The China Mail - 'Não há espaço': centenas de migrantes aguardam alojamento em Nova York

USD -
AED 3.672503
AFN 63.999633
ALL 81.13116
AMD 364.066319
ANG 1.790365
AOA 917.999554
ARS 1524.997501
AUD 1.439429
AWG 1.8025
AZN 1.699887
BAM 1.725719
BBD 2.018882
BDT 123.247965
BGN 1.683441
BHD 0.377906
BIF 3005.722202
BMD 1
BND 1.279885
BOB 12.063778
BRL 5.184055
BSD 1.002338
BTN 96.076978
BWP 14.120969
BYN 3.01672
BYR 19600
BZD 2.01597
CAD 1.42459
CDF 2310.000003
CHF 0.836205
CLF 0.024656
CLP 973.539878
CNY 6.70475
CNH 6.71436
COP 3314.79
CRC 457.846208
CUC 1
CUP 24.056893
CVE 97.29465
CZK 21.580966
DJF 178.497375
DKK 6.601103
DOP 59.602065
DZD 133.919964
EGP 51.941199
ERN 15
ETB 163.729916
EUR 0.88295
FJD 2.24875
FKP 0.756991
GBP 0.75445
GEL 2.60498
GGP 0.756991
GHS 11.732889
GIP 0.756991
GMD 74.000372
GNF 8750.000468
GTQ 7.658099
GYD 209.730789
HKD 7.84665
HNL 26.909604
HRK 6.6528
HTG 131.186306
HUF 323.419643
IDR 17937
ILS 3.07365
IMP 0.756991
INR 95.96915
IQD 1313.138889
IRR 1693792.502544
ISK 120.969796
JEP 0.756991
JMD 158.635902
JOD 0.708994
JPY 158.143502
KES 129.719972
KGS 87.4487
KHR 4065.101628
KMF 435.000056
KPW 900.000318
KRW 1360.175049
KWD 0.30903
KYD 0.835337
KZT 440.918897
LAK 22497.408184
LBP 89762.385847
LKR 331.231884
LRD 171.912363
LSL 16.416191
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411082
MAD 9.723465
MDL 17.796797
MGA 4402.876428
MKD 54.331282
MMK 2099.600314
MNT 3599.1704
MOP 8.102072
MRU 40.144704
MUR 47.75987
MVR 15.449965
MWK 1738.121498
MXN 18.08776
MYR 4.086498
MZN 63.909596
NAD 16.41706
NGN 1326.860227
NIO 36.892099
NOK 9.633325
NPR 153.717739
NZD 1.77802
OMR 0.384505
PAB 1.002374
PEN 3.450819
PGK 4.536992
PHP 62.741981
PKR 277.681916
PLN 3.85205
PYG 5864.031411
QAR 3.65434
RON 4.657014
RSD 103.796978
RUB 83.375041
RWF 1480.037058
SAR 3.759293
SBD 8.032647
SCR 13.836223
SDG 601.505977
SEK 10.01845
SGD 1.27922
SHP 0.755829
SLE 24.649875
SLL 20969.491881
SOS 572.815106
SRD 37.621502
STD 20697.981008
STN 21.617329
SVC 8.77073
SYP 13002.000254
SZL 16.407994
THB 33.620498
TJS 9.232161
TMT 3.51
TND 2.97262
TOP 2.40776
TRY 49.032203
TTD 6.800164
TWD 31.937496
TZS 2640.002984
UAH 44.775489
UGX 3929.198542
UYU 40.386126
UZS 11858.028368
VES 857.98905
VND 25966
VUV 119.008285
WST 2.76852
XAF 579.17706
XAG 0.016353
XAU 0.000240041575
XCD 2.70255
XCG 1.806559
XDR 0.707052
XOF 579.17706
XPF 105.230186
YER 236.396786
ZAR 16.44243
ZMK 9001.20083
ZMW 19.596771
ZWL 321.999592
SSP 5712.591896
MXV 2.047495
'Não há espaço': centenas de migrantes aguardam alojamento em Nova York
'Não há espaço': centenas de migrantes aguardam alojamento em Nova York / foto: © AFP

'Não há espaço': centenas de migrantes aguardam alojamento em Nova York

Abdoullahi Diallo, que deixou a Mauritânia em busca de "democracia" e "respeito", é um das centenas de migrantes, a maioria africanos, que aguardam alojamento em Nova York, onde o prefeito pendurou o cartaz "não há espaço".

Tamanho do texto:

O mauritano, de 25 anos, demorou mais de duas semanas para chegar à cidade dos arranha-céus, esculpida pela imigração, à qual historicamente acolheu de portas abertas.

Passou por Istambul (Turquia), de onde voou para a Nicarágua - a principal porta de entrada no continente para a maioria dos imigrantes consultados -, antes de chegar a Nova York, em uma viagem que, segundo ele, custou mais de 8.000 dólares (38.196 reais na cotação atual).

"Viemos para Nova York porque não temos uma vida normal no nosso país, estamos fartos, mesmo que você estude, mesmo que esteja em idade de trabalhar, você não tem emprego", diz ele, após relembrar o "sofrimento" vivido na longa viagem por países que "nem me lembro".

No entanto, ele não esquece que no México "policiais mascarados roubaram todo o nosso dinheiro".

Assim como Diallo, jovens africanos da África Ocidental, especialmente da Mauritânia e do Senegal, que fogem da instabilidade política e da falta de perspectiva, são hoje maioria entre os migrantes que procuram ajuda no centro de acolhimento da prefeitura de Nova York, instalado no Hotel Roosevelt, a um passo da emblemática Quinta Avenida.

Alguns esperam há mais de uma semana e dormem em cima de papelão no meio da rua. Voluntários distribuem comida e água.

Um latino-americano, acompanhado de sua esposa, não quis revelar o nome por medo de que isso afetasse sua situação. "Ontem nos disseram para não falar com a imprensa", disse ele. Foi realocado na semana passada, após dois dias na fila, em alguns colchonetes espalhados pelo chão de um hotel da cidade.

Mas nesta segunda-feira eles foram levados de volta ao centro de acolhimento em busca de uma solução mais duradoura. Enquanto isso, dormem em poltronas no saguão do hotel, disse à AFP. "Eles nos dizem que temos que esperar", afirmou.

- "Não vai melhorar" -

"Não há espaço" e a crise da imigração "não vai melhorar", alertou o prefeito de Nova York, o democrata Eric Adams, na segunda-feira.

Adams tem se reunido com as autoridades federais para tentar encontrar uma solução que, segundo ele, passa por mais controles na fronteira, decretar estado de emergência e ajudas federais para enfrentar essa onda migratória.

Mas, acima de tudo, esse ex-policial insta as autoridades federais a agilizar as permissões de trabalho para os recém-chegados. "Não há nada mais antiamericano do que não poder trabalhar", disse ele.

No ano passado, mais de 93.000 pessoas - a maioria latino-americanos e particularmente venezuelanos e centro-americanos - chegaram a Nova York, que por lei é obrigada a oferecer um teto gratuito a quem o solicitar.

Quase 106.000 pessoas, entre elas cerca de 54.000 migrantes, vivem em abrigos, hotéis ou instalações montadas pela cidade, segundo as autoridades.

As autoridades democratas de Nova York, que nas últimas semanas tentaram dissuadir os migrantes de irem para a cidade, agora dão prioridade às famílias com crianças pequenas ao conceder alojamento gratuito. A estadia máxima para homens solteiros é de 60 dias.

Acima de tudo, querem evitar que esta cidade de 8,5 milhões de habitantes e uma meca turística, com 56 milhões de visitantes no ano passado, se pareça com "outras cidades onde há barracas em todas as ruas", afirmou o prefeito.

Sob pontes de rodovias que cortam alguns bairros da cidade, como Brooklyn e Queens, as barracas já começam a fazer parte da paisagem.

M.Zhou--ThChM