The China Mail - Inelegibilidade de Bolsonaro fortalece combate à desinformação no Brasil

USD -
AED 3.672502
AFN 63.999576
ALL 80.977186
AMD 362.829809
ANG 1.790365
AOA 918.000184
ARS 1524.997501
AUD 1.43976
AWG 1.8025
AZN 1.69885
BAM 1.722428
BBD 2.015086
BDT 123.012972
BGN 1.683441
BHD 0.376997
BIF 2995
BMD 1
BND 1.277405
BOB 12.040458
BRL 5.181501
BSD 1.000454
BTN 95.892522
BWP 14.09417
BYN 3.010995
BYR 19600
BZD 2.012171
CAD 1.423715
CDF 2309.999986
CHF 0.835405
CLF 0.024646
CLP 973.179852
CNY 6.704751
CNH 6.709685
COP 3314.79
CRC 456.985341
CUC 1
CUP 24.01166
CVE 97.750138
CZK 21.561986
DJF 177.719945
DKK 6.598698
DOP 59.697254
DZD 133.911021
EGP 51.938599
ERN 15
ETB 163.421342
EUR 0.88272
FJD 2.24775
FKP 0.756991
GBP 0.754035
GEL 2.60498
GGP 0.756991
GHS 11.699323
GIP 0.756991
GMD 73.5159
GNF 8798.844552
GTQ 7.643396
GYD 209.328131
HKD 7.84663
HNL 26.859007
HRK 6.650974
HTG 130.939066
HUF 323.646983
IDR 17897.45
ILS 3.07365
IMP 0.756991
INR 95.93015
IQD 1310.606294
IRR 1693792.500038
ISK 120.930408
JEP 0.756991
JMD 158.336929
JOD 0.709025
JPY 157.684016
KES 129.709357
KGS 87.448698
KHR 4057.22564
KMF 435.00025
KPW 900.000318
KRW 1358.609932
KWD 0.30894
KYD 0.833726
KZT 440.074329
LAK 22455.503791
LBP 89592.031739
LKR 330.60617
LRD 171.583824
LSL 16.385613
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.399
MAD 9.71296
MDL 17.763022
MGA 4394.578552
MKD 54.34255
MMK 2099.600314
MNT 3599.1704
MOP 8.086624
MRU 40.069045
MUR 47.760183
MVR 15.450398
MWK 1734.754084
MXN 18.076375
MYR 4.083989
MZN 63.909674
NAD 16.385685
NGN 1327.250222
NIO 36.821108
NOK 9.626335
NPR 153.428035
NZD 1.77508
OMR 0.384499
PAB 1.000449
PEN 3.44424
PGK 4.528402
PHP 62.740501
PKR 277.158584
PLN 3.85239
PYG 5852.979771
QAR 3.647324
RON 4.6567
RSD 103.766003
RUB 83.375789
RWF 1477.228194
SAR 3.755513
SBD 8.032647
SCR 13.871342
SDG 601.495377
SEK 10.00818
SGD 1.27803
SHP 0.755829
SLE 24.649652
SLL 20969.491881
SOS 571.727998
SRD 37.6215
STD 20697.981008
STN 21.576683
SVC 8.75393
SYP 13002.000254
SZL 16.377071
THB 33.619691
TJS 9.214436
TMT 3.51
TND 2.978703
TOP 2.40776
TRY 49.036597
TTD 6.787408
TWD 31.882899
TZS 2640.003023
UAH 44.690709
UGX 3921.672237
UYU 40.308767
UZS 11835.41907
VES 857.98905
VND 25962
VUV 119.008285
WST 2.76852
XAF 579.026255
XAG 0.016607
XAU 0.000240904065
XCD 2.70255
XCG 1.803098
XDR 0.707052
XOF 579.026255
XPF 105.029547
YER 236.402537
ZAR 16.43561
ZMK 9001.197648
ZMW 19.559579
ZWL 321.999592
SSP 5712.591902
MXV 2.046206
Inelegibilidade de Bolsonaro fortalece combate à desinformação no Brasil
Inelegibilidade de Bolsonaro fortalece combate à desinformação no Brasil / foto: © AFP

Inelegibilidade de Bolsonaro fortalece combate à desinformação no Brasil

A inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL), há uma semana, por proferir alegações falsas sobre a suposta vulnerabilidade das urnas eletrônicas, é um marco no combate à desinformação no Brasil e tem um potencial "efeito pedagógico" na sociedade brasileira, avaliam especialistas.

Tamanho do texto:

O tema esteve no centro da condenação do ex-presidente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao declarar seu voto, o presidente da Corte eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, frisou que a resposta do TSE confirmará “nosso grau, enquanto poder judiciário, de repulsa ao degradante populismo renascido a partir (...) dos discursos que propagam infame desinformação” por “verdadeiros milicianos digitais”.

O ex-presidente foi condenado a oito anos de inelegibilidade por dar informações falsas sobre o sistema eleitoral durante uma reunião com embaixadores em julho de 2022, a três meses do pleito no qual disputava a reeleição. Bolsonaro ainda pode recorrer da decisão.

O julgamento do TSE, porém, já teve um “efeito pedagógico” para a sociedade e para a classe política brasileira, disse à AFP Ivan Paganotti, doutor em Ciências da Comunicação e professor da Universidade Metodista de São Paulo.

O docente recorda que esta não foi a primeira decisão desse tipo no país. Em 2021, o TSE já havia tornado inelegível e cassado o mandato do deputado estadual pelo Paraná Fernando Francischini (PSL), por propagar desinformação sobre as urnas eletrônicas nas eleições de 2018.

- Não há "intocáveis" -

Mas, se episódios como o julgamento do Mensalão ou a operação 'Lava Jato' criaram na sociedade brasileira a percepção de que mesmo políticos do alto escalão poderiam responder por crimes de corrupção, "agora a gente tem a percepção de que acusações sobre fraude eleitoral ou tentativas de ameaça à democracia, mesmo em representantes políticos de altíssima visibilidade, também podem levar a uma consequência", afirmou Paganotti.

Desta forma, prosseguiu o professor, a condenação de um ex-presidente não apenas reforça a jurisprudência anterior, mas acaba com a sensação de que existem “intocáveis” na política brasileira quando se trata de desinformação.

Esta decisão se torna ainda mais significativa em um país como o Brasil, onde a circulação de notícias falsas atinge maciçamente uma população altamente conectada às redes sociais. Trata-se de um ambiente no qual a produção e disseminação de desinformação é fortemente dependente de representantes políticos.

De acordo com o pesquisador, uma informação falsa surge primeiro em um grupo social específico. Em determinado momento, porém, integrantes da classe política disseminam esses conteúdos, que passam a ter mais visibilidade.

- "Vitória da democracia" -

Neste sentido, para Eduardo Barbabela, pesquisador do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (Lemep) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), "a inelegibilidade de Bolsonaro é uma vitória da democracia brasileira".

"A condenação é um passo importante no combate à desinformação, pois condena alguém que utilizou a desinformação como uma estratégia narrativa durante todo o seu governo", disse ele à AFP.

Antes da reunião com embaixadores pela qual foi condenado, o então presidente já havia feito alegações falsas sobre a covid-19 e promovido remédios ineficazes para combater a doença. Em 2020, citando possíveis efeitos colaterais da vacina contra o coronavírus, chegou a associar tomar a vacina a "virar um jacaré".

Na ONU, Bolsonaro também mentiu sobre temas ambientais em 2020 e sobre dados de feminicídio em 2022.

Estas e outras declarações polêmicas renderam a Bolsonaro o apelido de “Trump dos trópicos”, em referência ao ex-presidente norte-americano Donald Trump. O antigo líder dos Estados Unidos também enfrentou problemas judiciais após o ataque ao Capitólio, em janeiro de 2021, mas não chegou a perder seus direitos políticos até o momento.

Nesse sentido, Barbabela chamou atenção para o ineditismo da condenação de Bolsonaro. “Não me recordo de nenhum outro país que tenha enfrentado um problema de desinformação em massa e tenha adotado uma medida semelhante à condenação de um político de alto escalão por propagar desinformação em massa”, pontuou.

O cientista político fez a ressalva, porém, de que Bolsonaro não deveria ser o único julgado por propagar desinformação. “Enquanto ele for o único conhecido por ter sido condenado, seu discurso de mártir e vítima do sistema continua sendo reforçado”, advertiu.

B.Clarke--ThChM