The China Mail - Israel se irrita com abstenção dos EUA em votação na ONU sobre cessar-fogo em Gaza

USD -
AED 3.672997
AFN 64.99994
ALL 81.925024
AMD 362.820306
ANG 1.790365
AOA 916.99953
ARS 1524.814897
AUD 1.443097
AWG 1.8
AZN 1.700406
BAM 1.733158
BBD 2.015756
BDT 123.052656
BGN 1.683441
BHD 0.37702
BIF 2995
BMD 1
BND 1.281424
BOB 12.054428
BRL 5.218203
BSD 1.000833
BTN 96.45446
BWP 14.158233
BYN 3.014683
BYR 19600
BZD 2.012832
CAD 1.422025
CDF 2310.000381
CHF 0.831595
CLF 0.024862
CLP 981.70977
CNY 6.704598
CNH 6.71585
COP 3320.28
CRC 457.240078
CUC 1
CUP 24.018396
CVE 97.712812
CZK 21.7469
DJF 177.719711
DKK 6.64818
DOP 59.649878
DZD 133.649647
EGP 52.3194
ERN 15
ETB 163.475001
EUR 0.88935
FJD 2.252798
FKP 0.753812
GBP 0.757863
GEL 2.595018
GGP 0.753812
GHS 11.715008
GIP 0.753812
GMD 73.516576
GNF 8754.999849
GTQ 7.645479
GYD 209.346324
HKD 7.84708
HNL 26.865513
HRK 6.702099
HTG 130.978015
HUF 327.9005
IDR 17942.8
ILS 3.086099
IMP 0.753812
INR 96.09635
IQD 1310
IRR 1746539.000347
ISK 121.87041
JEP 0.753812
JMD 157.630753
JOD 0.709021
JPY 158.163005
KES 129.750032
KGS 87.447002
KHR 4053.132006
KMF 434.999516
KPW 900.000318
KRW 1359.799275
KWD 0.30888
KYD 0.834057
KZT 443.471634
LAK 22442.975382
LBP 89622.18589
LKR 330.728128
LRD 171.587828
LSL 16.694967
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411393
MAD 9.760381
MDL 17.819861
MGA 4419.297095
MKD 54.561083
MMK 2099.783199
MNT 3598.053803
MOP 8.089432
MRU 40.068766
MUR 47.820222
MVR 15.459928
MWK 1735.373872
MXN 18.301203
MYR 4.084605
MZN 63.90389
NAD 16.694984
NGN 1328.679673
NIO 36.828953
NOK 9.58861
NPR 154.325085
NZD 1.785208
OMR 0.384504
PAB 1.000833
PEN 3.453202
PGK 4.464491
PHP 62.795499
PKR 277.237331
PLN 3.89312
PYG 5831.841625
QAR 3.648069
RON 4.753294
RSD 104.537973
RUB 83.374109
RWF 1476.791379
SAR 3.756193
SBD 8.064852
SCR 13.769888
SDG 601.502245
SEK 10.049794
SGD 1.2802
SHP 0.754575
SLE 24.600999
SLL 20969.491881
SOS 571.929887
SRD 37.672502
STD 20697.981008
STN 21.711004
SVC 8.757067
SYP 13002.000254
SZL 16.694979
THB 33.659686
TJS 9.217388
TMT 3.51
TND 2.997002
TOP 2.40776
TRY 49.093402
TTD 6.789784
TWD 31.903903
TZS 2635.004027
UAH 44.939475
UGX 3973.556883
UYU 40.28499
UZS 11829.395814
VES 859.10005
VND 25982
VUV 119.747847
WST 2.7762
XAF 583.375553
XAG 0.016394
XAU 0.000239382489
XCD 2.70255
XCG 1.803617
XDR 0.707052
XOF 583.375553
XPF 105.684789
YER 236.375004
ZAR 16.695503
ZMK 9001.196697
ZMW 19.680804
ZWL 321.999592
SSP 5712.591899
MXV 2.071202
Israel se irrita com abstenção dos EUA em votação na ONU sobre cessar-fogo em Gaza
Israel se irrita com abstenção dos EUA em votação na ONU sobre cessar-fogo em Gaza / foto: © AFP

Israel se irrita com abstenção dos EUA em votação na ONU sobre cessar-fogo em Gaza

Israel reagiu, nesta segunda-feira (25), furiosamente à abstenção dos Estados Unidos que permitiu, pela primeira vez, aprovar no Conselho de Segurança uma resolução que pede um "cessar-fogo imediato" entre Israel e Hamas, após quase seis meses de guerra em Gaza, ameaçada pela fome.

Tamanho do texto:

Como resposta, Israel cancelou a visita de uma delegação que viajaria a Washington e alegou que a abstenção de seu principal aliado prejudica sua ofensiva contra o Hamas e os esforços para libertar os reféns nas mãos do movimento islamista.

"Trata-se de um claro retrocesso em comparação com a posição constante dos Estados Unidos no Conselho de Segurança desde o início da guerra", ressaltou um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Apresentada por membros não permanentes do Conselho, a resolução foi aprovada pelos 14 membros restantes.

Até agora, os Estados Unidos, aliados históricos de Israel, opunham-se sistematicamente ao termo "cessar-fogo" nas resoluções da ONU e bloquearam três textos desse tipo.

No entanto, nas últimas semanas, Washington mudou de tom e na semana passada propôs um projeto de resolução que apontava a "necessidade" de um cessar-fogo, mas o texto foi vetado por Rússia e China.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, celebrou a aprovação da resolução desta segunda e expressou sua "vontade de iniciar um processo de troca" de reféns por presos palestinos detidos em Israel.

A resolução, também comemorada pela Autoridade Palestina, que administra parcialmente a Cisjordânia ocupada, "exige um cessar-fogo imediato para o mês do ramadã" que leve a uma trégua duradoura e "exige a libertação imediata e incondicional de todos os reféns".

A Casa Branca, por sua vez, afirmou que a abstenção dos Estados Unidos não representa uma "mudança de rumo".

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU disse que a trégua em Gaza poderia começar "com a libertação de um primeiro refém".

A França, por outro lado, pediu na ONU um "cessar-fogo permanente".

- 'Seu descumprimento será imperdoável' -

De Washington, o ministro da Defesa israelense Yoav Gallant indicou que Israel não vai pôr fim à guerra até que o Hamas liberte os reféns.

"Não temos o direito moral de parar a guerra enquanto houver reféns em Gaza", declarou Gallant antes de se reunir com o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, e o secretário de Estado americano, Antony Blinken.

"Esta resolução deve ser aplicada. Seu descumprimento será imperdoável", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na rede social X.

A guerra teve início em 7 de outubro após um ataque do Hamas em Israel, que deixou 1.160 mortos, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados israelenses.

Os combatentes islamistas também sequestraram cerca de 250 pessoas, das quais Israel acredita que 130 sigam em Gaza, incluindo 33 que teriam morrido.

Em retaliação, Israel lançou uma ofensiva que já matou 32.333 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

Só nas últimas 24 horas, 107 pessoas morreram em Gaza por bombardeios israelenses, segundo a mesma fonte.

- Combates nos arredores de hospitais -

O Exército israelense está realizando operações ao redor de dois grandes hospitais em Gaza, Al Shifa e Al Amal, onde afirma que existem bases escondidas do grupo islamista.

O Exército informou que matou mais de 20 combatentes palestinos no domingo perto de Al Amal e que segue com suas operações "de precisão" no Al Shifa, onde, até agora, foram detidos cerca de "500 terroristas" e outros 170 morreram.

Segundo as autoridades do Hamas, o Exército israelense utilizou explosivos para destruir cerca de 20 casas e um prédio no bairro de Al Rimal, perto de Al Shifa, onde testemunhas relataram combates nesta segunda.

Centenas de civis fugiram da área durante a última semana.

- 'Não há comida' -

A escassez aguda de alimentos e de água aumenta o sofrimento dos civis em Gaza.

"Nem sequer temos comida que nos dê a energia necessária para ir pegar água", lamentou Bassam Mohammed al Hau na cidade de Jabaliya, no norte da Faixa.

Em um documento publicado nesta segunda, a relatora especial da ONU sobre os direitos humanos nos territórios palestinos disse que "existem motivos razoáveis" para afirmar que Israel comete "atos de genocídio em Gaza" e menciona o risco de uma "limpeza étnica".

O Hamas disse este mês que estava disposto a aceitar uma trégua de seis semanas, acompanhada da libertação de reféns em troca de prisioneiros palestinos.

A viagem da delegação israelense a Washington tinha como objetivo abrir consultas sobre o plano de Israel de lançar uma ofensiva contra Rafah, cidade no sul de Gaza onde se concentra uma enorme quantidade de refugiados palestinos, o que preocupa a comunidade internacional.

Os Estados Unidos, "decepcionados" com o cancelamento da visita, indicaram que vão buscar uma forma de alertar Israel contra um ataque a Rafah.

"Acreditamos que esse tipo de invasão em grande escala seria um erro", disse à imprensa o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller.

burs-jm/fz/jm/jsa/meb/js/ic/rpr

E.Lau--ThChM