The China Mail - 'Isto é Guiana': moradores defendem território reivindicado pela Venezuela

USD -
AED 3.672496
AFN 63.999914
ALL 81.482729
AMD 362.820235
ANG 1.790365
AOA 916.999747
ARS 1524.950103
AUD 1.444043
AWG 1.8025
AZN 1.695524
BAM 1.733158
BBD 2.015756
BDT 123.052656
BGN 1.683441
BHD 0.377328
BIF 3004.44854
BMD 1
BND 1.281424
BOB 12.054428
BRL 5.218202
BSD 1.000833
BTN 96.45446
BWP 14.158233
BYN 3.014683
BYR 19600
BZD 2.012832
CAD 1.424875
CDF 2312.497529
CHF 0.83099
CLF 0.024865
CLP 981.699414
CNY 6.70475
CNH 6.718055
COP 3320.6
CRC 457.240078
CUC 1
CUP 24.018396
CVE 97.712812
CZK 21.75105
DJF 178.215541
DKK 6.640303
DOP 59.79566
DZD 133.979954
EGP 52.346802
ERN 15
ETB 163.475001
EUR 0.88829
FJD 2.252295
FKP 0.753812
GBP 0.757375
GEL 2.594975
GGP 0.753812
GHS 11.724777
GIP 0.753812
GMD 73.999558
GNF 8804.033816
GTQ 7.645479
GYD 209.346324
HKD 7.846505
HNL 26.865513
HRK 6.667402
HTG 130.978015
HUF 327.740502
IDR 18005
ILS 3.086101
IMP 0.753812
INR 96.26955
IQD 1311.020726
IRR 1693850.00017
ISK 121.689811
JEP 0.753812
JMD 157.630753
JOD 0.708975
JPY 157.860499
KES 129.669462
KGS 87.44697
KHR 4053.132006
KMF 435.000205
KPW 900.000318
KRW 1363.360117
KWD 0.30877
KYD 0.834057
KZT 443.471634
LAK 22442.975382
LBP 89622.18589
LKR 330.728128
LRD 171.587828
LSL 16.576308
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411393
MAD 9.760381
MDL 17.819861
MGA 4419.297095
MKD 54.561083
MMK 2099.783199
MNT 3598.053803
MOP 8.089432
MRU 40.068766
MUR 47.819887
MVR 15.459976
MWK 1735.373872
MXN 18.28782
MYR 4.085973
MZN 63.907668
NAD 16.575573
NGN 1328.34018
NIO 36.828953
NOK 9.61827
NPR 154.325085
NZD 1.78379
OMR 0.384498
PAB 1.000833
PEN 3.453202
PGK 4.464491
PHP 62.796984
PKR 277.237331
PLN 3.88995
PYG 5831.841625
QAR 3.648069
RON 4.746903
RSD 104.419636
RUB 83.290388
RWF 1476.791379
SAR 3.756193
SBD 8.065041
SCR 13.834797
SDG 601.502246
SEK 10.05364
SGD 1.281445
SHP 0.754575
SLE 24.612179
SLL 20969.491881
SOS 571.929887
SRD 37.672504
STD 20697.981008
STN 21.711004
SVC 8.757067
SYP 13002.000254
SZL 16.569484
THB 33.679499
TJS 9.217388
TMT 3.5
TND 2.975471
TOP 2.40776
TRY 49.033696
TTD 6.789784
TWD 31.954801
TZS 2635.002984
UAH 44.939475
UGX 3973.556883
UYU 40.28499
UZS 11829.395814
VES 859.10005
VND 25982
VUV 119.747847
WST 2.7762
XAF 582.68008
XAG 0.016501
XAU 0.000240606714
XCD 2.70255
XCG 1.803617
XDR 0.707052
XOF 582.68008
XPF 105.684789
YER 236.425003
ZAR 16.692759
ZMK 9001.203144
ZMW 19.680804
ZWL 321.999592
SSP 5712.591897
MXV 2.069688
'Isto é Guiana': moradores defendem território reivindicado pela Venezuela
'Isto é Guiana': moradores defendem território reivindicado pela Venezuela / foto: © AFP

'Isto é Guiana': moradores defendem território reivindicado pela Venezuela

Uma bandeira da Guiana balança no topo de uma imensa formação rochosa conhecida como tepui Pakaramba. A seus pés, está o pequeno povoado de Arau, onde seus habitantes afirmam ser guianenses e não venezuelanos, em meio a uma reivindicação centenária sobre o rico território de Essequibo, onde estão localizados.

Tamanho do texto:

"Isto é Guiana", diz à AFP Jacklyn Peters, uma enfermeira de 39 anos que mora em Arau, onde cerca de 280 pessoas vivem em casas de madeira a menos de 10 quilômetros da fronteira com a Venezuela.

"Nesta montanha está a nossa bandeira. Toda manhã a observamos e nos sentimos felizes e orgulhosos. Foi o próprio presidente (Irfaan Ali) que a colocou ali para demonstrar que todos pertencemos à Guiana", acrescenta Peters, que é mãe de seis filhos.

Na cidade há uma igreja adventista branca, sem esculturas ou pinturas, e uma escola com a bandeira da Guiana a meio mastro em luto pela morte de cinco soldados em um acidente de helicóptero no início do mês.

O cenário é composto por casas de madeira sobre palafitas, cajueiros e redes por toda parte: em uma delas, um pai dorme com a filha; em outra, quatro crianças brincam com celulares.

"Temos medo, estamos aterrorizados. Os soldados (venezuelanos) nos maltratam nos impedindo de transitar pelo rio (Cuyuni). Não queremos guerra. Há crianças, mulheres grávidas", acrescenta a enfermeira.

- "Somos irmãos" -

A disputa pelo Essequibo reacendeu em 2015, quando a gigante energética ExxonMobil anunciou a descoberta de grandes campos petrolíferos, deixando a Guiana com reservas de 11 bilhões de barris de petróleo. Cerca de 125 mil pessoas vivem nessa região, o que representa um quinto da população do país, e cobre dois terços da sua extensão territorial.

"Aqui é a terra dos Akawaio. Foi antes da chegada dos espanhóis, desde tempos imemoriais. Para nós não há fronteiras, mas agora com a política, existe", diz Thomas Devroy, ex-líder da comunidade.

Os países vêm elevando o tom da discussão desde que a Guiana concedeu licenças para explorar petróleo bruto na área disputada e a Venezuela realizou um polêmico referendo para incluir o território do país como uma província e não como uma área de reivindicação, como era oficialmente chamada até então.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou que seu país também daria permissão para que petroleiras explorassem a região. A situação gerou receios de uma escalada para um conflito armado que ambos os países negaram.

"Damos as boas-vindas aos venezuelanos. Somos irmãos dos dois lados da fronteira. Estamos tristes por eles. Estão fugindo do seu país. Mas não queremos Maduro, a corrupção, a pobreza. Como ele pode pretender governar aqui?", questiona ele.

Quase sete milhões de venezuelanos deixaram o seu país fugindo da crise e milhares cruzaram a fronteira para a Guiana. Muitos deles trabalham nas minas de ouro da região.

- Preços disparados -

Os habitantes de Arau vivem da exploração do ouro e da agricultura de "subsistência", explica Lindon Cheong, um descendente de chineses de 53 anos, mostrando a casa que foi "construída pelas suas próprias mãos".

O homem, que chegou à região há 17 anos, acredita que o governo da Guiana abandonou Essequibo.

"Para onde vai o dinheiro?", questiona, ressaltando que o ouro está se tornando escasso. "Ontem eu mal fiz meio litro de ouro em oito horas de trabalho. São 1.000 dólares guianenses" (US$ 0,50 ou R$ 23,36, na cotação atual).

Desde setembro, os militares venezuelanos também cobram de navios que abastecem a cidade através do rio Cuyuni e os preços dispararam. Uma garrafa de Coca-Cola, por exemplo, custa US$ 10 dólares (R$ 49,15)e a gasolina passou de US$ 10 por cinco galões (19 litros) para 350 (R$ 1.720).

"Estamos lutando para viver", diz Cheong, que também instalou uma bandeira da Guiana em seu jardim. "Maduro pode fazer o que quiser. Mas aqui está a bandeira da Guiana. A da Venezuela nunca balançará em Arau", completou.

I.Ko--ThChM