The China Mail - Blinken retorna a Israel para pedir 'medidas concretas' que protejam os civis de Gaza

USD -
AED 3.672498
AFN 64.00001
ALL 81.482729
AMD 364.83349
ANG 1.790365
AOA 916.999817
ARS 1524.975698
AUD 1.438569
AWG 1.8025
AZN 1.700568
BAM 1.733158
BBD 2.015756
BDT 123.052656
BGN 1.683441
BHD 0.377328
BIF 3004.44854
BMD 1
BND 1.281424
BOB 12.054428
BRL 5.187901
BSD 1.000833
BTN 96.45446
BWP 14.158233
BYN 3.014683
BYR 19600
BZD 2.012832
CAD 1.424475
CDF 2312.501759
CHF 0.835115
CLF 0.024743
CLP 976.949829
CNY 6.70475
CNH 6.716595
COP 3314.79
CRC 457.240078
CUC 1
CUP 24.018396
CVE 97.712812
CZK 21.64135
DJF 178.215541
DKK 6.61512
DOP 59.79566
DZD 133.77797
EGP 52.292799
ERN 15
ETB 163.475001
EUR 0.884901
FJD 2.24875
FKP 0.753812
GBP 0.755505
GEL 2.594995
GGP 0.753812
GHS 11.724777
GIP 0.753812
GMD 74.000019
GNF 8804.033816
GTQ 7.645479
GYD 209.346324
HKD 7.84721
HNL 26.865513
HRK 6.667398
HTG 130.978015
HUF 324.915499
IDR 17981
ILS 3.07585
IMP 0.753812
INR 96.24925
IQD 1311.020726
IRR 1693849.999755
ISK 121.219973
JEP 0.753812
JMD 157.630753
JOD 0.709027
JPY 157.967497
KES 129.750338
KGS 87.44703
KHR 4053.132006
KMF 435.000043
KPW 900.000318
KRW 1361.270316
KWD 0.30882
KYD 0.834057
KZT 443.471634
LAK 22442.975382
LBP 89622.18589
LKR 330.728128
LRD 171.587828
LSL 16.576308
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411393
MAD 9.760381
MDL 17.819861
MGA 4419.297095
MKD 54.561083
MMK 2099.783199
MNT 3598.053803
MOP 8.089432
MRU 40.068766
MUR 47.819871
MVR 15.460075
MWK 1735.373872
MXN 18.16605
MYR 4.085097
MZN 63.898567
NAD 16.575573
NGN 1327.789809
NIO 36.828953
NOK 9.621485
NPR 154.325085
NZD 1.78074
OMR 0.384508
PAB 1.000833
PEN 3.453202
PGK 4.464491
PHP 62.810395
PKR 277.237331
PLN 3.870445
PYG 5831.841625
QAR 3.648069
RON 4.674503
RSD 104.001994
RUB 83.552628
RWF 1476.791379
SAR 3.756193
SBD 8.065041
SCR 13.763509
SDG 601.50433
SEK 10.026404
SGD 1.279845
SHP 0.754575
SLE 24.601654
SLL 20969.491881
SOS 571.929887
SRD 37.621501
STD 20697.981008
STN 21.711004
SVC 8.757067
SYP 13002.000254
SZL 16.569484
THB 33.670224
TJS 9.217388
TMT 3.5
TND 2.975471
TOP 2.40776
TRY 49.034455
TTD 6.789784
TWD 31.912599
TZS 2635.002999
UAH 44.939475
UGX 3973.556883
UYU 40.28499
UZS 11829.395814
VES 859.10005
VND 25982
VUV 119.747847
WST 2.7762
XAF 580.457098
XAG 0.016389
XAU 0.000239315748
XCD 2.70255
XCG 1.803617
XDR 0.707052
XOF 580.457098
XPF 105.684789
YER 236.42499
ZAR 16.53851
ZMK 9001.208627
ZMW 19.680804
ZWL 321.999592
SSP 5712.591899
MXV 2.055907
Blinken retorna a Israel para pedir 'medidas concretas' que protejam os civis de Gaza
Blinken retorna a Israel para pedir 'medidas concretas' que protejam os civis de Gaza / foto: © AFP

Blinken retorna a Israel para pedir 'medidas concretas' que protejam os civis de Gaza

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, chegou nesta sexta-feira (3) a Israel para pedir "medidas concretas" na proteção dos civis na Faixa de Gaza, que enfrenta bombardeios incessantes israelenses desde o ataque letal do grupo islamista Hamas em 7 de outubro.

Tamanho do texto:

Em um momento de temor de propagação do conflito pela região, o secretário de Estado americano inicia sua segunda viagem ao Oriente Médio desde o início da guerra. O desembarque de Blinken em Tel Aviv aconteceu poucas horas depois de Israel anunciar um cerco total à cidade de Gaza.

"Vamos conversar sobre medidas concretas que podem e devem ser tomadas para minimizar os danos aos homens, mulheres e crianças de Gaza", declarou Blinken antes de deixar Washington.

O secretário de Estado se reunirá com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e participará em uma reunião do gabinete de segurança.

Ao mesmo tempo, o influente líder do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, pretende fazer o primeiro discurso desde o início da guerra, no qual deve explicar se o seu grupo, aliado do Hamas e apoiado pelo Irã, entrará de fato no conflito.

Desde o ataque do Hamas, que deixou mais de 1.400 mortos segundo as autoridades israelenses, os 2,4 milhões de habitantes de Gaza vivem cercados e enfrentam os bombardeios constantes de Israel, que provocaram mais de 9.200 mortes, incluindo mais de 3.800 menores de idade, segundo o movimento islamista.

Na incursão do Hamas em território israelense, os milicianos também sequestraram mais de 240 pessoas.

- Hamas ameaça -

Após uma semana de combates no norte Faixa, os soldados israelenses conseguiram "cercar a cidade de Gaza, centro da organização terrorista Hamas", anunciou na quinta-feira o porta-voz militar Daniel Hagari.

"Estamos no auge da campanha (militar), nossos êxitos são impressionantes", celebrou Netanyahu na quinta-feira durante uma visita a uma base militar perto de Tel Aviv.

Ele reconheceu que a operação é "difícil" e inclui "perdas dolorosas". Até o momento, o Exército relatou que 332 soldados morreram na guerra.

Israel bombardeou o enclave na madrugada de sexta-feira, segundo correspondentes da AFP.

De acordo com o Ministério da Saúde do Hamas, que governa o território, sete pessoas morreram em um ataque em Jabaliya, campo de refugiados no norte da Faixa, onde quase 200 pessoas faleceram em bombardeios durante a semana. No bairro de Zaytun, na cidade de Gaza, morreram outras 15 pessoas.

O Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU afirmou que os bombardeios israelenses contra o campo de refugiados de Jabaliya, o maior de Gaza com 116.000 residentes, poderiam constituir "crimes de guerra".

As Brigadas Ezzedin al Qassam, braço armado do movimento palestino, afirmaram que atacaram soldados israelenses perto de Beit Lahia, norte do enclave.

Vídeos divulgados pelo Hamas mostram os combatentes do grupo saindo de túneis para atacar os tanques israelenses, que enfrentam dificuldades para avançar devido à destruição provocada pelos bombardeios.

O porta-voz do braço armado do movimento palestino, Abu Obeida, afirmou que "Gaza será uma maldição na história de Israel" e que muitos de seus soldados "voltarão em sacos pretos".

O Exército israelense afirmou enfrentou "unidades terroristas que usaram mísseis antitanque" e artefatos explosivos improvisados.

Na densamente povoada cidade de Gaza, alguns moradores procuraram refúgio perto do hospital Al Quds.

"Precisamos de um lugar seguro para nossos filhos", declarou à AFP Hiyam Shamlakh, de 50 anos. "Todos estão aterrorizados. As crianças, as mulheres, os idosos", acrescentou.

Desde quarta-feira, feridos e pessoas com passaporte estrangeiro foram autorizadas a sair do território cercado através da passagem de fronteira de Rafah e entrar no Egito - o único acesso à Gaza que não é controlado por Israel.

A ONU informou que quase 60 feridos e 400 estrangeiros ou pessoas com dupla cidadania saíram de Gaza na quinta-feira, número similar ao registrado no dia anterior.

Israel começou nesta sexta-feira a enviar de volta todos os trabalhadores do enclave que estavam no seu território no momento do ataque do Hamas.

"Israel corta todos os vínculos com Gaza, não haverá mais trabalhadores palestinos em Gaza", afirmou na quinta-feira o gabinete de segurança do país.

Quase 18.500 moradores de Gaza tinham autorização para trabalhar em Israel quando a guerra começou, segundo as autoridades israelenses.

A ONU afirmou que está "profundamente preocupada" com a medida, levando em consideração a "gravidade da situação" no enclave palestino.

- Tensão no Líbano -

A visita de Blinken, que depois viajará para a Jordânia, acontece em um momento de preocupação com uma possível expansão regional do conflito.

A guerra aumentou a tensão na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, onde seis palestinos morreram nesta sexta-feira em uma série de incursões do Exército israelense. A situação neste território é "alarmante e urgente", alertou a ONU.

Israel também anunciou um "vasto ataque" na quinta-feira contra posições do Hezbollah no sul do Líbano, em resposta a disparos procedentes da região contra o norte de seu território.

A violência provocou 70 mortes no sul do Líbano desde 7 de outubro, segundo uma contagem da AFP, a maioria combatentes do Hezbollah. Do lado israelense morreram oito soldados e um civil, segundo as autoridades.

Além dos bombardeios contra Gaza, Israel impôs um cerco praticamente total ao território de 362 quilômetros quadrados e cortou o acesso ao abastecimento de água, alimentos, energia elétrica e combustíveis.

O cerco foi um pouco flexibilizado nos últimos dias para permitir a entrada de alguns suprimentos em pouco mais de 370 caminhões de ajuda humanitária, segundo a ONU, que pede autorização para enviar mais assistência.

A ONU calculou a ajuda necessária à população de Gaza e da Cisjordânia em 1,2 bilhão de dólares até ao final de 2023, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

L.Johnson--ThChM