The China Mail - Biden contra Trump: a batalha pelo voto da classe operária

USD -
AED 3.672496
AFN 64.000232
ALL 81.195771
AMD 364.066319
ANG 1.790365
AOA 916.999911
ARS 1525.054703
AUD 1.440746
AWG 1.8025
AZN 1.698106
BAM 1.725719
BBD 2.018882
BDT 123.247965
BGN 1.683441
BHD 0.377906
BIF 3005.722202
BMD 1
BND 1.279885
BOB 12.063778
BRL 5.179703
BSD 1.002338
BTN 96.076978
BWP 14.120969
BYN 3.01672
BYR 19600
BZD 2.01597
CAD 1.424465
CDF 2312.502627
CHF 0.834935
CLF 0.024657
CLP 973.580262
CNY 6.70475
CNH 6.717955
COP 3314.79
CRC 457.846208
CUC 1
CUP 24.056893
CVE 97.29465
CZK 21.65195
DJF 178.497375
DKK 6.617525
DOP 59.602065
DZD 134.060992
EGP 52.454971
ERN 15
ETB 161.000261
EUR 0.885201
FJD 2.251298
FKP 0.753812
GBP 0.756465
GEL 2.595043
GGP 0.753812
GHS 11.732889
GIP 0.753812
GMD 74.000121
GNF 8749.999912
GTQ 7.658099
GYD 209.730789
HKD 7.846995
HNL 26.850309
HRK 6.673703
HTG 131.186306
HUF 325.657959
IDR 17964
ILS 3.079075
IMP 0.753812
INR 96.23215
IQD 1310
IRR 1693850.000028
ISK 121.279646
JEP 0.753812
JMD 158.635902
JOD 0.708995
JPY 158.307499
KES 129.750223
KGS 87.448697
KHR 4056.000176
KMF 435.000235
KPW 900.000318
KRW 1362.240023
KWD 0.30888
KYD 0.835337
KZT 440.918897
LAK 22439.999939
LBP 89550.000368
LKR 331.231884
LRD 171.39704
LSL 16.449493
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.404639
MAD 9.723465
MDL 17.796797
MGA 4425.00031
MKD 54.331282
MMK 2099.783199
MNT 3598.053803
MOP 8.102072
MRU 40.084969
MUR 47.820189
MVR 15.459645
MWK 1735.999855
MXN 18.218797
MYR 4.085802
MZN 63.906283
NAD 16.4598
NGN 1327.82003
NIO 36.655031
NOK 9.639355
NPR 153.717739
NZD 1.78264
OMR 0.384499
PAB 1.002374
PEN 3.450497
PGK 4.444994
PHP 62.86797
PKR 277.050272
PLN 3.87344
PYG 5864.031411
QAR 3.645028
RON 4.670304
RSD 104.055987
RUB 83.300389
RWF 1475
SAR 3.780993
SBD 8.065041
SCR 13.782507
SDG 601.492727
SEK 10.03894
SGD 1.28037
SHP 0.754575
SLE 24.598002
SLL 20969.491881
SOS 571.501184
SRD 37.621495
STD 20697.981008
STN 21.675
SVC 8.77073
SYP 13002.000254
SZL 16.449739
THB 33.679743
TJS 9.232161
TMT 3.5
TND 2.97262
TOP 2.40776
TRY 49.035199
TTD 6.800164
TWD 31.984499
TZS 2642.498024
UAH 44.775489
UGX 3929.198542
UYU 40.386126
UZS 11820.000343
VES 859.10005
VND 25977
VUV 119.747847
WST 2.7762
XAF 580.653724
XAG 0.016534
XAU 0.000240404264
XCD 2.70255
XCG 1.806559
XDR 0.707052
XOF 580.653724
XPF 105.849888
YER 236.425018
ZAR 16.57456
ZMK 9001.220636
ZMW 19.596771
ZWL 321.999592
SSP 5712.5919
MXV 2.061876
Biden contra Trump: a batalha pelo voto da classe operária
Biden contra Trump: a batalha pelo voto da classe operária / foto: © AFP

Biden contra Trump: a batalha pelo voto da classe operária

A batalha entre o presidente Joe Biden e o ex-presidente Donald Trump pelo voto da classe operária e pelo eleitorado branco popular será intensa, como demonstram suas viagens a Michigan, berço da indústria automotiva nos Estados Unidos e epicentro de um movimento de greve no setor.

Tamanho do texto:

"Comprar um carro novo custaria metade do meu salário anual", afirma Curtis Cranford, um trabalhador de 66 anos que cumprimentou Biden brevemente na terça-feira, quando o presidente se juntou a um piquete de grevistas em frente a uma fábrica da General Motors em Belleville, nos subúrbios de Detroit.

Ele agradece a Biden por ter ido até lá, mas, devido à transição energética que "custará empregos" e, principalmente, devido às posições dos democratas sobre o aborto e a imigração, "provavelmente votará nos republicanos" nas eleições presidenciais do próximo ano.

Isso significa, potencialmente, votar em Trump, o grande favorito nas primárias do Partido Republicano.

Trump não participará do debate dos candidatos à nomeação republicana e visitará na quinta-feira uma pequena fábrica em Detroit, que não está no circuito do sindicato dos trabalhadores do setor automobilístico (UAW), atualmente em greve por melhorias salariais contra as "três grandes" montadoras de automóveis dos Estados Unidos: General Motors, Ford e Stellantis.

Biden e Trump estão buscando "seduzir o eleitorado trabalhador, especialmente o branco", que será decisivo no próximo ano, analisa Jefferson Cowie, professor da Universidade de Vanderbilt, em uma entrevista à rádio pública NPR.

"Será que eles serão seduzidos pela retórica habitual de Trump, especialmente em questões de raça e nacionalismo? Ou veremos um movimento mais voltado para a visão um pouco próxima à de Roosevelt e Biden? Essa é realmente a questão central", resume o acadêmico.

Biden, que aposta fortemente no apoio dos sindicatos e que sempre que pode defende suas medidas em favor da classe média, é o primeiro presidente dos Estados Unidos a se juntar a um piquete de grevistas.

Com um megafone na mão para encorajá-los, o democrata de 80 anos pretendia dar um grande impulso à sua campanha de reeleição.

Carolyn Nippa, de 51 anos, 26 dos quais trabalhou para a GM, afirma ter sido "surreal" cumprimentar o presidente.

- 'Fritos' -

"Não sou a favor de Trump. Digo isso claramente. Acho que ele trabalhou para as multinacionais e os milionários", diz esta operária, que mudou várias vezes de fábrica à medida que foram fechando.

"Se eu não ganhar a eleição, os trabalhadores da indústria automobilística estarão fritos", afirmou o ex-presidente em sua rede social Truth Social.

Mas quem defende mais os trabalhadores, Trump ou Biden?

"É difícil dizer", reflete Kristy Zometsky, de 44 anos, que trabalha na mesma fábrica de autopeças da General Motors onde seu pai e seu tio trabalharam. "Essa greve não é uma questão política", garantiu.

Suas preocupações são as mesmas de todos os trabalhadores em greve: o alto custo de vida, os salários que não acompanham o aumento da inflação, apesar dos sacrifícios feitos em 2009 para sustentar as empresas em crise.

Naquela época, durante a grande crise financeira que se seguiu ao estouro da bolha dos créditos de risco "subprimes", foi quando Sarah Polk se perguntou: "Quem realmente nos apoia?".

Esta designer de 53 anos, no centro de Detroit, não é operária do setor automotivo. Mas, como funcionária da seguradora Blue Cross, é sindicalizada na UAW e, portanto, está em greve.

A chegada tanto de Biden quanto de Trump "é uma operação de comunicação", afirma esta mãe solteira de três filhos, que "sempre" está "um mês atrasada" para pagar suas contas.

Antes, ela "era mais democrata". E votaria em Robert F. Kennedy ou Marianne Williamson, dois candidatos que têm praticamente nenhuma chance de figurar na cédula do partido em novembro do próximo ano.

Mas, quanto a quem terá seu voto em 2024, ela responde: "Não sei."

M.Zhou--ThChM