
'Mudança climática é machista', alertam ONGs / foto: © AFP

'Mudança climática é machista', alertam ONGs

As consequências da mudança climática sobre as desigualdades de gênero, durante muito tempo relegadas a segundo plano, são alvo de alertas de ONGs. Às vésperas do G7, essas organizações denunciam a brecha entre os anúncios políticos e a realidade do financiamento.

Tamanho do texto:

"A mudança climática é machista", afirma Mathilde Henry, da CARE França. "Ela acelera os riscos para as mulheres, multiplica os riscos" e, "quando há secas, quando as colheitas fracassam, são as mulheres que comem por último e em menor quantidade".

Atualmente, 47,8 milhões de mulheres a mais do que homens sofrem insegurança alimentar no mundo, destaca a Ação contra a Fome (ACF), para quem as desigualdades de gênero são ao mesmo tempo "uma causa e uma consequência da fome".

O aumento das temperaturas também influencia sua segurança.

Cada aumento de 1°C na temperatura global está associado a um crescimento de 4,7% na violência doméstica, apontava em abril de 2025 um estudo da Iniciativa Spotlight, parceria entre a União Europeia, a ONU e o governo do México.

Fenômenos meteorológicos extremos, como as inundações em Bangladesh, se traduzem em um aumento documentado da violência de gênero e dos casamentos infantis, segundo Henry.

Além disso, a inação diante da mudança climática pode empurrar até 158,3 milhões adicionais de mulheres e meninas para a pobreza extrema até 2050, detalha o Gender Snapshot 2025, da ONU Mulheres.

Nesse contexto, várias organizações aproveitam o G7 para tentar influenciar esse tema.

- Diplomacia feminista -

Embora a França, que exerce neste ano a presidência do G7, tenha adotado uma estratégia de diplomacia feminista para o período 2025-2030, no terreno as associações denunciam o retrocesso da ajuda e seus efeitos.

Em 2025, a ajuda pública ao desenvolvimento (APD) dos membros e associados do Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento alcançou 174,3 bilhões de dólares (R$ 860,8 bilhões), uma queda de 23,1% em relação ao ano anterior, a maior contração anual registrada, segundo a OCDE.

Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e França representam 95,7% da queda total da APD.

O Fundo de Apoio às Organizações Feministas (Fsof), "a iniciativa mais emblemática da diplomacia feminista da França, está seriamente afetado", afirma a Plan International França.

"Há um ataque à linguagem, um ataque ideológico e um ataque financeiro que sequer é combatido pelos países que dizem defender a igualdade", comenta Léa Cros, da ACF.

Esses cortes têm efeitos diretos na continuidade de programas de ONGs internacionais, encerrados às dezenas, assim como em estruturas locais na linha de frente e em milhões de beneficiários.

"Tudo isso pode se traduzir, infelizmente, em mortes, crianças fora da escola, casamentos infantis...", enumera Michelle Perrot, da Plan International França.

- Espaços de decisão -

Para tentar frear esses fenômenos, especialistas de países do Sul Global pedem para ser incluídas nas políticas públicas.

Além de sua vulnerabilidade diante dos impactos climáticos, essas mulheres também impulsionam parte das soluções de adaptação, especialmente em matéria de proteção da natureza e agricultura.

"As mulheres não são apenas vulneráveis. Se forem apoiadas, podem se tornar agentes de mudança", afirmou Hoang Thi Ngoc Ha, pesquisadora vietnamita especializada em soluções baseadas na natureza e na integração de gênero na adaptação climática, durante uma entrevista coletiva antes do G7 de Meio Ambiente, no fim de abril.

Por outro lado, as mulheres de comunidades indígenas continuam sendo "quase sistematicamente excluídas" dos espaços internacionais de decisão, segundo Gladys Yolanda Guamán Casillas.

A especialista equatoriana em agroecologia pediu "aos governos de todos os países do mundo" que sejam "impulsionadores para que sejamos ouvidas".

X.Gu--ThChM