The China Mail - Israel e Hamas aprovam trégua de quatro dias e libertação de 50 reféns

USD -
AED 3.672496
AFN 63.999914
ALL 81.482729
AMD 362.820235
ANG 1.790365
AOA 916.999747
ARS 1524.950103
AUD 1.444043
AWG 1.8025
AZN 1.695524
BAM 1.733158
BBD 2.015756
BDT 123.052656
BGN 1.683441
BHD 0.377328
BIF 3004.44854
BMD 1
BND 1.281424
BOB 12.054428
BRL 5.218202
BSD 1.000833
BTN 96.45446
BWP 14.158233
BYN 3.014683
BYR 19600
BZD 2.012832
CAD 1.424875
CDF 2312.497529
CHF 0.83099
CLF 0.024865
CLP 981.699414
CNY 6.70475
CNH 6.718055
COP 3320.6
CRC 457.240078
CUC 1
CUP 24.018396
CVE 97.712812
CZK 21.75105
DJF 178.215541
DKK 6.640303
DOP 59.79566
DZD 133.979954
EGP 52.346802
ERN 15
ETB 163.475001
EUR 0.88829
FJD 2.252295
FKP 0.753812
GBP 0.757375
GEL 2.594975
GGP 0.753812
GHS 11.724777
GIP 0.753812
GMD 73.999558
GNF 8804.033816
GTQ 7.645479
GYD 209.346324
HKD 7.846505
HNL 26.865513
HRK 6.667402
HTG 130.978015
HUF 327.740502
IDR 18005
ILS 3.086101
IMP 0.753812
INR 96.26955
IQD 1311.020726
IRR 1693850.00017
ISK 121.689811
JEP 0.753812
JMD 157.630753
JOD 0.708975
JPY 157.860499
KES 129.669462
KGS 87.44697
KHR 4053.132006
KMF 435.000205
KPW 900.000318
KRW 1363.360117
KWD 0.30877
KYD 0.834057
KZT 443.471634
LAK 22442.975382
LBP 89622.18589
LKR 330.728128
LRD 171.587828
LSL 16.576308
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411393
MAD 9.760381
MDL 17.819861
MGA 4419.297095
MKD 54.561083
MMK 2099.783199
MNT 3598.053803
MOP 8.089432
MRU 40.068766
MUR 47.819887
MVR 15.459976
MWK 1735.373872
MXN 18.28782
MYR 4.085973
MZN 63.907668
NAD 16.575573
NGN 1328.34018
NIO 36.828953
NOK 9.61827
NPR 154.325085
NZD 1.78379
OMR 0.384498
PAB 1.000833
PEN 3.453202
PGK 4.464491
PHP 62.796984
PKR 277.237331
PLN 3.88995
PYG 5831.841625
QAR 3.648069
RON 4.746903
RSD 104.419636
RUB 83.290388
RWF 1476.791379
SAR 3.756193
SBD 8.065041
SCR 13.834797
SDG 601.502246
SEK 10.05364
SGD 1.281445
SHP 0.754575
SLE 24.612179
SLL 20969.491881
SOS 571.929887
SRD 37.672504
STD 20697.981008
STN 21.711004
SVC 8.757067
SYP 13002.000254
SZL 16.569484
THB 33.679499
TJS 9.217388
TMT 3.5
TND 2.975471
TOP 2.40776
TRY 49.033696
TTD 6.789784
TWD 31.954801
TZS 2635.002984
UAH 44.939475
UGX 3973.556883
UYU 40.28499
UZS 11829.395814
VES 859.10005
VND 25982
VUV 119.747847
WST 2.7762
XAF 582.68008
XAG 0.016501
XAU 0.000240606714
XCD 2.70255
XCG 1.803617
XDR 0.707052
XOF 582.68008
XPF 105.684789
YER 236.425003
ZAR 16.692759
ZMK 9001.203144
ZMW 19.680804
ZWL 321.999592
SSP 5712.591897
MXV 2.069688
Israel e Hamas aprovam trégua de quatro dias e libertação de 50 reféns
Israel e Hamas aprovam trégua de quatro dias e libertação de 50 reféns / foto: © AFP

Israel e Hamas aprovam trégua de quatro dias e libertação de 50 reféns

Israel e Hamas anunciaram na madrugada desta quarta-feira (22) um acordo para a libertação de pelo menos 50 reféns em poder do grupo islamista em troca de presos palestinos e de uma trégua na Faixa de Gaza após semanas de guerra.

Tamanho do texto:

"O governo aprovou as linhas gerais do primeiro estágio de um acordo pelo qual pelo menos 50 pessoas sequestradas - mulheres e crianças - serão libertadas nos próximos quatro dias, durante os quais haverá uma pausa nos combates", disse o governo israelense em uma nota enviada à AFP.

Antes da reunião do gabinete de ministros, que começou na noite de terça-feira, o premiê israelense Benjamin Netanyahu havia dito que aceitar o acordo é "uma decisão complicada, mas é uma decisão correta".

Seu gabinete estava sob pressão das famílias das quase240 pessoas sequestradas pelo grupo islamista em seu ataque de 7 de outubro, que também deixou 1.200 mortos, a maioria civis, segundo as autoridades israelenses.

Desde então, Israel lançou uma ofensiva contra Gaza com o propósito de "aniquilar" o Hamas, que já deixou mais de 14.000 mortos neste território, vítimas dos bombardeios incessantes e das operações terrestres israelenses.

- A guerra vai continuar -

O Hamas celebrou em um comunicado o acordo de "trégua humanitária" e afirmou que seus dispositivos foram "formulados segundo a visão da resistência".

O Catar, mediador das negociações ao lado dos Estados Unidos e do Egito, confirmou o acordo para uma "pausa humanitária", que terá o início "anunciado nas próximas 24 horas e vai durar quatro dias, com a possibilidade de prorrogação".

Fontes dos dois lados informaram que o acordo contempla a libertação de entre 50 reféns sob poder do Hamas em troca de 150 presos palestinos que estão em Israel. Nos dois lados do conflito, as pessoas mais afetadas são mulheres e crianças, segundo o Hamas.

Um dirigente do Hamas disse à AFP que a troca começará na quinta-feira (23) com a libertação de 10 reféns israelenses e 30 prisioneiros palestinos e que "os demais serão libertados antes do final do quarto dia" da trégua.

Um funcionário de alto escalão da Casa Branca afirmou que entre os liberados estarão três americanos, incluindo uma menina de três anos. Também destacou que os Estados Unidos esperam que o Hamas liberte "mais de 50 reféns".

O presidente americano, Joe Biden, afirmou que está "extraordinariamente satisfeito" com a notícia da libertação em breve dos reféns, assim que o acordo "for plenamente aplicado".

A porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, afirmou que Moscou celebra o acordo para "uma pausa humanitária" e destacou que é "exatamente o que a Rússia pedia desde o início da escalada do conflito".

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed ben Abdelrahmane Al-Thani, declarou ter confiança de que a trégua "permitirá um acordo global e duradouro para acabar com a máquina de guerra".

A Comissão Europeia saudou o acordo e pediu que se aproveite a pausa para "intensificar" a ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A China afirmou que recebeu com satisfação a notícia e espera que ajude "a reduzir o conflito e as tensões".

O acordo de trégua não vai significar o fim da guerra na Faixa de Gaza, destacou o governo de Israel em um comunicado.

"O governo israelense, o Exército israelense e as forças de segurança vão continuar a guerra para trazer de volta todas as pessoas sequestradas, eliminar o Hamas e garantir que não exista nenhuma ameaça para o Estado de Israel procedente de Gaza", afirmou o Executivo na nota sobre o acordo.

O movimento palestino Hamas também se mostrou desafiador em seu comunicado: "Confirmamos que nossos dedos vão continuar nos gatilhos e que nossos batalhões triunfantes vão permanecer de prontidão."

- Verdadeira 'tragédia' -

O acordo chega como um respiro para a população de Gaza, que também está submetida a um "cerco total" por parte de Israel, que bloqueia o fornecimento de comida, água, eletricidade e medicamentos.

A ONU, que junto com outras organizações internacionais reivindicava há semanas um cessar-fogo por motivos humanitários, calcula que a guerra provocou o deslocamento de quase 1,7 milhão dos 2,4 milhões de habitantes da Faixa de Gaza.

Uma verdadeira "tragédia" sanitária é iminente no território, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O grupo de economias emergentes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) solicitou na terça-feira, durante uma cúpula extraordinária virtual "uma trégua humanitária imediata e duradoura" em Gaza.

"Se conseguirem uma trégua de cinco dias agora, acredito que vai abrir caminho para tréguas mais longas, ou até mesmo um cessar-fogo total", dizia esperançoso Hamza Abdel Razeq, morador de Rafah, no sul da Faixa.

"As pessoas realmente estão sofrendo", explicou à AFP.

Este acordo "é ruim para a segurança dos israelenses, é ruim para os reféns, é ruim para os soldados", se opôs o Partido Sionista Religioso, uma legenda de extremadireita com representação no governo de Netanyahu.

- Hospital atacado -

Na terça-feira, as tropas israelenses continuaram lutando no norte da Faixa de Gaza, a área mais afetada pela guerra, onde bairros foram reduzidos a escombros.

O Exército garantiu que seus bombardeios atingiram "cerca de 250" alvos do Hamas no último dia, e acrescentou que dois soldados morreram no norte do território palestino.

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o Crescente Vermelho palestino anunciaram que três médicos, dois deles da MSF, morreram em um bombardeio contra o hospital Al Awda do campo de refugiados de Jabaliya. O Crescente Vermelho denunciou um bombardeio "israelense".

Segundo o Ministério da Saúde do Hamas, o Hospital Indonésio - situado nas imediações do campo -, continuava cercado por tanques israelenses nesta terça, e "50 mortos" jaziam no pátio do estabelecimento.

Na véspera, "terroristas dispararam do interior do Hospital Indonésio em Gaza", declarou o Exército israelense, acrescentando que respondeu dirigindo-se "diretamente" contra a fonte dos disparos.

O movimento islamista acusa Israel de executar uma "guerra contra os hospitais" de Gaza - a zona norte do território tem poucos centros médicos operacionais no momento.

As autoridades israelenses argumentam que o Hamas utiliza os hospitais com fins militares e usa os civis como "escudos humanos", o que o movimento palestino nega.

Em outra frente de batalha, quatro civis, incluindo dois jornalistas, morreram nesta terça-feira em bombardeios israelenses no sul do Líbano, segundo a imprensa libanesa.

Desde o início da guerra em Gaza, o Exército de Israel e o Hezbollah, aliado do Hamas e apoiado pelo Irã, executam ataques na fronteira.

A Casa Branca espera que a trégua em Gaza também conduza a uma "pausa total das hostilidades no norte, na fronteira libanesa".

O.Tse--ThChM