The China Mail - Aos 91 anos, jornalista argentino vai para sua 18ª Copa do Mundo

USD -
AED 3.673042
AFN 63.503991
ALL 82.403989
AMD 368.150403
ANG 1.790403
AOA 918.000367
ARS 1465.449815
AUD 1.42575
AWG 1.8025
AZN 1.70397
BAM 1.705709
BBD 2.013483
BDT 122.708482
BGN 1.69088
BHD 0.37702
BIF 2985
BMD 1
BND 1.290663
BOB 6.90816
BRL 5.152304
BSD 0.999721
BTN 94.239742
BWP 13.585663
BYN 2.777729
BYR 19600
BZD 2.010527
CAD 1.415225
CDF 2280.000362
CHF 0.807055
CLF 0.02293
CLP 902.460396
CNY 6.769604
CNH 6.783725
COP 3452.68
CRC 453.506829
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.403894
CZK 21.091104
DJF 177.720393
DKK 6.516504
DOP 58.403884
DZD 133.34504
EGP 49.986489
ERN 15
ETB 158.37504
EUR 0.871881
FJD 2.235504
FKP 0.755711
GBP 0.755512
GEL 2.650391
GGP 0.755711
GHS 11.22504
GIP 0.755711
GMD 73.503851
GNF 8775.000355
GTQ 7.625892
GYD 209.119888
HKD 7.83685
HNL 26.68504
HRK 6.568099
HTG 130.583803
HUF 306.820388
IDR 17826.3
ILS 2.95976
IMP 0.755711
INR 94.330504
IQD 1310
IRR 1375000.000352
ISK 125.530386
JEP 0.755711
JMD 157.959917
JOD 0.70904
JPY 161.30504
KES 129.403801
KGS 87.450384
KHR 4010.00035
KMF 429.503794
KPW 900.00035
KRW 1527.650383
KWD 0.30793
KYD 0.833035
KZT 487.855928
LAK 22055.000349
LBP 89550.000349
LKR 333.641485
LRD 182.150382
LSL 16.405039
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.375039
MAD 9.225039
MDL 17.654036
MGA 4200.000347
MKD 53.732839
MMK 2099.479867
MNT 3580.422334
MOP 8.070939
MRU 40.060379
MUR 47.850378
MVR 15.450378
MWK 1737.000345
MXN 17.326503
MYR 4.137904
MZN 63.910377
NAD 16.403727
NGN 1360.440377
NIO 36.610377
NOK 9.680201
NPR 150.787532
NZD 1.741735
OMR 0.384983
PAB 0.999725
PEN 3.384039
PGK 4.38775
PHP 60.716504
PKR 278.325038
PLN 3.71375
PYG 6138.96617
QAR 3.640504
RON 4.568104
RSD 102.170373
RUB 73.103247
RWF 1464
SAR 3.74824
SBD 8.061424
SCR 13.683262
SDG 600.503676
SEK 9.57882
SGD 1.292404
SHP 0.746601
SLE 24.750371
SLL 20969.503664
SOS 571.503662
SRD 37.402504
STD 20697.981008
STN 21.4
SVC 8.747449
SYP 110.532098
SZL 16.403649
THB 32.890369
TJS 9.272075
TMT 3.5
TND 2.91175
TOP 2.40776
TRY 46.438199
TTD 6.779085
TWD 31.715038
TZS 2630.985038
UAH 44.909735
UGX 3638.520172
UYU 39.96965
UZS 12005.000334
VES 606.63266
VND 26310
VUV 118.132932
WST 2.751795
XAF 572.078806
XAG 0.015419
XAU 0.00024
XCD 2.70255
XCG 1.801643
XDR 0.703697
XOF 565.000332
XPF 104.250363
YER 238.603589
ZAR 16.458038
ZMK 9001.170907
ZMW 17.919703
ZWL 321.999592
Aos 91 anos, jornalista argentino vai para sua 18ª Copa do Mundo
Aos 91 anos, jornalista argentino vai para sua 18ª Copa do Mundo / foto: © AFP

Aos 91 anos, jornalista argentino vai para sua 18ª Copa do Mundo

Desde a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, o futebol mudou em termos táticos, tecnológicos e econômicos. No entanto, houve uma constante: a presença do jornalista argentino Enrique Macaya Márquez, que em 2026 vai trabalhar na cobertura do torneio pela 18ª edição.

Tamanho do texto:

Aos 91 anos, a trajetória do homem que mais vezes cobriu a Copa do Mundo passa pela era do rádio e da TV em preto e branco e vai até a hiperconectividade de hoje.

Os problemas de saúde obrigam essa lenda do jornalismo esportivo da Argentina a limitar suas aparições na mídia, mas ele não tinha a menor intenção de perder o torneio que começou na quinta-feira (11), no México, coanfitrião ao lado de Estados Unidos e Canadá.

"Sinto que tenho a obrigação de fazer isso", reconhece Macaya em entrevista à AFP antes de viajar aos Estados Unidos nesta sexta-feira (12) para acompanhar a seleção argentina como comentarista da DirecTV, DSports e DSports Radio.

"Não sei quanto tempo mais resta, mas vou tentar aproveitar ao máximo o que tenho agora", diz o homem reconhecido pela Fifa em 2022 como "o jornalista com mais coberturas de Copas do Mundo".

Embora tenha cultivado, ao longo de mais de sete décadas, um estilo que o mantém longe dos holofotes, Macaya fala sobre a primeira Copa de Pelé, seu amigo de infância Alfredo Di Stéfano, seus embates com Diego Maradona e sua visão sobre como o futebol mudou.

- Cobertura "milagrosa" -

Macaya, cuja voz também chegou a outros países da América do Sul, tinha apenas 23 anos quando a Rádio Belgrano, de Buenos Aires, o enviou com uma pequena equipe para cobrir a Copa do Mundo na Suécia. Desde então, ele manteve um histórico de presença ininterrupta.

Viajar para o país escandinavo não foi uma tarefa fácil. O repórter recordista relembra que chegou "milagrosamente" após vários trajetos de avião, trem e balsa.

"Em um [Douglas] DC-7. Aviões que praticamente tinham de fazer escalas em todos os lados, porque não havia outra forma de chegar. Eles não tinham autonomia [de combustível]", recorda ele. "Saí por Dakar, fui à Itália (...), depois Dinamarca e o sul da Suécia para chegar a Malmö. Era uma coisa absolutamente desconhecida".

Aquela Copa do Mundo viu o nascimento do rei Pelé, que aos 17 anos levou o Brasil ao seu primeiro título mundial.

"Ele era um jogador com grande capacidade física, além de outros elementos que têm a ver com a parte técnica", ressalta Macaya, que afirma que, naquele momento, não era "tão fácil" saber se Pelé que tornaria "um dos maiores" da história.

- Di Stéfano, "o melhor" -

Para ele, o melhor da época era Alfredo Di Stéfano, embora o argentino que brilhou no Real Madrid nunca tenha conseguido participar da Copa do Mundo.

"Eu morava a 50 metros da casa do Alfredo. Eu cuidava de uma banca e Alfredo ia lá para ler os jornais. Depois, ele me levava para sua casa e a gente jogava bola. Ele era melhor do que eu. E depois virou ídolo", conta Macaya.

Por causa dessa história de infância comum nas ruas do bairro de Flores, em Buenos Aires, Di Stéfano talvez seja a única pessoa com quem ele não consiga ser neutro.

"Para mim, ele foi o melhor. Em comparação ao que ele enfrentava naquele momento, foi o melhor. Bem, eu também tinha uma amizade com Di Stéfano, o que poderia trair minha opinião", diz.

Macaya afirmou em diversas ocasiões que Maradona completa o pódio dos jogadores do século XX. No entanto, ele prefere não falar sobre a "Mão de Deus" ao abordar a brilhante atuação individual do camisa 10 argentino na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, no México.

"Criou-se toda uma história em torno daquele gol que não se justifica", diz Macaya, uma opinião controversa entre os argentinos, que veem aquele lance como um ato de justiça após a Guerra das Malvinas, em 1982.

- "Maradona me deu razão" -

Macaya só deixa de lado sua habitual moderação ao relembrar a ocasião em que Maradona lhe "deu razão". Foi em maio de 1994, após uma "troca de farpas" na imprensa, quando Diego pediu uma reunião, uma câmera e afirmou que o jornalista estava certo.

Um gesto que ele não estendeu a outros repórteres. "A ninguém. Fantástico, incrível", disse com um sorriso.

Desde 1958, segundo Macaya, as Copas do Mundo "geram o que geram hoje devido ao investimento econômico".

O objetivo da Fifa de conquistar o mercado dos Estados Unidos tem sido alvo de críticas devido aos altos preços dos ingressos e ao novo formato do torneio com 48 seleções.

"O jogo evoluiu em alguns aspectos e, por sua própria evolução, de forma contraditória, prejudicou outros", opina o jornalista.

E.Lau--ThChM